Montfort Associação Cultural

14 de agosto de 2009

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Outro Padre amigo ajuda a desarmar arapuca de Padre Joãozinho contra a Montfort

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Anonimo
  • Religião: Católica

Caro Prof.,

Salve Maria!

A engenhosidade maligna do Pe. Joãozinho não tem diminutivos!…

Desta vez, ele muda o foco da questão, tentando sair ileso. Mas, felizmente, não consegue esconder sua desonestidade, citando sem as devidas referências nada mais nada menos que textos pontifícios (Cf. BENTO XVI, S.S. Carta Encíclica Deus Caritas est, n. 13; Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, nn. 11,15 e 36) , escondendo suas intenções escusas…

Só por esta desonestidade pública, inaceitável em qualquer posição que queira ser minimamente científica, Pe. Joãzinho desonra seus títulos acadêmicos e sua própria competência profissional. Citar um texto como próprio ocultando a fonte (ainda mais de dignidade magisterial) e apresentando-o como próprio é suficiente para reprovar qualquer tese doutoral! Quanto menos um texto de blog! Que péssimo exemplo para um padre e para um professor universitário!!! Que coisa feia, Joãozinho!

Mas, voltando ao mérito da questão, ele tenta arrogar em favor de si a “constituição essencialmente eucarística da Igreja” com a doce ilusão de nos desviar de sua original tese, origem de uma parte do debate. Ele afirmou especificamente, alterando as palavras de Santo Agostinho, “Cristão, receba aquilo que você é” e, com isto, concluiu “eu, você, nós somos eucarísticos”, depois do que continuou explanando de maneira unívoca todas as “presenças de Cristo”.

Ou seja, como já foi bem notado na refutação de um dos leitores do site, Pe. Joãozinho adulterou as palavras de Santo Agostinho, aplicadas à Igreja (Corpo Místico de Cristo) e não ao indivíduo (o cristão), afirmando que “o irmão é presença eucarística”.

Em outras palavras, o texto magisterial citado de maneira não-científica pelo Dr. Pe. Joãozinho somente desmoraliza mais suas próprias afirmações naquele programa.

Primeiramente, porque o texto sublinha que a recepção da Comunhão comporta o dever de nos identificarmos com Cristo, isto é, pressupõe que a pessoa justamente não é uma presença eucarística, mas que deve durante sua vida adquirir as virtudes de Cristo, recebido no sacramento… A pessoa não é Aquele que é recebido na comunhão, mas, “se os recebestes bem, vós mesmos sois Aquele que recebestes” (Santo Agostinho, Sermo 227, 1: PL 38, 1099 in BENTO XVI, SS. Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, n. 36). A afirmação de Santo Agostinho contém o condicional “se”, que indica um dever, ao qual corresponde um grau de identificação espiritual com Cristo!

Depois, porque aplica analogicamente o conceito de “Corpo de Cristo” à Igreja, não ao indivíduo e esta era justamente a adulteração que antes fora apontada.

Desviar do tema não vale!!!

O que o Pe. Joãozinho afirmava em suas declarações juntamente com o Pe. Melo é a univocidade das “presenças de Cristo” e que, na Eucaristia, ainda existe a “matéria pão e vinho”. E é a estas teses heréticas que refutamos!

O próprio fato de fugir de suas próprias palavras mostra bem que o Doutorzinho Padrezinho Joãozinho está bem perdidinho em sua teologizinha.

O Plantão continua! Vai estudar Joãozinho!!!

