Montfort Associação Cultural

24 de novembro de 2004

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O esperneamento hidrófobo de Olavo de Carvalho

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Felipe Coelho
  • Localizaçao: – Brasil

(…)

“Ut inimicos Santae Ecclesiae humiliari digneris, Te rogamus audi nos”

Quando dava aulas em certo colégio estadual suburbano, ao chegar lá bem cedo, encontrava ainda sobre a mesa as xícaras usadas pelos professores do curso noturno, que nelas haviam tomado o horrendo café que o Estado oferecia aos seus funcionários. Era freqüente haver, ao lado das xícaras, algumas baratas entontecidas, que, tendo imprudentemente ousado tomar algumas gotas do negro e horroroso café socialista, tinham entrado em lenta e esperneante agonia.

De costas, os insetos, de quando em quando, tinham um esperneamento convulsivo e desesperado, por não poderem reerguer-se sobre sua patas.

Esse esperneamento desesperado me veio à mente, ao ler a reação furibunda e insultante do Sr. Olavo de Carvalho a meu estudo sobre a Gnose “Tradicionalista” de René Guénon e a dele mesmo.

Disse reação e não resposta, porque resposta é própria do intelectual e do homem civilizado, enquanto que a reação irracionalmente agressiva é própria de qualquer ser vivo, ao se defender.

Olavo reagiu como ser vivo que foi mortalmente tocado. E reagiu, como ele mesmo diz, de modo “hidrófobo” — essa palavra foi aceita e contada por ele mesmo — em seu estilo botequinesco, prodigalizando insultos.

Numa polêmica entre pessoas cultas e educadas, quem perde o controle e procura desqualificar seu oponente, confessa indiretamente sua derrota. Pois ao polemista que recorre a insultos não ocorrem argumentos.

Por isso Olavo esperneia desesperado e insulta, e estertora impotente e descontroladamente, e injuria, e faz um “enrolavo” de palavras para acobertar sua gnose lancetada, expelindo o pus de seus sofismas e inverdades.

É claro que não seguirei seu exemplo. Não tomei o “café” venenosamente mortal da Gnose, nem tenho doutrina oculta que deva ser lancetada como tumor purulento e imundo.

E, ademais, sou civilizado e não sofro de “hidrofobia intelectual”, patologia que parece possível em certos autodidatas que se auto promovem de astrólogos a “filósofos”.

Não espere, então, o Sr. Olavo que eu desça da polêmica intelectual ao nível botequinesco que lhe é próprio.

Não me desqualificarei rebaixando-me ao nível hidrofobesco olaviano. Há razões que explicam o desequilíbrio e o descontrole emocional de Olavo…

Mesmo assim, receber tais insultos de uma pessoa como o Sr. Olavo é uma honra. Preocupado ficaria eu, se dele recebesse elogios.

***

Em seu esperneio, Olavo acumula insultos, esquece de Guénon — o chefe da seita gnóstica “tradicionalista” a que Olavo pertence, pelo menos doutrinariamente — renega Schuon, seu mestre de tariqa sufi, e só busca salvar-se da pecha de gnóstico em sentido “estrito”, distinção escapatória dele. Porque, em sentido “lato”, ele já admitiu que é gnóstico mesmo.

Em meio ao seu esperneio impotente e descontrolado, Olavo procura, do melhor modo que pode, fazer, como eu disse, um “enrolavo” pseudo intelectual para salvar a face, ou uma cortina de fumaça, para acobertar sua fuga e suas contradições. Para isto, ele afirma que há, sim, um conhecimento superior à fé, e que isto está expresso na própria definição de fé.

Escreveu Olavo, nesse seu último furibundo e estertorante esperneio:

“A superioridade essencial do conhecimento em relação à fé é coisa auto-evidente, afirmado na definição mesma de fé (…)”

E disse ainda seu Olavo:

“A superioridade a que me refiro é a de ordem intrínseca e ontológica e não funcional e metódica (sic): o que digo é simplesmente que saber é mais que crer”.

