Montfort Associação Cultural

20 de fevereiro de 2013

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O espírito que animava Dr. Plínio

Autor: Alberto Zucchi

Remetente: Antonio Carlos Bachan
Religião: Católico
Ocupação: Gerente Administrativo (ABDIB)

Sr. Zucchi.

Quem frequentou a antiga TFP sabe perfeitamente qual era o espírito que animava Plinio Correa de Oliveira.

O prof. Orlando Fedeli, homem muito conhecido e com quem tivemos a oportunidade de ombrear sabe perfeitamente que era um espadachim do nada. Que Deus tenha dado a ele o justo lugar que o seu mau espírito e ódio sejam merecedores. E a vocês seus seguidores também.

Como o Senhor explica o avanço profético dos Arautos do Evangelho? E a sua organização consegue dar voos mais alto do que o de uma galinha?

 

Antonio Carlos Bachan

 

Prezado Sr. Antonio Carlos
Salve Maria!

Começo por lhe dar razão. Veja só que espírito conciliador me anima para a resposta a sua carta.

Realmente, quem frequentou a antiga TFP sabe o espírito que animava Dr. Plínio.

Veja, por exemplo, as afirmações sobre o que ele chamava de “Reino de Maria”. Este seria um período histórico que surgiria após um grande castigo chamado “bagarre”. Mas a tal “bagarre” não seria um castigo comum, como Deus fez em outras épocas, com guerras ou doenças, mas um castigo especial onde os demônios atuariam diretamente na terra, e os maus se transformariam em animais peçonhentos. Dr. Plínio descrevia, em detalhes, de forma eletrizante, como uma mulher se transformava em uma aranha sem perceber. Ah! Se Hollywood tivesse conhecido Dr. Plínio, que produções sensacionais não teríamos hoje! O Senhor chegou a assistir algumas dessas descrições? Diga-me, então, qual o espírito que anima uma descrição deste tipo?

Voltando ao “Reino de Maria”, ele seria instaurado por Nossa Senhora. Após o castigo haveria um cortejo. Sim, um cortejo, não uma procissão. O cortejo seria um desfile de todos os membros da TFP, só os bons, os maus também teriam morrido no castigo. No centro do cortejo, adivinhe quem? Ele mesmo, Dr. Plínio. Nossa Senhora então apareceria e apresentaria Dr. Plínio como profeta do seu reino.

Para Dr. Plínio governar o “Reino de Maria”, ele não teria nenhum cargo oficial, mas apenas poder de influência. E através de emissários, informaria o que os reis e o Papa deveriam fazer. Quanta modéstia! Dr. Plínio, após ter recebido o cargo de profeta, não queria, como muitos políticos, acumular outras funções. O salário de profeta mais a aposentadoria como professor seriam suficientes. Dr. Plínio e alguns da TFP (João Clá principalmente) iriam para uma ilha de onde governariam o mundo. Como não haveria eletricidade no “Reino de Maria”, pois ela é coisa do demônio, Nossa Senhora providenciaria nuvens sobre a ilha que permitiriam que a temperatura ficasse sempre agradável, nem muito quente nem muito frio. Dir-se-ia um ar condicionado celestial. Pela segunda vez lhe pergunto: qual o espírito que anima uma pessoa que faz de si mesma considerações deste tipo?

Mas como Dr. Plínio não era egoísta, o “Reino de Maria” teria vantagens para todos. Por exemplo, muitos da TFP diziam que a forma da reprodução humana seria alterada, passando a ser feita pela “palavra”. Citando as visões gnósticas de Ana Catarina Emmerich, diziam que foi desta forma que Nossa Senhora foi concebida. Não me enganei na grafia. Catarina Emmerich fala de Nossa Senhora e não de Nosso Senhor, pois as doutrinas gnósticas apresentadas por esta visionária, no que se refere ao nascimento de Nosso Senhor, são ainda mais delirantes e gnósticas.

No “Reino de Maria”, as ruas seriam de porcelana.  O Senhor, que trabalha na Associação das Empresas de Infraestrutura, poderá esclarecer nossos leitores como seriam feitas as ruas de porcelana e o que fazer para evitar desastres em dias de chuva. Pela terceira e última vez lhe pergunto: que espírito animava um homem que dizia tamanhas loucuras?

Quanto ao “avanço profético dos Arautos do Evangelho” ele se dá da mesma forma que o dessas igrejolas protestantes que se multiplicam pelo Brasil. Existe até um pastor que está fazendo um novo templo de Salomão… A explicação do “avanço profético” é simples: eles têm dinheiro e um apoio que ninguém sabe direito de onde vem. Assim, o avanço profético é financiado pelos “profe-dólares”.  De nossa parte, como temos pouco dinheiro, nosso próprio voo “é de galinha”. E apesar de nosso voo “de galinha”, muitos da TFP têm a oportunidade de assistir à Missa de sempre devido a nosso trabalho.

Mas nós não nos importamos e nem medimos o tamanho de nosso voo. O que nos interessa é a vitória da Igreja, que será dada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Vitória esta que cada dia se aproxima mais. E esperamos que, pela intercessão de Nossa Senhora, não nos seja dado o lugar que merecemos, mas sim o lugar que será designado pela misericórdia de Deus.

Rezarei para que o senhor se atente para o verdadeiro espírito que animou Dr. Plínio, o primeiro profeta imortal que morreu.

 

Alberto Zucchi

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