Montfort Associação Cultural

22 de outubro de 2008

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Oração em voz alta

Autor: Ivone Fedeli

  • Consulente: Rita Cavalcante de Souza Lima
  • Localizaçao: Aracaju – SE – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Secretária
  • Religião: Católica

Primeiramente gostaria de dizer que meu marido é fã deste site, ele se pudesse passaria noites lendo e absorvendo todo o conteudo, eu também gosto muito e concordo quando o professor defende com unhas e dentes nossa religião e nossa Senhora.
minha dúvida, sou uma pessoa que gosta de rezar, adorar em silencio, e geralmente quando vou para orações com outras pessoas acontece de ter sempre alguem muito barulhento que acha que louvar é querer rezar no lugar do outro, isso me irrita, esse negocio de ficar falando, falando me desconcentra e eu não consigo falar com Deus, primeiro porque fico irritada e depois porque se a pessoa nao deixa eu me concentrar em minhas orações, até parece que eu preciso que os outros falem por mim, como se eu naõ soubesse.por isso evito ir para louvores barulhentos,
Estou comentendo pecado com isso?

Prezada Rita,
Salve Maria.

     Nosso Senhor mesmo manda:

nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. Não os imiteis porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais”. 

     De modo que esse modo de oração barulhenta e exibicionista usado pela Renovação Carismática é completamente contra o mandato de Nosso Senhor. Note, porém que a “multiplicação de palavras” tanto pode ser feita em voz alta como em vós baixa e podemos cair nos mesmo erro, rezando sozinhos, se damos mais importância a nós mesmos do que a Deus.
     Por outro lado, como temos corpo e alma, é natural que manifestemos nosso amor, nossa adoração, nosso arrependimento, também com o corpo, ou seja, também com palavras. Daí Nosso Senhor acrescentar logo em seguida:
Eis como deveis rezar: Pai nosso, etc.”, dando-nos, portanto, uma fórmula com palavras. Assim, por exemplo, a Igreja recomenda no mais alto grau a recitação do terço em comum (e, nesse caso, se alguém fala muito alto, você deve, simplesmente procurar ter paciência), pois ele une a oração mental, da meditação dos mistérios, com a oração vocal mais elevada que existe, ensinada por Nosso Senhor (o Pai-nosso), por São Gabriel e por Santa Isabel (a Ave-Maria), precedidas da profissão da fé (o Credo).
     Deus a ajude e que Nossa Senhora a ensine a rezar de um modo que a una cada vez mais a Ela.

Salve Maria.
Ivone Fedeli

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