Afirmou ele mais ainda “… sem fé não se chega sequer à possibilidade do conhecimento espiritual, e por isto este último é “superior” à fé no sentido em que a meta transcende o caminho, assim como a fé é “superior” enquanto caminho sem o qual não se pode chegar à meta, (…) “

E ele nega que haja “a possibilidade de chegar a esse conhecimento por outra via (tariqa) que não seja pela fé ou, pior ainda, sem fé”

Portanto, para Olavo a fé é caminho necessário para se chegar ao Conhecimento.

(E isto ele sempre disse, seguindo Guénon; todo conhecimento esotérico exige antes a filiação a uma religião exotérica).

Pobre Olavo, que da banca de astrólogo se auto diplomou “filósofo”, e que pretende, agora, alçar vôo ao céu da teologia! Então, na definição de fé, haveria a afirmação de que o conhecimento é superior a ela.

Muito provavelmente o Sr. Olavo — campeão de chutes intelectuais e pretensioso Ícaro, querendo voar no céu da teologia — nem sabe o que é fé.

Pois aí vai, para ele aprender, o conceito de fé ensinado por São Paulo:

“Fé é o fundamento das coisas que se esperam, e o argumento das coisas que não se vêem” (Heb. XI, 1).

E não vou explicar a ele essa definição. Que permaneça ele em sua ignorância presunçosa.

Ou então a definição de Fé de São Tomás:

“Fé é o hábito da mente pelo qual se tem uma incoação em nós da vida eterna, fazendo o entendimento assentir a coisas que não vê” (São Tomás, Suma Teológica, II -II ae, q 4, a. 1).

Ou a definição e a exposição de Fé do Catecismo Romano do Concílio de Trento:

“Virtude da Fé é aquela pela qual assentimos plenamente a tudo quanto nos foi revelado por Deus”. (Catecismo Romano, Vozes, Petrópolis, 1951, Pg. 87).

E explica ainda o Catecismo Romano:

“O fim que se propõe ao homem para a sua bem aventurança é tão elevado que o não poderia descobrir a agudeza do espírito humano. Era pois necessário que o homem recebesse de Deus tal conhecimento. Esse conhecimento não é outra coisa senão a própria Fé, cuja virtude nos leva a ter por certo o que a autoridade da Santa Madre Igreja declarou ser revelado por Deus” (Catecismo do Concílio de Trento, I, cap. 1, p.87).

Ou a do 3º Catecismo da Doutrina Cristã:

“A Fé é uma virtude sobrenatural, infundida por Deus em nossa alma, pela qual nós, apoiados na autoridade do mesmo Deus, acreditamos que é verdade tudo o que Ele revelou e por meio da Santa Igreja nos propõe para crer “.

Em nenhuma dessas definições está dito que o conhecimento é superior à Fé. Isso é invenção gnóstica que Olavo repete.

Pelo contrário, o Catecismo Romano ensina que a inteligência humana, de per si, não poderia atingir as verdades da Fé reveladas por Deus, e que “o conhecimento (proporcionado pela fé) não é outra coisa senão a própria Fé” .

E São Tomás explica na Suma Teológica (II, II ae, q IV a. 8) que a Fé é superior em certeza à prudência e à arte, “em razão de sua matéria, pois versa sobre as coisas eternas, que não podem mudar”.

Com relação à sabedoria, à ciência e ao entendimento, que versam sobre coisas necessárias, São Tomás diz que é preciso notar que sabedoria, ciência e entendimento têem duas acepções: “uma como virtudes intelectuais, conforme as entende o Filósofo; outra, como dons do Espírito Santo”.

“Tomadas no primeiro sentido [como virtudes intelectuais], sua certeza oferece uma dupla consideração. Em razão de sua causa, e então é mais certo o que tem uma causa mais certa; neste sentido a fé é mais certa que as três virtudes citadas, pois a fé se funda na verdade divina, enquanto as outras três virtudes se apoiam na razão humana.”

