Montfort Associação Cultural

21 de janeiro de 2007

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Missa ou espetáculo

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Alvamir Pinto
  • Localizaçao: Recife – PE – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Profissão: Bancário Aposentado
  • Religião: Católica

Este é um excelente site de apologética e estou extremamente feliz de o ter encontrado. Outrossim, noto que, em quase sua totalidade, vejo-me obrigado a concordar com as colocações e comentários expostos em suas páginas. 

No que diz respeito liturgia, lamento que em muitas Missas hoje existe uma preocupação por agradar o “público”, como se a Missa fosse um espetáculo de televisão, para dar “frisson” nos fiéis utilizando conjuntos barulhentos e músicas de rítmos quentes.
Concordo com a Montfort quando critica o RCC e a Igreja Canção Nova em seus estilos um tanto não-ortodoxos de praticar a liturgia.
Outro dia, na Igrejinha de Boa Viagem, na “Missa dos Jovens”, durante a homilia, comentando sobre o valor da dona de casa para a harmonia do lar e que esta deveria seguir o exemplo de “Amélia”, o sacerdote perguntou se alguém conhecia o famoso samba. Uma moreninha levantou a mão e foi prontamente convidada pelo padre para vir até junto dele e cantar a dita música, o que ela fez se balançando, ao acompanhamento de boa parte dos fiéis. No final, depois de cantar várias vezes o refrão “Amélia é que era mulher de verdade”, a voluntária volto ao seu lugar, muito orgulhosa e a homilia foi aprovada por calorosa salva de palmas, com exceção das minhas em virtude do estado de choque em que me encontrava. 

Nessa Missa, o abraço da paz dos fiéis demora uns 10 minutos e, a muito custo, consegue-se entoar o “Cordeiro de Deus”, sinal para que os participantes voltem aos seus lugares e a Missa tenha continuidade. Até na fila para receber a comunhão algumas pessoas ainda continuam se cumprimentando e abraçando. O clima de interiorização e contemplação que deve reinar para que os fiéis recebam com o devido respeito a Eucaristia fica prejudicado.

Qual a orientação da Igreja a respeito de liturgia e o que mudanças devem ser implantadas para que abusos seja evitados e para que Cristo seja o centro de nossa atenção na celebração da Santa Missa.

Parabéns pelo trabalhos de vocês e que o bom Deus os abençôe.

Alvamir

Muito prezado Sr Alvamir,
Salve Maria.
 
    Fico bem contente em ter encontrado no senhor alguém que pensa como católico exatamente como pensam os membros da Montfort. Agradeço suas palavras de apoio e elogio a nosso site e a nossos trabalhos, pedindo-lhe que reze por nós.
    O que o senhor nos conta dessa Missa no Recife é realmente espantoso. Aí se canta o samba da Amélia que era mulher de verdade num Missa sacrílega onde se prefere a mentira. E se dá a paz em cumprimentos de familiaridade ridícula, como de recém conhecidos de aeroporto que se fingem amigos, sabendo que nunca mais vão se ver. 
    E se houvesse isso só no Recife já seria uma tragédia. Mas, é assim em todo o mundo. No Paraná, soube de um padre que ensinou o povo uma resposta litúrgica futebolística. Quando o padre diz: “O Senhor esteja convosco“, o povo responde: “E com o Corinthians também“. Para alegria geral … dos infernos.
    E ainda há quem defenda o Concílio Vaticano II e a Nova Missa, que permitiram esses horrores, sacrilégios e blasfêmias.
    Um mal tão grande só pode ser curado por meio de um remédio à altura. Só o Papa pode reverter essa tragédia. Bento XVI está para fazê-lo, liberando a Missa de sempre e reformando a missa nova fabricada pelo maçon Bugnini para Paulo VI. Mas a resistência dos Bispos modernistas é muito grande e eles ameaçam separar-se de Roma caso o Papa faça essas medidas de salvação se efetivarem. Rezemos, então, pelo Papa.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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