Montfort Associação Cultural

27 de março de 2006

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Nazismo e gnose

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Walter Pires
  • Localizaçao: – Brasil

Grande Orlando Fedeli,

Lendo alguns textos seus pude perceber que o sr. é um homem sábio, pelo conhecimento de que faz uso; inteligente, pelas suas convincentes conclusões e de caráter bom o bastante para se preocupar com pesquisas da natureza que apresenta.
Pessoalmente, precisaríamos de muitas horas para trocarmos idéias sobre vários assuntos que se interrelacionam. Com certeza, em vários momentos, o sr. parece estar mais próximo de sanar minhas dúvidas do que qualquer outra fonte. Da mesma forma, certamente disponho de muitas informações que lhe seriam utilíssimas e até mudaria certos conceitos.
A conexão do nazismo com a Gnose é absurda sob todos os aspectos. A Gnose é defendida por todas as sociedades secretas e satânicas, é genuinamente anárquica e herética. Por outro lado, o nazismo condenava as sociedades secretas, defendia a hierarquia e era cristão. Não é à toa que o nazismo não atacou as religiões cristãs em nenhum momento como fez o bolchevismo.
Veja o que as igrejas católicas e protestantes disseram:

- A Folha Evangélica de Ostemark no dia 15/09/1936, duas semanas após o início da guerra:
Desta vez no comando de nosso povo um homem do povo que dedica sua vida e seu ser na defesa do seu ameaçado povo.
Uma confianca sem limites a Hitler e um profundo agradecimento e amor une nosso povo ao mesmo. Como podemos agradecer a ele por nos ter legado consciência tranqüila para a luta defensiva? Pois ele não dispensou nenhuma oportunidade para manter a paz. Ajoelhados devemos agradecer a Deus por ter dado o Führer no momento de maior nescessidade.

- A Folha Católica de Passau publicou a seguinte nota pelo 50 aniversário de Hitler:
Nós cumprimentamos nosso Führer pelo seu aniversário. Ao mesmo tempo expressamos nossos agradecimentos pelos mais de 6 anos de comando de nossa Pátria. Nesse curto período ele conseguiu reconduzir ao trabalho seis milhões de desempregados libertando as famílias da ansiedade, da insegurança, da miséria e do sofrimento. Com altiva sabedoria e fervor   nacionalista ele quebrou as amarras que a conferência de ódio de Versalhes havia destinado a Alemanha, devolvendo a honra e nosso nome.

- A Igreja Evangélica Alemã enviou a Hitler no dia 30/06/1941 o seguinte telegrama:
O conselho da Igreja Evangélica Alemã, pela primeira vez reunida após o início da luta decisiva na frente oriental, deseja garantir-lhe nessas tempestuosas horas renovar a total fidelidade de toda cristandade do Reich.
Você, nosso Führer, afastou o  perigo BolchBolchevista-Judaico da nossa Pátria e chama agora nosso povo e os povos da Europa para o encontro decisivo de armas contra o inimigo mortal de toda Ordem e toda Cultura Cristã. O povo alemão e todas as facções religiosas cristãs agradecem por esse acontecimento.

- No dia 30/07/1941 o Cardeal Arcebispo de Paris Monsenhor Bandrillart afirmou:
A guerra de Hitler é uma nobre empresa em defesa da cultura européia.

- O Conselho da Igreja Evangélica da Turingia publicou no dia 06/08/1941 o seguinte manifesto:
Nosso povo está participando de uma exemplar luta pela Ordem Européia e Mundial. A luta que hoje desenvolvemos é no mais profundo sentido uma luta
Entre Cristo e o Anti-Cristo
Entre a Luz e as Trevas
Entre o Amor e o Ódio
Entre a Ordem e o Caos
Entre o Eterno Alemão
E o Eterno Judeu

O nazismo foi um movimento totalmente deturpado pela mídia que sempre teve o controle judaico e os ditos horrores praticados estão sendo desmentidos à cada dia pelo revisionismo histórico. Já foi mais do que provado, pelo relatório Leutcher e sua posterior confirmação pela perícia polonesa, que Auschwitz não foi um campo de extermínio. Essa constatação levou o governo polonês a destruir, em 1990, o famoso monumento construído no local que fazia alusão a 4.000.000 de judeus mortos e teve a presença solene do papa João Paulo II na sua inauguração. Porque até hoje, após 9 anos, a mídia nunca noticiou este fato impressionante? Se existiu outra forma de extermínio sistemático porque omití-lo e inventar uma mentira? Qual o objetivo disso? As respostas são claras no revisionismo histórico cujos pesquisadores são perseguidos por incapacidade de serem contestados. Os dados levantados não são poucos e se baseiam, muitas vezes, em relatos da imprensa judia da época e contradições dos sobreviventes do holocausto que insistem em lutar contra a ciência ao defender a existência das câmaras de gás.
Além de desmintir as intenções nazistas, os revisionistas mostram com provas incontestáveis o benefício que a crença do “Holocausto” trás para Israel e a diáspora. Ela ajuda sobretudo nas milionárias indenizações de guerra que a Alemanha paga a Israel anualmente (em 1992 este valor correspondia aproximadamente a 10 vezes a dívida externa brasileira). Cabe ressaltar que a Alemanha depois da guerra nunca representou um país alemão, seus dirigentes ou foram judeus sionistas ou judaizantes, à exemplo de Helmut Kohl, acusado atualmente de suborno.
Depois enviarei um texto mais completo sobre o tema. Embora ainda seja sintético, esclarecerá melhor a questão.
Tenho outras informações bem interessantes. Tenho certeza que o sr. ficaria perplexo ao lê-los, como eu também fiquei.

Abraços Walter.

Prezado senhor Walter
Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo.

Antes de tudo, desejo-lhe — já que o sr. diz que não é católico — que, nesta época de Natal, o senhor receba a graça da Fé no único Deus verdadeiro e na sua única Igreja, a Igreja Católica Apostólica Romana.
Surpreenderam-me os adjetivos grandiloqüentes com que o senhor se dirige à minha pessoa. Eu os atribuo quer à sua generosidade, quer ao tipo de leitura que o senhor parece ter. Por isso, eu lhe garanto que tais adjetivos em nada condizem com o que sou de fato, ou com o que a grande maioria dos homens é. Só alguns santos — e dos maiores — merecem tais qualificações, o que está infinitamente longe de minha pessoa.

Fico contente com sua admissão de que poderia eu sanar-lhe algumas dúvidas.
O senhor afirma que a ligação que estabeleço entre o nazismo e a Gnose é absurda.
Afirma ainda que a Gnose é anárquica e secreta, enquanto o nazismo “condenava as sociedades secretas, defendia a hierarquia e era cristão”.
E, como “prova” de que o nazismo era cristão, o senhor diz: “Não é à toa que o
nazismo não atacou as religiões cristãs em nenhum momento como o fez bolchevismo”.

Todas essas afirmações suas não correspondem à verdade histórica:

1) O nazismo nasceu da ação de várias sociedades secretas, como a Thulle Geslschaft, a Sociedade do Vrill e a Golden Down. O próprio Hitler fez parte da Sociedade do Novo Templo fundada por Adolf Lanz von Liebenfelds (que era um nome falso), sociedade secreta completamente gnóstica. Todas essas sociedades secretas eram esotéricas e “tradicionalistas”, no sentido esotérico do termo.

2) O Nazismo foi um movimento romântico, e são bem conhecidas as suas relações com a Gnose romântica.

3) Sua teoria racista está relacionada com a idéia de que alguns homens têem duas almas, e outros uma só, o que é uma idéia que provem da kabbalah.

4) Também são bem conhecidas as relações do nazismo com a Gnose cátara. Muitos nazistas peregrinavam ao Mont Ségur.
É impossível que o senhor ignore o caráter esotérico e gnóstico de um movimento que tinha por símbolo a swastika, símbolo definidamente esotérico, mágico, dialético e gnóstico. Swastika com que Lenin mandou marcar as notas validadas pelo governo bolchevista…

Aliás, a revolução nazista foi financiada pelo mesmo banco que financiou a revolução bolchevista de Lenin: o banco Kuhnn Loebe de Nova York.

O fato de o nazismo e o fascismo terem proibido as sociedades secretas não prova que ele não fosse resultado da ação dessas mesmas sociedades secretas. Sempre que vai haver uma grande guerra ou Revolução, as sociedades secretas se fecham a si mesmas, para ocultar seus arquivos e sua ação.
O conhecido esotérico René Guenon, apesar de ser maçon, escrevia em revistas anti maçônicas…

E o nazismo não era a favor da hierarquia social. Ele foi declaradamente anti-aristocrático e igualitário.
O nazismo foi um movimento igualitário e socialista. Hitler jamais escondeu que era socialista. O nome do seu Partido era Partido Nacional Socialista Operário Alemão, e seu porgrama era muito parecido ao do PT atual: queria reforma agrária, nacionalização dos bancos e da educação, e pretendia, mais que socializar as propriedades, socializar as mentes, socializar os homens.
Se o senhor ler o livro “Hitler me disse” de Hermann Rauschning, 1939, o senhor verá concretamente como isso é verdade.
Em nosso site tratei das relações entre socialismo e nazismo. Tive ocasião de citar o texto de Goebbles afirmando que nazismo e bolchevismo tinham o mesmo fim.
Não cito os livros que relacionam Gnose com Nazismo, porque quero encurtar este email.

A respeito do Nazismo e Cristianismo, o senhor está completamente errado e os textos de elogios ao nazismo que o senhor cita só provam que houve traidores do cristianismo.
A doutrina nazista era expressamente pagã e declaradamente anti-cristã. Por isso o nazismo perseguiu violentamente a Igreja Católica.
À guisa de prova passo-lhe um texto que escrevi sobre a ação anti-cristã dos nazistas na Polônia ocupada:

“A grande fonte de informação da Santa Sé sobre o que acontecia na Polônia, era o Cardeal Hlond, cuja presença em Roma era mal vista pelos nazistas que conseguiram, afinal, afastá-lo dessa cidade. Enquanto ele ainda estava em Roma, ele elaborou dois documentos muito importantes narrando a perseguição religiosa desencadeada pelos nazistas contra a Igreja Católica na Polônia. O Cardeal Hlond tinha muitos meios de entrar em contato com os poloneses, e a confusão natural decorrente do estado de guerra facilitava a filtragem de informações, principalmente através dos países limítrofes da Polônia e que eram aliados da Alemanha, como a Hungria e a Eslováquia. Os dois relatórios elaborados pelo cardeal Hlond foram entregues a Pio XII ainda em 1940. O primeiro documento é datado de 6 de janeiro de 1940, e o segundo de 30 de abril de 1940; ambos, portanto, do início da ocupação nazista na Polônia e anteriores à queda da França.

São dois documentos terríveis, dos quais estranhamente se fala muito pouco. Normalmente, a perseguição nazista à Igreja Católica na Polônia é ignorada pelos jornais e livros de História da Segunda Guerra Mundial. Esses dois documentos foram publicados – ao que saibamos – apenas pelo historiador Carlo Falconi.

Outro documento muito importante foi publicado pelo Governo Polonês no exílio, em Angers, no dia 20 de fevereiro de 1940. Era um Livro Negro narrando as atrocidades nazistas durante a Blitzkrieg e, a seguir, os crimes nazistas contra a população polonesa após a ocupação da Polônia.

Desses documentos citaremos alguns pontos mais chocantes e que comprovam a barbárie nazista e seu anti catolicismo feroz.

Pelo primeiro relatório, apresentado pelo cardeal Hlond a Pio XII, e que Falconi chama de Documento A, ficou–se sabendo, entre outros fatos, dos seguintes:

Logo que os alemães ocuparam as cidades polonesas, eles proibiram qualquer ato de jurisdição eclesiástica e as Cúrias foram fechadas.