“Ou então, por parte do sujeito, e assim é mais certo o que o entendimento do homem consegue mais plenamente. E como as verdades da Fé transcendem o entendimento do homem, mas não o objeto dessas três virtudes, a fé é menos certa do que elas.” [Aqui, Olavo pensará que triunfou.]

 

“De igual modo, se se entendem essas três virtudes como dons da vida presente, se comparam à fé como princípio, que as pressupõe. Por conseguinte, também neste sentido a fé é mais certa que elas” [enquanto dons do Espírito Santo]. (O negrito, evidentemente é meu)

Portanto, segundo São Tomás, a Fé, em absoluto, é superior à ciência, à sabedoria e ao entendimento, quer como virtudes, quer como dons do Espírito Santo.

Portanto, mais uma vez fica provado o erro de Olavo ao afirmar que existe um conhecimento superior à Fé. O que diz Olavo é o oposto do que ensina a doutrina católica.

Vejamos, agora, o que diz a Gnose sobre Fé e Conhecimento.

Conforme Robert Grant, um dos maiores especialistas sobre a relação entre Gnose e Cristianismo, “Definir o gnosticismo é extremamente difícil, porque, entre os autores modernos, essa palavra recobre um grande leque de formas de pensamento e de experiências religiosas (…). E entretanto será bem preciso que todas [essas formas religiosas] tenham tido alguma coisa em comum para que os autores antigos e modernos tenham podido reuní-las sob o nome de gnósticas. A própria palavra gnóstica significa que o gnóstico conhece. Ele conhece, não porque ele adquiriu pouco a pouco o conhecimento, mas porque uma revelação lhe foi trazida. Ele não crê, porque a fé é inferior ao conhecimento. [Exatamente o que disse Olavo] E sua Gnose, o “conhecimento da grandeza inefável” é, por ela mesma, a perfeita redenção” (Robert M. Grant, La Gonose et les Origines Chrétiennes, Seuil, Paris, 1964, p. 17. O negrito é nosso. Os itálicos são do original).

Está aí, mais uma vez comprovado que o pensamento de Olavo, também quando ele afirma que o conhecimento é superior à fé, coincide com a doutrina gnóstica.

Quanto mais Olavo quer esconder que é gnóstico, enrolavando as palavras, mais ele dá novas provas de que é gnóstico mesmo.

E não é só Robert Grant que diz isso. Veja-se o que diz Hans Jonas, provavelmente o autor do melhor livro pra se conhecer o sistema gnóstico:

“No contexto da Gnose a palavra “conhecimento” toma um sentido categoricamente religioso e sobrenatural [como em Olavo] ; ele se refere a objetos de fé, diríamos nós hoje, mais do que a objetos de razão. Ora, se é verdade que, na Igreja, hereges e ortodoxos estiveram em grande debate sobre a relação da fé e do conhecimento (da pistis e da gnosis ), não se tratava da questão como nós bem a conhecemos em nossos dias, a da fé a da razão; porque o “conhecimento” dos gnósticos, que se punha em contraste elogioso ou reprovador à simples fé cristã, não era um conhecimento do tipo racional [exatamente como dizem os autores admirados e seguidos por Olavo, como demonstrei em meu estudo]. A gnosis era por excelência o conhecimento de Deus” (Hans Jonas, La Religion Gnostique, Flammarion, Paris, 1978, pp 55-56. Os itálicos são do autor).

Portanto, para os gnósticos o “Conhecimento” era louvado com menoscabo da fé.

