Montfort Associação Cultural

5 de setembro de 2006

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Onde estão os Padres bons?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: João Emanuel
  • Idade: 18
  • Localizaçao: Porto – Portugal
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Estudante
  • Religião: Católica

acabei de LER a vossa mensagem, sobre a localização dos padres bons. gostei bastante da vossa localização. contudo penso não ser bem assim. realmente um padretem de estar em constante oração. diante so santissimo, mas lembrem-se que hoje não precisamos de padres de sacristia, que se enfiam dentro da igreja todo o dia.
precisamos sim de padres que se misturam no povo, tenhm uma constante presença entre nós, que nos possam mostrar exemplo de vida.
Cristo não nos pediu para estarmos sempre escondidos, mas enviou-nos a proclamar a boa nova.
O quê é que os discipulos fizeram após o pentecostes?? ficaram na casa em oração? Não… sairam e fizeram da sua própria vida oração, porque foram capazes de se dar totalmente, pela causa de Cristo ao anunciarem-no. Temos que mostrar obras… Como diz S. Tiago numa das suas cartas, ´”a fé xcompleta as obras assim como as obras completam a fé” e não é dentro de uma igreja que o vão fazer. a constante presença de um padre no meio de vários locais “mundanos” também é necessário.
Cuidado. MEU VER a humildade que nos é pedida está a ser vandalizada. o ecumunismo partiu de nós pelas mãos do Papa João Paulo com o seu pedido de desculpas.
Aliás se nós formamos a Igreja, sim ela cometeu erros. é Impecável tudo bem, mas nós homens somos pecadores…. e é por isso que o Papa pediu desculpas… este sim, foi uma verdadeira atitude humilde.
Com a Graça de Cristo, Senhor Nosso, vos saudo´,a toda associação Montfort, com os melhores cumprimentos
e um grande elogio ao vosso trabalho. A benção do Senhor Deus, desça sobre vós, e que Maria Mãe de Deus vos guarde no seu regaço de Mãe…

Muito prezado João Manoel,
Salve Maria.

    Você elogia o trabalho da Montfort e afirma que gostou bastante do que escrevi sobre onde se encontram bons padres. Mas depois, passa a defender a tese oposta.
    Meu caro, há que escolher. Entre um padre de sacristia e um padre de baile e de praia, fico com o primeiro. Entre um padre de batina e outro de bermudas, fico com o primeiro. Entre um padre de oração e um padre de comício, fico com o primeiro.
    Clero significa separado. Os padres foram separados do povo por Deus. Um padre “misturado ao povo facilmente acaba tendo sogra. 
    Pio XII, já em meados do século XX condenou os chamados padres-operários, que se misturaram tanto ao “povo” que ficaram comunistas.
    Um padre “misturado ao povo”, — no sentido que essa expresão tem hoje — perde sua identidade sacerdotal. Por isso, ele não dá exemplo de vida sacerdotal. Jesus, cercado pela multidão, se retirava constantemente para orar na solidão do deserto ou da montanha.
    E os Apóstolos, pregando sempre a todos, se retiravam à solidão para orar.
    Veja o que fizeram São Francisco de Assis e São Francisco Xavier.
    Um padre “misturado ao povo”, usa óculos de sol, e frequenta bares. Toma cerveja, fala em “vivência“, e só fala de “amor“. E diz piadas. Vi um fazendo isso, sábado, numa igreja, enquanto dava a bênção matrimonial. Ele queria ser simpático, quando deveria se mostrar crucificado.
    E num outro dia, vi um franciscano capuchinho, em mangas de camisa, na qual se lia: “Gay Pleasure”…
    Onde dá ele exemplo de vida sacerdotal?
    Ser padre de sacristia e de oração não significa não ter boas obras. Leia a vida de Dom Bosco e de São João Maria Vianney e você verá padres de oração que atuaram enormemente em favor do povo fiel, sem abandonar a vida de oração, sem se fantasiarem de moderninhos.
    Estou lendo a vida de São Afonso de Ligório. Ele fez uma apostolado imenso e jamais se “misturou ao povo”, perdendo a identidade sacerdotal.
    Sim. João Paulo II pediu desculpas pelos erros de católicos e de papas, no passado. Mas todos os Cardeais foram contra esse pedido. Porque devemos pedir perdão de nossos pecados e erros, e não pelos pecados e erros dos outros.
    E obrigado por seus bons desejos com relação a nós da Montfort. Bom desejo que lhe retribuo de coração, rogando a Deus que o faça mudar de idéia sobre a vida clerical.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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