Montfort Associação Cultural

19 de maio de 2010

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O episcopado francês e a franco-maçonaria

 
«Há no mundo um certo número de seitas que, se bem que diferindo entre si pelo nome, ritos,  formas, origem, se assemelham e estão unidas entre si pela analogia de objetivo e por princípios essenciais. Empregando ao mesmo tempo a audácia e a astúcia, elas invadiram todos o níveis da hierarquia social e começam a ter no seio dos Estados modernos um poder que quase equivale à soberania. Dessa rápida e formidável extensão, resultaram precisamente para a Igreja, para a autoridade dos Príncipes, para a salvação pública, males que nossos predecessores tinham previsto desde muito tempo. Léon XIII, na Humanum Genus ,20 de Abril de 1884. »
 
- O Carnet do Jour do Figaro do Sábado, 8 de Maio de 2010 anuncia o convite da Grande Loja Nacional da França para assistir à uma conferência de Monsenhor Jean-Charles Descubes, Arcebispo de Rouen ao lado de um pastor, Agnès von Kirchbach, de um teólogo, Ghaleb Bencheikh, de um grande rabino, Haïm Korsia sobre o tema : « Franco-Maçonaria regular e monoteísmo no Século XXI». A conferência se deu, na Segunda Feira, 10 de Maio, no grande templo da Grande Loja Nacional Francesa, 12, à rua Christine de Pisan, Paris (XVIIe).
 
- No mesmo dia, em Lyon, o clube « Diálogo e Democracia francesa» que reune franco-maçons, homens e mulheresde todas as obediências, reunia o Cardeal Barbarin, o Grande Rabino Richard Wertenschlag, o presidente do Conselho regional do culto muçulmano, Azzedine Gacci, e o presidente da Igreja reformada de Lyon, Joël Rochat, para um jantar-debate sobre o tema : « Laicidade, religião, espiritualidade».
 
A participação desses dois Arcebispos franceses em tais reuniões e em  tais conferências organizadas pela  franco-maçonaria constitui um escândalo de uma extrema gravidade, que dá uma visão suplementar da traição da Fé por um Bispo e por um Cardeal, tambos em função.
Se bem que aceitar esses convites não signifique que esses dois prelados pertençam à Franco-Maçonaria, isso é entretanto inadmissível porque  difunde a idéia de que a Franco-Maçonaria é uma sociedade honrosa e freqüentável.
 
Será preciso lembrar a  esses Bispos que, sem fazer distinções entre suas obediências, a Franco-Maçonaria foi condenada por todos os Papas como uma seita de uma perversidade toda particular, cujo verdadeiro objetivo é a destruição da Igreja Católica ?
 
Os temas dessa conferência e desse jantar-debate, o princípio do convite lado a lado desses representantes das diferentes «religiões» chamadas a falar em pé de igualdade, Oe tudo isso sob o olhar benevolente das obediências maçônicas são indícios suficientes para manifestar que não são testemunhos de catoliciismo que esses Bispos foram dar, mas palavras mentirosas e cúmplices, inimigas da Fé Católica !
 
Esperamos que essas faltas públicas contra a Fé, verdadeiros  escândalos para os católicos, serão punidos como merecem sê-lo. Devemos rezar nosso rosário para reparar esse ultrage contra a Fé e  impedir o naufrágio de nossa santa religião nas almas.        
 
Abbé Régis de Cacqueray ,
Superior do Distrito da França.
Suresnes, 13 de Maio de 2010, na festa da Ascenção de Nosso Senhor
 
Declaração do Cardeal Ratzinger contre a Franco-Maçonaria, em 26 de Novembro de 1983
 
Alguns se perguntaram se o pensamento da Igreja sobre a Franco-Maçonaria mudou, porque no novo Código de Direito Canônico não se faz menção expressa  como era feito no antigo Código.
 
A Sagrada Congregação está em condições de responder que essa situação de fato é devida  um critério utilizado pela redação e que foi observado igualmente para outras associações, passadas do mesmo modo sob silêncio, na medida em que elas  estavam incluídas em categorias mais largas.
 
O julgamento negativo da Igreja sobre a Franco-Maçonaria permanece pois imutável porque seus princípios sempre foram considerados como incompatíveis com a doutrina da Igreja; e é por isso que continua proibido pela Igreja inscrever-se nela. Os católicos que fazem parte da Franco-Maçonaria estão em estado de pecado grave e não podem se aproximar da Santa Comunhão.
 
As autoridades eclesiásticas locais não tem poder de emitir sobre a natureza das associações da Franco-Maçonaria um julgamento que produzisse uma derrogação ao isso que foi mencionado acima, conforme o espírito da Declaração de 17 de fevereiro de 1981 desta mesma Sagarda Congregação.
 
O Soberano Pontífice João-Paulo II, no curso da audiência concedida ao sub-assinado Cardeal Prefeito, aprovou a presente declaração adotada no curso da reunião ordinária desta Sagrada Congregaçao e ordenou a sua publicação.
 
Dado em Roma, na Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, em 26 de Novembro de 1983.
 
Joseph Cardinal Ratzinger, Prefeito
Fr. Jérôme Hamer, o.p., Arcebispo titular de Lorium, Secretário.”

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