Montfort Associação Cultural

28 de janeiro de 2005

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Não usar o nome de Deus em vão.

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Gustavo H. B. Medeiros
  • Localizaçao: Natal – RN – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: professor

Caro senhor Orlando Fedelli,

Realmente, o site da Associação Cultural Monfort está cada vez melhor. Mesmo com discordancias no passado e presente, tenho de parabenizá- los.
Mas o assunto que me trás, de novo, ao site, é a questão do nome de Deus, e seu uso. Lendo o rodapé de uma Bíblia das Edições Loyola, que tenho, há a explicação de que o nome de Deus original era o tetragrama sagrado (só com consoantes e impronunciável), chamado YHWH. Ora, os massoretas resolveram vocalizar o Tetragrama Sagrado, para que pudesse ser pronunciado, e usaram, para isso, as vogais de Adonay (ou Edonay), o que daria o nome: Jeová. Mas, segundo o próprio rodapé bíblico que lhe falei, isso só é feito nos círculos menos estudiosos. O mais próximo do Tetragrama, ao ser vocalizado é Javé. Nome que aparece nas Bíblias católicas, para o Criador. Um conhecido meu, que é judeu, confirmou que a pronúncia do Tetragrama em português seria Javé. Contudo, disse para evitar usar o nome de Deus em vão. Pergunto, então: Usar o nome de Javé (que é Deus) nas orações ou leituras bíblicas contém perigo de transgredir o Decálogo? Se não, comente o por quê.
Aguardo vossa resposta, e desejo que o SENHOR te abençoe!
Assim Seja.

Muito prezado Professor Gustavo,
salve Maria!
 
    Muito me honra responder-lhe. Agradeço suas bondosas palavras sobre o site Montfort, que vai singrando as ondas de vento em popa, sem temer vendavais e tormentas. Peço-lhe que reze a Deus Nosso Senhor, que favoreça nossas almas, dando-nos constância e coragem.
    Não há perigo nenhum em dizer o nome de Deus, com respeito.
    O que o segundo mandamento da lei de Deus proíbe é profanar o nome de Deus, usando-o sem respeito, dizendo blasfêmias, ou piadas sacrílegas contra Deus. O que é proibido é jurar por Deus sem necessidade, ou falsamente. É proibido violar votos feitos a Deus.
    Vou dar-lhe um exemplo do que se chama violar o segundo mandamento da lei de Deus: “Não tomar o nome de Deus em vão”
    Aqui sobre minha mesa de trabalho, tenho aberto um livreco de um desses “teólogos” modernos e modernistas que pretende falar sobre Deus.
    O livreco chama-se ”Quem, afinal é Deus?” e seu autor é um tal de Renold J. Blank, que consta ser professor de Teologia em Faculdades oficiais da Arquidiocese de São Paulo.
    [Perdoem-nos Deus e os leitores do site Montfort, por ter que colocar o que vem logo abaixo, como comprovação de profanação do nome de Deus, por um "teólogo" e professor de Institutos de Teologia.]
    Pois esse autor de um livreco, que parece um desses folhetins que se vendem em banca de jornal, diz, logo de entrada, na primeira página de seu livrequinho:
    “1- Deus, Futebol e as Pernas das Meninas” 
    “Você com certeza já assistiu àquela propaganda na televisão, onde tiram os “jeans” de uma moça bonita, Suas pernas são uma beleza, coisa para seduzir ou pelo menos para sonhar” (Renold J. Blank, Quem, afinal é Deus?, Paulus, São Paulo, 1988, p. 5).
    E, na página seguinte, se “ilustra” o pecado de profanação com um desenho, estilo gibi, de uma moçoila com as pernas à mostra, porque o vento levantou suas saias.
    Esse é um exemplo patente de profanação escandalosa do Nome de Deus.
    Esse é também um exemplo da moralidade dos novos “teólogos”.
    Aliás, esse livreco está cheio de erros graves contra  Fé
    Deixo para examinar essa obra ”prima” de vulgaridade herética, para quando tiver terminado sua leitura. Hoje, somente cito o desrespeito que esse malfadado e pretensioso autor faz do segundo mandamento da lei de Deus, a fim de explicar sua questão.
    Os judeus levados pelas idéias dos fariseus, nem escrevem o nome de Deus completamente: tiram uma letra dele.
    O que não os impediu de matarem o Filho de Deus. Respeitam as letras da palavra Deus. Mas crucificaram aquele que, segundo o próprio Caifás, “fazia muitos milagres”.
    Digamos sempre o nome de Deus com o respeito devido à sua infinita majestade, sem imitar os escrúpulos materiais dos fariseus antigos, e nem o desrespeito profanador e vulgar dos “teólogos” modernos e modernistas..
    E rezemos para que, um dia, também eles “lancem o olhar para aquele que eles transfixaram” (Jo.XIX, 37)
   
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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