Montfort Associação Cultural

26 de abril de 2007

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Nova Missa: ´câncer` da Igreja

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Vitor
  • Idade: 24
  • Localizaçao: Angra dos Reis – RJ – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Estudante
  • Religião: Católica

PRF. ORLANDO FEDELI

É COM MUITA TRISTEZA QUE ESCREVO ESTA CARTA, POIS NÃO PODERIA DEIXAR DE DIVULGAR ESSAS IMAGENS, NÓS QUE SOMOS CATÓLICOS DE VERDADE DEVEMOS DIVULGAR CADA VEZ MAIS ESSE TIPO DE COISA QUE, O NOVO PROTESTANTISMO (RCC) VEM TRAZENDO PARA DENTRO DA SANTA IGREJA, E O PIOR DEBAIXO DO NARIZ DE CARDIAIS, PRF. ONDE NÓS VAMOS PARAR?

PREPARE-SE PARA VER AS CENAS A SEGUIR, POIS SÃO MUITO TENEBROSAS, EU CONFESSO QUE CHOREI, CHOREI PORQUE AMO A SANTA MADRE IGREJA E NÃO QUERO VE-LA CAIR NO RIDÍCULO.

ACESSE OS LINKS, E POR FAVOR TOME UM CALMANTE:

http://www.portalanjo.com/missashow.htm
http://www.statveritas.com.ar/Los_Frutos_del_Concilio/Misa-Show-01.htm
http://www.statveritas.com.ar/Los_Frutos_del_Concilio/Cowboys.htm
http://www.statveritas.com.ar/Los_Frutos_del_Concilio/Novus_Ordo-11.htm
http://jmanjackal.net/photos/2004/pot06.jpg
http://jmanjackal.net/photos/2004/lou11.jpg

QUE A PAZ DE JESUS E O AMOR DE MARIA PROTEJA TODOS NOS DO DISATINO.

ASS: UM CATÓLICO MUITO TRISTE.

Muito prezado Vitor,
salve Maria!
 
    Vi as fotos terríveis, escandalosas, absurdas que você me enviou.
    Elas são provas do anarquismo litúrgico causado pela Nova Missa de Paulo VI.
   
    Como foi possível chegar a esse ponto?
    Como se permitiu tanta profanação?
 
    Você tem toda razão; essas fotos causam indignação.
    Essas fotos fazem chorar a quem tem Fé na presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada.
   
    Não vou lhe dar, agora, um julgamento em meu nome. Não vou emitir meu pensamento pessoal, vou apenas transcrever um julagamento feito por uma alta autoridade em Liturgia, que publicou um livro tremendo sobre a nova Missa de Paulo VI, qualificando-a como “Revolução Litúrgica”.
    Com efeito, Monsenhor Klaus Gamber, em seu livro A Reforma da Liturgia Romana, editado em 1992 escreveu que a Missa foi reduzida pela reforma litúrgica, realizada por Paulo VI, a uma “pagaille“, isto é a uma “bagunça” (Monsenhor Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994, cap.V).
    A palavra  — “pagaille” –  não é minha. Não é do site Montfort. 
    É a palavra de um Monsenhor com autoridade nesse campo, e cujo livro foi apresentado pelo Cardeal Silvio Oddi.
    
    Disse ainda Monsenhor Gamber que a Nova Missa foi produto da Teologia modernista:
 
“Foi por isso que se criou um novo rito largamente corespondente às tendências da nova teologia (modernista). Como até aqui a liturgia respirava em tudo o espírito das verdades tradicionais e da antiga piedade, ela não podia subsistir sob a forma que era a sua. Suprimiram-se, portanto, muitas coisas e introduziram-se novos ritos, novas orações, e novos cantos, assim como como leituras bíblicas que não raro se vêem intencionalmente amputadas das passagens que não convinham à Teologia Moderna, como aquelas passagens que falam de um Deus que julga e que castiga”
(“That is why a new rite was created, a rite that in many ways reflects the bias of the new (modernist) theology. The traditional liturgy simply could not be allowed to exist in its established form, because it was permeated with the truths of the traditional faith and its ancient forms of piety. For this reason alone, much was abolished and new rites, prayers and hymns were introduced, as were the new readings of Scripture, which conveniently left out those passages that did not square with the teachings of modern theology – for example, references to a God who judges and punishes.” )
(Msgr. Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994, p. 100).
 
    Será que seria possível interpretar essa Nova Missa à “Luz da Tradição”?
    Não!
    O que só dá para fazer, à “Luz da Tradição”, é condenar essa Nova Missa modernista.
 
    E Monsenhor Gamber concluiu sua obra dizendo que a Nova Missa é um “câncer“:
 
“A confusão é grande. Quem vê claro, hoje, nessa escuridão? Onde estão em nossa Igreja os líderes que nos mostrarão o reto caminho? Onde estão os Bispos que terão a coragem suficiente para fazer desaparecer esse tumor canceroso que é a teologia modernista implantada no tecido da celebração dos santos mistérios, antes que o câncer se ponha a proliferar de modo mais pleno e cause mais dano?
O que nós precisamos, hoje, é de um novo Atanásio, de um novo Basílio,  Bispos como aqueles que no século IV lutaram contra o arianismo, quando quase toda a Cristandade tinha sucumbido à heresia. Nós precisamos, hoje, de santos capazes  de reunir todos os que permaneceram firmes na Fé de modo que els possam combater o erro, e levantar os fracose os vacilantes de sua apatia”. (destaques meus)
“Great is the confusion! Who can still see clearly in this darkness? Where in our Church are the leaders who can show us the right path? Where are the bishops courageous enough to cut out the cancerous growth of modernist theology that has implanted itself and is festering within the celebration of even the most sacred mysteries, before the cancer spreads and causes even greater damage? What we need today is a new Athanasius, a new Basil, bishops like those who in the fourth century fought against Arianism when almost the whole of Christendom had succumbed to the heresy. We need saints today who can unite those whose faith has remained firm so that we might fight error and rouse the weak and vacillating from their apathy.” 
(Msgr. Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994, p. 113.)
 