Isso é confirmado por Hans Leisegang, outro especialista na Gnose:

“O Cristianismo, sob sua forma mais pura, afirmava na fé o fundamento da religião; melhor, pode-se dizer que sua significação histórica residia precisamente na convicção da esceficidade da fé e em sua independência com relação a toda espécie de saber e de ciência. Ora, para a gnose — e nisso está a diferença que a separa do cristianismo — a fé não é suficiente e não se lhe reconhece valor próprio. O fundamento da fé não é sentido por si mesmo, ele é logo convertido em saber e em ciência” (Hans Leisegang, La Gnose, Payot, Paris, 1951, p. 31. O negrito é meu).

Henri-Charles Puech confirma o que disseram esses autores citados acima:

Para os gnósticos, “Há três classes de seres [humanos]: os “Hylicos”, os “psíquicos”, e os “pneumáticos”. Os primeiros, metidos no corpo, puras matérias, viveriam na agnosia, no não “conhecimento”, e jamais seriam salvos. Os segundos [os psíquicos], teriam a pistis, a fé, e poderiam ser salvos por atos meritórios, pela oração, por um esforço. Mas os homens da terceira classe, os que têem o nous, o “intelecto” [Exatamente como escreveu Olavo, confira VI-3 e VI-5 de meu estudo A Gnose "Tradicionalista de René Guénon e de Olavo de Carvalho] ou o pneuma, o “espírito”, sabem e são salvos sem esforço, por natureza, e o que quer que façam: eles estão certos de sua salvação como eles têem o conhecimento absoluto” (Henri-Charles Puech, En Quête de la Gnose, Gallimard, Paris, 1978, Vol. I, p. 166. Os itálicos são do autor).

Se os homens “pneumáticos, estão necessariamente salvos por terem o conhecimento, e os psíquicos, que tem a fé, devem fazer esforço para salvar-se, é evidente que, segundo Puech, os gnósticos consideravam o conhecimento superior à fé. Exatamente como Olavo.

A mesma informação de que, para a Gnose, o conhecimento é superior à fé pode ser confirmada em outra obra ainda:

“A tentação gnóstica típica é de fazer predominar o conhecimento (Erkenninis) ou a experiência (Erlebnis) sobre a revelação e a fé (…) “ (H. Cornelis et A Léonard, La Gnose Éternelle, Fayard, Paris, 1959, p.105, O negrito é meu).

Serge Hutin, que foi influenciado ou ligado a Guénon — portanto, insuspeito, afirmou: “A gnosis, apanágio dos iniciados, se opõe à vulgar pistis (crença) dos simples fiéis. É portanto mais uma “revelação” secreta e misteriosa do que um conhecimento propriamente dito.” (Serge Hutin, Les Gnostiques, PUF, Que Sais Je?, Paris, 1978, p.11. Os itálicos são do autor).

Há mais um ponto a salientar. Olavo afirmou que a fé é caminho para o conhecimento. Ora quem afirma isso é a pior heresia gnóstica da História: o Maniqueísmo.

Vejamos.

Quem estudasse o Maniqueísmo “… Inclinar-se-ia a afirmar que a “fé” é aqui concebida como início, a isca para o “Conhecimento”, e que desde a sua recepção [da fé], a “gnose” está ai, em um sentido, implicado. A fé seria o “conhecimento” incoativo [Olavo disse "o caminho"] rudimentar; o “Conhecimento”, seria a plenitude da “fé”, a “fé” totalmente esclarecida e assimilada. Pistis e gnosis [fé e conhecimento] (nahte e saune), se supõem um à outra, o “Conhecimento” estando subjacente à “Fé”, ou já estando presente nela sob forma incompleta ou embrionária, e a “fé” subsistindo na base do “Conhecimento”, que é sua expressão última, o desabrochamento e a explicação [da fé]” (Henri-Charles Puech, Sur le Manichéisme, Flammarion, Paris, 1979, p.324).

De modo que a afirmação de Olavo de que o conhecimento é superior à fé, e de que a fé é o caminho necessário para o conhecimento é exatamente o que diz a Gnose, e especialmente a Gnose Maniquéia. E a doutrina católica ensina o contrário: a Fé é, em absoluto, superior ao conhecimento.

