Montfort Associação Cultural

25 de agosto de 2009

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Padre Joãozinho não se aguenta e lança desafio-fuga contra Montfort

  • Consulente: Ronaldo da Silva Mota
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Religião: Católica

Prezado Professor, Salve Maria!

Parece que o Pe. Joãozinho não acatou o conselho do Padre jesuíta para que deixasse de discutir com a Montfort…

Veja o desafio-fuga que ele fez no blog:

Resposta ao desafio do Sr. Orlando Fedeli e NOVO DESAFIO
Recebi alguns comentários perguntando qual seria a minha resposta ao desafio lançado publicamente pelo Sr. Orlando Fedeli, do site Montfort, a respeito de um post em que afirmo que “é um absurdo não reconhecer que existe santidade entre os evangélicos”. Sr. Orlando rebate dizendo que absurdo seria reconhecer que existem evangélicos santos. Em outras partes do seu comentário este senhor é mais tomado pelo humor (mau) do que pela razão e ataca a minha pessoa e a de outros sacerdotes, inclusive com apelidos depreciativos. Lamentável. Sobre isso tenho pouco a falar, pois a falta de caridade é explícita e fala por si só. Vamos manter aqui o nível do debate. O desafio foi subscrever uma frase do IV Concílio de Latrão. Eis o trecho central da crítica (a íntegra em www.montfort.org.br)

“Mas que haja santos protestantes não é possível.

Diz São Paulo — que não foi avaliado pelas notas da Capes — que “Sem a fé é impossível agradar a Deus”(Heb, XI, 6).

Ora, os protestantes não têm Fé verdadeira. Logo, eles não podem agradar a Deus e, portanto, não podem ser santos.

Padre Joáozinho (sic) muito provavelmente desconhece que o IV Concílio de Latrão declarou infalivelmente que fora da Igreja não há salvação:

“De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, não de hereges, mas a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva”
(IV Concílio de Latrão, Denzinger 423).

Desafiamos Padre Joãozinho a subscrever ou a negar publicamente essa declaração infalível do IV Concílio de Latrão.”
Um forte abraço bem amigo.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Poderíamos aqui tecer longas considerações teológicas sobre a hermenêutica desta máxima “Extra ecclesia nulla salus”. Não me parece necessário, pois tudo foi resolvido pelo Concílio Vaticano II no “subsistit”. Nossa visão é a da Igreja Católica Apostólica Romana, em seu magistério recente e INFALÍVEL. Falamos de uma Encíclica UT UNUM SINT (que todos seja um).
Vejo que o sr. Orlando Fedeli engana seus seguidores afirmando que está em comunhão com o magistério da Igreja Católica. Na verdade ele não está. Suas afirmações são de natureza cismática. Neste sentido ele é um “protestante”. Seus protestos contra o magistério atual da Igreja são claros. Melhor para ele que a Igreja Católica reconheça possibilidade de santidade e de salvação entre os não-católicos, pois caso contrário sua própria santidade e salvação estariam em risco. A coerência do sr. Orlando Fedeli com suas idéias cismáticas o levaria à certeza de sua condenação eterna por não estar em comunhão com o Magistério da Igreja Católica.
DESAFIO O SR. ORLANDO FEDELI A SUBSCREVER OU NÃO ESTE TRECHO LITERAL DA ENCÍCLICA “UT UNUM SINT”.

EIS O TRECHO DO ESCRITO OFICIAL DA IGREJA CATÓLICA ONDE APOIO MINHA AFIRMAÇÃO DE QUE EXISTE SANTIDADE POSSÍVEL ENTRE OS EVANGÉLICOS:
10. Na atual situação de divisão entre os cristãos e de procura respeitosa da plena comunhão, os fiéis católicos sentem-se profundamente interpelados pelo Senhor da Igreja. O Concílio Vaticano II reforçou o seu empenho com uma visão eclesiológica clara e aberta a todos os valores eclesiais presentes nos outros cristãos. Os fiéis católicos enfrentam a problemática ecumênica com espírito de fé.
O Concílio diz que « a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele », e contemporaneamente reconhece que « fora da sua comunidade visível, se encontram muitos elementos de santificação e de verdade, os quais, por serem dons pertencentes à Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica ». 11
« Por isso, as Igrejas e Comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja Católica ». 12