A Basílica Metropolitana de Gniezno foi interditada por tida como inabitável, mas foi ocupada pela Gestapo, e nela, a portas fechadas, se realizavam concertos musicais e reuniões.

O Palácio do Arcebispo de Gniezno passou a ser residência de um General alemão.

A paróquia principal de Gniezno foi dessacralizada.

Muitos sacerdotes foram aprisionados, maltratados e humilhados. Outros foram enviados aos campos de Concentração. Os aprisionamentos de sacerdotes foram feitos de tal modo que eles não tiveram tempo nem oportunidade de consumir as hóstias consagradas, nem de salvá-las impedindo sacrilégios. Alguns padres foram presos estando de pijamas, brutalmente espancados e submetidos a torturas.

Em Bydgoszcz, 5.000 homens foram postos numa sala de modo que não havia espaço nem mesmo para se sentarem no chão. Um canto da sala foi reservado para as necessidades naturais. O Cônego Casimir Stepczynski, pároco do local, foi forçado, junto com um judeu, a a recolher com suas próprias mãos os excrementos e quando o capelão Adam Musial quis substituí-lo nessa tarefa asquerosa foi brutalmente flagelado com um chicote.

Frei Anthony Dobrzynski, cura de Znin, foi preso na rua, quando usando cota e estola, levava o Viático a um moribundo. Suas vestes sagradas lhe foram arrancadas, o Santíssimo sacramento foi profanado, e o padre foi colocado na prisão.

Entre Bydgoszcz e Gniezno, todas as igrejas, salvo poucas exceções, foram fechadas, (no total, 114 igrejas fechadas e 271 ficaram sem padres Onde se permitiu que igrejas ficassem abertas e com padres, só se podia usá-las nos domingos desde as 9 até as 11 horas da manhã).

Todos os sermões deveriam ser ditos em alemão e nunca em polonês. Hinos só podiam ser cantados em alemão. A desobediência a essas determinações acarretava a prisão.

Casamentos não poderiam ser celebrados se antes não tivessem sido contraídos diante de um oficial do governo alemão

Casamentos entre poloneses, em princípio, não eram admitidos.

Em muitos lugares, os padres que levassem os últimos sacramentos para os moribundos eram aprisionados

Os crucifixos foram removidos das escolas e dar aulas de catecismo foi proibido.

Os padres foram obrigados a fazer uma oração pública por Hitler no final da Missa dominical

A Ação Católica foi proibida, e Associação das Damas de Caridade assim como as Conferências Vicentinas foram dissolvidas tendo os seus fundos foram confiscados.

As tropas alemãs, logo que entraram nas cidades da Polônia passaram a destruir os crucifixos, estátuas de Jesus Cristo e de Nossa Senhora e dos santos que adornavam as ruas e praças. As estátuas dos santos padroeiros, nas praças das cidades, foram derrubadas. Pinturas sagradas e, mesmo que pertencessem a particulares foram destruídas. Em Bydgoszcz, um monumento ao Sagrado Coração de Jesus foi profanado e destruído, exatamente como os bolchevistas haviam feito na Espanha, durante a revolução comunista.

Os membros das Ordens religiosas foram presos e deportados.

Certas igrejas que foram fechadas para o culto, se realizavam orgias para os soldados alemães.

As Irmãs da Caridade de S. Vicente de Paulo perderam 14 casas, incluindo hospitais, orfanatos e asilos.

Em Bydgoszcz, a Gestapo invadiu a capela das Irmãs Franciscanas e forçou-as a se reunirem na capela onde o Santíssimo sacramento estava exposto e um membro da Gestapo subiu ao púlpito e gritou para as irmãs que o tempo para a oração estava acabado porque “Deus não existe. Se Deus existisse, nós não estaríamos aqui “. Depois as irmãs foram expulsas de seu convento, exceto a Superiora que estava muito doente. Enquanto a Gestapo saqueava o convento um policial pegou a píxide com as hóstias consagradas no Tabernáculo, e levou-as até o quarto da Superirora e a obrigou aos gritos que as comesse.

As propriedades e dinheiro da igreja foram confiscados.

Na diocese de Poznam, praticamente todos os membros do clero foram detidos e levados às prisões e campos de Concentração

Vários padres foram fuzilados.

O Presidente da Juventude Católica, Edward Potworowski, um nobre e Camareiro Privado do Papa, foi publicamente golpeado numa praça.

Algumas escolas católicas foram fechadas. Os jornais católicos foram supressos ou proibidos. Editoras foram confiscadas.

631 igrejas, 454 capelas e oratórios e 253 casas religiosas foram fechadas

(Cfr. Documento A , 1º Relatório do Cardeal Hlond, preparado em dezembro de 1939, foi apresentado a Pio XII em janeiro de 1940, apud Falconi, 112 a 121).

O Documento B também elaborado pelo Cardeal Hlond em abril de 1940 tem também alguns dados impressionantes.

Poznam foi declarada Cidade “Klosterfrei “, isto é, Cidade “Libertada dos mosteiros”.

Lá houve:

5 padres mortos a tiros; 27 padres colocados em Campos de Concentração na Alemanha; 190 padres presos em campos de Concentração na Polônia; 35 padres expulsos para o território do Governo Geral da Polônia; 11 padres mortos nas prisões e queimados em crematórios; 122 paróquias ficaram totalmente sem padres.

As Catedrais foram fechadas e uma delas foi transformada em garagem.

Cinco palácios episcopais foram ocupados, sendo que em um deles a capela do Bispo foi transformada em banheiro. A capela do primaz em Poznam foi transformada em canil.

35 padres certamente foram mortos, mas o número real de assassinados devem indubitavelmente chegar a mais de 100. Mais de 20 morreram nas prisões. Mais de 100 estão em Campos de Concentração.

Os sacramentos são proibidos mesmo para os moribundos. Os casamentos de poloneses ficaram proibidos por sete meses.

Mosteiros e conventos foram sistematicamente supressos.

Os móveis de um Bispo foram dados pela polícia alemã a prostitutas.

Os jovens poloneses perderam o direito de se inscrever em ginásios para estudar.

As famílias polonesas foram brutalmente separadas e os jovens são proibidos de casar. Crianças bastardas são destinadas a escravidão. (Cfr. Falconi, documento B, 121 a 126).

Execuções foram feitas sem processo nem julgamento. Os horrores das prisões e dos Campos de Concentração ultrapassam, em refinamento de sadismo, os crimes cometidos pelos comunistas na Rússia. Os poloneses se tornaram escravos. Os poloneses perderam o direito de ter casa, terras, jardins ou qualquer tipo de construção e até de ter uma simples vaca.

“Tudo foi deliberadamente planejado de tal modo para destruir a Igreja e sua vitalidade em um das áreas mais religiosas de todo o mundo. O terrível processo registrado inicialmente prosseguiu adiante com a mesma implacabilidade e brutalidade nos últimos sete meses.. depois de séculos utilizados a serviço da Igreja, a Polônia está testemunhando o estabelecimento, em seu próprio coração, de um paganismo tão esquecido de Deus, tão imoral, atroz e inumano que ele só pode ser aceito por um povo mentalmente doente que perdeu todo o resquício de dignidade humana e se tornou cego por ódio à cruz de Cristo” (Documento B apud Falconi, 123)

O Documento C foi escrito por autor diverso dos que redigiram os dois documentos anteriores. Ele trata da situação da Polônia no assim chamado Governo Geral, e foi elaborado no final de 1940. Dele citaremos alguns pontos mais chocantes.

Na catedral de Wawell, em Cracóvia, só um padre podia celebrar Missa aos domingos e nas quartas feiras, mas a portas fechadas e na presença de um agente da Gestapo.

Era proibido celebrar casamentos na igreja.

Os casamentos entre poloneses e alemães, realizados depois de 1918, foram declarados inválidos.

O clero foi proibido de ensinar religião nas escolas.

A Faculdade de Teologia e os Seminários foram fechados.

As obras de arte, os vasos litúrgicos, as pinturas e paramentos das igrejas foram confiscados.

Em Mszczonow, perto de Varsóvia, a Gestapo matou o Reitor, Frei Paciorkowski. Sem acusação nem processo. Em fevereiro deste ano (1940), Frei Nowakowski, vigário da paróquia do Redentor em Varsóvia, foi condenado a morte simplesmente porque rezou na igreja pela independência da Polônia.

Em Lublin, o oficial chefe da Gestapo – que se destacara em Viena pelos ataques ao Cardeal Innitzer – foi responsável por cruel perseguição ao clero.

Em meados de outubro de 1939, a Gestapo deteve o Bispo Monsenhor Fulmann e seu Bispo Auxiliar, Monsenhor Goral, com todo o clero. 150 padres foram presos em Lublin e 36 jesuítas em Cracóvia.

O Bispo auxiliar de Lodz, Monsenhor Tomczak foi espancado com varas nos braços até sangrar, e depois foi forçado a limpar as ruas.

Padres foram espancados a tal ponto que tiveram o crânio fraturado, os dentes partidos e as mandíbulas deslocadas. Enquanto os espancavam gritavam para os padre: “Você crê em Deus? Se você crê, você é um idiota. Se você não crê, você é um impostor”.

Cerca de 1.000.000 de homens foram deportados para trabalhos forçados, na Alemanha.

Populações inteiras foram deportadas, sendo transportadas em vagões de gado, sem nenhuma proteção contra o frio de 30 graus negativos que causou inúmeras mortes.

Crianças polonesas foram levadas para os campos da juventude nazista e esterelizadas com Raios X. Moças polonesas foram levadas para bordéis, a fim de serem usadas pelos soldados nazistas.

Os doentes mentais e retardados foram exterminados. Em Chelm, 428 doentes foram mortos, inclusive muitas crianças.. Muitos sanatórios de tuberculosos foram esvaziados e os doentes desapareceram… (Documento C, apud Falconi, 126 a 131).

O Padre Blet, o maior apologista de Pio II, enumera como vítimas assassinadas pelos nazistas, na Polônia, durante toda a guerra, 4 Bispos, 1996 Padres, 113 Clérigos, 238 Religiosas. Como aprisionados em Campos de Concentração, o Padre Blet cita 3642 padres, 389 clérigos , 341 irmãos conversos, 1117 religiosas (Blet, 85).

Se os nazistas eram demônios encarnados desencadeando seu ódio mortal contra a Igreja Católica, os comunistas russos eram seus êmulos no crime

O Padre Blet cita o que Monsenhor Szeptyckyj escreveu sobre a perseguição à Igreja pelos comunistas russos, na Ucrânia, nessa mesma época:

“Em todos os pormenores se manifesta uma inimizade, um ódio à religião, ao clero, incrível, dir-se-ia mesmo um ódio ao homem em geral”.

E ele acrescentava um pouco mais longe:

“Não se pode explicar este regime senão por uma possessão diabólica em massa”
(Blet, 91-92).

E Monsenhor Chomyszyn exprime um julgamento semelhante sobre o sistema soviético e sua perseguição aos católicos ucranianos:

“São animais ferozes animadas por espírito diabólico”
(Blet, 92).

O mesmo se poderia dizer da ação dos nazistas, na Polônia.”

Outros documentos e informações de mesmo teor, o senhor poderá encontar no livro “Les chrétiens face au nazisme et au stalinisme” de Xavier de Montclos, Ed Complexe, Plon, Paris, 1983.

Em qualquer livro sério sobre o asunto o sr. encontrará a mesma conclusão: o Nazismo era radicalmente anti-cristão. E, repito, os elogios de autoridades religiosas ao nazismo valem tanto quanto os elogios de frei Boff, de Frei Betto ou do bispo D. Casaldáliga ao comunismo de Cuba e da URSS. Só provam que existiram traidres da Fé face a Hitler.