    Enquanto isso, devemos esperar com esperança firme e atenta aos menores indícios da ação de Deus na história, e rezar muito, rezar com ardente desejo de que a Igreja  volte ao que ela sempre foi. O que nos resta é desejar. Ardentemente desejar.
 
    O primeiro passo para livrar a Igreja do câncer do qual fala Monsenhor Gamber, parece-nos ser que se autorize de novo, por toda a parte, a Missa de sempre.
    A Missa Nova de Paulo VI, em 40 anos, ficou velha. Ficou decrépita. O que não é de se admirar, pois ela já nasceu cancerosa.
    A Missa antiga, ainda hoje, diz para Deus:
 
“Introibo ad altare Dei. Ad Deum qui laetificat juventutem meam”
(“Entrarei até o altar de Deus. Até o Deus que alegra a minha juventude).
 
    Uma juventude que tem dois mil anos, e que continua casta e santa, como sempre.
 
    Monsenhor Gamber falou do “câncer” — que é a teologia modernista – implantada no tecido da celebração dos santos mistérios.
    Sentença terrível essa que reproduzimos. (E com a qual concordamos. As fotos que você me manda comprovam essa doença).
    Se tivéssemos nós originalmente escrito tais palavras, muitos teriam clamado por condenações contra nõs. Mas não fomos nós que o dissémos.
    Foi Monsenhor Klaus Gamber.
 
    E uma grande autoridade eclesiástica, falando de Monsenhor Gamber e de sua obra, escreveu, comentando a nova liturgia introduzida em 1969, em nome do Concílio Vaticano II:
 
“Depois do Concílio [Vaticano II] … em vez da liturgia como fruto de um desenvolvimento orgânico abandonamos o processo orgânico e vivo do crescimento através dos séculos, e se o substituiu — como num processo de manufatura — por uma produção fabricada, um produto banal do instante. Gamber, com a vigilância de um autêntico profeta se opôs a essa falsificação, e  graças ao seu conhecimento incrivelmente rico das fontes,  incansavelmente nos ensinou a respeito da plenitude viva de uma verdadeira liturgia.” (destaque nosso)
(“After the Council … in place of the liturgy as the fruit of organic development came fabricated liturgy. We abandoned the organic, living process of growth and development over centuries, and replaced it – as in a manufacturing process – with a fabrication, a banal on-the-spot product. Gamber, with the vigilance of a true prophet … opposed this falsification, and, thanks to his incredibly rich knowledge, indefatigably taught us about the living fullness of a true liturgy.”
   
    Qual foi a autoridade que fez tal declaração tremenda sobre a Missa nascida da reforma litúrgica de Paulo VI, chamando-a de falsificação artificialmente fabricada ?
   
    Foi o Cardeal Ratzinger!
    A citação acima é do Cardeal Joseph Cardinal Ratzinger, no Prefácio à tradução francesa de: Monsenhor Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994, contracapa.)
 
    Sim, ele mesmo, o Cardeal Ratzinger, hoje, Bento XVI, que está presidindo agora o Sínodo dos Bispos, para acabar com os abusos contra a Eucaristia, causados pela Missa Nova.
   
    Esta é a grande oportunidade para salvar a Igreja de tanta ruína.
   
    Como bem disse Monsenhor Gamber em sua conclusão, só podemor rezar e esperar, para que Bento XVI — que bem conhece as idéias modernistas que destruiram a Missa de sempre — que Bento XVI tenha a coragem de enfrentar os lobos, que certamente irão resistir a seus desejos declarados de acabar com esses abusos e extirpar esse câncer.       
   
    Conseguirá o Papa Bento XVI alcançar esse objetivo?
    Rezemos que sim! Esperemos que sim.
    E aguardemos.
   
    Se Bento XVI o conseguir, ele provavelmente terá que enfrentar uma revolta brutal dos Cardeais, Bispos e Padres modernistas que querem manter o câncer atuante no organismo santo da Igreja. Que querem continuar a “bagunça” profanadora e sacrílega realizada em milhares de missas. Não seria, então, de espantar se com ele acontecesse aquilo que Nossa Senhora fez ver aos pastorinhos de Fátima, no Terceiro Segredo: um Papa massacrado junto com muitos Cardeais e Bispos.
    
    Se tal coisa acontecer, Bento XVI poderá ser mártir como o foi São Tomás Morus.
    Ele poderá vir a ser o “Constantino” da Missa, pois assim como o Imperador Constantino, apesar de seu paganismo, libertou a Igreja das catacumbas, Bento XVI poderá assinar um novo Edito de Milão para a Missa de sempre.
   
    E se ele não o conseguir? 
   
    Simples.
    Continuaremos a rezar, a esperar, e a lutar pelo triunfo da Fé, aguardando o Papa que certamente virá e acabará com tanta maldade, com tanta profanação.
 
    PORQUE AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO!
 
    Será Bento XVI o Papa do novo Edito de Milão?
    Deus o queira!
    E que Deus o ilumine e o fortaleça!
    Rezemos e esperemos!
    Desiderium desideravit.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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