Montfort Associação Cultural

11 de março de 2011

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O Secretário do Papa Recorda a Sacralidade de Roma

 

Por Corrispondenza Romana

Tradução e Destaques Montfort.org.br

 

O jornal “Avvenire” de 15 de Fevereiro último trouxe uma parcela significativa da palestra dada por Mons. Georg Gänswein, secretário do Papa Bento XVI, na Universidade de Perugia, na ocasião em que  foi conferido o título de Doutoramento Honoris Causa em Comunicação Social ao jovem prelado bávaro. Mons. Gänswein, 55 anos, formado em Teologia e Direito Canónico, leciona em várias universidades Romanas é um especialista em questões jurídicas e diplomáticas relacionadas com a missão universal da Santa Sé.

Nesta interessante palestra, o secretário particular do Papa sublinha a singularidade e o caráter sagrado da cidade de Roma atacando, sem meios – termos, o desvio moral e niilista da atualidade, tão evidentes na administração Capitolina das recentes décadas (pense na “Parada Gay” plenamente autorizada em pleno Jubileu em Roma e contra a vontade expressa do Papa João Paulo II).

Recordando o “Caráter Sagrado da Cidade Eterna” presente na Concordata de Latrão, assinada por Pio XI e Mussolini, em 1929, Mons. Gänswein nota que a disposição da medida “se destina a dar garantias específicas para a libertas Ecclesiae em relação à situação peculiar da cidade de Roma, da qual o papa é o bispo, em cujo território estão os órgãos de governo da Igreja Católica e as missões diplomáticas enviadas à Santa Sé, a qual é um ponto de referência espiritual para os católicos de todo o mundo.” Por outro lado, a modificação feita nos acordos entre o Estado italiano e a Igreja Católica em 1984 também traz um parágrafo recordando “que Roma, sede episcopal do Sumo Pontífice, tem um singular significado ao catolicismo.”

Evidentemente, nota Gänswein, ” esta é uma formulação mais genérica que a precedente”, mas, entretanto, esta formulação, pode, não obstante “legitimar a intervenção do legislador e da administração pública destinada (…) à Roma enquanto sede episcopal do Papa e o centro do catolicismo, e destinando-se a garantir uma melhor explicitação das funções e relações que estão ligadas a esse caráter.” Desta maneira, Mons. Gänswein interpreta, como um retorno à conciliação, também nas relações entre Estado e Igreja, à luz do primado espiritual e à luz do magistério perene dos Papas. Salienta, por fim, o que disse que o Papa Bento XVI no encontro com o presidente Ciampi al Quirinale, em 2005. Se é verdade que “a comunidade política e a Igreja são autônomos e independentes uns dos outros em seu próprio campo” (o princípio de que se você quiser pode ser chamado de uma laicidade sadia), também é verdade que “a autonomia da esfera temporal não exclui estreita harmonia com as exigências superiores e complexas decorrentes de uma visão integral do homem e seu destino eterno.”

Disse o Papa  naquela ocasião, como muito bem salientou seu Secretário, e contra o tipo de laicidade que prevalece hoje, que também o Estado e a comunidade política precisam “daquelas referências éticas que encontram o seu fundamento último na Religião.”

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