Sobre a ligação Nazismo e sionismo, leia as “confissões” curiosíssimas citadas pela insuspeita Anna Harendt em seu livro “Eichmann em Jerusalém”, livro muito mal visto pela mídia…

Quanto a negar o genocídio, isso eqüivale a negar que hoje estamos no ano 2.000. Auschwitz e seus congêneres constituíram um dos maiores crimes da história.

Não tenha ilusôes: o Nazismo foi um movimento anti-cristão, tanto quanto foi um movimento racista e gnóstico.

E não perca seu tempo em querer nos convencer do contrário, porque conhecemos muito bem a doutrina Católica e doutrina da Gnose, assim como conhecemos o que diziam os anti-Cristos nazistas. Dispensamos suas informações.

In Corde Jesu semper. Orlando Fedeli

Replica

Caro Sr. Orlando Fedeli,

Agradeço bastante a consideração de ter respondido as minhas mensagens, principalmente a segunda, onde procurou explicar seu parecer sobre o tema.
Não precisava se surpreender com meus elogios “grandiloqüentes” a sua pessoa, embora você mesmo assuma que não é sábio, inteligente e de bom caráter como eu pensei. Contudo, ainda acho que seus textos são ótimos pelos aspectos que citei: são baseados em referências minusciosas, ricos em informações e de brilhantes conclusões, em alguns momentos.
Longe da intenção de fazer disso uma briga, meus propósitos são os melhores, no máximo, visam uma discussão civilizada e instrutiva.
As informações que detenho e que o sr. diz dispensar são impossíveis de serem negligenciadas em nome da verdade histórica. Diria até que sua declaração foi preconceituosa já que mesmo antes de ler julgou-as. Não corro o risco de me iludir porque leio tudo antes de concluir e me disponho a mudar meus conceitos quando a lógica obrigar. Não dispenso nem dispensarei nenhuma leitura, inclusive as suas.
Particularmente, não sou católico mas sou cristão. Respeito muito a Igreja Católica por ser a maior representação institucional do cristianismo no mundo e, assim como o senhor, abomino a Gnose, os modismos loucos, o liberalismo subjetivista, a tolerância sem limites, as músicas que desviam o homem do senso do belo e do saudável…
Passo a passo, mostrarei apenas uma parcela mínima das informações que o sr., ao que tudo indica, não quer saber mas que são suficientes para esclarecer alguns pontos.
A certeza com que expõe o paganismo e o anti-cristianismo do nazismo é uma prova inicial de que o sr. precisa mudar o critério para rotular um livro de sério.
Se o sr. ler o “Mein Kampf “, sem o auxílio das interpretações distorcidas de outros autores, reconhecerá um conteúdo totalmente não gnóstico ou anti-gnóstico. As preocupações com a moralidade e responsabilidade social são muitas e aqui transcrevo um pouco dessa evidência (1):
“Protestos moles já não podiam ser aplicados. Bastava que se examinassem os seus cartazes e se conhecessem os nomes dos responsáveis intelectuais pelas montruosas invenções no cinema e no drama, nas quais se reconhecia o dedo do judeu, para que se ficasse por muito tempo revoltado. Estava-se em face de uma peste, peste espiritual, pior do que a devastadora epidemia de 1348, conhecida pelo nome de Morte Negra. E essa praga estava sendo inoculada na nação.
Quanto mais baixo é o nível intelectual e moral desses industriais da arte, tanto mais ilimitada é a sua atuação, pois até os garotos, transformados em verdadeiras máquinas, espalham essa sujeira entre seus camaradas “.
“Comecei a estudar cuidadosamente os nomes de todos os criadores dessas podridões artísticas fornecidas ao povo. O resultado foi aumentar as minhas prevenções na atitude em relação aos judeus. Por mais que isso contrariasse meus sentimentos, eu era arrastado pela razão a tirar as minhas conclusões do que observava”.
“As ligações dos judeus com a prostituição e sobretudo com o tráfico branco podiam ser estudadas em Viena”.
“Quando, pela primeira vez, vi o judeu envolvido, como dirigente frio, inteligente e sem escrúpulos, nessa escandalosa exploração dos vícios do rebotalho da grande cidade, passou-me um calafrio pelo corpo, logo seguido de um sentimento de profunda revolta”.
“Por isso, acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Onipotente. Lutando contra o judaísmo, estou realizando a obra de Deus”.
Em relação direta com a Igreja Católica, podemos averiguar (2):
“Em outro sentido, seria também injusto tomar a religião ou mesmo a Igreja como responsável pelos desacertos de quaisquer indivíduos”.
“Tão pouco condeno ou devo condenar a Igreja pelo fato de um sujeito qualquer de batina cair em falta imunda contra os costumes”.
Mais à frente, temos (3):
“O fato de muita gente, na Alemanha de antes da Guerra, não gostar da religião, deve-se atribuir à deturpação do cristianismo pelo chamado Partido Cristão e pela despudorada tentativa de confundir a fé católica com um partido político.
Essa aberração ofereceu oportunidade à conquista de algumas cadeiras do Parlamento a representantes incapazes, mas prejudicou seriamente a Igreja”.
Cadê o pagão gnóstico, sr. Orlando Fedeli ? Nada melhor que o próprio Hitler para dispensar essa crença.
Outros ítens podem realçar a negação:
· Nas fivelas dos soldados nazistas existiam a inscrição “Gott mitt uns”, que significa “Deus conosco”.
· No documentário chamado “O Nascimento de uma Idéia”, narrado pelo ator Walmor Chagas em 1977, há cenas de comemoração do dia de Natal promovida pelo exército nazista carregando num carro uma grande árvore de Natal e cantando “Noite Feliz”, música que exalta o nome de Jesus.
· A Alemanha nazista, ao contrário da maioria dos países ocidentais, destinou uma fortuna de marcos para as Igrejas: 130 milhões em 1933; 170 milhões em 1934; 250 milhões em 1935; 320 milhões em 1936; 400 milhões em 1937; 500 milhões em 1938; 650 milhões em 1939.
· Hitler elaborou um diário de 5.000 páginas aproximadamente, incluindo uma extensa biografia de Jesus Cristo (4).
· As fontes que citei no meu e-mail anterior não podem ser consideradas como casos isolados tais quais os de Frei Beto ou Boff. Aquelas declarações que enviei foram feitas em nome das instituições e publicadas em suas respectivas publicações.
O repórter Alexandre Konder na obra “Um Repórter Brasileiro na Guerra Européia”, mostra sua surpresa ao constatar “in loco”, entre fevereiro e maio de 1940, a farsa criada pela propaganda de guerra aliada. Ele reproduz telegramas que foram publicados na imprensa sul-americana, em dezembro de 1939 (vejam a semelhança com os documentos que o sr, apresentou):
“Paris, 24 (Agência Havas) – A agência polonesa “Pat” (?) enviou à imprensa o seguinte comunicado”.
“As perseguições contra o clero polonês e às ordens religiosas continuam. Numerosos monges foram presos e deportados. Por exemplo, todos os frades franciscanos de Nichokalanov, perto de Varsóvia, acabam de ser expulsos. Foram também presos, pela segunda vez, todos os padres jesuítas de Cracóvia. Os dominicanos e os bernardinos de Iaroslaw depois de presos e maltratados, foram expulsos durante a noite sem as suas bagagens”.
“Na igreja dos dominicanos de Lublin a porta do tabernáculo foi arrombada à baioneta e os monges, sob ameaça de morte, obrigados a indicar os lugares onde estavam os tesouros da igreja, assim como também preciosos documentos históricos. Todos os objetos foram destruídos”.
Depois diz:
“Agora eu releio o telegrama com atenção frente ao famoso santuário de Czestochowa, onde tudo parece tão tranquilo como nos dias de antes da guerra. O templo está cheio e a imagem da Virgem resplandece em meio de um mar de velas, no alto do seu altar”.
“Busco na sacristia um padre. Atendem-me gentilmente e, dentro em pouco, tenho à minha frente um religioso polaco. Ele fala corretamente o francês e eu lhe traduzo o telegrama. O padre mostra-se irritado e diz: ” Não podemos compreender porque se insiste em fazer uma propaganda desse jaez lá fora.
Isso só resultará em nosso prejuízo, pois a continuação de uma tal campanha acabará despertando, no seio dos alemães, a suspeita de que somos nós que divulgamos essas mentiras. É incrível que para fins políticos não se trepide em envolver a religião em toda sorte de intrigas”.
“Outros padres se juntam à minha volta. Traduzimos novamente o telegrama que eu trouxe do Brasil. Trocam impressões entre sí e abanam as cabeças, em sinal de reprovação. Afinal o padre vira-se para mim e continua: “Veja o caso do nosso santuário. Espalhoe-se, com escândalo, que tudo havia sido impiedosamente destruído, inclusive a imagem da Santa Virgem. Isso, entretanto, foi incontinente desmentido por nós mesmos. Como está vendo: tudo está como estava, inclusive a liberdade de praticar a religião. Nenhum fiel foi coagido pelos alemães no exercício das suas devoções (…) Digo-lhe então que em Kattowice, em Varsóvia e em Cracóvia vira, com meus olhos, os templos abertos e repletos de crentes (…) Durante a campanha, sim, registraram-se alguns choques, mas por motivos exclusivamente políticos.
Alguns padres foram envolvidos nos acontecimentos e sofreram as consequências dos azares das batalhas. Terminada a guerra, porém, nada mais ocorreu a nenhum religioso polonês, a não ser àqueles que estavam intimamente ligados à política”.
Confirmando o exposto, apresento o relatório de 12/01/39 feito pelo embaixador polonês nos EUA, Conde Jerzy Potocki, ao Ministro das Relações Exteriores da Polônia, que desmente as alegadas atrocidades nazistas na área. Veja que o autor como adversário da Alemanha, totalmente insuspeito, refere-se aos acontecimentos:
“O ambiente atualmente reinante nos EUA caracteriza-se por um ódio crescente contra o nazismo, muito especialmente concentrado na pessoa do chanceler Hitler, bem como em geral contra tudo que tenha algo que ver com o nacional-socialismo. A propaganda acha-se sobretudo em mãos dos judeus aos quais pertencem quase 100 % do rádio, do filme, da imprensa e das revistas (…) A situação aqui constitui um fôro excelente para toda classe de oradores e para os emigrados da Alemanha e da Tchecoslováquia, que não economisam palavras para excitar esse público com as calúnias mais variadas.
Exaltam a liberdade americana opondo-os aos Estados totalitários.
“Estas pessoas, investidas nos mais altos cargos do governo norte-americano e que pretendem apresentar-se como “representantes do verdadeiro americanismo” e como “defensores da democracia”, no fundo, apenas estão ligadas com laços indestrutíveis ao judaísmo internacional”.
Os documentos que você apresentou não são confiáveis só porque o cardeal Hlond elaborou e entregou a Pio XII. Ele não garante nada além da boa fé que pede ao leitor. Interessante é saber que Pio XII sabia disso e silenciou, ou ele não acreditou ou foi cúmplice.
Na verdade, apesar de todo conhecimento que dispunha, Pio XII não foi convocado para depor em Auschwitz simplesmente porque defenderia os nazi-facistas, homens que respeitaram o vaticano que, como rota de fuga, permitiu a evacuação de judeus que queriam emigrar da Alemanha.
Você quer algo mais oficial do que o próprio Julgamento de Nuremberg, cuja arbitrariedade foi comprovada por várias fontes descrevendo as torturas em que foram submetidos os oficiais alemães ?(5)
Na época, a propaganda de guerra pretendia primordialmente separar o nazismo da Igreja. Hoje, a mídia judia sionista não tem mais interesse em “vitimizar” a Igreja Católica, mas estabelecer uma cumplicidade desta com o nazismo. Por isso não se apresenta mais “documentos” similares ao de Hlond.
Eles, até mesmo, reclamam as cruzes existentes em Auschwitz pois as consideram uma ofensa a sua religião e uma descaracterização da “propriedade” do lucrativo Holocausto (6).
Sua crença nas ligações que muitos fazem de Hitler com seitas secretas se baseiam em puras especulações, coisa comum de autores judeus ou simpatizantes que passaram a fazer do esoterismo um campo aberto para tratar de seu assunto predileto. Se o esoterismo já é sensacionalista, imagine quando os sionistas investem na área.
