Montfort Associação Cultural

26 de agosto de 2004

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O Jovem na Igreja

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Thiago Neto
  • Idade: 18
  • Localizaçao: Americana – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Estudante

MInha duvida é o seguinte
A igraja Catolica Apostolica Romana no Brasil hoje, pede aos pais que levem
seus filhos, principalmente os adolescentes, as missas, principalmente aos
domingos, como manda a lei da igreja, naum a lei de Deus, pq a lei de Deus
saum os 10 mandamentos. Ate ai tudo bem, o que eu naum entendo é o seguinte:
Querem o jovem dentro da igreja, sentado, assistindo a missa, que é feita
quase sempre com as mesmas palavras, tornado-se um momento cansativo. Muitas
pessoas se dispoe em ajudar, criando grupos de jovens, bandas entre outros.
Agora se você cria uma banda de rock, o rock é errado. Jesus disse isso. Eu
creio que o certo é o q a biblia diz, naum o q o padre ou o pastor ou quem
quer q seja di, pq se a palavra é de Deus, quem somos nós pra distorcer ela?
Entaum, eu gostaria de saber o porque a igreja é contra os metodos que
levariam os jovens as igrejas, nem tudo é certo, mas a muita condenação, por
coisas q naum valem a pena, como um exemplo, roupas, estilo, enter outros
que saum julgados pelos mais velhos. Eu posso testemunhar que conheci a
igreja atraves de um grupo, e dai por diante, foi ouvindo o rock catolico,
que foi dito ser uma coisa demoniaca, pois pra mimo q disem ser contra Deus
´pe coisa do demonio, foi ouvindo o rock q eu fui aos poucos me convertento,
e o porque vo
cês padres saum contra, sendo que jesus nunka teve preconceito com musica,m
pessoas, sendo que se isso é utilizado para o bem da igreja, é sinal que
Deus aprova, pois senaum ele naum deixaria, que pessoas usa-sem o noem dele
em vão, e outra,se Jesus tinha cabelos cumpridos, os padres podem beber,
tenhu exemplos, pq so o rock é coisa do diapo pois na bibklia diz, q a
bebida é cobntra Deus, se vocês conseguirem provar q estou errado, passarei
isso adiante, mas usem argumentos da lei de Deus, naum das leis do hoeme,
que vocês adoram fazer, disendo que Deus naum gosta
Que a paz de Jesus e o Amor de Maria esteja em seus corações

Muito prezado Thiago,
salve Maria !
 
    Meu caro, em primeiro lugar, deixe-me desfazer um equívoco seu: eu não sou padre. Sou apenas um professor de História.
    Em segundo lugar, devo dizer-lhe com toda a franqueza, que o rock não o converteu de modo nenhum.
    Você me escreveu que ”foi ouvindo o rock q eu fui aos poucos me convertento, e o porque vocês padres saum contra”.
    Entretantro, toda a sua carta demonstra que você ainda não se converteu realmente, pois nem sabe o que é a Missa, e porque devemos ir à igreja assisti-la aos domingos e dias santos.
    Quem vai à Missa para assistir um espetáculo musical, seja de rock (que nunca foi música), quer seja até de canto gregoriano, não assistiu realmente a Missa.
    Missa é a renovação do sacrifício do Calvário. Nela, Jesus morre misticamente — e não cruelmente — pelos nossos pecados.
    Vamos à Missa para participar do sacrifício de Cristo, para oferecer-nos a Ele em união com seus sofrimentos e morte na cruz, para adorar a Deus, e para agradecer-Lhe por nos ter criado e redimido, e não para ouvir música, ainda que boa. Missa não é distração nem diversão.
    Infelizmente, não se ensina ao povo fiel o que é a Missa. Mesmo em seminários, pouco se ensina sobre isso, daí se encontrarem sacerdotes que, no fundo, ignoram o que seja a Missa. Quando o sacerdote consagra o pão, ele, o pão, se transubstancia no corpo de Cristo, isto é, toda a susbstância do pão é mudada miraculosa e sacramentalmente no Corpo de Cristo. Quando o padre consagra o vinho, ele se transubstancia no Sangue de Cristo. Nesta separação do Corpo e do Sangue de Cristo, é que se renova misticamente a morte de Cristo na Cruz.
    Não se pense, porém, que na Hóstia, após a Consagração, está apenas o Corpo de Cristo. Tanto na Hóstia quanto no Vinho consagrados está Jesus Cristo inteiro, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
    Antes da Consagração, no ofertório, o sacerdote, em seu nome, em nome do povo presente na Missa, e em nome de toda a Igreja, oferece o pão que é um alimento, e que nos permite viver. Isso significa que, por meio do pão ofertado, oferecemos nossa vida a Deus, pois assim como Cristo morreu por nós, nós também dizemos que, se for preciso, queremos morrer por Ele, seja com que morte for que Ele nos reserve.
    Quando, no ofertório, o padre oferece o vinho, que nos dá alegria, dizemos que assim como Jesus, na Paixão, esteve triste até a morte, nós também aceitamos sofrer qualquer infelicidade para maior glória de Deus.
    Como você vê, a Missa é algo infinitamente sério, e não um espetáculo musical. 
    Na lei de Deus, se exige que se consagre, que se reserve, um dia da semana para Deus. Ao consagrarmos um dia a Deus, dizemos que reconhecemos que Deus eterno é o Senhor de nossas vidas, o Senhor de todo o nosso tempo. Para simbolizar que devemos a vida e o tempo a Deus é que dedicamos um dia da semana a Ele. Nesse dia, a obra especial que oferecemos a Deus é a assistência à Missa, na qual se renova o sacrifício de Cristo, no Calvário.
    Mas, a assitência à Missa é o ato exigido obrigatoriamene pela Igreja para louvar a Deus, nos domingos e nos dias santos. Entetanto, isso é o necessário, mas não é a única coisa que devemos fazer aos domingos. A Igreja ensina que, além da Missa, devemos dedicar o tempo do domingo a Deus deixando de fazer trabalhos servis (trabalhos pesados não necessários) e que devemos usar o domingo rezando mais, e estudando a doutrina católica.
    Hoje em dia, poucos católicos vão á Missa, que é obrigatória, e sob pena de pecado grave.
    Além disso, mesmo os que vão à Missa, cumprindo sua obrigação grave de culto a Deus, quase todos acham que feito isso, podem fazer do domingo um puro dia de lazer e de prazer. Claro que se têm direito a algum lazer e descanso, aos domingos. Mas não é correto fazer do domingo — dia do Senhor — uma dia essencialmente de diversão, ou um dia para dormir excessivamente, passando praticamente quase todo o dia dormindo, ou sem fazer nada.
    Repito: não é vedado descansar um pouco mais, e ter algum lazer, aos domingos. O que está errado, hoje, é considerar o domingo o nosso dia de diversão, quando o domingo é de Deus. E se alguém, só para se divertir, ou só para passear, deixa até de assistir a Missa, peca mortalmente. O domingo é de Deus, não é nosso.
    Sobre o rock, peço-lhe que leia meu trabalho demonstrando ser esse tipo de “barulho” uma coisa bem má, pois nele há claros sinais de influência e de atuação demoníacas.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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