Montfort Associação Cultural

22 de fevereiro de 2006

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Ótimo argumento contra os "Irmãos de Jesus"

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Carlos Alberto de Lazari Santos
  • Localizaçao: São Gonçalo – RJ – Brasil
  • Religião: Católica

Gostaria de um comentário a respeito da sua resposta, dada a um protestante e publicada neste site, da parte transcrita abaixo e em consideração à passagem do Evangelho de São Lucas 1,36a (E eis que também Isabel, tua prima, concebeu…)no tocante aos nomes “irmãos” e “prima”.

Foi achada uma antiga inscrição hebraica em Tell el Yedouihie, que fala de uma mulher chamada Arsinoé, que morreu ao dar à luz seu primogênito (cfr. Lucio Navarro, Legítima interpretação da Bíblia, Campanha de Instrução religiosa Brasil Portugal, Recife, 1938, p.587). Se aplicarmos a lógica de Saul, o fato de ela ter tido um primogênito exigiria que ela tivesse também filhos depois da morte!

Que lógica, hein, Saul?

Daí, Saul, o herege, vem com outro “argumento”, o famoso texto que fala dos “Irmãos de Jesus”:

Evangelho de Marcos 6.3 – ” Não é esse o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”

Pois vou fazer o próprio Santo Agostinho responder aos hereges da Lagoinha. Escreveu sobre esse problema o grande Bispo de Hipona:

“Segundo observa o evangelista João: “Jesus desceu de Cafarnaum, Ele, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos” (Jo. II, 12). Portanto, Jesus possuía mãe, irmãos e discípulos. E se ele possuía irmãos é porque tinha mãe.

“O hábito de nossa Escritura Santa, com efeito, é de não restringir esse nome de “irmãos” unicamente aos filhos nascidos do mesmo homem e da mesma mulher. Nem àqueles que nascem de uma só e mesma mulher, ou só do mesmo pai, ainda que nascidos de mães diferentes. Nem mesmo de restringir o nome de irmãos a primos de primeiro grau, como são os filhos de dois irmãos ou de duas irmãs. Não são esses, unicamente, os que a Escritura costuma chamar de irmãos.”
“É preciso penetrar o sentido das expressões empregadas pelas Escritura Sagrada. Ela tem sua maneira de dizer. Possui sua linguagem própria. Quem ignora essa linguagem – [é todo o pessoal da Lagoinha. E quem ignora é ignorante.] – pode ficar perturbado e perguntar-se: Então, o Senhor tem irmãos ? Será que Maria teve ainda outros filhos?”
“Não! De modo algum! Foi desde o seu parto virginal que principiou a dignidade das virgens. Essa filha do gênero humano pôde ser mãe, mas foi “mulher”, sem dúvida, em consideração a seu sexo, mas não por ter perdido a virgindade. Isso é assim deduzido, se considerarmos a linguagem da Escritura. (…)”
“Qual é, pois, a razão de ser da expressão “irmãos do Senhor”? Irmãos do Senhor eram os parentes de Maria. Parentes, em algum grau que seja. Como se demonstra isso? Pela própria Escritura, que chama, por exemplo, Lot de irmão de Abraão (Gen, XIII, 18e XIV, 14). E ele era um filho de seu irmão. Lede e vereis que Abraão era tio de Lot, e, todavia, chamavam-se ambos de irmãos. Perante esses fatos, ficareis sabendo que todos os consangüíneos de Maria eram considerados irmãos de Cristo” (Santo Agostinho, Comentário do Evangelho de São João, X, 2).

Prezadíssimo Carlos Alberto, salve Maria !!!

Prezadíssimo, sim, prezadíssimo Carlos Alberto, realmente meu irmão, porque tem a mesma Mãe que eu, e, principalmente, porque sabe tão bem defender a honra dela.

Deus lhe pague ! Deus lhe pague ! Deus lhe dê uma grande recompensa, porque você se levantou para defender a honra da mãe de Deus.Que Deus lhe dê longos dias, como Ele mesmo prometeu aos que honram seu Pai e sua Mãe.

Você não calcula como é oportuna sua carta, e como me é precioso o seu excelente argumento, encontrado nas obras do grande Santo Agostinho !

Como você bem sabe, Lutero — e os seus sequazes — por ódio a São Tomás e à Escolástica, dizem apoiar-se no santo Bispo de Hipona.

Ainda recentemente, um conhecido meu, protestante, me informava que, se encontrasse algo em Santo Agostinho, que defendesse a devoção recomendada pela Igreja a Maria Santíssima, isso seria decisivo para ele se converter.

Chega-me, então, agora, o seu excelente argumento, tirado de um texto de Santo Agostinho. Ele me vem na hora H !

Deus lhe pague!

Gostaria de conhecê-lo pessoalmente — como a um irmão, pois verdadeiro filho de Maria Santíssima.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Salve ! Salve Maria !

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