Montfort Associação Cultural

14 de outubro de 2004

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MST = PT = CNBB Fantasmas e Papagaios

Autor: Orlando Fedeli

Há anos, já, o MST tem conturbado violentamente a vida dos país, invadindo e destruindo propriedades particulares e estatais. Tudo em nome da justiça e da Reforma Agrária. Em nome da Igualdade e da fome. Em nome da famosa “justiça social”. (Haveria alguma justiça que não fosse social?) E até em nome do Cristianismo. Como se o Cristianismo permitisse violar o direito alheio.

Para isso, o MST assolda até ambiciosos desocupados nas cidades e no campo, apresentando-os como famintos lavradores sem terra, desejosos de trabalhar. Ocupadas e devastadas fazendas, os membros do MST, via de regra, recebem ajuda financeira governamental, assim como os títulos de posse e de propriedade das terras, que expoliaram de seus legítimos donos, e, em vez de começar a lavrar o solo e a plantar, muitas vezes, vendem os lotes recebidos de mão beijada — e abençoada –, e partem para nova invasão, sempre muito “produtiva”.

Isso virou uma “indústria”…

Os vários Governos, que têm mal governado este país, sempre toleraram esse movimento, cuja finalidade é confessadamente contrária ao que dizem a Constituição, e os Códigos Civil e Penal, pois promover a violação da propriedade particular ou a do Estado, é crime previsto em lei.

Ao invés de combater essa organização criminosa, o ex-presidente Fernando Henrique — fiel aos princípios marxistas que sempre professou — a cada invasão promovida pelo MST, a cada ocupação de prédio público, cedia-lhes polpudas quantias “para os assentamentos”. Sob o sorriso complacente, compreensivo e satisfeito da primeira dama de então, ela mesma simpática ao MST.

No tempo de FHC, o MST se empoleirava em Faculdades, nas quais os tucanos permitiam que ele usasse salas de aula, para dar cursos de marxismo, de agitação e etc., para os universitários “conscientizados”. Nas paredes das salas, se dependuravam retratos de Guevara, Lenin e Marx, enquanto nas cabeças universitárias, normalmente burguesas, se dependuravam slogans marxistas e princípios de violência e de ódio. Esses universitários eram convidados a fazer “estágios” em acampamentos do MST, para receberem “treinamento”…

Treinamento para que?

FHC só exigiu que a força do Estado – e até do Exército — se movesse em defesa do “sagrado direito de propriedade particular”, quando o MST ocupou a rica fazenda de Fernando Henrique, um latifúndio, em Buritis.

Quem diria, o ex-marxista FHC latifundiário… Por isso, na mídia começou a se dizer que a fazenda de Buritis era dos filhos de FHC. Claro…

A vitória do PT de Lula, nas eleições presidenciais, deu novo alento ao MST, porque, embora sejam, e se digam entidades distintas e separadas, PT e MST são dois organismos de um mesmo movimento, unidos pela mesma ideologia – o marxismo – visando o mesmo fim, a transformação do Brasil em nova e imensa Cuba, se necessário, fazendo dele, antes, uma nova Colômbia. Não foi à toa que Lula fez acordos com as FARC — guerrilha comunista e narco-traficante ligada a Fidel Castro — nos encontros do chamado Fórum Social São Paulo, realizados em Porto Alegre.

Desde a instalação de Lula e Dona Marisa, tentando pegar pato, na Granja do Torto, e de Palocci e do ex-terrorista José Dirceu no Palácio do Planalto, as invasões do MST se têm multiplicado. E a cada invasão, novas conversações, novos diálogos, se instauram entre Ministros e invasores, que alimentam novas ousadias violadoras da lei e da ordem instituída.

Sob as bênçãos da CNBB.

Num desses diálogos entre Lula e os violadores da lei, o Presidente da República, um momento se despoliciando, meteu, na sua metalúrgica cabeça, o boné comunisticamene vermelho dos violadores da lei.