As coincidências forçadas do nazismo com a Gnose faz recordar as profecias vagas de Nostradamus as quais os escritores “encaixavam” aos fatos. O grande vascilo dos criativos defensores do profeta foi querer projetar suas profecias, resultado: Não acertaram nada do que estava por vir.
A suástica era um símbolo muito antigo e apresentava significados positivos do movimento, da ação, da felicidade…etc. Após a II GM naturalmente os “especialistas” tinham de apagar os significados mais nobres e imputar outros. Uma estrelinha de cinco pontas qualquer na camisa de uma criança pode se transformar num pentagrama aos olhos maliciosos e até o Clube de Regatas do Flamengo pode se tornar uma representação satânica por ser rubro negro, conforme as explicações dessas cores por Eliphas Levi. Assim, encontramos símbolos esotéricos em inúmeros logotipos e emblemas ao redor do mundo.
O badalado livro “O Despertar dos Magos”, de Bergier, o maior divulgador da tese em pauta, é uma tremenda baboseira onde o autor apenas levanta hipóteses estapafúrdias típicas de um lunático. Há até esotéricos como um tal Henrique José de Souza que defende a tese, divulgada pela revista Ano Zero (n. 19), de que seres incomuns vieram lutar em auxílio dos russos contra os alemães em Stalingrado, eles eram de Agharta – uma civilização oculta do interior da Terra (há, há, há, há, há …).
Se a Ordem de Thule tinha como objetivo a inferiorização das demais raças em prol da raça ariana já temos então uma oposição ao verdadeiro pensamento de Hitler. Veja este trecho baseado no livro “Holocausto – Judeu ou Alemão?”, de Castan:
“A idéia da raça ariana, seja ela um fator de integração ou megalomania, não implicava na inferiorização de outros povos. Prova-se isso na olimpíada de Berlim, cuja vitória no quadro de medalhas foi alemã conseguindo 33 medalhas de ouro contra 24 do segundo colocado, os EUA; no total de medalhas, a Alemanha obteve a mesma soma dos EUA, França e Grã-Bretanha juntos, ou seja, 89 medalhas. Não é a mídia que diz que a Olimpíada de Berlim foi um fracasso para os alemães ?
Embora a Alemanha tivesse sido a vencedora absoluta do evento, o atleta negro Jesse Owens foi tratado com o respeito que merecia ao ter conquistado suas glórias, sendo apresentado de forma enaltecedora e carinhosa no filme “Olympia”, de Leni Riefenstahl , responsável pelos filmes do partido nazista. O atleta se tornou um grande amigo do competidor alemão Lutz Long e concedeu muitos autógrafos para o público alemão, fanático por esportes.
Fora isso, o nome de Owens foi colocado numa rua de Berlim em sua homenagem.
Então surge a pergunta: como tudo isso seria possível num país de racistas malucos e rancorosos, dispostos a subjugar as demais raças ? De maneira diferente, ao chegar nos EUA, esse atleta não recebeu nenhuma homenagem de seu país e continuou sentando nas poltronas traseiras dos ônibus, lugar destinado aos negros naquele país.
De acordo com o próprio Owens, no “Tampa Tribune”, do dia 01/04/84, na p. 1, e 3-6, Hitler não o cumprimentou assim como nenhum outro atleta devido a solicitação do presidente do C. O. I. que alertou para o atraso dos horários das competições caso os cumprimentos fossem feitos. Além disso reclamou do respeito que não teve nos EUA, ao contrário do tratamento recebido na Alemanha”.
Como explicar os fatos relatados acima ?
Se um dos objetivos de Lanz era a conquista do mundo (a realização do Reino dos Hiperbóreos), esse não era o de Hitler que entregou a rica província de Teschen para a Polônia em 1938 por esta conter muitos habitantes daquele país. Sua idéia era unir terras por traços culturais, ele vislumbrava a autodeterminação dos povos e devido a isso queria um corredor para Dantzig através de várias propostas pacíficas como visto no discurso nesta cidade em 19 de setembro de 1939 (vide jornal “Século” de 20/09/39). Inclusive, no discurso temos uma pequena e desconcertante passagem:
“Temos um só desejo: que Deus, que abençoou as nossas armas, esclareça os outros povos e lhes faça ver que esta luta nenhuma vantagem trará! Que os faça refletir sobre os frutos duma paz que só abandonaram porque um pequeno número de fomentadores da guerra quis arrastar os povos!”.
Por mais surpreendente que seja essa informação para quem não conhece o assunto a fundo, o livro “O Diário de Forrestal”, do ex-secretário de defesa dos EUA, James V. Forrestal, confirma que Hitler não foi o causador da guerra. Na p. 121, ele diz que Joseph Kennedy, embaixador dos EUA em Londres, lhe informou, em 1939, que Neville Chamberlain, Primeiro Ministro Inglês, lhe dissera que os judeus americanos e do mundo forçaram-no a entrar na guerra contra a Alemanha”.
Veja, então, que isto é verdadeiramente um documento de peso envolvendo homens da mais alta responsabilidade no cenário da política mundial e adversários dos alemães.
Já aquelas afirmações de esotéricos que acreditam em duendes e gnomos nunca se baseiam em fotos, filmagens, documentos ou algo que faça delas uma prova contundente (muitas vezes falsificam o que dizem provas). A única coisa de que precisam é da imaginação de seus leitores.
Pela concepção distorcida do nazismo perpretadas até nossos dias (especialmente hoje, no momento que a Internet divulga fatos que revelam as tramas sionistas nos bastidores da vida) escritores sensacionalistas, sejam judeus ou apoiado por eles, criativamente tentam ligações inconcebíveis entre Hitler e as sociedades secretas comentadas.
Se o nazismo realmente fosse o que dizem, um vínculo com Lanz poderia ser vislumbrado e é por isso que o fazem. O que falar da Golden Dawn, do judeu Samuel Liddel (MacGregor Mathers)? Será que o recatado e misógeno Hitler, que proibia a circulação de publicações pornográficas na Alemanha, poderia pertencer a sociedades gnósticas que supervalorizavam a pornografia e o prazer carnal ? Conforme escrevi, o “Mein Kampf” mostra as preocupações sociais e o repúdio do autor pela condição amoral em que se encontrava a Alemanha antes de 1924, uma total incompatibilidade com a natureza de uma Ordem da qual o devasso Aleister Crowley fora um ilustre membro.
Realmente o governo nacional-socialista recebeu financiamento de bancos judeus. há uma questão sobre um financiamento que Hitler recebeu dos Warburg no início da gestão nazista com base no livro “Hitlers Geheime Geldquellen”, de Sidney Warburg, de 1933. Tal financiamento foi iniciativa do próprio banqueiro judeu Sidney Warburg que, em 1929, saiu dos EUA para a Alemanha no propósito de cumprir o plano que não permitiria que a França crescesse, a preocupação estava no sucesso da economia francesa que ameaçava o dólar, impelindo os especuladores a ajudar a Alemanha. A ação atingiria outro objetivo subsequente: colocaria rédeas no governo alemão. Porém, a tática não surtiu efeito, uma vez que Hitler não se submeteu às exigências do credor que cortou futuros investimentos nesse sentido.
Contudo, essa relação não pode ser comparada à ajuda dos oito bancos sionistas à revolução russa porque o governo russo foi totalmente dirigido por eles. A cúpula soviética era formada 80% por judeus e um terço dos 3.500.000 de judeus russos passaram a ocupar cargos administrativos. Os judeus na URSS, ao contrário do que a História oficializada diz, não sofreram perseguições pelo governo russo, mas por grupos populares que não encarava-os com satisfação, principalmente após os privilégios que muitos receberam do governo.
Quanto à negação da existência das câmaras de gás, do genocídio de 6.000.000 de judeus e dos assassinatos sistemáticos promovidos pelos alemães, podemos perfeitamente aceitá-los como reais tanto quanto acreditar que estamos no ano 2.000.
A impostura das câmaras de gás, desmascaradas pela química e pela física, eram uma tentativa de justificar a impostura do maciço genocídio, desmascarado pela estatística divulgada pelos próprios judeus e aliados antes e logo depois da guerra, que por vez impõe uma enorme culpa em toda a Alemanha absorvendo dela vultuosas quantias em dinheiro como indenizações de guerra. Para não extender a mensagem em excesso, posso explicar tudo isso com muitos detalhes fundamentados noutro e-mail, se o sr. quiser.
Todavia, observe esses trechos retirados de uma HP revisionista:
“Campos de concentração não significam campos de extermínio, é um sistema carcerário usado para isolar suspeitos e inimigos potenciais ao sistema, são inclusive previstos por lei em vários países quando numa situação emergencial, ou seja, em guerra”.
“As fotografias de cadáveres podem apresentar muitos significados, dependendo da legenda que recebem. As grandes agências de notícias, de total controle sionista, exibiram demasiadamente corpos de civis alemães que morreram como vítimas judaicas, além de falsificações grosseiras. O caos atingiu indiscriminadamente a todos na Alemanha, pela fome, bombardeios incessantes e ataques terrestres aliados. Justamente pela interrupção das vias de abastecimento, alimentos e remédios não podiam mais chegar aos internos que também foram vítimas de epidemias como o tifo exantemático e era por prevenção de possíveis epidemias que se adotava normas rigorosas de higiene, a começar pela raspagem da cabeça”.
Veja estes dados:
· “Elie Wiesel, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1986, com passagem pelos campos de Auschwitz e Bergen Belsen, além de desmentir as câmaras de gás em uma de suas obras (7), confirmou que em Bergen Belsen a causa de morte generalizada foi a epidemia de tifo. O mais incrível de seus relatos está na afirmação de que apenas os médicos alemães se dispuseram a cuidar dos doentes, porque nem os médicos israelenses ou qualquer médico aliado teve coragem e abnegação para tanto (8). Uma atitude inconcebível para exterminadores, tarados e psicopatas !!!
· Stanislaw Smajner, autor de “Inferno em Sobibor”, disse que os internos comiam “as mais finas iguarias” quando chegavam os comboios de deportados.
Somente com as dificuldades de abastecimento surgidas no prosseguimento da guerra, o racionamento se tornou necessário.
· Dr. Miklos Nyiszli, autor de “Médico em Auschwitz”, admitiu que o Dr. Mengele se preocupava com os doentes punindo duramente os médicos incompetentes e que os prisioneiros comiam “carne” (9).
Apesar de serem autores mentirosíssimos, “toda confissão que implica prejuízo tende ser verdadeira porque ninguém mente para se prejudicar”.
O tratamento magnânimo para com os adversários fazia parte da nobreza de espírito do alemão nazista. Como exemplo, o revisionista Sérgio de Oliveira indica a extensa bibliografia sobre a nossa FEB que está repleta de elogios ao comportamento do combatente germânico. Na folha de rosto do “Noticiário do Exército”, orgão publicado pelo Centro de Comunicação Social do Exército (ano XXXVII, 0 8.874, edição de 14 de abril de 1994), lê-se:
“Três heróis brasileiros – Nos escombros em que se transformou a vila de MONTESE, os corpos de três pracinhas do 110 RI – soldados Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Rodrigues de Souza e Geraldo Baeta da Cruz – foram encontrados em tosca sepultura, construída por soldados alemães, na qual se lia: “Drei Brazilianichen Helden” (Três Heróis Brasileiros)”.
Qual exército, em toda história da humanidade, teve o privilégio de ter homens dessa envergadura moral, capazes de homenagear seus próprios inimigos mortais por seus méritos?
Percebo que os livros que o sr. lê podem ser encontrados livremente em livrarias sem nenhum problema, eles não incomodam a ordem vigente a ponto de serem proibidos. Experimente também ler livros que são censurados e não contestados em seu conteúdo, cujos autores são perseguidos e nunca combatidos com argumentos. Isso enriqueceria ainda mais seu acervo cultural.
Visite o site www.revision.com Reflita melhor seus conceitos. Desempenhar o papel de um inocente-útil dos judeus sionistas um dia lhe causará arrependimento. Principalmente na qualidade de bom católico que o sr. é.

