Montfort Associação Cultural

6 de fevereiro de 2009

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Música do fariseu na Missa Nova

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Anônimo
  • Localizaçao: Guarapuava – PR – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Estudante
  • Religião: Católica

Caro Professor Orlando Fedeli, Salve Maria!

Outro dia estava eu a folhear um antigo livreco de canções para a “Missa” [Missa Nova, é claro], e me deparei com duas em especial [que, graças a Deus, não conheço a melodia].

Ao lê-las, lembrei-me da oração do fariseu e do publicano, que transcrevo aqui:

“Dois homens subiram ao templo para rezar; um era fariseu, o outro era cobrador de impostos. O fariseu, de pé, rezava assim no seu íntimo: “Ó Deus, eu te agradeço, porque não sou como os outros homens, que são ladrões, desonestos, adúlteros, nem como esse cobrador de impostos. Eu faço jejum duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda”. O cobrador de impostos ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!” Eu declaro a vocês: este último voltou para casa justificado, o outro não.” (Lucas, XVIII, 10-14).

Ora, sabiamente a Igreja reza, desde os tempos mais remotos do cristianismo, o “Kyrie eleison”, onde o pecador reconhece sua limitação perante Deus.
Mas na Missa Nova, onde o homem é que é glorificado, não se faz mais isso, pois olha só a cantiga do fariseu:

“É o dízimo, Senhor/ que nos mostra com certeza/ gratidão ao Criador,/ compromisso na Igreja. (bis)
1. Nada me falta/em meu caminhar/ O senhor abençoa a a quem aprendeu a partilhar. (bis)
2.Vem ser dizimista/ na comunidade/ caminho seguro de verdadeira fraternidade. (bis)”

“1.Tem que ser agora, já chegou a hora da condivisão/ Deus é Pai da gente, fez-nos diferentes, mas nos quer irmãos
Eu sou dizimista, eu sou!/ Vou ser dizimista, eu vou!/ Vamos partilhar o que Deus nos dá./ Todo o nosso amor. (bis)
2.Oh! Que maravilhar, festa da partilha, sem obrigação/ Deus é Pai bondoso, é tão generoso, multiplica o pão.
3.Os irmãos carentes pobres e doentes, se alegrarão/ quando a nossa oferta for de mão aberta, for de coração.”

Como foi possível ver, é o fariseu sendo lembrado nestas pseudo-músicas de Missa.

Cordialmente, 
X

Muito prezado X,
Salve Maria.

     Muita razão tem você em ver como esses cânticos ridículos que sguem o Concílio Vaticano II e sua Missa nova protestantizante acabaram, como o fariseu, se orgulhando por pagar o dízimo.
     O primeiro e mais importante mandamento desses seguidores desta nova igreja é: Pague o dízimo, o segundo é: Pague em dia, e o terceiro: Pague em dinheiro.
     Quanto aos mandamentros da lei de Deus, essa gente os aboliu há tempo já.
     Deixo-lhe um desejo de santo Natal para você, para o Anderson e para os familiares dos dois que tive o prazer de conhecer em Curitiba.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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