11. Deste modo, a Igreja Católica afirma que, ao longo dos dois mil anos da sua história, foi conservada na unidade com todos os bens que Deus quer dotar a sua Igreja, e isto apesar das crises, por vezes graves, que a abalaram, as faltas de fidelidade de alguns dos seus ministros, e os erros que diariamente investem os seus membros. A Igreja Católica sabe que, graças ao apoio que lhe vem do Espírito Santo, as fraquezas, as mediocridades, os pecados, e às vezes as traições de alguns dos seus filhos, não podem destruir aquilo que Deus nela infundiu tendo em vista o seu desígnio de graça. E até « as portas do inferno nada poderão contra ela » (Mt 16, 18). Contudo, a Igreja Católica não esquece que, no seu seio, muitos eclipsam o desígnio de Deus. Ao evocar a divisão dos cristãos, o Decreto sobre o ecumenismo não ignora « a culpa dos homens dum e doutro lado », 13 reconhecendo que a responsabilidade não pode ser atribuída somente aos « outros ». Por graça de Deus, porém, não foi destruído o que pertence à estrutura da Igreja de Cristo e nem mesmo aquela comunhão que permanece com as outras Igrejas e Comunidades eclesiais.
Com efeito, os elementos de santificação e de verdade presentes nas outras Comunidades cristãs, em grau variável duma para outra, constituem a base objectiva da comunhão, ainda imperfeita, que existe entre elas e a Igreja Católica.
Na medida em que tais elementos se encontram nas outras Comunidades cristãs, a única Igreja de Cristo tem nelas uma presença operante. Por este motivo, o Concílio Vaticano II fala de uma certa comunhão, embora imperfeita. A Constituição Lumen gentium ressalta que a Igreja Católica « vê-se unida por muitos títulos » 14 a estas Comunidades, por uma certa união verdadeira no Espírito Santo.

12. A mesma Constituição explicitou amplamente « os elementos de santificação e de verdade » que, de modo distinto, se encontram e atuam para além das fronteiras visíveis da Igreja Católica: « Muitos há, com efeito, que têm e prezam a Sagrada Escritura como norma de fé e de vida, manifestam sincero zelo religioso, crêem de coração em Deus Pai onipotente e em Cristo, Filho de Deus Salvador, são marcados pelo Batismo que os une a Cristo e reconhecem e recebem mesmo outros sacramentos nas suas próprias igrejas ou comunidades eclesiásticas. Muitos de entre eles têm mesmo um episcopado, celebram a sagrada Eucaristia e cultivam a devoção para com a Virgem Mãe de Deus. Acrescenta-se a isto a comunhão de orações e outros bens espirituais; mais ainda, existe certa união verdadeira no Espírito Santo, o qual neles atua com os dons e graças do seu poder santificador, chegando a fortalecer alguns deles até ao martírio. Deste modo, o Espírito suscita em todos os discípulos de Cristo o desejo e a prática efetiva em vista de que todos, segundo o modo estabelecido por Cristo, se unam pacificamente num só rebanho sob um só pastor ». 15
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25051995_ut-unum-sint_po.html
——————-
Sr. Orlando, responda com sinceridade:
1. O sr. aceita este documento oficial da Igreja e o subscreve?
2. O sr. aceita o Concílio Vaticano II?
3. O sr. aceita o Magistério infalível do Santo Padre?
4. O sr. recebeu da Igreja Missio Canonica?
5. Qual o seu bispo?
6. Seu site tem Nihil Obstat e Imprimatur?
Finalizo parabenizando-o pelo Curso de Latim I ministrado pela Profa. Lúcia Sant´Anna.

In Corde Jesu
Dr. Pe. João Carlos Almeida, scj

 

Muito prezado Ronaldo, salve Maria.
 
     Vi, sim, esse desafio-fuga de Padre Joãozinho. Como criança que foge e de longe atira uma pedra, e desafia, assim ele deixou de responder à comprovação que demos de sua heresia contra a presença real de Criso na Eucaristia, e de sua ignorância metafísica. Agora ele implicitamente afirma que o Vaticano II revogou o dogma proclamado no IV Concílio de Latrão — Concílio infalível — para levantar contra o dogma de que fora da Igreja não há salvação, as afirmações do pastoral Vaticano II e da encíclica Ut unum sint, como se ela fosse INFALÍVEL.
 
     Claro que aceitarei esse desafio. Logo mais publicarei um Comunicado e , depois, responderei à “argumentação” dele e à listinha de perguntas que ele me fez.
 
     Pobre sacerdote perdido entre texto e contexto. Desnortaedo entre concílio infalível e concílio pastoral. Confundido entre a hermenêutica da ruptura e a fidelidade ao ensino infalivel tradicional. Emaranhado no cipoal dos sofismas, não distinguindo entre magistério infalível e magistério não dogmático, portanto, passível de ser falível. Esse sacerdote nem tem lido o que o Papa Bento XVI tem ensinado sobre os erros do chamado “espírito do Vaticano II”.
 
     Rezemos pelo clero.
 
In Corde Jesu, semper,
     Orlando Fedeli

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