Montfort Associação Cultural

1 de setembro de 2009

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O dever de combate aos hereges contra a missio canonica de Padre Joãozinho

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Gustavo de Oliveira Martins
  • Localizaçao: Maceió – AL – Brasil
  • Religião: Católica

Professor Orlando e demais amigos da Montfort, Salve Maria!

Desde 2007 que sou um leitor assíduo deste valioso site (que não sei se tem Nihil Obstat e Imprimatur), bem como de outros que procuram tão somente ensinar a Doutrina Católica aos fiéis tão perdidos hoje em dia. Infelizmente, tenho acompanhado a aula de catolicismo que o senhor tem dado no Pe. Joãozinho. Por que infelizmente? Porque padres como o Joãozinho, Zezinho (daqui a pouco surgirão os padres huguinho e luizinho), Fábio de Mello, Marcelo Rossi e tantos outros são o retrato, hoje, do pouco caso que a CNBB faz da Igreja…padres que precisam ser corrigidos por leigos. Não que a correção seja uma vergonha, mas ser corrigido por terem falhado tão gravemente em sua principal função e não admitir o erro, pelo contrário, persistindo nele é muito preocupante. Quantas almas não estão se perdendo, meu Deus? Mas do mesmo modo que Deus permite a escuridão, não deixa que faltem velas, como o senhor e tantos outros. Velas que me lembram um resumo da história de Joana D”arc que o senhor nos contou quando aqui esteve, este ano. Um dia nossa cera se acabará mas que Deus nos conceda a Graça de fazer com que nossa chama acenda outras. Bom, professor, li o “grande” desafio que o Pe. Joãozinho lancçou ao senhor e confesso que ri bastante, pois ele parecia meu sobrinho fazendo birra quando não permito que ele faça algo errado. Pe. Joãozinho faz o “grande” desafio perguntando se o site do senhor possui “Nihil Obstat” e “Imprimatur” e se o senhor possui “Missio Canonica”…Pe. Joãozinho se apega muito em títulos…Pe. Joãozinho, dizem, possui 4 doutorados, Pe. Joãozinho deve possuir “Nihil Obstat” e “Imprimatur” (os seus sites) e deve ter recebido “Missio Canonica”. Ah! Quanta alegria! Que homem importante! Como é importante para a Igreja que seus sacerdotes possuam tantos títulos! Uma pena, professor, é que Pe. Joãozinho faz vale seus tantos doutorados e afins e não faz valero título que realmente importa, que é o de Católico Apostólico Romano, coisa que o senhor faz muito e muito bem. Talvez o referido padre não se lembre que não é preciso possuir doutorado para se ensinar Verdadeira Fé. Claro, é preciso estudar, ler, mas não é preciso possuir nenhum título. Fico pensando nos Santos Apóstolos, sem doutorados, tão ignorantes…coitadinhos…como sabiam tanto? Pe. Joãozinho, com seu “grande” desafio, diz que quem não tem “Nihil Obstat”, “Imprimatur” e “Missio Canonica” não pode ensinar Doutrina Católica. Talvez, pela minha pouca leitura, ou por não ter entendido todo o contexto, entendi diferente quando Jesus disse: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado” (S. Marcos 16, 14-20) ou São Paulo: “Ai de mim se não evangelizar”… (Coríntios I -9, 16). Sinceramente, achei que isso fosse dever de todo Católico e não apenas daqueles que possuem os títulos que Pe. Joãozinho se gaba de ter. Quando somos crismados, nos tornamos soldados de Cristo, para lutar por Ele e pela Sua Igreja, ou não? Ai de mim, pobre desobediente, por tentar ensinar a sã Doutrina aos meus sem possuir “Missio Canonica”. Será que para pregar o que a Igreja sempre ensinou só é permitido a quem possui tais “virtudes”? Pe. Joãozinho é mais um dos “canção novetes” que se esquecem de ser Católicos. Pe. Joãozinho está em comunhão com a canção nova mas não está com a Igreja. O que será dele e de tantos outros quando houver a reforma da reforma? Farão igual a meu sobrinho, por vezes birrento: “não quero, não quero e não quero!” Continuarão em comunhão com a canção nova ou com a Igreja? Finalizando, professor, pois já tomei por demais o seu precioso tempo, pergunto: será que Pe. Joãozinho já leu sobre os fariseus? Eles deviam, se não possuíam títulos, mas possuíam uma posição privilegiada perante a sociedade na época. De que adiantam tantos títulos, se não se pode valer de ser Católico? Pe. Joãozinho me faz lembrar Saul, que lia mas não compreendia!

Que Deus o continue abençoando, professor!

 

Muito prezado Gustavo, salve Maria.
 
     Muito obrigado por seu apoio e por sua crítica ao que faz e, principalmente, ao que diz e ensina Padre Joãozinho, abusando da missio canonica que realmente ele recebeu e tem. Missio canonica que eu, como leigo, não recebi e não possuo. E por não possui-la, eu não posso ensinar oficialmente em nome da Igreja.
       
     Mas, como leigo batizado na Igreja Católica Apostólica Romana, dela faço parte e tenho o dever de ensinar a verdade que a Igreja sempre ensinou e da qual devo dar testemunho, inclusive com a vida, caso seja necessário.
 