Notas:
(1) Adolf Hitler. Minha Luta. Editora Moraes, São Paulo, 1983, p. 48-52.
(2) idem. p. 81.
(3) Idem. p. 175.
(4) Cada página do diário, composto de 60 volumes, foi assinada por ele e Hess. A revista alemã Stern desembolsou muito dinheiro para conseguir comprovar a legitimidade da obra e conseguiu, mas o governo alemão determinou que tal revelação não deveria ser levada a diante e montou uma “perícia” própria para destruir sua legitimidade. Para tanto, a fraudulenta pesquisa não realizou os testes de reconhecimento de caligrafia e C14 no papel e na tinta, detendo-se apenas na cola que remendou partes da obra (esses escritos caíram junto com um avião que o transportava). Pela idade recente da cola determinaram a falsidade da obra.
Se tal biografia fosse herética, o recente Governo Alemão teria concordado com a veracidade do diário, confirmada anteriormente pelo perito judeu Gerhard Weinberg e outros. Como os escritos valorizavam Jesus e isto beneficiaria a imagem de Hitler frente à humanidade, foram considerados falsos pelo governo alemão sionista e subserviente a Israel. O mais ridículo foi guardar a “falsa” obra num cofre suíço de segurança máxima.
(5) “Streicher Opens His Case”, London Times, April 27. 1946; “The Progressive”, escrito pelo Juiz Edward L. Van Rhoden em Fevereiro de 1949 intitulado American Atrocities in Germany (Atrocidades Americanas na Alemanha)); “Mason Thomas, Harlan Fiske Stone: Pillar of the Law, Alpheus The Viking Press, página 746.
(6) A obra “The Jew Paradox”, de Nahum Goldman, presidente do Congresso Mundial Judaico em 1947, revela o truque ilícito desenvolvido pelos sionistas para drenar o dinheiro alemão em favor de Israel. Segundo Goldman, se não fosse isso, Israel não teria metade do que tem.
A vitimização judaica é o maior trunfo de Israel até hoje, contribuindo para vários objetivos políticos em diversas áreas.
(7) Ellie Wiesel. Tous les fleuves vont à la mer, le seuil, 1994, p.97
(8) Ellie Wiesel. “Judeu Hoje”, p. 133.
(9) Miklos Nyiszli. Médico em Auschwitz, p. 112.

 

São Paulo, 17 de janeiro de 2.000

Senhor Walter Pires,
Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus de Verdade, fonte da verdadeira Civilização.

O grande atraso de minha resposta deveu-se a minhas múltiplas ocupações. Além disso, eu desejava responder-lhe de modo a condenar absolutamente o nazismo e seus sofismas.
O senhor se mostra tocado por ter eu recusado o que chamei de seus “grandiloqüentes elogios”. E não tem porquê se queixar. Evidentemente, os qualificativos com que o senhor me presenteou em sua primeira missiva me surpreenderam e elucidaram.
Logo percebi, por eles, sua tendência em supervalorizar as pessoas e não a verdade. É uma tendência típica de culto à personalidade, costumeira nos ambientes e mentalidades fascistas e nazistas, que eu não posso aceitar, e que repudio com todas as forças de minha alma.
Diz o ditado que, quando a esmola é muita, o santo desconfia…. Sem ser santo, desconfiei… e acertei.

[E já que estamos falando em ditado, há um outro, italiano, que diz: "Più fuoco vedo, meno mi scaldo..." (Quanto mais fogo vejo, menos e aqueço...)].

Aliás, foi uma característica dos nazistas não permanecerem muito fiéis aos que diziam ser aliados.
Seus elogios duraram menos que as rosas, pois já o senhor afirma que se equivocou ao pensar que eu tinha “bom caráter”. Entretanto, o senhor diz que pretende manter “uma discussão civilizada e instrutiva”.
Mas pode haver uma discussão civilizada, se o senhor procura escusar e defender a barbárie nazista, negando os crimes dos campos de concentração?
É civilizado pretender atribuir ao anti cristianismo nazista harmonia com o catolicismo?
A esses absurdos que o senhor advoga só respondo porque eles me dão a oportunidade de defender o catolicismo e de condenar com toda a veemência o nazismo.

Respondo com a atenção de um civilizado, embora sem a tal “sabedoria” e o “valor” que o senhor me atribuía em sua primeira missiva. E também sem nenhuma esperança de chegarmos a bom termo. Porque o bom termo seria sua conversão ao Catolicismo, com a abjuração de toda heresia, inclusive da Gnose nazista, e a condenação completa do nazismo e de seus crimes abomináveis, coisa que o senhor, pelo que demonstrou, dificilmente fará, infelizmente.
Em sua última missiva, substancialmente, o senhor afirma duas coisas:
1) Que o nazismo não perseguiu a Igreja e nem foi gnóstico, portanto, anti cristão. Para provar esse primeiro absurdo, o senhor enfileira alguns argumentos absolutamente inconsistentes.
2) Que se inventa ou se exagera a questão do Holocausto judeu, para fazer triunfar o sionismo.
Claro, eu compreendi que o senhor contesta que o nazismo seja gnóstico e anticristão. Mas essa sua afirmação é que carece de qualquer base. Ademais, pelos livros que o senhor cita – e, como mostrarei adiante, pelo modo pouco sério com que o senhor cita suas fontes bibliográficas — como também por seu modo de argumentar, desconfio que o senhor pouco saiba do que é a Gnose. E me espanta como alguém, que deve saber bem quais foram os crimes do nazismo, ouse negá-los e até, velada e indiretamente, defendê-los.

Isso não é uma atitude própria de um cristão, como também não é uma atitude civilizada.
Aliás, de certo modo, é pior defender um crime do que praticá-lo. O criminoso, algumas vezes, tem atenuantes como, por exemplo, a forte emoção.
A defesa do crime, feita friamente e por pura paixão ideológica, pode vir a ser pior do que o próprio ato criminoso.

Os alemães estavam em guerra; estavam submetidos a uma forte pressão emocional; a sobrevivência de sua pátria estava em jogo; muitos não conheciam o que acontecia nos campos de extermínio, etc. Tudo isso pode ser discutido.

Entretanto, agora que se conhece o que foi o horror dos crimes nazistas, pretender escusá-los ou diminuí-los é inconcebível.

Nazismo, cristianismo e Gnose.

Principiemos, então, com a questão do posicionamento do nazismo face ao Catolicismo e à Igreja Católica. Para conhecer essa questão, é condição primária ter estudado a encíclica Mit brennender Sorge, de Pio XI.
O senhor leu essa encíclica, na qual Pio XI condena — infelizmente sem citar nominalmente o nazismo — todas as doutrinas do hitlerismo?
Parece que não leu. Ou, se leu, não lhe dá nenhuma importância (eu o previno de que julgo que essa encíclica foi branda demais: ela deveria ter sido bem mais radical, citando nominalmente Hitler e seu movimento).
Disse Pio XI nessa encíclica:
“A revelação que culminou no evangelho de Jesus Cristo é definitiva e obrigatória para sempre, não admite apêndices de origem humana e, menos ainda, sucedâneos ou substituições e revelações arbitrárias que alguns palradores modernos quiseram derivar do assim chamado mito do sangue e raça”.

E ainda: “Somente espíritos superficiais podem cair no erro de falar de um deus nacional, de uma religião nacional, e empreender a tola tentativa de captar nos limites de um só povo, na estreiteza de uma só raça, Deus, criador do mundo, Rei e legislador dos povos, diante de cuja grandeza as nações são pequenas como gotas d”água que caem de um balde”.
Dou-lhe ainda um texto de Pio XI refutando doutrinariamente sua tese absurda de que o nazismo não era contrário ao cristianismo:
“Se homens, que nem são unidos em sua fé em Cristo, vos seduzem e lisonjeiam com o fantasma de uma igreja nacional alemã, sabei que isto não é outra coisa senão renegar a única Igreja de Cristo, numa apostasia manifesta do mandado de Cristo de evangelizar todo o orbe, o que só uma Igreja universal pode realizar.” (Pio XI, Mit brennender Sorge).
Esse texto cabe bem ao senhor, que se mostra seduzido pelas loucuras de um delirante e paranóico cabo austríaco!
Portanto, senhor Walter, o nazismo foi anticristão, visto que pretendia instituir uma igreja germânica, racista e ariana, fundada na evolução e no triunfo da raça pretensamente superior, pelo uso da força.

Tanto era anticristão que perseguiu a Igreja continuamente, quer na Alemanha, quer na Polônia, como comprovam os documentos e os testemunhos poloneses.
Seus argumentos tentando afirmar que o nazismo não combatia o cristianismo são infantis. Eles só me parecem provar que o senhor mesmo é muito pouco, ou nada cristão, já que não vê – ou não quer ver – que nazismo e cristianismo são inconciliáveis.
O senhor me diz, por exemplo, que na fivela dos soldados alemães estava escrito “Deus está conosco”. Isso vale tanto quanto o que está escrito nos dólares americanos: “In God we trust”. Vai o senhor acreditar que os americanos, só por essa inscrição, são fiéis a Deus?
Sua demonstração “fivelesca” é tão ridícula quanto o bigode do tal Adolfinho, pintor de paredes e de aquarelas sem valor.
E se na fivela dos soldados alemães estava escrito “Deus está conosco”, nas canções dos SS se dizia “Nós somos SS, soldados do demônio”. Mas se eu argumentasse com essa canção, o senhor me diria que isso era só uma fanfarronada de soldados. Mas então de que vale sua inscrição da fivela desses mesmos soldados?
Quem a mandou por lá? Com que intuito? Ela já existia nas fivelas dos soldados prussianos no século XVII? Os heréticos soldados de Cromwell também portavam inscrições semelhantes, e o comportamento deles não era nada cristão.
Senhor Walter, a fivela nazista e sua inscrição não provam coisa nenhuma.
Segunda prova de posicionamento não anticristão do nazismo, segundo o Sr., seria o fato de soldados alemães do exército nazista fazerem uma árvore de Natal e de cantarem o “Stille Nacht”.
Se isso provasse o que o Sr. pretende, nós hoje viveríamos em pleno e triunfante cristianismo, porque até nos shoppings, na época de Natal, há árvores bem enfeitadas, e se toca o Stille Nacht continuamente.
Seus argumentos, ó apologista um tanto retardado do nazismo, são pífios.
Para a sua lógica e modo de raciocinar, Roberto Carlos e o Padre Marcelo Rossi, cantando o “Vira de Jesus” com 1.000.000 de pessoas, seriam catolicíssimos.
Catolicismo de verdade não se prova com inscrições em fivelas, árvores de Natal, ou pondo no dólar “In God we trust”. E nem mesmo cantando o “Vira de Jesus”.

