Montfort Associação Cultural

5 de janeiro de 2005

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Modernistas x Tradicionalistas

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Marcelo
  • Localizaçao: Porto Alegre – RS – Brasil

Prezados Senhores,

Gostaria de receber esclarecimentos ou informações bibliográficas sobre as supostas disputas entre modernistas Vs. tradicionalistas, liberais Vs. conservadores, e quais são as divergências teológicas em questão.

Quem é o Mgr Marcel Lefebvre? Suas idéias e preocupações a respeito das mudanças na doutrina da Igreja tem sentido? E suas críticas sobre a Nova Missa?

Qual a participação da “Action Française”, do comunismo e etc neste contexto todo?

O concílio foi palco destas disputas?

Houve realmente uma mudança na doutrina católica depois do concílio por influência dos modernista?

Os modernistas são ecumênicos e simpatizantes da teologia protestante?

Desculpem-me se estou questionando desordenadamente, mas como tenho tido apenas leituras desconexas e sem critério; gostaria, realmente, de saber mais sobre tais coisas da nossa Igreja neste século.

Assim como confio neste Site espero encontrar mais esclarecimentos,

Desde já agradeço sinceramente vossa atenção,

Marcelo

Prezado Marcelo, salve Maria.

Para que você tenha idéia do que foi o Modernismo, e quais as heresias defendidas por essa corrente, recomendamos que leia a Encíclica Pascendi, de São Pio X.

A respeito de liberalismo e Catolicismo, seria bom que você lesse a encíclica “Libertas” de Leão XIII e a encíclica Mirari vos, de Gregório XVI, assim como o Syllabus, de Pio IX.

Vários desses documentos estão em nosso site.

Também em nosso site você poderá encontrar meu trabalho sobre Charles Maurras, o fundador da Action Française, movimento nacionalista que enganou muitos católicos franceses.

Dom Marcel Lefèbvre foi o fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Ele se opôs ao Concílio Vaticano II e à Nova Missa de Paulo VI. Sagrou, sem licença do Papa, quatro Bispos, porém sem lhes dar jurisdição, exatamente para não cair em cisma. Foi então excomungado pelo Vaticano, condenação que pareceu nula, porque ele afirmava reconhecer a autoridade do Papa e querer permanecer unido à Santa Sé.

Mais tarde a Fraternidade Sacerdotal São Pio X instituiu tribunais para julgar questões matrimoniais, pretendendo assumir os poderes da Rota Romana, isto é, a de um Tribunal Papal, o que a nosso ver a lançou – aí, sim – em cisma.

Recentemente entabularam-se negociações “discretas” entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X. O Papa concedeu aos lefebvristas o direito de fazerem uma peregrinação a Roma, podendo entrar e utilizar as Basílicas Romanas – inclusive São Pedro – sem, porém, poderem rezar a Missa Tridentina lá.

A revista 30 Giorni de outubro passado – revista sempre muito bem informada – publicou uma entrevista com Monsenhor Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, na qual se dá a entender que foi já alcançado um acordo para que os tradicionalistas lefebvrianos sejam reintegrados na Igreja: o Papa permitiria que qualquer padre, se quisesse, poderia rezar a Missa Tridentina, de São Pio V. Em troca, os lefebvristas se reintegrariam à Igreja sem exigir que o Papa condenasse o Vaticano II e a Missa Nova.

Parece que estão prestes a se dar acontecimentos eclesiásticos muito importantes. Há quem fale em uma mudança de rumo, por parte do Vaticano.

Quem viver verá.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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