Montfort Associação Cultural

24 de novembro de 2004

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Os maçons não estão em comunhão com a Igreja

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Diego Baldini
  • Idade: 31
  • Localizaçao: Amparo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Cirugião dentista of. convês
  • Religião: Católica

Parabens pela sua associação, gostei muito do seu site e aprendo cada dia mais nele.

Eclesia eucaristia? não achei o texto no seu site. Isto é referente a que eu moro na cidade de Amparo interior de São Paulo, e
assisto assiduamente a missa, mas pessoalmente acho ridículas as acenações que nela se realizam, fico muito magoado em ver um monte de pessoas que desconhecem o significado do ritual mas que batem palmas a cada dança ridícula que se realiza entre eles, por exemplo na entrada da santa bíblia.

Por outro lado queria dizer que eu sou maçom e assim como muitos outros mações não deixamos de ser mais ou menos católico por isto, ser maçom não é imposibilitante de ser católico já que uma coisa não se opõe a outra. Eu sei que o sr. vai citar leão XII e outros papas . . .

mas devemos analisar os fatos segundo a época em que se sucederam, não acha. Não podemos esquecer que o papa era o poder político e governante na atual itália enquanto a carbonaria (braço da maçonaria) se opunha ao estado imperialista papal.

Não julgo a atitude destes papas contra a maçonaria mas já não tem razão de ser, se nós formos aceitar todas as ações papais deveríamos também aceitar a santa inquisição, a escravidão já que durante muitos anos o clero possuía escravos como todos na época. Então, hoje dia a maçonaria não representa ameaça para o catolicismo porém não deveriam atacar a maçonaria, como maçom devo afirmar que conheço vários padres que pertencem a esta nobre instituição.

 Atenciosamente . . .
 
Obs: por favor desculpe meu português, é que sou estrangeiro e ainda estou aprendendo. Muito obrigado

Sr. Diego,
 
    Agradeço suas palavras de elogio ao site Montfort. Discordo absolutamente de seu posicionamento sobre a Maçonaria. Nenhum católico pode ser maçon. Quem entra numa sociedades secreta é excomungado e não pode comungar.
 
É o que determinaram tantos papas e inclusive as últimas Declarações da Igreja no reinado de João Paulo II. Transcrevo  para o senhor  o que disse o Cardeal Dom Eugênio Sales sobre isso.
 
Passe bem.
Orlando Fedeli
 
   

“O Cardeal D. Eugênio de Araújo Sales, Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro, através do artigo “MAÇONARIA E IGREJA CATÓLICA”, esclarece a posição da Igreja dizendo o seguinte:
“Desde o Papa Clemente XII, com a Constituição Apostólica In eminenti, de 28 de abril de 1738 até nossos dias, a Igreja tem proibido aos fiéis a adesão à Maçonaria ou associações maçônicas. Após o Concílio Vaticano II, houve quem levantasse a possibilidade de o católico, conservando a sua identidade, ingressar na Maçonaria. Igualmente, se questionou a qual
entidade se aplicava o interdito, pois há várias correntes: se à anglo-saxônica ou à franco-maçonaria, a atéia e a deísta, anti-clerical ou de tendência católica. Para superar essa interrogação, o Documento da Congregação para a Doutrina da Fé, com data de 26 de novembro de 1983, e que trata da atitude oficial da Igreja frente à Maçonaria, utiliza a expressão associações maçônicas, sem distinguir uma das outras. É vedado a todos nós, eclesiásticos ou leigos, ingressar nessa organização e quem o fizer, está em estado de pecado grave e não pode aproximar-se da Sagrada Comunhão .
Entretanto, quem a elas se associar de boa fé e ignorando penalidades, não pecou gravemente. Permanecer após tomar
conhecimento da posição da Igreja, seria formalizar o ato de desobediência em matéria grave.
    A Congregação, no mesmo Documento de 26 de novembro de 1983, declara que não compete às autoridades eclesiásticas locais (Conferência Episcopal, Bispos, párocos, sacerdotes, religiosos) pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com um juízo que implique derrogação do quanto acima estabelecido .
    O novo Código de Direito Canônico assim se expressa: Quem se inscreve em alguma associação que conspira contra a Igreja, seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito (cânon 1374). No dia seguinte à entrada em vigor do novo Código, isto é, 26 de novembro, é publicada a citada Declaração com a aprovação do Santo Padre.
    Diz o Documento que a Maçonaria não vem expressamente citada por um critério redacional e acrescenta: Permanece, portanto, inalterado o parecer negativo da Igreja, a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a Doutrina da Igreja e, por isso, permanece proibida a inscrição nelas”.
    O fato de existirem eclesiásticos na maçonaria prova que há falhas na disciplina. (fim)
(Cardeal D. Eugênio de Araújo Sales Fonte: Voz do Pastor, 26/01/2001) [ O negrito e sublinhado são de minha responsabilidade OF].
 
***********
 
Paralelamente, vemos a declaração sobre a maçonaria:
 
DECLARAÇÃO SOBRE A MAÇONARIA
 
Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé
 
26.11.1983
 
    Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria, pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão
compreendidas em categorias mais amplas. Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não
podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não corresponde às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto acima estabelecido
e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981,
p.240-241).
    O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de Novembro de 1983.
                                                                            Joseph Card. RATZINGER
                                                                                       Prefeito
 
********
 
Considerações finais:
    No novo Código de Direito Canônico, promulgado em 25 de janeiro de 1983, não aparece mais a excomunhão “latae sententiae” contra os maçons. Em lugar do antigo cân. 2335 aparece o novo cân. 1374: “Quem se inscreve em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações seja a punido com interdito”.
    Pareceu a muitos que a conseqüência da retirada da excomunhão “latae sententíae” permitisse a livre inscrição na Maçonaria. Mas em 26 de novembro de 1983, na véspera da entrada em vigor do novo Código de Direito Canônico,
    L´Osservatore Romano publicou uma “Declaração sobre as Associações Maçônicas”. 0 texto da Declaração afirma:
a) Permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas.
b) Os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja.
c) Permanece proibida a inscrição na Maçonaria.
d) Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.
e) Não corresponde às autoridades eclesiásticas pronunciar-se sobre a natureza das associações maçônicas com juízo que implique derrogação de quanto acima estabelecido (L´Osservatore Romano, 26/11/1983)

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