Montfort Associação Cultural

24 de julho de 2008

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O milagre do sol

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Amauri Amora Camara Junior
  • Localizaçao: Brasília – DF – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Auditor-fiscal
  • Religião: Católica

Saudações em Cristo.

Sou católico convicto e cada vez mais devoto da Virgem Maria. Aliás, já há anos passei a crer firmemente nas aparições de Fátima, após ter lido um livrinho sobre as aparições, de um membro brasileiro da TFP – Tradição, Família e Propriedade, e sobretudo o livro intitulado “O Segredo de Fátima nas Memórias e Cartas da Irmã Lúcia”, do Padre brasileiro Pe. Dr. Antônio Maria Martins, S.J., Edições Loyola, São Paulo, 1983.

E uma das coisas que me fez crer firmemente nas aparições foi o conhecimento que tive, nestas leituras, do “milagre do Sol”, bem como o próprio conteúdo dos Manuscritos: sem quaisquer contradições, bem como o fato de a própria Irmã Lúcia manifestar às vezes dúvidas, e perturbação interior, sobre a autenticidade das Aparições, como a que a fez pretender não mais voltar à Cova da Íria, com os outros pastorinhos, por ter sido tentada a pensar que fosse tudo aquilo artimanha do demônio, bem como outras perplexidades manifestadas em cartas a membros da Igreja.

Sobre este aspecto, o citado Pe. Antônio Maria Martins, em nota aos Manuscritos, assim diz: “Os leitores pouco versados nos caminhos da Ascética e Mística poderão ficar desconcertados com tais frases; mas elas são sinal evidente da autenticidade das comunicações divinas com a Irmã Lúcia. Se ela se mostrasse muito segura de si mesma, é que seria para desconfiar…”. Sim, isto afasta a hipótese de charlatanismo ou de uma psicopatia. Outra, é que o fenômeno místico é quase sempre acompanhado de perplexidades.

A respeito do milagre do Sol, fato que muito me impressionou, e porque foi testemunhado por muita gente, desde a leitura dos Manuscritos tive vontade de saber de uma coisa (e creio que não é para satisfazer minha curiosidade ou ter uma maior prova do prodígio).

Assim, se possível, gostaria que este Apostolado, gentilmente, me desse alguma resposta à seguinte INDAGAÇÃO.

MINHA INDAGAÇÃO: O Milagre do Sol teria sido uma visão pelos sentidos, percepção externa corpórea de um objeto (e neste caso teria havido um fenômeno cósmico, milagroso, e que não afetou, também milagrosamente, o equilíbrio gravitacional do Sistema Solar; sou engenheiro, tendo afinidade e gosto pelas leis naturais, e isto me chamou muito a atenção) ou uma percepção interior (uma visão coletiva provocada por Deus), por toda aquela multidão? Se foi uma percepção externa corpórea, por que não foi registrada pelos fotógrafos que lá estavam, como o Jornalista Avelino de Almeida, do Jornal “O Século”, que publicou uma reportagem sobre o acontecimento logo na segunda-feira seguinte, dia 15/10/1917, tendo sido publicado fotos da multidão debaixo do temporal e da multidão contemplando o Milagre do Sol? Até porque, se o Sol não “cegava”, poderia ser mais facilmente captado pelas câmaras fotográficas (mesmo as daquela época).
Parece-me que tenha sido uma visão coletiva, provocada por Deus (mas não uma alucinação coletiva). Ainda assim, o fato não deixa de ser um grande milagre, pois só Deus poderia provocar semelhante situação, haja vista a natureza diversa dos observadores, que incluía crentes e descrentes, o grande número de pessoas presentes, e ainda o fato de o fenômeno ter sido visto por pessoas num raio de uns quarenta quilômetros de distância da Cova da Iria..
Outra razão pela qual entendo que não tenha sido uma visão corpórea (correspondendo a um fenômeno cósmico, um movimento real do Sol) é que, se assim fosse, os movimentos do Sol teriam sido vistos nas outras partes da Terra onde, naqueles instantes, era dia, e certamente pelos observatórios astronômicos. Cabe observar que, se Deus tivesse provocado tais movimentos reais no Sol, teria feito ainda o grande milagre (e Ele tem poder até para isto) de não permitir o desequilíbrio gravitacional do Sistema Solar, pois, do ponto de vista das Leis da Gravitação Universal, o movimento desordenado do Sol provocaria igualmente movimentos desordenados nas órbitas dos Planetas do Sistema Solar, inclusive a Terra, um grande cataclisma. Outra razão: o milagre do sol teria sido uma visão (coletiva), enquanto percepção interior (não corpórea), tal como eram as visões que os pastorinhos tinham da Virgem Maria, visões não corpóreas, tanto que a multidão não via nem ouvia a Virgem Maria, nem Francisco a ouvia.

Tenho ainda outra indagação: a multidão ouvia o que Lúcia falava à Virgem Maria? Ou todo o colóquio passava-se apenas no íntimo dos pastorinhos?

Como já dito, creio que não é para satisfazer minha curiosidade, ou ter uma maior prova do prodígio, mas para conhecer melhor os fatos e melhor sustentá-los diante dos homens (pois a meu ver, estes foram os fatos mais importantes e impressionantes do Século XX, e tem uma mensagem atualíssima, qual seja a conversão, a oração e a penitência, tão necessárias no mundo atual). E a resposta, qualquer que seja, não vai mudar a minha fé em Deus, nos dogmas da Santa Igreja Católica, nem nas aparições e Mensagens de Nossa Senhora aos pastorinhos, nem na ocorrência do Milagre do Sol, quer enquanto visão coletiva, quer enquanto movimento real do Astro.

Desde já, meus agradecimentos e um abraço em Cristo.

Amauri Amora Câmara Júnior
Brasília-Capital do Brasil

Muito prezado  Amauri,
Salve Maria.

   Claro que o chamado “milagre do Sol” acontecido em Fátima em 13 de Outubro de 1917, e visto por 70.000 pessoas foi uma visão milagrrosa. De fato, fisicamente, o sol não saiu de sua órbita.
   O astro sol é símbolo da igreja, pois ele nos dá luz e calor e a Igreja nos dá verdade e bem. Portanto, o sol do mundo é a Igreja.
   No milagre do sol, em Fátima, se viu o astro girar como que “enlouquecido” e cair em zig-zag em direção à terra.
   Ora, se o sol é símbolo da Igreja, a cena vista em Fátima significava que, no futuro, a Igreja passaria por uma grande crise, ficado como que “enlouquecida” e ciaria em direção à terra, isto é, em direção ao homem.
   E após o Concílio Vaticano II, os padres e Bispos, desgraçadamente, têm feito loucuras. E o Concílio quis ter por centro o homem e não Deus.
   A multidão nem via e nem ouvia Nossa Senhora. Só Lúcia via, ouvia e falava com a Virgem Maria. Jacinta via e ouvia, mas nada falava com Nossa Senhora. O Francisco, só via.
   Quanto à TFP, que hoje está quase morta, nela há uma seita secreta chamada a Sempre Viva.
   Afaste-se dela. 
   Um abraço

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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