Montfort Associação Cultural

26 de agosto de 2004

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Nacionalismo e Patriotismo

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Leonardo
  • Localizaçao: Manaus – AM – Brasil
  • Religião: Católica

Prezado Orlando Salve Maria

Antes de mais nada,quero dizer que é muito bom ver este site atualizado novamente.Estava ansioso para ler novos artigos deste ótimo site que têm me ajudado muito…

Bem,minha dúvida é:Qual é a diferença entre PATRIOTISMO e NACIONALISMO ? Eu Sei que a Igreja condena o segundo…

Uma Feliz Páscoa para o senhor e toda sua família

Prezado Leonardo, salve Maria.

Agradeço-lhe seus elogios ao nosso site, e lhe retribuo, embora com atraso — me perdoe — seus desejos de uma santa Páscoa.

O patriotismo, quando bem entendido, é um dever de caridade imposto pelo quarto mandamento da lei de Deus. É dever amar o próximo como a si mesmo. Ora, a proximidade é algo relativo: alguns são mais próximos que outros. É evidente que pai e mãe são nossos primeiros “próximos”. Daí, o primeiro mandamento para com o próximo ser o que ordena honrar pai e mãe. Nesse mandamento está incluído também o amor à pátria, porque a ela pertencemos de modo particular, recebendo dela a cultura e a personalidade própria a cada povo.

Assim como cada pessoa tem uma personalidade particular, cada povo tem seus valores particulares, dados por Deus, para que cada povo realize na História a sua missão providencial, para a qual Deus o criou. Essa vocação da pátria temos obrigação de ajudar a cumpri-la, amando os valores que Deus concedeu a cada pátria. O patriotismo verdadeiro e legítimo consiste nisso: amar os valores e a vocação providencial da pátria em que nascemos.

É claro que você me perguntaria agora: “E qual é a vocação do Brasil, para que eu a conheça e a ame com sadio, legítimo e verdadeiro patriotismo?” Para responder a essa pergunta, peço-lhe que leia a conferência que escrevi intitulada Vocação do Brasil. Depois de lê-la, escreva-me, se lhe ficou ainda alguma dúvida.

Quanto ao nacionalismo, ele é um erro liberal, pois se funda na mentira da igualdade de todas as nações. O carbonário Mazzini disse que “O Nacionalismo é um meio, para chegar a um fim: o internacionalismo”. É o que se assiste hoje. Os nacionalismos estão sendo deglutidos na globalização da ONU, e o que é ainda pior, este internacionalismo programado exige que haja uma só religião: a Gnose. Exige que haja uma só “Igreja” ecumênica, federação de todas religiões, na qual o Papa seria apenas um presidente honorário, ou uma espécie de Secretário Geral da ORU (Organização da Religiões Unidas).

Ab talis nequitia, libera nos Domine.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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