Montfort Associação Cultural

26 de janeiro de 2005

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Padre critica o site Montfort

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Pe. Rodrigo
  • Idade: 27
  • Localizaçao: Valinhos – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Presbítero
  • Religião: Católica

Prezado Sr. Orlando Fedeli

Desde que tomei conhecimento da Montfort, sinceramente não sei se sinto compaixão ou pena dos comentários aqui tecidos…

Bem sei que acabo de me englobar neles ao escrever-lhe esta mensagem. Porém, acho bom dizer-lhe que o coloco em minhas orações desde então.

Tenho plena consciência que sua resposta possa não ser agradável… nem espero por isso, pois seria contraditório. Sinto uma profunda pena por saber que o senhor se denomina um Católico praticante.

Qual a sua fé? Retórica? Filosófica? Falaciosa?… Triste fim o seu!

ORO POR VOCÊ!;

E conclamo a todos os Católicos e homens de boa vontade que também orem!

comentários: Por meio de um bom fiel que se penalisou como eu pelo conteúdo aqui expresso!

Muito Reverendo e prezado Padre Rodrigo, Salve Maria!

Quero agradecer, antes de tudo, suas caridosas preces por minha alma.

Orações sempre são boas, ainda mais as de um Sacerdote. Deus lhe pague!

Mas permita-me dispensar as orações dos, hoje, chamados “homens de boa vontade” que, o senhor conclama a rezarem, também, por mim.

E por que as dispenso?

Porque desde João XXIII, que a eles se referia no cabeçalho diretivo de suas encíclicas, se distinguiram certos misteriosos “homens de boa vontade” dos católicos fiéis, dos cristãos, dos judeus e maometanos, dos pagãos , e até dos ateus.

Quem seriam, então esses tais misteriosos “homens de boa vontade”?

Não sendo eles católicos, nem cristãos, quem seriam eles?

Parece que o senhor conhece alguns deles, pois que até os conclama a rezarem por minha alma tão penada, que lhe causa tanta pena…

O senhor pode me dizer, Padre, quem são esses “homens de boa vontade” com os quais o senhor reza?

O senhor me diz algo que não entendi, talvez porque o senhor não tenha se expressado… retoricamente bem.

Escreveu-me o senhor:

“Sinto uma profunda pena por saber que o senhor se denomina um Católico praticante”.

Como, Padre?

O senhor sentiu pena porque sou católico praticante, e por dizer-me tal?

O senhor preferiria, então, que eu não fosse católico, ou que não fosse praticante?

Ou que não me confessasse católico?

Francamente, não entendi sua pena.

Será que o senhor usou mal a pena?

Que estranho desejo em um Padre….

Que estranha pena em sua alma sacerdotal…

E o senhor me pergunta qual é a minha Fé, ao mesmo tempo em que me vaticina um fim triste, isto é, morte má:

“Qual a sua fé? Retórica? Filosófica? Falaciosa?… Triste fim o seu!”

Minha Fé -será que o senhor não percebeu? – é, graças a Deus, a Fé Católica Apostólica Romana. É a Fé que se canta no Credo, na Missa. Credo que o senhor deve rezar todo dia, em sua santa Missa, não é Padre?

Como o senhor não identificou a minha Fé?

Como o senhor não percebeu que ela é a mesma Fé que o senhor reza no Credo em suas Missas?

Não posso imaginar que um Padre Católico tenha um Credo e uma Fé diferente da minha, e diferente do Credo de sempre.

E de novo, usando mal sua pena, para expressar a pena que o senhor tem de mim, o senhor me pergunta se minha Fé é Filosófica.

O senhor escreveu e assinou:

“Qual a sua fé?(…) Filosófica?”.

Uái, Padre!

Será que o senhor não sabe que não existe Fé filosófica?

Será que, depois de tantos anos de estudo, num seminário, — onde se estuda tanto, não é, Padre? – será o senhor desconhece a diferença entre Filosofia e Teologia?

Não é possível!…

Fé filosófica?

Que é isso, Padre?

Ah… Talvez que os “homens de boa vontade” sejam aqueles que têm uma “Fé filosófica”…

Eu, não Padre. Minha Fé, como já lhe disse, mas faço questão de repetir, é a da Igreja Católica Apostólica Romana, graças a Deus.

E a sua, Padre, qual é?

Tenho receio que seja uma outra Fé, visto que o senhor deixa entender que a sua Fé não coincide com a minha.

Será que o senhor é um adepto da Nova Fé Modernista tão difundida, hoje, entre tantos clérigos?

E o senhor me pergunta ainda se minha Fé é “Falaciosa?”.

Que entende o senhor por uma Fé falaciosa?

O senhor quer dizer que, na verdade, não tenho Fé?

Que finjo ter Fé?

Seja mais claro, Padre.

E que entende o senhor por Fé “Retórica”?

O senhor quer dizer, talvez , que só falo em Fé da boca para fora?

Que sou um hipócrita?

Vai ver que não…

Como o senhor parece ignorar a diferença entre Filosofia e Teologia, talvez, de novo, o senhor se tenha expressado mal, por desconhecer o que significa, de fato, a palavra retórica.

Quero ser compreensivo, e não pensar o pior.

Digamos que o senhor se expressou retoricamente mal, para desculpá-lo do pior.

E o senhor me vaticina um “fim triste”…

Em italiano, isso se diz “la mala morte”.

E desejar “la mala morte” é uma maldição.

E maldição de Padre, se diz, costuma pegar.

Libera me Domine de mala morte, de morte aeterna.

Ab homine iniquo et doloso erue me, Domine.

Sorte que o senhor apenas me vaticinou a “mala morte”, sem desejá-la …espero…

E falando em morte, sempre pedi, na Comunhão, que Deus me concedesse uma graça que certamente não mereço, e que duvido Ele me conceda: que eu seja morto pela Fé. Que eu seja morto por defender a Fé da Igreja Católica Apostólica Romana, pela qual vivi e pela qual quero morrer.

Quem sabe então Padre que eu lhe possa fazer um pedido…

Já que o senhor bondosamente me oferece suas preces, e mais certamente me vaticina um”fim triste”, posso lhe pedir um santo favor?

Reze para que Deus me faça um dia, ao sol , numa manhã azul, que eu possa morrer pela Igreja, que eu possa ser morto por defender a Fé Católica Apostólica Romana.

Pois que

” Y la glória derradera ,
por la cual yo bien muriera,
dar mi sangre viva y fiera,
por mi Diós y su bandera.
Con mi sangre roja y fiera,
hacer roja su bandera”.

Pois,

“Si la Iglesia verdadera,
la mi vida me pidiera,
yo mil vidas oferecera,
por mi Diós y su bandera.
Yo mil vidas yo las diera
por guardar la Fé entera”

Não quer o senhor, Padre, rezar por minha pobre alma, para que se me conceda essa graça que exprimi, um dia, nesses versos simples?

Assim se juntariam suas preces ao “triste fim”, segundo o mundo. “La mala morte, con la santa morte”. Que não mereço.

E, para efetivar essa graça, aí sim, conto com a eficiente cooperação dos tais conhecidos seus, os “homens de boa vontade”.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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