Montfort Associação Cultural

3 de maio de 2006

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Parabéns pela resposta ao padre Moderno

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Pe. Emilson José Bento
  • Localizaçao: Campo Grande – MS – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação em andamento
  • Profissão: Sacerdote Católico
  • Religião: Católica

Estimado Orlando Fedeli,

Parabenizo-lhe pela resposta ao “Pe. Pedro A.” (será este mesmo o nome???)

Em um primeiro momento é até difícil acreditar que um padre, do clero religioso, septuagenário, com jubileu de ouro de sacerdócio, seja o autor de tais afirmações!!!

Tão indignado fiquei que resolvi logo escrever um e-mail parabenizando-lhe pela serenidade e fundamento da resposta dada.

Protesto quanto à afirmação que credita ao clero brasileiro tais pensamentos. Não sei a que clero ele se refere. Reconheço a crise atual e o culto ao modernismo, mas não se pode dizer que a parcela dos idólatras do modernismo, é “substancial e culta”. Entendo que esta não é melhor representação do clero brasileiro. Pelo contrário!

Eu tão jovem, mas sacerdos in aeternum, como ele, expresso realmente minha indignação. Não dá para entender que, em nome de uma “opinião leviana”, se calunie o Papa, a Idade Média, e se desvirtue ainda mais os seminaristas. Penso que ficar calado não é o melhor remédio, mas quando abrimos a boca, ou escrevemos algo, devemos ao menos ter a convicção de estarmos em busca da verdade, e não da opinião dos homens.

Muitas opiniões dos homens: que no Vaticano só há sobrevivência no fausto do poder; que o papa é decrépito; que a Igreja não é una; etc;

É raro alguém conseguir em tão poucas afirmações, trair e negar Sagrada Escritura, Concílios, Tradição, Magistério… Chega a ser uma façanha!!!

São João Evangelista, São Cipriano, Santo Inácio de Antioquia, Santo Agostinho, e tantos outros, “tremem no túmulo” com tais afirmações. Eu prefiro ficar com as afirmações destes e tantos outros confessores da fé e mártires! Estes, selaram sua adesão à verdade, com o martírio do testemunho ou ainda com o seu próprio sangue. Nunca se deixaram levar por seus baixos instintos, provocando agressões, acusações e difamações. Realmente, é preferível ficar com QUEM BUSCOU A VERDADE! A Verdade é Eterna, se fez presente no tempo em Jesus Cristo! Sendo eterna, se fez homem, se deu a conhecer no tempo dos homens, e nós podemos aderir e viver a Verdade Eterna, acolhendo Jesus Cristo, nosso Senhor. Esta verdade, trilhou Idade Antiga, Idade Média, e trilhará, ainda que na crise e na incompreensão, o nosso tempo. Eu prefiro realmente ficar com a verdade, que se espalha em todo o tempo, e se dá a conhecer àqueles que a procuram com fé. Fico com a verdade de todos os tempos, do tempo antigo, do tempo médio, de sempre. Não quero ficar com a verdade de uns caprichosos e manipuladores da verdade, formatando-a segundo seus interesses!

Certo estou de que minha voz não é única… Pena que muitos se calam!

Em tempos de Campanha da Fraternidade sobre os deficientes, rezemos pelos piores deficientes que podem existir: os incapazes de amar, os incapazes de crer, os incapazes de buscar a verdade, na certeza que ela existe, e é uma Pessoa, Jesus Cristo, o Salvador, que confiou à Igreja, o ANöNCIO DA VERDADE, para que a anuncie e custodie até o final dos tempos!

In Caritas,

Pe. Emilson José Bento

Muito prezado e reverendo padre Emilson,
Salve Maria.
 
    Como agradecer uma carta como a sua?
    Não há modo de fazê-lo humanamente. Por isso rogo a Deus Nosso Senhor que o recompense com suas graças pela coragem que o senhor revelou em sua missiva, defendendo a Fé e repudiando as ofensas de “Padre Pedro A.” ao Papa, e sua heresia com relação à unidade da Igreja. 
    Depois de receber uma carta tão baixa como a do tal ”Padre Pedro A.”– seja esse nome real ou fictício –, receber a sua mensagem de apoio foi como receber uma brisa suave na face.
    Agradeço-lhe em primeiro lugar seu posicionamento vigoroso em defesa da Fé, e, em segundo lugar, seu apoio caridoso à minha pessoa.
    Sua carta destemida honra o clero brasileiro, conspurcado pela heresia e desrespeito ao Papa registrado por um Padre atrevido que não temeu ofender um Papa ancião e a caluniar o Papa reinante.
    É de padres como o senhor revela ser nesta sua carta que o Brasil tem necessidade. Possa Deus suscitar vocações como a sua.
    Deus lhe pague, Padre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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