Montfort Associação Cultural

21 de janeiro de 2005

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O inferno existe mesmo?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Antonio Carlos
  • Localizaçao: – Brasil

Prezado Amigo Orlando.
Salve Maria.

Venho até o Senhor perguntar sobre a existencia do inferno,ele existe mensmo ou e apenas uma maneira de esplicar um estado, ou é aqui na terra?

Tenho um amigo que insiste em dizer que o inferno nao existe e que ele e aqui terra,ele argumenta de muitas formas,ja nao sei o que é certo pois o catecismo diz que sim, e ele diz que nao e ainda usa a seguinte frase (conheceis a verdade e a verdade os libertara, logo Cristo é verdade e todos conhecerão a Cristo então todos serão salvos,logo o inferno não existe),e tem outra Cristo diz vim trazer a misericórdia e nao o sacrificio, se ele quer misericórdia, então como pode o inferno existir, e que o numero dos salvos serão 144mil ou seja um valor infinito, logo o inferno nao existe.

Como nao tinha argumentos para tal assunto apenas disse o catecismo diz que existe e se ele diz, eu nao posso ir contra.

Por favor me ajude a responder com a verdade.
Na esperanca de um novo contato, que a Mae querida de DEUS os abencoe.

Antonio Carlos.

Obs.tenho levado o endereco de seu site para muitos amigos meu, este em que comentei e um deles.

Prezado Antonio Carlos,
Salve Maria.

O inferno existe sim. Cremos em sua existência, em primeiro lugar, porque o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo disse que ele existe. Ao falar sobre o juízo final, Jesus disse que os bons seriam separados dos maus e que estes, depois de julgados, Deus lhes dirá:
“Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno que foi preparado para o demônio e para os seus anjos…” (MT. XXV, 41).

E em São Marcos se lê:
“Melhor te é entrar na vida eterna manco, do que tendo duas mãos ir para a geena, para o fogo inextiguível, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga” (Mc. IX, 43-44).

Em várias ocasiões Nosso Senhor falou do castigo eterno, no inferno.

Além disso, a razão nos mostra que a culpa cresce com a digninidade da pessoa ofendida. Se dou um tapa num bebê, tenho culpa. Se bato o mesmo tapa numa mulher adulta, eu a ofendo mais porque ela entende. Se esta mulher é minha mãe, a culpa cresce. Sendo assim, a ofensa feita a Deus é infinita, e merece punição infinita. Como o homem é finito, ele não pode sofrer castigo em grau infinito. Então o castigo tem que ser infinito na sua duração.

Além disso o homem, depois que morre, já não pode mais mudar de vontade. Se morreu em pecado, já não pode voltar atrás. É como um aluno que entregou sua prova: já não pode mais mudar o que nela escreveu. Por isso, finda a prova do homem na terra, ele já não pode mudar de decisão: se morreu odiando a Deus, odiará a Deus eternamente, e será eternamente punido.

Então, devemos crer no que ensinou Jesus Cristo e não no que nos é mais agradável.

O fato de conhecer a verdade não nos dá automaticamente a salvação, porque muitos conhecem a verdade e não a amam. Rejeitam-na. Por exemplo, esse seu amigo, ele deve conhecer a frase de Cristo a respeito dos maus no juizo final que citei pouco acima, mas ele não quer aceitá-la. Por isso nem todos os que conhecem a verdade se salvam. Os fariseus conheceram a verdade e mataram a Cristo por ódio.

Cristo quer a misericórdia sim, isto é, que durante nossa vida estejamos dispostos a perdoar-nos uns aos outros. E se alguem não quiser perdoar seus inimigos também não será perdoado, e será lançado no fogo eterno do inferno. E se está dito que se salvarão apenas 144.000, no tempo do Anti-cristo, isso significa muitos, mas não TODOS. Logo, haverá muitos outros que irão para o inferno, só Deus sabe quantos.

Esperando tê-lo ajudado, nos subscrevemos

in Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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