Montfort Associação Cultural

10 de junho de 2007

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Padre Marcelo Rossi: blasfemador ou herege?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Arthur Thompson
  • Localizaçao: Rio de Janeiro – RJ – Brasil
  • Religião: Católica

Caro prof. Orlando Fedeli e colaboradores da Montfort, quero em primeiro lugar agradecer o precioso e preciso trabalho realizado pelo Sr. e pela Associação, ao que parece a única instituição divulgando a verdadeira e sã Doutrina da Igreja Católica na internet ou mesmo publicamente. Doutrina esta que infelizmente não é mais ensinada, pois não temos mais padres que a ensinem aos fiéis. E na minha cidade, o Rio de Janeiro, tampouco padres que celebrem a Sã e Santa Missa de Sempre, menos ainda um bispo que permita. E o(s) padre(s) que existem e celebra(m) não são muito sãos, se é que me entende.

Não é bom ficar sem padres e nem tampouco ficar sem a Santa Missa de Sempre (aliás toda vez que desejo assistir a boa e Santa Missa de Sempre, tenho que me deslocar até outra cidade ou até outro estado, pois não existe esta Graça aqui na metrópole do Rio da forma desejável) mas pior ainda é ter a companhia de lobos travestidos de ovelhas, padres blasfemadores e hereges que guiam o rebanho em direção ao precípicio eterno.

Fiquei atônito esses dias quando lia alguns artigos sobre a visita do papa na internet, ao me deparar com uma entrevista da Revista Isto É Gente com o Padre Marcelo Rossi pouco antes da visita.. Simplesmente não pude acreditar no que esse senhor, padre, sacerdote, disse. Queria mesmo uma confirmação dessa entrevista ou de alguém, se foi mesmo isto que ele disse, pois se foi verdade, acho o fato da maior gravidade e entendo que foi muito de bom alvitre, se foi verdade, o mesmo ter sido impedido de aproximar-se de Sua Santidade, pois lhe faltou inteiramente com todo o respeito, bem como a Nosso Senhor e aos demais fiéis. Mas sinceramente, no Brasil da CNBB e da teologia da libertação parece que tudo é possível e permitido.

Caro prof. espero conhece-lo se possível for na próxima ocasião em que vier a esta cidade.
Espero que publique esta carta.

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A entrevista está aqui: http://www.terra.com.br/istoegente/402/entrevista/index.htm
Entrevista • Home • Revista 14/05/2007

Abaixo do texto seleciono os trechos que me impressionaram e coloco comentários.

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“Muitas vezes me confesso com um padre da Opus Dei, porque respeito”, diz padre Marcelo

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padre Marcelo Rossi
‘‘O papa não é uma pessoa fria’’

O sacerdote, que fez o disco mais vendido do País em 2006, deve cantar para Bento 16, diz que tirou 6.532 fotos com fãs em um ano e conta que dormia nas aulas de latim

DiÓgenes Campanha

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Quando Joseph Ratzinger se tornou Papa, houve quem dissesse que seu conservadorismo seria um obstáculo às missas celebradas pelo padre Marcelo Rossi. O sacerdote, no entanto, nega qualquer conflito com a Igreja. Ele deve cantar na vigília que antecede a missa campal celebrada por Bento 16 em São Paulo, na sexta-feira 11. Ele lembra como se surpreendeu com o então cardeal alemão quando o conheceu, em 2003: “Não acreditei quando ele veio falar comigo, porque passa uma idéia de uma pessoa rígida, mas é o contrário”, diz. No dia 20 de maio, o padre fará 40 anos em meio a projetos e sucessos. Seu último disco, Minha Bênção, foi o mais vendido de 2006, com 867 mil cópias e seu programa de rádio, Momento de Fé, tem média de 2 milhões de ouvintes por minuto. Mas sua meta é terminar a construção do Santuário Mãe de Deus, em São Paulo, que substituirá o galpão do atual Santuário do Terço Bizantino e terá capacidade para mais de 90 mil fiéis.

O que espera da vinda do papa ao Brasil?
Não gosto de comparação, ainda mais pelo carinho que tenho pelo papa João Paulo 2º. Mas, em 2003, fomos entregar o filme Maria, Mãe do Filho de Deus ao Papa e visitamos a Congregação para a Doutrina da Fé. Quando falaram “cardeal Ratzinger”, gelei. Os cardeais me cumprimentaram e fiquei no meu lugar. Ele saiu e fez questão de falar comigo. Uma docilidade, um carinho… Ficamos 15 minutos falando sobre o filme e outras coisas. As pessoas têm a visão de uma pessoa rígida, mas ele é de uma simplicidade incrível. Hoje, a quarta-feira (dia em que o Papa faz audiências públicas no Vaticano) é mais cheia do que com o papa João Paulo II. E não é fácil substituí-lo. É um estilo diferente, não dá para comparar o carisma. Mas a presença dele vai mostrar que o papa não é uma pessoa fria.

Houve alguma restrição ao seu repertório?
Não. Mas sempre tem pessoas com horizonte estreito e, por incrível que pareça, não são os padres, mas uma irmã religiosa, da organização. Ela disse “não pode isso, tem que ser assim…”, então dissemos: “Nos dê o tema e a gente conduz”. O papa é um mensageiro da paz, o repertório seguirá esse tema. Vou cantar muito, só que músicas de louvor.

