Montfort Associação Cultural

17 de abril de 2007

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O arcebispo de Campo Grande cobra punição severa à dona de clínica de aborto

O arcebispo de Campo Grande, Dom Vitório Pavanello, cobrou hoje, durante entrevista coletiva, punição severa à médica Neide Mota Machado, dona da Clínica Planejamento Familiar, acusada de praticar aborto na Capital. Ele também repudiou, em nome da Igreja Católica , a prática do ato criminoso que foi denunciado por reportagem da Rede Globo na terça-feira passada e pediu urgência ao MPE (Ministério Público Estadual) na investigação dos fatos.
 
Dom Vitório conclamou a comunidade católica para não aderir à legalização do aborto que está sendo difundida pelo País. Além disso, ele informou que no sábado passado a cúpula da Igreja em Campo Grande se reuniu e elaborou uma carta condenando a prática de aborto, sendo que a carta foi lida em todas as paróquias da cidade e uma cópia será encaminhada à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), MPE e outros órgãos competentes para que tomem as providências cabíveis.
 
“A Igreja condena qualquer tipo de aborto e o único caso em que ele pode ser tolerado é quando traz risco à vida da mãe”, ressaltou o arcebispo de Campo Grande, completando que desde a concepção já existe vida para a Igreja e esse ser humano tem a necessidade de ser protegido. “Esse ser humano que está sendo gerado precisa de proteção e cabe ao Estado dar essa proteção”, completou.
 
Dom Vitório ressaltou ainda que não cabe à Igreja fiscalizar, pois isso é competência das autoridades. No caso do católico que praticar aborto, o arcebispo disse que é uma falta moral grave e ele pode ser até excomungado, incluindo os que auxiliaram a mulher nessa prática. “Nós precisamos dar uma educação de valores maiores à população, tem de existir um movimento pela vida e a Pastoral da Família já vem fazendo isso em todo o Brasil”, informou.
 

Antes de encerrar a entrevista coletiva, Dom Vitório aproveitou para condenar os projetos sobre a legalização do aborto apresentados no Congresso Nacional e criticou a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com relação ao assunto. “Ele (Lula) que se diz católico coloca no ministério pessoas a favor do aborto”, reclamou. 
(destques nossos)

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