Montfort Associação Cultural

21 de setembro de 2004

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Ódio sem argumento

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Amadeu
  • Localizaçao: – Brasil

Caro prof. Fedeli: Faz algum tempo que possuo revistas dos arautos do evangelho e as acho de muito boas gosto e muitas coisas eu aprendi. Acabei encontrando por acaso seu site e verifiquei que ataca muito o Presidente deles, o Sr. João Clá. O senhor por acaso conhece a revista?

Sabe que eles fazem o bem em vários países do mundo. Até hoje nunca achei quem conhecesse o sr. e sua organização.

estou enganado o o sr. tem problemas? pode colocar esta carta em seu site , por favor? Responda-me, acho estranho sua atitude.

Prezado Amadeu, salve Maria!

Conheci a revista publicada pelo sr.João Scoganmiglio Clá Dias, intitulada “Dr Plínio”, que era a propaganda do culto a Plínio C.de Oliveira, que se fez passar por profeta e imortal. Diverti-me com alguns artigos nela publicados de autoria de P. C. de Oliveira.

João Clá, que foi durante 40 anos da TFP, e foi até mesmo o “discípulo preferido” de Dr. Plínio, afirmava que ele era imortal e, depois, que iria ressuscitar. Talvez por isso a editora da Revista Dr. Plíno se chamava Editora Retornarei… Não sei se essa revista existe ainda.Tenho só alguns números velhos dela, em que se fazia a apologia descabelada de Plínio com algumas fotos bem “raras”.

Foi João Scognamiglio que organizou e insuflou o culto a Dr. Plínio e a Dona Lucília, mãe de Dr. Plínio, na TFP. Ele foi o autor do segundo volume de uma obra que lá escreveram contra mim, intitulada “Refutação a uma investida frustra” (edit. Art Press). Recomendo muito a leitura desse livro da TFP contra mim, no qual se “prova” que Dr. era profeta, inerrante, e no qual se confessa a “hipótese” descabelada de que Dr. Plínio não morreria, mas seria arrebatado para a Montanha dos Profetas no carro de fogo de Santo Elias. Scognamiglio dizia então que, quando isso acontecesse, ele se agarraria numa das rodas do carro de fogo, para ir junto com Dr. Plínio, para a Montanha dos Profetas, no Tibet.

A roda, ele não agarrou, mas, mesmo assim, se “queimou”…

Pois bem, nesse segundo volume, Scognamiglio “provava” que era lícito prestar culto a Dr. Plínio, como a um santo, ainda em vida, com o seguinte “raciocínio”: Aos santos foi prestado um certo culto de dulia, ainda em vida.

Dr. Plínio é um grande santo (O maior que jamais existiu, e existirá, se dizia lá, entre parênteses).

Logo, é lícito cultuar Dr Plínio ainda em vida.

“Irrefutável”…

Irrefutável, caso a segunda premissa fose verdadeira.

Acontece que Dr. Plínio nunca foi santo. Da santidade dele se poderia dizer o verso de Charles de Orléans: “C’était loin du trésor de Venise… (Estava bem longe de ser tão rica quanto o tesouro de Veneza…).

Além de ser o insuflador do culto descabelado a Dr. Plínio, J. Scognamiglio insuflou também o culto à Sra, mãe de Dr. Plínio. Ele fez isso em centenas de reuniões, e escrevendo um luxuoso e imenso livro, em três volumes, intitulado Dona Lucília, que é um trabalho onírico de propaganda delirante da “santidade” dela e de Dr. Plínio. Vale a pena ver esse livro.

Se tiver tempo, um dia, farei uma crítica dessa obra. Será bem interessante…

Parece que, agora, depois da divisão da TFP, Scognamiglio deixou de falar, a que eu saiba, — pelo menos publicamente — de Dr. Plínio e de Dona Lucília. Ou fala menos, e fala mais baixo.

Outro “profeta” parece ter surgido. Um “Profeta Maior” do que o próprio Plínio…

Ouvi até um dos seguidores de Scognamiglio me dizer em tom de argumento, e fazendo o sinal da cruz: “Quis ut Johannes? “( Quem é como João? ), parodiando o grito de São Miguel: “Quis ut Deus?” (Quem é igual a Deus ? ).

De novo “irrefutável”… Não conheço ninguém igual a Scognamiglio.

Na biografia dele, 40 anos desapareceram. Ele teria passado quarenta anos, preparando a sua banda, desde 1956 até 1995… Agora, a banda que ele formou se chama Arautos do Evangelho, ou dos Arautos do III Milênio, ou coisa que o valha. Ela é constituída pelos ex-eremitas da TFP.

Se o sr. não me conhece e não conhece ninguém que me conhece, isso só indica que, graças a Deus, não tenho banda para trombetear meu nome. E nem quero ter.

Mas se quiser me conhecer, pode perguntar ao sr. Scognamiglio quem foi o professor de História dele, infelizmente, em 1956… Faz tanto tempo…

É uma história muito interessante…

Um dia posso contá-la.

In Corde Jesu, semper, Orlando Fedeli

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