Foi um escândalo para a Burguesia que “inocentemente” votara maciçamente em Lula, graças aos argumentos da Mídia liderada pela TV Marinho, aquela mesma que antes impingira ao Brasil o “genial e inocente” Collor.

Como desculpa, depois, foi dito que, na cabeça de Lula, já haviam sido postos outros chapéus de várias e diferentes tendências políticas.

Isso pode ser verdade, mas o chapéu que coube perfeitamente bem em sua presidencial cabeça, sem dúvida alguma, foi o do MST.

O que escandalizou o pais, e quase o acordou.

Pouco depois, Lula se fez fotografar tocando um pacífico violino, instrumento que evidentemente ele desconhece. E que não pode tocar, pois que lhe falta pelo menos um dedo para isso.

Imediatamente o espírito jocoso do brasileiro viu, nessa foto, a imagem do governo petista: começou-se a dizer, com muita propriedade — não rural, claro — que Lula tocava violino do mesmo modo como tocava o governo: segurando com a “esquerda”, e tocando com a “direita”…

Violino e Governo ele toca como pode…

Afagados e aplaudidos pelo Governo petista, afagados e abençoados pela ala comunista da Pastoral da Terra da CNBB, os líderes petistas do MST, Stédiles, Raínhas, Mauros e quejandos, multiplicaram audaciosamente invasões e declarações.

Recentemente Stédile — um comunista formado em sacristias gaúchas — declarou que a Reforma Agrária seria numa guerra de 23.000.000 de Sem Terra contra 27.000 proprietários. Ele não informou quantos milhões de dólares o MST recebe de mãos misteriosas, para fomentar a guerra civil no Brasil. Porque o que se assiste, em nosso pais, hoje, são os primeiros movimentos de uma guerra civil, no campo e nas cidades, ao estilo das FARC. Com benção episcopal, cocaína internacional, incentivo castrista e o marxismo da Teologia da Libertação. Mais a propaganda gratuita e favorável da mídia.

Enquanto Lula caça patos no Granja do Torto…

Tudo isso é tão certo que, ainda nestes dias, um jornalista insuspeito de ser direitista, Arnaldo Jabor, numa rádio-emissora bem conhecida por suas simpatias pelo petismo marxistóide, publicou uma crônica com frases muito verdadeiras e objetivas, mostrando o que visa o MST, e quem o protege e o atiça.

Escreveu o jornalista Arnaldo Jabor:

“Amigos e ouvintes: Até quando o governo do Lula vai continuar acreditando no MST? A cada concessão, a cada aumento de assentamento o MST pede mais coisa, mais, e sempre mais”.

Isso é inteiramente verdadeiro.

Pois em cada invasão, ainda que não obtenha a posse da propriedade invadida, só pelo fato de se fazer a invasão. o MST consegue:

1) a afirmação implícita de que o direito de propriedade não deve ser respeitado;

2) a propaganda da mídia, que corre, solícita, com holofotes e câmaras, a apresentar os invasores como vítimas heróicas dos abusos do capitalismo;

3) a abertura de negociações com as autoridades governamentais — o famoso diálogo — no qual, os que não conseguiram a propriedade invadida, arrancam suavemente do governo financiamentos, auxílios, cestas básicas e outras regalias;

4) e, por vezes, os invasores recebem até outros lotes, de mão beijada, lotes que vendem o quanto antes, sem pegarem na enxada. Afinal, o importante é ser sem terra. Para recomeçar a manobra.

A seguir, Jabor mostrou, em sua crônica, como era esfarrapada a desculpa ensinada pelos mentores socialistas das invasões a um líder do MST, para diminuir o escândalo causado por uma frase politicamente bem imprudente que ele pronunciara:

“Porque o MST que começou como um movimento bacana[?], legítimo [??], digno [???], sério [Sic????]; reivindicando terra para os pobres; caiu na mão de malucos e oportunistas; onde um dos líderes do MST declarou em discurso gravado “que brevemente haverá um milhão de sem terras nas beiras das estradas e, que assim será fácil tirar os fazendeiros a tapa de suas terras”.

