Montfort Associação Cultural

2 de abril de 2011

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O fundamentalismo ateu- racionalista tenta fazer mais uma vítima

 Fonte Corrispondenza Romana

Texto e Tradução montfort.org.br

 

Segundo artigo do jornal italiano “Il Foglio” do dia 30/03/2011, o eminente pesquisador católico, o historiador prof. Roberto de Mattei, autor do livro “O Concílio Vaticano II, uma história mal escrita” e vice-presidente do Conselho Nacional de Pesquisa (CNP) da Itália, foi coagido a apresentar a demissão de seu cargo no mesmo Conselho porque as ideias que o prof. De Mattei  teria expressado em uma entrevista sobre as raízes católicas na Rádio Maria, seriam “incompatíveis” com seu cargo.

Com o aumento do fundamentalismo ateu, agnóstico e racionalista, as palavras do prof. De Mattei sobre o problema do mal correlacionando as catástrofes naturais, como o terremoto do Japão, acabaram por serem tomadas em tons depreciativos pelos veículos informativos, o que transparece falta de isenção.

Prof. Mattei explica:

“as questões tratadas por mim, como um cidadão privado, há pelo menos um ano na coluna da Rádio Maria, e, claro, sem nunca ter mencionado o meu cargo no Conselho Nacional de Pesquisa, são de natureza religiosa.

Quarta-feira passada, falei sobre o mistério do mal, me referindo a dois episódios de dor: o terremoto do Japão e do assassinato do ministro cristão paquistanês Shahbaz Bhatti. O primeiro, um mal independente da vontade do homem ; o segundo, originado da perseguição e do ódio humano.  Falei textualmente, que não há mal moral no terremoto, porque o terremoto provém da própria natureza, que é em si boa, criada por Deus, e se Deus permite terremotos e outros desastres, há razões que Ele conhece e nós não.”

Na mesma ocasião, o famoso professor, explicava algumas palavras de monsenhor Orazio Mazella publicadas em um pequeno livro em 1908 logo após o terremoto de Messina:

“Mazzella, trata sobre o mal “inexplicável”, o desastre que golpeia indiscriminadamente, fazendo uma série de hipóteses. A primeira é que através dessa calamidade, Deus faz-nos desapegar das coisas terrenas e nos faz levantar os olhos para o céu. Uma segunda hipótese – hipótese, não sentença – é aquela da punição e uma terceira é que através do sofrimento e sacrifício a alma tem a chance de se juntar a Deus. Eu acrescento que a única coisa certa, para nós que cremos, é que há uma razão porque Deus permite, mesmo se não podemos compreendê-la. Tudo o que acontece faz sentido”.

As críticas mais ácidas provindas dos setores radicais do jornalismo racionalista ao paciente Prof. De Mattei  – e que também não o perdoarão por ter organizado há algum tempo uma conferência de estudiosos anti-darwinistas  – foram com relação às suas palavras ao citar Mazzela:

“percebemos que para muitas daquelas vítimas, que nos compadecemos hoje, o terremoto foi um batismo de sofrimento que purificou as suas almas de toda mancha, mesmo as mais pequeninas, e graças a esta morte trágica, suas almas subiram para o céu antes do tempo, porque Deus quis poupá-las de um triste futuro”.

A propósito do explícito destempero destas notícias sensacionalistas Il Foglio indaga:

“Mas o que isso tem a ver com a indignidade ‘científica’ do vice-presidente do CNP?”

Professor De Mattei explica indicando que tal atitude só pode vir da discriminação originada do laicismo e secularismo atual:

“aqueles que pedem a minha demissão partem do princípio de que um católico não pode executar funções públicas. Quem crê no dogma da Imaculada Conceição, não pode, portanto,  ensinar mais na Universidade? Quem faz a comunhão, e portanto crê na transubstanciação, deve esconder a sua fé por ser ‘anti-científica’? Os professores que creem  e que desempenham uma função pública, não podem mais falar sobre o que acreditam numa rádio católica ou em outra?”.

Conforme o periódico italiano ainda relata, outros importantes cientistas solidarizaram-se com prof. De Mattei, apoiando-o contra a investida dos fundamentalistas laicos que tentam intimidar bons cientistas através de uma discriminação crescente contra a Fé Católica.

 

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