     Os leigos sempre precisaram testemunhar a verdade católica até com o derramamento de seu sangue, quanto mais com o “derramamento” da palavra.
 
     E mais vale ensinar a verdade, mesmo que sem missio canonica do que trair a verdade e ensinar heresias com missio canonica.
 
     Como você bem lembra, os pais são obrigados a ensinar a verdade católica a seus filhos, e os tios e padrinhos também são obrigados a ensinar a verdade católica a seus sobrinhos e afilhados.
 
     Assim também, os professores têm o dever de estado de ensinar a verdade católica a seus alunos e a dar aulas de religião.
 
     Isso sempre foi ensinado pela Igreja. Você bem lembra ainda que o sacramento do Crisma nos faz soldados da Igreja, soldados de Cristo, com o dever de defender a fé com o seu saber e com os argumentos que possuam. Sempre, na história da Igreja, os leigos ensinaram a quem podiam, ainda que não tendo a missio canônica oficial, própria do clero.
 
     O menino Giovanni Bosco — portanto, ainda um leigo -, Giovannino Bosco ensinava catecismo e procurava afastar da porta das igrejas os que perturbavam de qualquer modo a Missa. E ele não havia recebido missio canônica para fazer isso. Entretanto, ele se tornou São João Bosco.
 
     Na história há Joões e Joões.
 
     Há Joãozinhos e Joãozinhos…  
 
     E quantos leigos defenderam a Fé!
 
     Quantos Papas convocaram os leigos a difundir a Fé e a defendê-la contra os hereges. Mesmo contra padres e contra Bispos hereges.
 
     Padre Joãozinho quer reduzir os leigos a “cães mudos”.
 
     A mim, ele quer me fazer ou omisso, ou cúmplice do silêncio dos que têm a missio canônica de ensinar a verdade e se calam. Quer me fazer cúmplice, por omissão, dos que abusam dessa missão canônica, ensinando mentiras e heresias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia, ou negando que só na Igreja Católica se alcança a salvação.
 
     Ou cúmplice daquele — o próprio Dr. Padre Joãozinho – que afirma que aceita o dogma de que “Fora da Igreja não há salvação”; que “subscreve esse dogma em gênero , número e grau” e, frases depois, nega serpentinamente esse mesmo dogma, nos meandros maliciosos e torcicolosos do seu contexto.
  
     Padre Joãozinho defende o Vaticano II.
 
     Eu me recuso a aceitar esse Concílio como infalivel, e repilo tudo o que o Vaticano II “pastoralmente” ensinou contra o ensinamento de sempre da Igreja Católica.
 
     Mas até o Vaticano II pode dizer alguma verdade. Pois se o ditado italiano admite que, “por vezes até o demônio pode dizer “Ái, Jesus!”” [Delle volte anche il demonio può dire Gesù”] também pode acontecer que até o Vaticano II tenha dito uma verdade.
 
     Por exemplo, veja como o Vaticano II disse a verdade sobre o direito e o dever dos leigos de ensinar e defender a doutrina católica:
 
     ”A todos os leigos, portanto, incumbe o preclaro ônus de trabalhar para que o plano divino da salvação atinja sempre mais a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares      da terra. Conseqüentemente, sejam-lhes dadas amplas oportunidades para que também eles participem ativamente na obra salvífica da Igreja, de acordo com suas forças e as      necessidades dos tempos” (Vaticano II, Lumen Gentium, nº 83).
 
     Será que Padre Joãozinho recusa essa tese do Vaticano II que ele diz defender?
 
     Ou será que Padre Joãozinho quer que o leigo tenha o dever de ser cúmplice das mentiras que ele ensina através de sua “Missio canônica”?
 
     O que nos manda a lei de Deus, a moral católica e o catecismo é dizer, ensinar, como nos for possível, a verdade que os Papas sempre ensinaram, no âmbito em que vivemos e atuamos.
 
     Padre Joãozinho quer que sejamos cúmplices mudos de suas heresias.
 
     Padre Joãozinho quer que sejamos ou covardes ou mentirosos.
  
    Como leigo, cumprirei o meu dever de combater as heresias dele e desse outro padre escandalosamente embonecado com maquiagens e que disse heresias contra a presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada.
       
     E termino citando duas jaculatórias. A primeira é da ladaínha de todos os santos (muitos deles leigos):
       
     “Ut inimicos Sanctae Ecclesiae humiliari digneris,
     Te rogamus, audi nos”
 
     [Para que vos digneis humilhar os inimigos da Santa Igreja, nós Te rogamos, ó Senhor]
 
     E outra jaculatória invocando o auxílio de Nossa Senhora no combate a seus inimigos, os hereges, que, muitas vezes, na história, foram Padres e até memso Bispos:
 
     “Dignare me  pugnare pro Te, Virgo sacrata.
     Et da mihi virtutem contra hostes tuos”
 
     [Torna-me digno de lutar por Ti, Virgem sagrada,
     E dá- me virtude contra teus inimigos].
 
     Virtude e sabedoria para combater os hereges é o que peço a Deus, por meio de Nossa Senhora, ainda que não tenha missio canonica.
 
     Um abraço amigo, meu caro Gustavo.
 
     Vamos ao combate, isto é, ao “duelo” doutrinário a que padre Joãozinho me desafiou.
 
In Corde Jesu, semper,
     Orlando Fedeli

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