“Depois – como fez também o Stédile -, disse que não; que ele estava ajudando o Lula a fazer reforma agrária e, negou que tenha dito que disse; dizendo que falava por metáforas, uma figura de sintaxe, quase um requinte literário”.

“Como metáfora?! Metáfora minha gente é poesia … “as estátuas das mulheres morrem de sede”, “ora direis ouvir estrelas” ; isto é metáfora ; agora vou “… tirar os fazendeiros a tapa de suas terras” é pau puro, é para valer, não tem nada de poesia”.

Jabor mostrou, nos parágrafos seguintes de sua crônica, o que visa realmente MST:

“Mesmo agora, ainda disse o oportunista, o comandante Stédile, que declarou outro dia, em gravação, que vai montar um exército de 23.000.000 de pobres para combater os 27.000 fazendeiros; e depois disse que também estava falando por metáforas, ou seja; não são poetas não; são um bando de mentirosos, de hipócritas, de provocadores”.

“Estes comandantes do MST e, Sem Teto, etc; só acreditam numa coisa … no comunismo. Essa loucura mórbida e enterrada que só sobrevive em Cuba e na Coréia do Norte, que só no ano retrasado matou 2.000.000 de pessoas de fome. Esta gente louca quer usar a reforma agrária para criar um clima de insegurança, o que é claro, não vai criar socialismo nenhum, o que é impossível hoje em dia, mas pode conseguir a dupla tragédia: inviabilizar o governo social-democrata do Lula, destruir nossa credibilidade internacional e, fazer a nação se esboroar, cair em cima dos desgraçados que fingem amar e comandar. Não teremos nem democracia, nem revolução;(…) Se bobear, pode transformar o Brasil num ferro-velho, num grande aleijão político”.

E, para concluir, Arnaldo Jabor teve a coragem de dizer de público, o que todos os que têm um pouco mais de informação e compreensão sabem: quem está por trás do MST — e do PT — é a ala comunista da CNBB, seguidora da já condenada Teologia da Libertação.

Eis o que escreveu, e assinou, com coragem, Arnaldo Jabor (o negrito é nosso):

“E pensar que tudo isto nasceu das intenções espirituais de Bispos bonzinhos que na Pastoral da Terra exercem suas bondades ingênuas estimulando estes comandantes a lutarem pela felicidade do povo. Estes Padres e Bispos não sabem nada de política, nem de Brasil e, assim provocam a criação de terríveis militantes como estes Sem Terra, Sem Teto, sem nada; tudo em nome de Deus e do amor aos pobres. Por isso eu digo: – Deus proteja os pobres de seus protetores”.

(Arnaldo Jabor, artigo: “ATÉ QUANDO O GOVERNO PETISTA VAI CONTINUAR ACREDITANDO NO MST?”, lido na Rádio CBN em 06-08-2003).

Restaria lembrar a esses Bispos “bonzinhos”, que incitam e abençoam o MST, que há dois mandamentos da Lei de Deus que eles fingem esquecer:

“7o Mandamento: NÃO ROUBAR”

e

“10o Mandamento: NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS”

Como Bispos podem fingir que não se lembram, ou que não sabem, os mandamentos da Lei de Deus?

***

Poderia ser diferente a situação, se o Presidente Lula sempre teve como “orientador religioso e espiritual” o famigerado comunista Frei Betto?

Desde a eleição presidencial, Frei Betto — esse semi frade amigo de Fidel Castro — se instalou no próprio Palácio do Planalto, a afim de poder orientar, continua e prontamente a Lula, dizendo-lhe até que chapéu ele deve por na cabeça…

***

Nos castelos ingleses, são tradicionais os fantasmas.

Hoje, não ficamos para trás.

Nós também temos um fantasma, — pelo menos um “Ghost Write” — que pensa ser “Ghost – thinker” — no Palácio do Planalto.

***

Na Inglaterra, não há papagaios.

No Brasil, eles são numerosos.

Orlando Fedeli — 7 de agosto de 2.003

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