Montfort Associação Cultural

11 de fevereiro de 2010

Download PDF

Onde irá parar este mundo, Senhor?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: João
  • Localizaçao: Coimbra – Portugal
  • Profissão: Enfermeiro
  • Religião: Católica

Uma saudação para o Professor Orlando e para toda a equipa do site Montfort.

Escrevo de Porugal, Tera de Santa Maria, onde, infelizmente, se vivem dias de alguma agitação políica e social. Depois de despenalizar a matança de bebés ainda no ventre de mãe, fechar maternidades, facilitar a lei do divórcio, o noso primeiro-ministro quer legalizar os “casamentos” homossexuais e já se fala em legalizar, a longo prazo, a matança de velhinhos e doentes em fase terminal/incapacitados. Infelizmemente, é neste ponto que este país, de fortes raízes católicas, se encontra. Sendo eu enfermeiro, Deus permita que nunca use a dignidade desta profissão para servir a morte!

Por outro lado, na Igreja vivem-se alguns momentos de tensão devido ao aproveitamento jornalístico (e não só) do caso D. Williamson. A suas declarações (infelizes e polémicas), divulgadas dias antes do levantamento da sua excomunhão, vieram incendiar a opinião pública, relacionando uma coisa com a outra. Já todos querem intrometer-se e dar o seu palpite nas questões internas da Igreja de Cristo, inclusive aqueles que O rejeitam. Será que é assim tão difícil perceber que D. Williamson apenas colocou uma dúvida histórica (ainda que infeliz) acerca do número de mortos do Holocausto e da existência de câmaras de gás para matar essas pessoas?

Penso que se os católicos (bispos, sacerdotes, leigos…) se preocupassem tanto com as declarações perigosas para a fé e para a saúde da alma proferidas por muitos os nossos pastores como se preocupam com meras declarações históricas vindas de um membro da FSSPX, (sociedade que ainda é um assunto tabu para muitos e assim se explica também parte do alarido), a Igreja lucrava muito mais com isso…

Por fim, temos o nosso amado Santo Padre a combater praticamente sozinho os lobos. São inegáveis e notórias as mudanças que ele continua a fazer no sentido de voltar a trazer a nau da Santa Igreja para o sítio de ond eela nunca deveria ter saído. Mas praticamente sozinho! Já viram quantos e quantos, mesmo entre os que se intitulam de “católicos” uivam contra ele? Basta o Papa dar um passinho atrás (na prespectiva modernista) no sentido da Tradição Católica que ouvem-se de longe esses lobos a uivar contra ele.

Consola-me, no entanto, as palavras da nossa Rainha em Fátima: “Em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da Fé…”

Professor, peço-lhe que reze muito a Nossa Senhra por mim, pela Igreja e pelo Santo Padre Bento XVI. Parabéns pelo site e continuem a combater o bom combate. Que Deus me conceda o espírito militante de um cruzado para defender a Santa Igreja e a Sã Doutrina de Cristo neste mundo onde o relativismo é rei e a cultura da morte domina a sociedade.

Mãe da Igreja, rogai por nós e abençoai o Santo Padre!

Muito prezado João,
Salve Maria.

     Que excelente carta você me enviou. Concordo inteiramente com você.
     Repare, meu caro João, que não é só em Portugal que se querem aprovvar essas leis criminosas. Em quase todos os países do Ocidente.
     Registram-se projetos de leis idênticos e por toda a parte se nota a mesma orquestração da mídia para aprovar tais leis criminosas. Quem orquestra esses projetos e essa onda da mídia universal? Evidentemente, são as forças secretas que se opõem ao Papa Bento XVI e o apedrejam sistematicamente com o apoio dos lobos modernistas na Cúria romana e fora dela.
     O Papa está sozinho, abandonado, enquanto sofre esse apedrejamento moral mundial. 

     Você, certamente, se recorda do que disse a pequena Jacinta de Fátima certa vez: ”Coitado do Papa. Está chorando e rezando num palácio sozinho enquanto uma multidão lhe lança pedradas“. Pois não parece o que estamos vendo, hoje?
     Rezarei por você.
     Rezemos pelo Papa Bento XVI.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

TAGS

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais