Montfort Associação Cultural

8 de fevereiro de 2008

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Músicas e drogas

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Emerson Leite
  • Localizaçao: – Brasil
  • Religião: Católica

06 de Fevereiro de 2008

 

Um levantamento feito por pediatras americanos constatou que a música popular dos Estados Unidos está inundada de letras que fazem referências ao consumo de drogas, álcool e tabaco. De acordo com uma equipe de pediatras da faculdade de medicina da Universidade de Pittsburgh, das 279 canções mais populares no país (as mais tocadas e vendidas, segundo a parada da Billboard) em 2005, 93 – ou um terço – falavam explicitamente do tema. Outras 117 – 42% – tocavam no assunto de alguma forma.

Que a música pop mundial está repleta de referências ao consumo de entorpecentes não é exatamente uma novidade. O que ninguém tinha feito antes era colocá-las no papel. Os doutores descobriram que não só 93 músicas falavam sobre o tema, como dois terços das vezes em que as drogas eram citadas, apareciam como algo positivo, associado a sexo, festas e humor.

Supondo que um adolescente americano, com entre 15 e 18 anos de idade, ouve por volta de duas horas e vinte minutos de música por dia, os médicos calcularam que os jovens escutam 84 citações diárias de uso de drogas. Por ano, são mais de 30.000.

Rap e country – A distribuição das referências ao abuso de substâncias não é igual entre os diferentes gêneros musicais. Nas cações de rap, 77% faziam algum tipo de comentário relacionado a drogas. Em segundo, vieram os cantores de country – 36% de suas músicas citavam entorpecentes, bebida ou cigarro. Canções classificadas como R&B (com 20% de músicas falando de drogas), rock (14%) e pop (9%) completavam a lista. Segundo o levantamento, álcool e maconha foram, de longe, as substâncias mais citadas.

Sem sugerir qualquer tipo de proibição a estas letras [tolerância... liberdade... aquela "lenga-lenga"], os pesquisadores reconhecem que o uso destas substâncias permeia a cultura popular há décadas. “Não é desejável censurar estas mensagens”, afirmou o líder dos médicos, Brian Primack, à agência de notícias Reuters. “Provavelmente, a forma mais interessante de tratar da questão seja ensinar as crianças a analisar as mensagens por si próprias” [dá-se o veneno e depois o antídoto... essa é a "lógica" pós-moderna], concluiu.

Muito prezado Emerson,
Salve Maria.
 
     Muito interessante a notícia que me manda. Pena que a notícia não trate da relação entre música e letra. Porque há uma relação entre música e letra. 
     O Rock é maconha sonora, pois tem o mesmo efeito que a maconha e é por isso que se consome tanta droga entre os roqueiros.
     Dá a droga e se incentiva a droga.
     Nada adianta pedir que os jovens analisem por si mesmo. Eles tomam droga por si mesmos. Cabe aos padres, aos professores e aos pais combaterem e não apenas assistirem o deslizamento da juventude para o abismo, confiando que eles a analisarão por si mesmos. Isso é querer se enganar, para justificar a omissão dos responsáveis. 
     Um abraço e muito obrigado.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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