“Nem todo aquele que diz : “Senhor, Senhor”, entrará no reino dos céus…”
É preciso ver que Deus é esse (refiro-me ao Deus das fivelas nazistas). Se for o Deus racista, evolutivo, o espírito da raça evoluída adorado pelo nazismo, esse não é o Deus uno e Trino da Igreja Católica, único Deus verdadeiro. Não é Deus Pai, o gerador do Verbo.

O senhor procura negar que o nazismo fosse anti cristão citando textos do Mein Kampf. Mas essa negativa não tem fundamento algum. Repito: sua negativa é sem fundamento nenhum, porque o que o senhor dá como prova da atitude pró cristã de Hitler são textos tirados do tresloucado e criminoso livro de Hitler, o maldito Mein Kampf, fazendo de conta que outras frases desse livro ridículo não existem.
Permita-me dizer-lhe que me espanta que uma pessoa que saiba ler cite um tal livro – livro assassino de um escritor delirante – que é um amontoado desconexo e desordenado de pseudo idéias de um semi letrado.
Que textos o senhor cita desse livro monstruoso e delirante?
Cita textos em que Hitler condena a pornografia e a prostituição. E textos em que ele critica membros da Igreja Católica e do partido católico alemão.
Cita ainda que Hitler deu dinheiro para a Igreja. Armado com essas três afirmações de Hitler, o senhor me interpela:
“Cadê o pagão gnóstico, sr. Orlando Fedeli?”
E o senhor nem percebe que as frases que o senhor cita não comprovam que Hitler não fosse gnóstico e anti cristão.
Senão, vejamos:
Robespierre também combateu a prostituição com a guilhotina, e quis estabelecer o “reino da virtude”. Só que ele também perseguiu a religião católica e procurou estabelecer o culto do Ser Supremo à força… E em Paris, durante a Revolução Francesa, enquanto a Igreja Católica era violentamente perseguida e os católicos iam para a guilhotina, havia igrejas abertas dirigidas por sacerdotes traidores que aderiam à Revolução.
O senhor esquece que a Gnose condena o ato sexual? Ou o senhor não sabia disso? O senhor conhece a moral gnóstica? O senhor conhece a moral dialética, típica de toda Gnose?
Dar dinheiro à Igreja, Napoleão também deu. Mas para dominá-la.
Exatamente como Hitler.
E a crítica do “Adolfinho”, ao partido do Zentrum, dirigido por Monsenhor Kaas – um oportunista – embora com traços de verdade, omite que foi exatamente pelos votos dos oportunistas que Hitler subiu ao poder. Foram Monsenhor Kaas e o Partido do Zentrum que deram a Hitler – desgraçadamente – o posto de Chanceler, e, depois, o poder ditatorial. Se não fosse a traição de Monsenhor Kaas e do Zentrum, o mundo não teria sofrido a desgraça do nazismo, a catástrofe da segunda Guerra mundial, e a vergonha dos monstruosos campos de concentração nazistas.
Desse modo, as citações que o senhor faz desse livro absurdo nada comprovam do que o senhor quer provar.
Como o senhor omite as frases do Mein Kampf, o senhor me obriga – bem a contragosto de minha parte, a citar textos desse livro espúrio e gagá (e antecipadamente pedimos perdão aos leitores de nosso site, por ter que citar o livro criminoso de um Anti Cristo, a fim de melhor defender a Igreja Católica e combater a Gnose nazista).
Veja lá:
“O Cristianismo não se satisfez em erigir os seus altares, mas viu-se na contingência de proceder à destruição dos altares dos pagãos. Só essa fanática intolerância tornou possível construir aquela fé adamantina que é a condição essencial de sua existência” (A . Hitler, Mein Kampf, Editora Moraes, São Paulo, 1983, p.282.).
Nesse texto, Hitler acusa a Igreja Católica de fanatismo, de intolerância, e de ter uma fé construída com meios naturais, o que nega a Fé, virtude sobrenatural, e, ao mesmo tempo, defende o paganismo.
E o senhor vem querer nos provar que o nazismo não era anti cristão?
De novo, cito o livro espúrio e assassino do anti Cristo germânico:
“Para um político, o valor de uma religião deve ser apreciado menos pelas faltas inerentes à mesma, do que pelas vantagens que ela possa oferecer. Enquanto um sucedâneo não aparecer, só loucos e criminosos podem querer demolir o que existe” (idem p. 174).
Portanto, ele pretendia , logo que fosse possível, eliminar o cristianismo.
E o senhor vem querer nos enganar, dizendo que o nazismo não era anticristão?
Veja bem que noção ortodoxa tinha Hitler do pecado original:
“O pecado contra o sangue e contra a raça é o pecado original deste mundo e o fim da humanidade que o comete” (Idem, p. 163).
Reparou, senhor Walter, que a frase sobre o pecado original contra a raça poderia ter sido assinada também por algum judeu, filho da raça eleita, ou melhor, do povo eleito? Que coincidência curiosa…

Qual seria a raça eleita?
O senhor, como todo nazista, pensa que é a raça ariana?
Ledo engano…
E como pode ser cristão quem escreveu como o fez Hitler no seu livro gagá e criminoso:
“Sentiremos, então, que em um mundo em que planetas e sóis andam à roda, no qual a força sempre domina a fraqueza e submete-se à escravidão ou elimina-a, não podem existir outras leis para os homens” (Idem p. 161).
Na página 185 desse pseudo livro messiânico, o Anti Cristo nazista volta a defender a força como lei geral da natureza, e quer aplicar tal lei aos homens:

“O papel do mais forte é dominar”.
Note que a colocação da força como lei necessária anula toda ordem moral e jurídica estabelecida pelo cristianismo e mesmo pela civilização tout court.
E o senhor vem me falar em cristianismo do nazismo? Tenha paciência, senhor Walter, isso é querer abusar da inteligência!
Depois o senhor vem me falar em diálogo civilizado, citando e baseando-se em um autor que estabelece a ordem moral e jurídica na força? Isso não é civilização, mas sim a brutalidade dos animais.
E repare que o verbo inicial do texto acima é “sentiremos” – verbo caro aos românticos -, e não compreenderemos. Os românticos é que colocavam o sentimento acima da inteligência.

Hitler, no absurdo Mein Kampf , na página 170, cita com admiração os pais do romantismo alemão, os gnósticos e alquimistas Goethe e Schiller. E Shakespeare, de contra peso.

O senhor se diz cristão, mas não católico. Permita-me perguntar: a que seita o senhor pertence? Como a crença de sua facção “cristã” pode se conciliar com a Gnose nazista? Para qualquer pessoa que se diga cristã, a morte de Cristo foi o fato fundamental da História e o marco da redenção dos homens. Ora, se o senhor se diz cristão, como pode admitir o anti semitismo, condenado pelo cristianismo?Como pode, se é cristão, admitir o absurdo anti cristão afirmado por Hitler:
“O judaísmo nunca foi uma religião e sim sempre um povo com características raciais bem definidas” (A .Hitler, Mein Kampf, p. 198).
E ainda: “Os maiores conhecedores das possibilidades do emprego da mentira e da calúnia foram, em todos os tempos, os judeus. Começa, entre eles, a mentira por tentarem provar ao mundo que a questão judaica é uma questão religiosa, quando, na realidade, trata-se apenas de um problema de raça, e que raça!” (A . Hitler, Mein Kampf, p. 153).
Ora, qualquer pessoa que se diga cristã sabe que o judaísmo é uma religião da qual proveio o cristianismo. A tal ponto isso é verdade que Pio XI declarou : “espiritualmente todos os cristãos somos semitas”.

E o próprio Cristo, pelo Batismo, nos faz os verdadeiros filhos de Abraão.
Aceitando esse deslocamento da questão judaica do plano religioso para o plano racial, Hitler desvalorizava completamente a missão redentora de Cristo, o Calvário e o próprio cristianismo. Aceitando essa interpretação racista do judaísmo, o senhor, que se diz cristão, em conseqüência nega a Redenção realizada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

A questão judaica nunca foi, nem pode ser, uma questão racial. É uma questão essencialmente religiosa. Nenhuma pessoa que se diga cristã pode admitir que o judaísmo é um problema racial, como afirmou Hitler.
Cito-lhe, agora, algumas frases de Hitler sobre o cristianismo e as religiões em geral extraídas do livro “Hitler me disse”, de Hermann Rauschning.
“As religiões? Todas valem umas quanto as outras. Elas não têm, umas e outras, qualquer futuro. Pelo menos quanto aos alemães. O fascismo pode, se quiser, fazer sua paz com a Igreja. Eu farei o mesmo. Por que não? isto não me impedirá de extirpar o cristianismo da Alemanha” (Hermann Rauschning, Hitler m”a dit, Cooperation, Paris, 1939, p.65).
Foi o que ele tentou fazer na Alemanha, e descaradamente na Polônia. E o senhor ousa ainda dizer que o nazismo não era anti cristão?
E ainda: “Para o nosso povo [alemão], ao contrário, a religião é um assunto capital. Tudo depende de saber se ele permanecerá fiel à religião judeu-cristã e à moral servil da piedade, ou se ele terá uma nova fé, forte, heróica, em um Deus imanente na natureza, em um Deus indiscernível de seu destino e de seu sangue” (H Rauschning, op. cit. p. 65).
E o senhor repare que a alusão de Hitler a um Deus imanente, inseparável do sangue, isto é, da raça alemã, coincide com a tese condenada pela Mit brennender Sorge de um Deus nacional.

Ora, senhor Walter, a Gnose crê num deus imanente e aprisionado na natureza.
Para confirmar que Hitler acreditava nesse Deus imanente na natureza e habitando o fundo da alma humana – pelo menos na “raça eleita” – veja esta frase do pintor de paredes que virou Chanceler, para desgraça da Alemanha e do mundo:
“Nós queremos homens livres, que sentem que Deus está neles” (H. Rauschning, op cit. p. 66).
O senhor ousa afirmar que o nazismo não é gnóstico?
Quanto à Igreja, disse Hitler:
“Certamente a Igreja foi alguma coisa outrora. Agora, nós somos os seus herdeiros, nós também nós somos uma Igreja” (H. Rauschning, op. cit. p. 69.).

E por pretenderem ser uma Igreja herdeira e substitutiva da Igreja Católica é que os nazistas organizaram “sacramentos” nazistas, com cerimônias parodiando os sacramentos da Igreja Católica.
Sobre a redenção de Cristo, Hitler dizia:
“À doutrina cristã do primado da consciência individual e da responsabilidade pessoal, eu oponho a doutrina da nulidade do indivíduo e de sua sobrevivência na imortalidade visível da nação. Eu suprimo o dogma da redenção dos homens pelo sofrimento e pela morte de um Salvador divino [Hitler está aí atacando a fé na divindade de Cristo e no mérito da cruz ] – e proponho um dogma novo da substituição dos méritos: a redenção dos indivíduos pela vida e pela ação do novo Legislador-Führer, que vem aliviar as massas do fardo da liberdade” (H. Rauschning, op. cit. p. 254).
O senhor se diz cristão, e aceita o novo dogma nazista negador da divindade de Cristo e da redenção pela Cruz? Pergunto-lhe de novo: qual é a sua seita, senhor Walter?
Não venha me dizer que os documentos do Cardeal Hllond são falsos, porque um jornalista viu velas acesas na Igreja de Cezstochowa, e alguns padres atuando lá. Também na China comunista podem ser fotografadas igrejas católicas com velas acesas sobre os altares, com padres celebrando, e até Bispos em liberdade… controlados pelo P.C.