Será heresia afirmar que a constituição da Igreja é essencialmente Eucarística?
Agradeço aos críticos de plantão pelo estímulo que estão me dando para estudar sempre mais. Porém não posso deixar de reafirmar que a constituição da Igreja é essecialmente Eucarística. Será que isso é heresia? Não tenho receio de afirmar que a Eucaristia nos arrasta no ato oblativo de Jesus. Não é só de modo estático que recebemos o Logos encarnado, mas ficamos envolvidos na dinâmica da sua doação. Ele arrasta-nos para dentro de Si. A conversão substancial do pão e do vinho no seu corpo e no seu sangue insere dentro da criação o princípio de uma mudança radical, como uma espécie de “fissão nuclear”, verificada no mais íntimo do ser; uma mudança destinada a suscitar um processo de transformação da realidade, cujo termo último é a transfiguração do mundo inteiro, até chegar àquela condição em que Deus seja tudo em todos. A Eucaristia é constitutiva do ser e do agir da Igreja. Por isso, a antiguidade cristã designava com as mesmas palavras — corpus Christi — o corpo nascido da Virgem Maria, o corpo eucarístico e o corpo eclesial de Cristo. Bem atestado na tradição, este dado faz crescer em nós a consciência da indissolubilidade entre Cristo e a Igreja. A beleza intrínseca da liturgia tem, como sujeito próprio, Cristo ressuscitado e glorificado no Espírito Santo, que inclui a Igreja na sua ação. Podemos até mesmo afirmar que o próprio Cristo nos assimila a si mesmo. O pão que vemos sobre o altar, santificado com a palavra de Deus, é o corpo de Cristo. O cálice, ou melhor, aquilo que o cálice contém, santificado com as palavras de Deus, é sangue de Cristo. Com estes sinais, Cristo Senhor quis nos confiar o seu corpo e o seu sangue, que derramou por nós para a remissão dos pecados. Se nós os recebemos bem, somos Aquele que recebemos. Assim, nos tornamos não apenas cristãos, mas o próprio Cristo!!!

Link http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2009/08/10/sera-heresia-afirmar-que-a-constituicao-da-igreja-e-essencialmente-eucaristica/
 

Muito prezado e reverendo “Padre da Periferia do Mundo”, salve Maria.
 
Padre Joãozinho ficou muito mal.
 
São Paulo nos disse: “Estou pregado na cruz com Cristo, e vivo. Mas já nâo sou eu que vivo, mas Cristo é que vive em mim”( Gal. II, 20).
 
Nessa frase, o Apóstolo faz distinção clara entre o eu dele (Paulo) e o Eu de Cristo. Cristo vive em Paulo. Mas então Cristo não é Paulo. E Paulo não é Cristo.
 
Se nem em São Paulo se dava uma identificação substancial de Cristo com Paulo, muito menos em nós. Ao comungar o Corpo de Cristo, Ele vive em nós pela sua presença real sob as espécies eucarísticas, mas não nos tornamos pessoalmente o próprio Cristo. O comungar não causa uma cristificação que transformaria a  pessoa do fiel na Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus encarnado em Jesus Cristo.
 
E o senhor lembra muito  bem que se o comungante recebe indignamente a Eucaristia, ele recebe sua própria condenação.
 
Do mesmo modo que um ferro em brasa continua sendo ferro, mesmo que seja inteiramente penetrado pelo fogo, assim também, pela graça santificante, a Santíssima Trindade vive na alma de quem não está em pecado, mas a pessoa continua sendo ela mesma. Ela não é Deus. Do mesmo modo, na Eucaristia, não nos tornamos Cristo, embora estejamos em Comunhão com Ele. Ele, quando comungamos, nos une a Ele mesmo, mas não nos torna Ele mesmo.
 
Esse pobre sacerdote doutorado sem competência deveria estudar o Catecismo. Ele faz uma mixórdia das teses esdrúxulas que ouviu de mestres modernistas sem captar bem o que lhe ensinaram. Nem herege coerente ele é. É só um teimoso e exibido defensor de heresias, que recusa reconhecer que errou ou que não sabe. Infelizmente, falta-lhe humildade..
 
Quanto à armadilha dele copiando um texto papal, ocultando que eram frases do Papa, para ver se alguém acusava o Papa de heresia, ela foi bem pouco leal e nada honesto do ponto de vista intelectual. Sempre se deve dizer de quem se copia um texto e nunca apresentar o que é de outro como se fosse próprio.
 
Essa conduta desse sacerdote foi lamentável.
 
In Corde Jesu, semper,
     Orlando Fedeli

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