Montfort Associação Cultural

28 de julho de 2007

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Padre modernista define: A missa é ´curtir Jesus Cristo`

Autor: Marcelo Fedeli

  • Consulente: Márcio Henrique
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Um padre modernista define: A missa é “curtir Jesus Cristo”

Caro Professor Orlando Fedeli e amigos da Montfort,

Salva Maria.

Gloria in excelsis Deo!

Como é bom compartilhar com os senhores a alegria pela liberação da Santa Missa de Sempre!

Neste momento em que rejubilam os verdadeiros católicos, os modernistas estrebucham ainda mais
desesperados suas heresias. Os sites que odeiam a Tradição católica estão partindo para o desespero. A verdadeira baixaria que eles estão promovendo é um testemunho evidente de que eles não defendem a verdade católica. Porque quem está do lado da verdade, não precisa descer ao nível que eles estão descendo para defender o moribundo concílio.

Mas a “pérola” que transcrevo nesta carta foi tirada de um folheto de missa. O artigo inteiro é muito grande, por isso vou transcrever abaixo apenas o trecho onde é maior a “densidade de heresias”:

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O Mistério

A missa não é um show nem um espetáculo, é curtir Jesus Cristo. É ouvir o que Ele tem a dizer (Liturgia da Palavra) e fazer memória (celebrar) o que Ele fez na última Ceia, mandando que a gente faça o mesmo (Liturgia Eucarística). É sentar-se aos pés dele para ouvi-lo, captá-lo, entendê-lo, saboreá-lo, assimilá-lo.

Fazer o mesmo que Ele fez não significa repetir de maneira formal os gestos daquela ceia. Que fez Ele? Decidiu dar a vida e aceitar a humilhação da cruz, para livrar a humanidade da cobiça e do orgulho que matam. Para que a freqüência das celebrações não esvaziem seu sentido, é preciso curtir Jesus, sentar-se aos pés dele, buscar entendê-lo cada dia melhor.

Pe. José Luiz Gonzaga do Padro
(Diocese de Guaxupé, MG)

Editora Santuário – Aparecida/SP
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Para os modernistas, a missa é “curtir Jesus Cristo”!!! Não nos ajoelhamos mais para adorá-lo, mas vamos à missa apenas para “curti-lo”! Não vemos, no texto, benhuma menção à renovação do sacrifício do Calvário. Pelo contrário, é repetida a idéia conciliar de simples memória. E, para este padre modernista, Cristo não morreu para tirar o pecado do mundo, mas apenas para nos livrar “da cobiça e do orgulho”. Bem naturalista, como o “espírito” do Concílio, que agora agoniza. Graças a Deus ele agoniza. Teremos um enterro, mas não vamos cantar o Requiem, e sim o Te Deum. Deo Gratias.

Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat!

Márcio Henrique

Muito prezado Márcio Henrique,
Salve Maria.

     Muito lhe agradeço sua carta com as horríveis citações de um texto do Padre José Luis Gonzaga do Prado, de Guaxupé.
     “Curtir Cristo” é, sem dúvida, um modo blasfemo de se referir à Missa.
     Em boa hora veio o Motu Proprio de Bento XVI para por fim a esses absurdos profanadores da Missa.
     Você também tem muita razão ao notar que há sites cheios de ódio e de rancor, que tendo defendido que assistir a Missa de Sempre, sem licença do Bispo era ato cismático, e que criticar o Concílio Vaticano II era heresia, pois julgam que esse Concílio pastoral seja infalível — agora, em vez de voltarem atrás e reconhecerem sue erro, por orgulho, insistem no erro.    
     É duro para o orgulho humano reconhecer que errou. O Papa declarou que a Missa nunca foi revogada. Portanto, quem estava violando a lei eram os Bispos que impediam injustamente a celebração da Missa de sempre. Os sites que defendiam tese oposta a de Bento XVI sobre a licitude da Missa de sempre, deviam reconmhecer que erraram, ou pelo menos que se enganaram. Preferem sofismar e passam a defender a infalibilidade do Concílio Vaticano II, mesmo depois que o Papa declarou que a letra do Concílio é ambígua e que, por isso, ele teve que explicar o famoso subsistit.   
     Mais ainda. No Motu Proprio está dito que a razão dele é também preparar o retorno dos lefebvristas. Logo mais será declarada nula e não acontecida a excomunhão de Dom Lefebvre e de Dom Mayer que atacavam o Concílio Vaticano II e a Nova Missa. A anulação dessa exomunhão significará que atacar o Vaticano II não causa excomunhão. Logo, que o Vaticano II não é e nunca foi infalível, não exigindo adesão de fé divina e católica.
     Rezemos por esses coitados para que reconheçam seu erro.
     Quando ao padre Luiz Gonzaga, caso ele mude de “curtição”, ele vai ter que curtir uma advertência de seus superiores, e se não tiver que curtir isso, Deus tenha piedade de sua alma.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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