Senhor Walter, cooperadores e traidores sempre houve. E o testemunho deles não anula o testemunho de milhões de vítimas, nem esconde os cadáveres de milhares de freiras e sacerdotes nos campos de … Spa forçados, dos nazistas e dos comunistas, esses dois irmãos gêmeos dialéticos, ambos anticatólicos.
E o senhor não pode negar que o nazismo é filho do romantismo, como não pode negar a ligação dele com o gnóstico Wagner, que, aliás, era membro da Thulle Geselschaft.
Ora, o Romantismo — que deu origem ao nacionalismo e ao germanismo na Alemanha — era essencialmente gnóstico. Dou-lhe uma citação comprovadora disso:
“O Romantismo é uma renascença da Gnose (…) Schelling era um gnóstico, cujas convicções se desenvolvem à medida que ele avança em idade; da mesma forma Baader; a Naturphilosophie impõe à pesquisa científica cifras gnósticas” (G. Gusdorff, Le Romantisme, Payot & Rivages, Paris, 1993, vol I p.512).
Citações com a mesma tese o senhor poderá encontrar em qualquer livro que trate seriamente do Romantismo e de suas relações com a Gnose, assim como da relação bem conhecida do nazismo com a Gnose.
Por exemplo, outros pontos interessantes que ligam o Nazismo à Gnose são o milenarismo e o dualismo.
Todos os movimentos românticos sempre desejaram e sonharam com o estabelecimento de um reino de felicidade, um retorno ao Éden, de modo mágico. Eles não buscavam a utopia e sim o reino de mil anos, de que fala o Apocalípse, ao se referir à eternidade.

Hitler pretendeu estabelecer o Reich da felicidade alemã por mil anos, com arame farpado, Gestapo, e SS. Um Auschwitz de mil anos.

Louvado seja Deus, que nos livrou de tal “felicidade” aramefarpadesca e de seu Führer Anti Cristo!
E o nazismo, tal qual a Gnose, via o mundo de modo dualista, com dois polos em contínua luta: o polo do bem contra o polo do mal, dialeticamente opostos e iguais.
Ora, o nazismo tem a mesma visão dualista, pois vê o mundo e a História como uma luta contínua de dois polos raciais: o polo ariano, representando o bem, e o polo judeu, representando o mal.

Em sua carta se vê esse mesmo dualismo gnóstico, senhor Pires. O senhor não é cristão. O senhor também – talvez sem perceber – tem uma cosmo visão gnóstica racista.
E o racismo não é cristão, senhor Walter.
Deus criou a todos os homens como irmãos. A raça é um fator secundário que não produz direito algum.

Foram os judeus que imaginaram que a raça era necessária para a salvação. Por isso, eles se opuseram a Cristo, que veio
para salvar a todos os homens.
Eu teria que escrever um livro, se quisesse citar tudo o que liga o nazismo à Gnose.
Mas bastam estas citações, a fim de comprovar o caráter anti cristão do socialismo nacionalista alemão.

***

Nazismo, Sionismo, Judaísmo e Holocausto

Passemos agora ao segundo ponto: as relações do nazismo com o judaísmo e o sionismo.
Esses dois movimentos – nazismo e sionismo — têm origem semelhante. Ambos são nacionalistas. Ambos se julgam movimentos defensores de uma raça superior.
O Nazismo nasceu do nacionalismo liberal. Seu lema era “Ein Volk, ein Reich, ein Führer”, lema oriundo do nacionalismo da Revolução Francesa. Foi o nacionalismo que fez Monroe declarar “A América para os americanos”. Hitler, da mesma forma, poderia ter dito: “A Alemanha para os alemães”.

Os judeus sionistas pensavam que a Judéia devia ser dos judeus. O Sionismo queria para os judeus o mesmo que o nazismo queria para os alemães.
Querendo a Alemanha só para os alemães, o nazismo queria que os judeus saíssem de seu país. Desejando um lar nacional, os judeus sionistas queriam que os judeus saíssem da Alemanha e de toda a Europa.

Disso resultou a organização da emigração dos judeus da Alemanha para a Palestina, coisa que a maioria dos judeus alemães assimilados não aceitava de modo algum. Certamente, eles preferiam vender diamantes em Berlim do que cavar o deserto ao sol da Palestina…
Nazismo e sionismo acabavam tendo um interesse comum.

Essa é uma verdade histórica que se procura ocultar do público.

O senhor já leu o livro de Hannah Arendt intitulado “Eichmann em Jerusalém”?
É um livro extraordinário e elucidativo. Um livro que não agradou a mídia e os que controlam a Mídia, exatamente porque mostra essa aliança do Nazismo e do Sionismo.
O senhor, que aprecia tanto os livros que a Mídia quer ocultar, devia lê-lo.
Dir-me-ia um fanático anti semita que Hannah Arendt é de origem judia.
Pois esse fanático teria que explicar por que Hannah Arendt diz coisas que comprometem tanto o Sionismo!
As teses fundamentais desse livro de Hannah Arendt são sensacionais e interessantíssimas, do ponto de vista histórico:
1) Os Sionistas cooperaram com os nazistas no Holocausto. (Hannah Arendt, op. cit , p. 15, 36, 53,70, 72, 74 etc.)
2) O Holocausto feito pelos nazistas e sionistas enterrou, provavelmente para sempre, o anti semitismo. (Hannah Arendt, op.cit. p. 21).
Em conseqüência, pode-se dizer que foi o nazismo que permitiu o renascimento do Estado de Israel. Sem o Nazismo, o Estado de Israel não existiria, hoje.
O nazismo, por sua perseguição racista e assassina contra os judeus, forçou o êxodo maciço de judeus para a Palestina, o que permitiu o triunfo do Sionismo. A derrocada do nazismo, em 1945, e o renascimento do Estado de Israel, em 1948, são dois fatos que é impossível não relacionar como causa e efeito, pelo menos circunstancialmente.
Veja estes textos de Hannah Arendt, que os sionistas não quereriam que tivessem sido publicados, e nem que sejam conhecidos, pois lançam uma estranha luz sobre o Holocausto.
“… porque os sionistas, segundo os nazistas, eram “os judeus decentes”, porque eles também pensavam em termos nacionais” (H. Arendt, op. cit, p.73).
“Nesse primeiros anos, havia um acordo mútuo altamente satisfatório entre as autoridades nazistas e a Agência Judaica para a Palestina – um Há”avarah, um Acordo de Transporte, que permitia que um emigrante judeu para a Palestina pudesse transferir seu dinheiro para lá em bens alemães e trocá-los por libras ao chegar” (H. Arendt, op. cit., p. 73).
“Pois é indiscutível que durante os primeiros estágios de sua política judaica, os nacionais socialistas acharam adequado adotar uma atitude pró sionista” (Hans Lamm, apud Hannah Arendt, op cit p. 72).
Que tal, senhor Walter? Não é para deixar em curto circuito a mente de um nazista antisionista como o senhor?
Se o senhor é sincero em sua declaração de busca da verdade sem preconceitos (inclusive de preconceitos anti semitas), o senhor deveria repensar sua posição nazista, ou sua posição anti semita, que, repito, não são cristãs.

Hannah Arendt informa que o próprio Eichmann se “converteu ao sionismo, imediata e definitivamente” ao ler o “famoso clássico sionista Der Judenstaat de Theodor Herzl, o fundador do movimento sionista.” (Cfr. H. Arendt, op. cit. p. 53).
Surpreendente, não, senhor Walter? Eichmann era sionista! E veja o que ele mesmo confessou:
“Seus primeiros contatos pessoais [de Eichmann] com funcionários judeus, todos eles bem conhecidos sionistas de longa data, foram inteiramente satisfatórios. A razão de tanto fascínio [de Eichmann] pela “questão judaica”, conforme ele próprio [Eichmann] explicou, era seu “idealismo”; esses judeus, ao contrário dos assimilacionistas, que sempre desprezou, e ao contrário dos judeus ortodoxos, que achava tediosos, eram “idealistas” como ele próprio.” (H. Arendt, op. cit. p.54).
E veja agora que interessante, senhor Walter, e como o que está dito contaria toda a sua teoria racista:
“O maior “idealista” que Eichmann encontrou entre os judeus foi o Dr. Rudolf Kastner, com quem negociou durante as deportações judaicas da Hungria e com quem firmou um acordo: Eichmann permitiria a partida “legal” de alguns milhares de judeus para a Palestina (os trens eram, de fato, guardados pela polícia alemã) em troca de “ordem e tranqüilidade” nos campos de onde centenas de milhares eram enviados para Auschwitz. Os poucos milhares salvos por esse acordo, judeus importantes e membros das associações jovens de sionistas, eram, nas palavras de Eichmann, “o melhor material biológico”. O Dr. Kastner, no entender de Eichmann, sacrificava seus irmãos judeus à sua “idéia”, e assim devia ser.” (H. Arendt, op. cit. p. 54).
Se não fosse uma pensadora judia e de tanta autoridade como Hannah Arendt que escrevesse isso, não se acreditaria nesses fatos. Dir-se-ia que eram uma invenção de nazistas ou de antisemitas. Mas Hannah Arendt é judia e insuspeita de anti semitismo.
E agora, seu Walter?
Quer dizer que eram os próprios judeus sionistas que selecionavam o “material biológico” para ser salvo dos campos de concentração e mandado para a Palestina, enquanto o “Material inadequado” era morto nas câmaras de gás.
Incrível, não?
Isso faz supor que a influência judaica no nazismo foi bem maior do que pensam os antisemitas como o senhor.
O acordo entre o Nazismo e o Sionismo incluía até mesmo o treinamento de jovens judeus sionistas para irem para a Palestina!
Que tipo de treinamento seria oferecido a esses emigrantes judeus? O senhor advinha? Devia ser só treinamento de como plantar batatas… Era um treinamento “vocacional”…
“Mais importante para Eichmann eram os emissários da Palestina que procuravam a Gestapo e a SS por iniciativa própria, sem aceitar ordens nem dos sionistas alemães, nem da Agência Judaica para a Palestina. Eles vinham a fim de convocar ajuda para a emigração ilegal de judeus para a Palestina governada pela Grã Bretanha, e tanto a Gestapo como a SS ajudavam-nos. Eles negociaram com Eichmann em Viena e relataram que ele era “polido”, “não do tipo que grita” e que chegou a lhes oferecer fazendas e instalações para o estabelecimento de campos de treinamento vocacional para possíveis emigrantes. (“Em uma ocasião, ele expulsou um grupo de freiras de um convento para fornecer uma fazenda de treinamento para jovens judeus”, e em outra pôs à disposição “um trem especial e oficiais nazistas acompanharam” um grupo de emigrantes que seguiam ostensivamente para fazendas de treinamento na Iugoslávia, para que atravessassem a fronteira em segurança.) (H. Arendt, op. cit. p. 74.) .
O nazismo era tão cristão e tão antisionista que expulsava freiras de um convento, só para treinar jovens sionistas que se preparavam para emigrar para a Palestina. Que piedosos, não?
Essa aliança Nazista-Sionista não funcionou só antes da guerra. Mesmo em plena execução da “Solução Final” genocida, os emissários sionistas da Palestina tinham a permissão para irem até mesmo a Auschwitz, selecionar “material adequado” judaico entre os prisioneiros do famoso Campo de extermínio:
“… esses judeus da Palestina (…) eram mandados para a Europa pelos assentamentos comunais da Palestina, e não estavam interessados em operações de salvamento: “Não era essa a sua função”. Eles queriam selecionar “material adequado”, e seu principal inimigo, antes do programa de extermínio, não eram aqueles que faziam da vida um inferno para os judeus nos velhos países, Alemanha ou Áustria, mas aqueles que barravam o acesso à nova pátria; esse inimigo era definitivamente a Grã Bretanha, não a Alemanha. Na verdade, eles estavam em posição de negociar com as autoridades nazistas em bases que beiravam a igualdade, coisa que os judeus nativos não podiam fazer, (…) estavam provavelmente entre os primeiros judeus a falar abertamente sobre interesses mútuos e foram certamente os primeiros a receber a permissão “para selecionar jovens pioneiros judeus” entre os judeus dos campos de concentração”. (H. Arendt, op. cit. p. 74-75.).
Que tal, senhor Walter, esta coleção de informações normalmente surrupiadas pela mídia controladora? Eu creio que essas informações podem enriquecer bastante a sua coleção de notícias “secretas” ou “ocultas”.