O papa tem uma visão conservadora da liturgia, contrastando com o despojamento das missas que o senhor celebra. Como vê isso?
Você viu que a queda (do número de fiéis) na Igreja Católica parou e o número de jovens aumentou? Não vou dizer que sou eu, mas ajudamos nisso. Faço missas lotadas aos domingos e, à tarde, faço a Discoteca de Jesus (celebração em que as músicas religiosas são mixadas com ritmos modernos). Você não acredita no número de jovens que está participando. E o papa tem respeito profundo por todos os movimentos. A coisa mais linda na Igreja é a unidade na diversidade. Muitas vezes me confesso com um padre da Opus Dei, porque respeito. As pessoas têm que ter a cabeça aberta, inclusive para a música. Acho canto gregoriano fantástico, mas não vou chegar no Santuário cheio e começar: (imita o canto gregoriano) “Quiriêê”. As pessoas iriam dormir!

O papa apóia sua atuação?
Se não tivesse a aprovação, estaria cantando para ele?

Ele recomendou que algumas missas especiais sejam rezadas com trechos em latim. O que acha?
Fantástico. Mas, sinceramente, não contem comigo para rezar esse tipo de missa. Estudei latim e hebraico e, por incrível que pareça, sei mais o hebraico, porque eu dormia na aula (risos)! O professor era terrível e, se a gente não pratica, esquece. Se me mandarem falar latim, vou fazer: “Au, au, au!”

Sandy e Junior, inicialmente convidados para cantar para ele, acabaram vetados e a Sandy disse que “ninguém é santo, nem o papa”. O que achou disso?
Prefiro não entrar nessa polêmica. Falei tantas coisas quando era jovem que hoje não falaria. É aí que você vê como é importante a prudência, a sabedoria.

O senhor não faz mais missas grandiosas. Sente falta?
Depois daquela da virada do milênio (que levou 2 milhões ao autódromo de Interlagos, em 2000), prometi nunca mais fazer grandes missas, porque toda responsabilidade é minha e, se acontecer alguma coisa, pode dar até cadeia. É melhor fazer várias missas do que uma grande. O carinho é interessante, mas me esgota. Aeroporto, por exemplo, esgota muito. As pessoas tentam me colocar em primeira classe, área vip, mas recuso. Sou padre, não sou artista. E você tem que atender todo mundo. Antes, pediam autógrafos e eu falava: “Se quiser uma bênção, dou com todo carinho”. Hoje tem a bênção e a foto, todo mundo tem máquina. Se você não dá, mesmo cansado, a pessoa nunca mais vai querer saber. Após o lançamento do CD, tirei 6.532 fotos. O meu pai contou o número (risos)!

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Nessa entrevista do jornalista Diógenes Campanha me saltou a atenção diversos trechos que transcrevo aqui :

“Muitas vezes me confesso com um padre da Opus Dei, porque respeito”, diz padre Marcelo
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Então os outros padres ele não respeita? Não são dignos de ministrar uma confissão se de acordo com a Doutrina da Igreja ? Só os da Opus Dei ?
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Ele recomendou que algumas missas especiais sejam rezadas com trechos em latim. O que acha?
Fantástico. Mas, sinceramente, não contem comigo para rezar esse tipo de missa. Estudei latim e hebraico e, por incrível que pareça, sei mais o hebraico, porque eu dormia na aula (risos)! O professor era terrível e, se a gente não pratica, esquece. Se me mandarem falar latim, vou fazer: “Au, au, au!”
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Se eu entendi bem, ele vai fazer “au au” quando sua Santidade mandar celebrar a missa em latim, quando for celebrar a missa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ? Vai celebrar a missa assim pra quem ? Para cães ou para o “cão” ???!!!

Alguém diga-me que isso não é verdade! Por favor, eu não posso ter lido esse absurdo! Não pode ser verdade !!!!
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Sandy e Junior, inicialmente convidados para cantar para ele, acabaram vetados e a Sandy disse que “ninguém é santo, nem o papa”. O que achou disso?
Prefiro não entrar nessa polêmica. Falei tantas coisas quando era jovem que hoje não falaria. É aí que você vê como é importante a prudência, a sabedoria.
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Realmente, a prudência e a sabedoria são importantes. Atributos que esse padre parece não ter ou deve ser jovem demais !!!

Muito prezado Arthur,
Salve Maria.

     Deus lhe pague por suas palavras tão generosas para com o nosso trabalho no site Montfort. Peço-lhe que reze por nós.
        

     A entrevista de Padre Marcelo Rossi é uma coisa de uma vulgaridade única.     
     Como um padre pode dizer e publicar uma frase com esta?:

Entrevistador: “Ele– [Bento XVI--] recomendou que algumas missas especiais sejam rezadas com trechos em latim. O que acha?
Padre Marcelo Rossi: “Fantástico. Mas, sinceramente, não contem comigo para rezar esse tipo de missa. Estudei latim e hebraico e, por incrível que pareça, sei mais o hebraico, porque eu dormia na aula (risos)! O professor era terrível e, se a gente não pratica, esquece. Se me mandarem falar latim, vou fazer: “Au, au, au!” .
 
     Que desrespito para o caráter sacerdotal que ele possui!
     Que desrespeito para a inteligência humana!
     Como uma pessoa desse nível foi ordenada padre?

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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