Não existe, em absoluto, um conhecimento superior à fé, como diz a Gnose e como repete o gnóstico Olavo

A Fé é uma virtude sobrenatural. O conhecimento é natural. A natureza humana ontologicamente está abaixo — et pour cause! — de tudo o que é sobrenatural a ela. Afirmar, como disse Olavo em sua cortina de fumaça, que há um conhecimento ontológica e intrinsecamente superior à Fé, é colocar o natural acima do sobrenatural. E isto é uma contradição flagrante.

Mais: dizer que há um conhecimento ontológica e intrinsecamente superior à Fé é admitir que, na natureza do homem, existe algo — uma partícula divina [Olavo a chama, conforme à Gnose maometana, de Intelecto] — que o coloca ontologicamente acima do Deus revelado. E isto é exata e estritamente o que pretende a Gnose. Portanto, mais uma vez, o Sr. O. de C. deixa as provas, embora o negue, de que é gnóstico mesmo.

Quanto a este conhecimento superior à fé ser salvador, vejam-se as citações que dou de Olavo em meu trabalho A Gnose “Tradicionalista” de René Guénon e de Olavo de Carvalho (VI-3 e VI-5).

***

Olavo me acusa de julgá-lo num imaginário tribunal inquisitorial, quando apenas desenvolvi, depois de provocado e desafiado por ele, uma tese doutrinária – a de que ele é gnóstico, e não católico — com base em mais de 400 documentos, quase todos de autores membros da seita gnóstica guénoniana. O desenvolvimento de uma tese e sua conclusão final não são, de modo algum, um ato processado num tribunal inquisitorial ou comum. Confundir um estudo doutrinário com um processo inquisitorial, sem dúvida, é um delírio. Se fazer isso fosse vedado, nunca se poderiam fazer análises do pensamento e das obras de ninguém.

Olavo me acusa ainda de sofrer de “sociopatia”. É sabido que ele pretende entender da matéria, porque teve dela um conhecimento experimental … mas julgo indigno de um debate intelectual descer a esse nível pessoal.


“Monsieur, j” ai un secret qui vous touche.
Aprouvez le respect qui me ferme la bouche”.

Afirma Olavo que procurei explicitamente prejudicá-lo em sua reputação, coisa que nunca visei, nem nunca afirmei. Procurei sempre manter respeito pela pessoa, enquanto atacava as idéias. E os versos acima citados são um comprovante disso. Nunca o injuriei. Eu, sim, fui injuriado, insultado e difamado por ele.

O que ele sente é que, nesta polêmica, ele perdeu, não a reputação, mas o prestígio. E quem mostra preocupação com a perda de prestígio, confessa implicitamente que tem consciência de que perdeu o debate.

Resta-me dar dois conselhos a Olavo, embora duvide que ele seja acessível a conselhos. Primeiro: que compre um manualzinho de civilidade e de boas maneiras. Segundo: que volte a montar a sua banca de astrólogo, desistindo da “filosofia”, e, muito mais ainda, da Teologia. Auto proclame-se o que bem entender. Mas não se diga católico sem o ser.

Quanto ao fundo da polêmica ora encerrada, que julguem os leitores de meu trabalho e dos insultos esperneantes de Olavo, assim como de seu contínuo enrolavamento, quem de nós dois disse a verdade, quem foi intelectualmente desonesto, e quem é impostor e charlatão. E, infinitamente mais importante, quem de nós dois é católico, e quem é gnóstico. Sou católico. Olavo é gnóstico. Na festa de Nossa Senhora do Carmo,

São Paulo, 16 de julho de 2.001.

Orlando Fedeli

 

.Não obstante, como em absoluto se julga uma coisa conforme suas causas e acidentalmente conforme as disposições do sujeito, daqui a fé é absolutamente mais certa, enquanto que as outras certezas podem sê-lo mais relativamente, isto é, em ordem a nós.

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