Correndo o risco de parecer repetitivo – mas de uma repetição necessária para uma cabeça como a sua, formada em mentalidade nazista que é normalmente teimosamente fanática — repetitivo como um bombardeio de bltizkrieg (o senhor deve apreciar esta imagem), cito-lhe outros textos de teor semelhante da mesma autora.
“Mas enquanto os membros dos governos de fachada [nos territórios ocupados pelos nazistas] eram geralmente escolhidos entre os partidos de oposição, os membros dos Conselhos Judeus eram, como regra, os líderes regionalmente reconhecidos, a quem os nazistas davam enormes poderes — até eles também serem deportados para Theresienstadt ou Bergen — Belsen, se eram da Europa Central ou Oriental, ou para Auschwitz, se eram da comunidade da Europa Ocidental” (H. Arendt, op cit, p. 134.).
Theresienstadt era um lugar para judeus “decentes” ou especiais, como dizia Eichmann: “Sabemos, de fontes melhores do que a memória deficiente de Eichmann, que desde o começo Heydrich planejara que Theresienstadt servisse como um gueto especial para certas categorias privilegiadas de judeus, principalmente, mas não exclusivamente da Alemanha” (H. Arendt. op. cit. p. 95).
O próprio Hitler selecionava alguns judeus privilegiados para serem poupados.
“Conta-se que o próprio Hitler conhecia 340 “judeus de primeira classe” que ele fez assimilar ao status de alemães ou a quem concedeu privilégios de meio judeus. Milhares de meio judeus tinham sido eximidos de todas as restrições, o que pode explicar o papel de Heydrich na SS e o papel do Generalfeldmareschall Erhard Milch na Força Aérea de Goering, pois era de conhecimento geral que Heydrich e Goering eram meio judeus” (H. Arendt, op. cit. p. 150).
Que surpresa, hein, senhor Walter, Heydrich e Goering eram meio judeus! E há quem diga que o próprio Hitler tinha sangue não tão ariano…
Digo isso só para ironizar e rir dos mitos raciais do nazismo!
Sobre a cooperação sionista com o Nazismo e com o Holocausto, Hannah Arendt conta coisas impressionantes, mostrando como o Nazismo cooperou para o nascimento do Estado de Israel através do anti semitismo.
“Mas a verdade integral é que existiam organizações comunitárias judaicas e organizações recreativas e assistenciais tanto em nível local como internacional. Onde quer que vivessem judeus, havia líderes judeus reconhecidos, e essa liderança, quase sem exceção, cooperou com os nazistas de uma forma ou de outra, por uma ou outra razão.” (H. Arendt, op. cit. p. 141).
Havia uma polícia judaica encarregada de procurar e prender judeus destinados à morte e que haviam fugido:
“Eichmann e seus homens informavam aos Conselhos de Anciãos Judeus quantos judeus eram necessários para encher cada trem, e eles elaboravam a lista de deportados. Os judeus se registravam, preenchiam inúmeros formulários, respondiam páginas e páginas de questionários referentes a suas propriedades, de forma que pudessem ser tomadas mais facilmente; depois se reuniam em pontos de coleta e embarcavam nos trens. Os poucos que conseguiam se esconder ou escapar eram recapturados por uma força policial judaica especial.” (H. Arendt, op cit. p. 131).
Até mesmo o extermínio físico dos judeus nos campos de concentração era feito com a cooperação dos judeus:
“O fato bem conhecido de que o trabalho direto dos centros de extermínio ficava usualmente nas mãos de comandos judeus foi justa e cabalmente estabelecido pelas testemunhas de acusação — como eles trabalhavam nas câmaras de gás e nos crematórios, como eles arrancavam os dentes de ouro e cortavam os cabelos dos mortos, como eles cavavam os túmulos e os desenterravam de novo para eliminar os traços de assassinato em massa; como técnicos judeus haviam construído as câmaras de gás em Theresienstadt, onde a “autonomia” dos judeus havia sido levada tão longe que até o carrasco era judeu” (H. Arendt. op cit. p. 139).
Seria preciso praticamente reproduzir todo o livro de Hannah Arendt, tantas informações interessantes ele tem, e que a mídia controlada não deixa o público conhecer.
Para não estender demais esta missiva, paro por aqui essa questão.
Quanto ao número exato das vítimas judaicas do nazismo, imagino facilmente que a cifra de 6.000.000 de mortos pode muito bem ter sido “arredondada” pelos judeus. Mas se fossem “apenas” 100.000 os executados, esse número menor não eximiria o nazismo de culpa. Ele seria igualmente criminoso.
Seu erro, senhor Walter, é tomar pontos secundários e transformá-los em essenciais. A quantidade de mortos não muda o caráter criminoso do racismo nazista. O racismo é pecado. O evolucionismo é anti cristão. O conceito de raça superior é anticatólico. O antisemitismo é anti católico, porque racista.

Não me julgue também preconceituoso porque recusei conhecer as informações de suas tais fontes “secretas” ou discretas, censuradas pela “mídia sionista”.
Eu conheço bem esse gênero de literatura, da qual logo percebi a falácia, graças a Deus, há muito tempo, e me livrei dela como quem se livra de lixo do tipo Eliphas Levi ou Nostradamus. Minhas fontes de estudo sobre a Gnose são bem outras que as de um nazista ou um fascista.
E depois, como é que o senhor usa as fontes que consulta?
Já vimos que o senhor usa de modo bem vesgo o Mein Kampf, deixando de citar os trechos manifestamente anticristãos desse livro criminoso e anticristão.
Tomemos outro exemplo para deixar patente o modo nada correto com que o senhor cita livros para defender o nazismo.

Vejamos: baseando-se no livro “Médico em Auschwitz” do autor judeu Miklos Nyisli, o senhor afirmou:

“Dr. Miklos Nyiszli, autor de “Médico em Auschwitz”, admitiu que o Dr. Mengele se preocupava com os doentes punindo duramente os médicos incompetentes e que os prisioneiros comiam “carne” (9).
E nessa nota (9) o senhor colocou: “9) Miklos Nyiszli. Médico em Auschwitz, p. 112″.
Ora, na página 112 desse livro se conta que o Dr. Miklos enganou Mengele sobre a causa mortis de prisioneiros, porque se ele soubesse que haviam morrido de uma doença contagiosa, todos os prisioneiros de um barracão seriam exterminados pelo “bondoso” Dr Mengele, o “Kriminaldoktor”.

E porque o senhor só citou essa página desse livro?
Se o senhor considera esse livro uma fonte segura e insuspeita, por que não citou a descrição que o Dr. Miklos faz da monstruosa execução de judeus nas câmaras de gás? (Miklos Nyisli, Médico em Auschwitz, Otto Pierre editores, Rio de Janeiro, 1980, pp. 52 a 61).
Por que o senhor não citou a página desse livro que conta como Mengele – que o senhor apresenta como preocupado com os doentes, o que é absolutamente falso e que nunca aparece nesse livro – como Mengele pessoalmente matava gêmeos e anões com uma injeção no coração?
O senhor diz, ao citar o livro do Dr. Miklos Médico em Auschwitz, que “os prisioneiros comiam carne”. Ora , o que o Dr Miklos conta é bem diferente. Ele conta, por exemplo, a seguinte história de canibalismo por fome:
“Mengele ordenara a execução de dois judeus, pai e filho. O pai era corcunda, e o filho tinha uma deformação em um pé. Para estudar a causa dessas deformidades, e usar os resultados para comprovar uma suposta degeneração da raça judaica, Mengele ordenou que se matassem os dois, que se cozessem os corpos e que se limpassem os seus esqueletos, para mandá-los para um museu racista em Berlim. Quando o Dr Miklos teve que cozinhar os cadáveres desses pobres prisioneiros em um tonel de metal, enquanto o tonel esfriava, alguns prisioneiros famintos comeram a carne humana desses dois cadáveres fervidos.” (Cfr. Miklos Nyisli, Médico em Auschwitz, p. 218.)
Quer que eu cite o texto integral, ou o senhor confia na honestidade de minha citação? Pois verificando como o senhor pinça frases, e muda o sentido das próprias fontes que o senhor cita, eu é que não confio na suas citações.
O senhor deforma o que informam as próprias fontes que o senhor cita. É isso que o senhor chama “uma discussão civilizada”?
Certamente o senhor não esperava que eu tivesse o livro do Dr. Miklos à mão, ou o maldito, ridículo e criminoso Mein Kampf. Pois enganou-se.
E sobre a comida que normalmente era servida aos prisioneiros de Auschwitz, diz o Dr. Miklos:
“Por todo alimento dá-se-lhes pão bolorento fabricado com castanhas selvagens, margarina feita de linhite e trinta gramas de salsicha fabricada com carne de cavalo sarnoso, o conjunto não ultrapassa setecentas calorias.
Essa “refeição” é regada com meio litro de sopa de urtigas ou de nabos suecos, sem gordura, sem farinha e sem sal. Dentro de quatro ou cinco dias a disenteria aparece invariavelmente, logo depois de três ou quatro semanas o indivíduo já não sofre, pois morre apesar de todos os cuidados” (Miklos Nyisli, “Médico em Auschwitz”, p. 119).
Por que o senhor não citou essa informação, mas disse que em Auschwitz (pois o livro do Dr Miklos trata de Auschwitz) os prisioneiros “comiam carne”?
O senhor poderia tentar contra argumentar dizendo que na página 155 Dr Miklos conta que se deu pão e salame para cerca de 4.000 ciganos católicos. Sim, é verdade. Deram-lhes pão e salame, dizendo a eles que iam ser transferidos para outro local, a fim de enganá-los, para que os ciganos fossem, sem protestos e sem dificuldades ao forno crematório.
“O estratagema era bom. Tudo correu segundo os projetos dos SS. Durante toda a noite as chaminés dos crematórios N. 1 e N. 2 cuspiram chamas que iluminavam com um sinistro clarão o campo inteiro” (Miklos Nyisli, Médico em Auschwitz, p. 156).

Com uma pessoa que deforma de tal modo os livros que cita, não há como dialogar ou discutir. Por isso, espero que o senhor tenha a gentileza de não nos escrever mais. Não daremos acolhida em nosso site a nenhuma carta sua.
No final de sua carta, o senhor me faz uma ameaça velada… de ser julgado… por Deus… ou por…
Cito o próprio texto do senhor, que com tom levemente ameaçador, ao me acusar de inocente – útil do sionismo, diz:
“Reflita melhor seus conceitos. Desempenhar o papel de um inocente – útil dos judeus sionistas um dia lhe causará arrependimento. Principalmente na qualidade de bom católico que o sr. é.”
Já refleti e já escolhi. Não temo que minha escolha me causará males que me provocarão “arrependimento”.
Sua ameaça me honra.
Como Virgílio, posso dizer-lhe: “Alios vidi ventos, aliosque procellas”.
Se um dia tivesse que morrer por causa de meus princípios, isto seria para mim a mais extraordinária honra. Minha glória, senhor Walter, sempre foram os meus inimigos. E minha honra, os meus amigos.
É uma glória e uma honra ser ameaçado por nazistas!
Esperando, não ter esclarecido ao Sr., mas sim aos leitores de nosso debate neste site, e esperando pelo menos ter-lhe suscitado alguma dúvida a respeito do nazismo, despeço-me, tranqüilo quanto às suas ameaças veladas ou declaradas, pois permaneço

in Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

“Em certo sentido, é pior a defesa do crime do que o próprio crime”.

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