Montfort Associação Cultural

17 de agosto de 2006

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Padre diz que o Concílio Vaticano II quis ensinar que o Reino de Deus pode ser dado a um budista ou islâmico

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Pe. Roberto Santos Silva
  • Localizaçao: Iguai – BA – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Sacerdote
  • Religião: Católica

é lamentável, ver católicos que não duvidamos de seu amor a Jesus constinuado na história da humanidade (a satissima igreja católica), receosos em aceitar o concílio do vaticano II. É mesmo certo que não foi um concílio que pretendiam afirmar dogmas, até mesmo porque a Igreja só afirma dogmas quando se coloca em dúvida algo que ela já professa. porém, o concíclio ao se tratar por exemplo do ecumenismo, ele em suma quis dizer o seguinte: o reino é de Deus e, sendo dele, ele o dar a quem ele quiser. porerá mesmo dá-lo a um budista, um islamita… é mesmo muito triste estes tipos de católicos tradicionalistas (em oposição ao “mordenista”) que entravam o progesso do reino de Deus no mundo. Deus não pede contas de um evangelho que uma pessoa nunca ouviu.

Muito prezado e Reverendo Padre Roberto,
Salve Maria.
 
    Fico muito contente que o senhor reconheça que o Concílio Vaticano II não proclamou dogmas. Estamos de acordo, pelo menos nesse ponto. O que lhe permitirá iniciar um diálogo comigo.
    E sendo o Vaticano II meramente pastoral,– sem nenhum dogma - isso dá liberdade ao fiel de criticá-lo, como reconheceu o  próprio Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, ao escrever:
 
 Vaticano II não proclamou dogmas e nem ensinou com certezas
 
No Concílio Vaticano II, disse Ratzinger, “não há dogmas, nem mesmo na proposição sobre a sacramentalidade do episcopado. Resta, portanto, dar uma explicação positiva, isto é, que grau de certeza apresentam os textos promulgados? Esta questão não ficou de todo clara, nem mesmo com as palavras da comissão teológica.” (Joseph Ratzinger , Das Neue Volk Gottes – Enwürfe zur Ekkleseologie, Patmos-Verlag, Düsseldorf, 1969, trad. br. por Clemente Raphael Mahl: O Novo Povo de Deus, São Paulo, Paulinas, 1974, p. 190, destaques nossos).
 
Cardeal Ratzinger: Os católicos que se mostram escandalizados com o Vaticano II não devem ser desprezados, mas compreendidos
 
“Para outros, o concílio [Vaticano II] deu um grande escândalo ao ceder terreno ao mundo desvirtuado. Esses últimos lamentam-se pelo fato de o concílio ter provocado verdadeiras crises e ter discutido coisas que para eles estavam absolutamente certas. (…) Tendo diante de si este exemplo– [o de Santa Teresa d"Ávila, cuja conversão a afastou da "abertura para o mundo" de seu convento "aggiornatto" ] — , os mais conservadores se perguntam: e o concílio, não enveredou ele por um caminho completamente oposto e que só poderá conduzir a uma meta bem diversa que não a da conversão? Nenhuma dessas dúvidas, de qualquer corrente de pensadores que proceda, deve ser desprezada. É preciso haver muita compreensão com relação às críticas sobre o concílio.” (Joseph Ratzinger, Das Neue Volk Gottes – Enwürfe zur Ekkleseologie, Düsseldorf: Patmos-Verlag, 1969, trad. br. por Clemente Raphael Mahl: O Novo Povo de Deus , São Paulo: Paulinas, 1974, p. 282. O destaque é nosso.)
 
     O senhor teve a bondade de me dizer o que Concílio quis ensinar:

o concíclio ao se tratar por exemplo do ecumenismo, ele em suma quis dizer o seguinte: o reino é de Deus e, sendo dele, ele o dar a quem ele quiser. porerá mesmo dá-lo a um budista, um islamita…”

     O senhor poderia me dizer em que documento, o Concílio Vaticano II expressou essa frase?
     Desde ja agradeço a sua caridade. 
     Rezemos pelo Papa Bento XVI.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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