Montfort Associação Cultural

21 de julho de 2007

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O Concílio Vaticano II será eterno, ao contrário de vocês

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Joeson Gama
  • Localizaçao: Vila Velha – ES – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Religião: Católica

Estou aqui para lhes dizer que o CVII Sempre existirá, e sim, será eterno, pois ainda que pastoral, deve ser seguido, senão, pra que ele existiu?

O Motuo Proprio que o Papa Bento XVI divulgará amanhã não vai mudar nada, pois não afetará o respeito ao CVII. Posso até apostar que nesse documento se falará, e muito bem, desse importante concílio, um dos mais importantes da história da Igreja. SE ele, o CVII representasse tanto mal assim nno seio da Igreja, então porque até hoje nada foi feito contra eele (tirando-se a FSSPX).

E, de onde vcs tiram a idéia de que um concílio pastoral não deva ser tão respeitado, e seguido, quando um infalível? Já li alguns textos e cartas de vcs, mas não vejo muito por esse lado, e tenho certeza que criticar tanto assim um concílio válido, e portanto, que deve ser aceito e respeitado, segue uma atitude de cisma, que poderá começar amanhã mesmo, com a promulgação do documento papal. É aquardar para ver. E, por caridade, deixem de culpar o CVII por todos os males vindos do modernismo.

Fiquem com Deus, e que Santa Maria interceda por vcs!

Muito prezado Joeson,
Salve Maria.

     Você começa sua carta de modo solene e peremptório:
     
Estou aqui para lhes dizer que o CVII Sempre existirá, e sim, será eterno, pois ainda que pastoral, deve ser seguido, senão, pra que ele existiu?”.

     Pena que na frase você diga uma solene e peremptória bobagem: que o Concílio Vaticano II será eterno.
     Meu caro, só Deus é eterno. 
     O Concílio Vaticano II é um fato histórico, que, tendo ocorrido, está feito e nada nunca poderá mudá-lo. Tal qual não se pode mudar o assassianto de Abel, a batalha de Waterloo, e o casamento de Luis XVI com Maria Antonieta. Os fatos do passado não podem jamais ser mudados. Mas isso não quer dizer que sejam eternos.
     E você me garante — com a mesma solene autoridade que é muito sua — que o Concílio Vaticano II “ainda que pastoral, deve ser seguido”.
     
     Caramba! 
     Você até parece colaborador de um site que se gaba de ter esplendor!
     Deixe-me lhe perguntar: deve-se seguir o Concílio Vaticano II em seu espírito ou em sua letra?
     Pergunto-lhe isso, porque me informou o Professor Felipe de Aquino, mestre em fazer confusões e trapalhadas, que conforme João Paulo II, dever-se-ia “assumir integralmente o espírito do Vaticano II” (Apud  Osservatore Romano, 15/10/95).
     Bento XVI, ao contrário condenou o “espírito do Vaticano II”  por fazer uma ruptura com a Igreja de sempre (Bento XVI, Discurso à Cúria Romana em 22 de dezembro de 2005).
     Mais ainda. Bento XVI acaba de corrigir a letra do Concílio, dizendo-a ambígua e causadora de falsas interpretações, por exemplo,  no caso do subsistit.
     Se o espírito [que dá a vida] é condenável, e a letra — que mata – é ambígua, não sei com que ficar desse Concílio “eterno”.
     Com que ficar então? Ficar com o espírito condenado? Ou ficar com a letra ambígua?   
     A seguir, sempre solene, você me diz:
    
E, de onde vcs tiram a idéia de que um concílio pastoral não deva ser tão respeitado, e seguido, quanto um infalível?”
   
     Tiramos essa idéia bem verdadeira da doutrina Católica que ensina que um Concílio infalível, deve ser acatado em seus cânones e anatematismos com fé divina e católica, e outros só com fé eclesiástica ou com assentimento respeitoso.
     E outros concílios há que foram excomungados pelo Papa como o IV Concilio de Éfeso, também chamado de Latrocínio de Éfeso.      
     Concluímos que o Concílio Vaticano II não foi infalível em muitos documentos, inclusive a declaração final de Paulo VI ao encerrar o Vaticano II, quando ele disse que o Concílio não ensinou dogmaticamente.
     Tiramos essa idéia também da seguinte declaração do cardeal Ratzinger aos Bispos chilenos:

A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto, muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.”
(Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho de 1988, in Comunhão Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56).

     Você me adverte de uma sua dificuldade de ver:

“Já li alguns textos e cartas de vcs, mas não vejo muito por esse lado”.

     Compreendi que você sabe ler, mas que não vê bem… por esse lado…
   
     Finalmente você nos faz um apelo:

“E por caridade, deixem de culpar o CVII por todos os males vindos do modernismo”.

     Meu caro, a caridade manda condenar os erros que o Concílio Vaticano II herdou do Modernismo
     Procure ler a encíclica Pascendi de São Pio X, do lado em que você é capaz de ver.
     Há ainda duas outras coisas que o ajudariam: estudar o catecismo e ir a um oftalmologista.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli


PS. Lembrei-me de uma terceira coisa que pode ajudá-lo: faça uma novena para Santa Luzia que é padroeira da boa vista. OF

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