Montfort Associação Cultural

26 de agosto de 2004

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Padre muda expressão dita na missa

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Ana Lucia
  • Idade: 50
  • Localizaçao: Uberlândia – MG – Brasil
  • Religião: Católica

Sr, Orlando Salve Maria!

Tive oportunidade de participar de algumas missas em uma cidade no interior do estado de São Paulo e fiquei muito intrigada com o fato de que os padres não dizem: DEUS TODO PODEROSO, mas sim DEUS TODO AMOROSO.

Pergunto: Esta mudança na maneira de se referir ao Senhor Deus é uma determinação do Vaticano para todos os padres?

O folheto da missa consta DEUS TODO PODEROSO.

Pq. desses padres não se referirem mais a Deus como TODO PODEROSO?

O Sr. tem algo a me dizer acerca disso?

Atenciosamente

Ana Lucia

Muito prezada Ana Lúcia, salve Maria!

Infelizmente, depois do Vaticano II e da instituição da Nova Missa, muitos padres se consideram com direito — o que é bem falso — de mudar as palavras da Liturgia a seu capricho.

Essa mudança da expressão “Deus todo poderoso“, para “Deus todo amoroso” é simplesmente absurda. O padre que faz isso nada estudou sobre teologia e sobre Liturgia.

Esse absurdo é resultante da ignorância teológica e do sentimentalismo romântico que se difundiu no clero.

Na Liturgia, sempre que se vai pedir perdão a Deus se faz referência a sua onipotência.

Por que isso?

Porque o pecado é algo tão imenso, em seu grau de ofensa a Deus, que só um Deus onipotente e infinitamente misericordioso é capaz de perdoá-lo. Lembra-se, então, a onipotência divina, para que o homem tenha mais confiança na obtenção do perdão divino.

É claro que Deus é Amor infinito. Mas Deus não é sentimento infinito.

Hoje, fala-se de amor em sentido sempre sentimental, quando não sensual. Esses padres, normalmente, julgam que amar é sentimento. Ora, Deus não tem sentimento.

Amar é querer bem. Amar é um ato da vontade. Deus nos ama, porque nos quer o bem infinito, que é Ele mesmo. Deus nos ama, porque nos quer dar o céu, felicidade infinita que consiste na união santa com Ele, vivendo para sempre em nossas almas.

Rezemos para que Deus nos conceda santos e sábios sacerdotes que anunciem o seu Evangelho “digne et competenter“, digna e competentemente como se dizia na Missa antiga, e não de modo tantas vezes chocarreiro e ignorante como se vê, infelizmente, em tantas Missas Novas.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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