Montfort Associação Cultural

28 de novembro de 2008

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Missa de sempre, a Missa que não muda e doutrina que não evolui

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Sgt Bruno Alves Machado
  • Localizaçao: Itajubá – MG – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Sargento do Exército
  • Religião: Católica

Caros membros da Montfort, é uma satisfação lhes escrever esta carta e apoiar este site que comunica a doutrina de nossa santa Igreja. Parabenizo a todos e quero expecionalmente estender meus cumprimentos ao Sr. Orlando Fedeli, por sua dedicação na defesa da religião.

Sei que o tempo dos senhores é demasiado curto para atender minha carta e, compreendo pois a defesa que desempenham pela nossa Igreja é notavél, mas se houver tempo me alegraria muito receber resposta dos senhores, não obstante tenho a convicção que apenas de vós receberia resposta correta ao magistério de nossa Igreja.

Enfim, a dúvida a que desejo esclarecer é a seguite: recentemente estive em São Paulo e ao procurar uma missa no rito tridentino para assitir no domingo não encontrei nada, contudo um coronel amigo meu me indicou a capela Santa Luzia, onde encontrei a riqueza que procurava e que nunca havia presenciado, a santa missa de tridentina. Desejo saber se diante desta enorme crise sobre qual a Igreja passa se, ainda existem padres ou bispos que seguem a doutrina de nossa Igreja? Ora então como permanecer católico sem padres?

Desde já agradeço a atenção em me atender e, rezarei todos os dias para que Nosso Senhor lhes dê forças para continuar vigorosos na luta pela defesa da fé.

Respeitosamente,
Sargento Bruno Alves Machado – 4º Batalhão de Engenharia de Combate – Itajubá

P.S. Olhando depois no site vi os lugares de missa na cidade de São Paulo mas, não encontrei a capela Santa Luzia, recomendo adiciona-la ao site.
 

Muito prezado Sargento Bruno,
Salve Maria.

Muito obrigado por suas palavras e, mais ainda, por seus votos e orações. Atender logo aos amigos é dever de caridade.

Congratulo-me com você por amar a Missa de sempre, e portanto, a doutrina de sempre, a Missa que não muda e a doutrina que não evolui. Isso mostra que você, de fato ama a Fé imutável da Santa Igreja.

São Pio X ensinou que os modernistas são os que defendem o erro que a fé muda e que os dogmas evoluem.

Eis o que ensinou São Pio X na encíclica Pascendi, condenando a tese modernista da evolução da doutrina católica e a evolução dos dogmas:

“[Os modernistas] decretam que os dogmas e sua evolução se conciliem com a ciência e a história Pascendi” (São Pio X, Pascendi, Denzinger, 2104).

“Daí que [para os modernistas] por nenhuma razão se pode estabelecer que [os dogmas] contenham a verdade absolutamente, porque enquanto símbolos, els são imagem da verdade, e, portanto, tem que se adaptar ao sentimento religioso, tal como este se refere ao homem; enquanto instrumentos , são veículos da verdade, e, portanto, devem se acomodar por sua vez ao homem tal como este se refere ao sentimento religioso. Ora, o sentimento religioso como quer esteja contido no absoluto tem infinitos aspectos, dos quais ora pode aparecer um, ora outro. De modo semelhante, o homem crente, pode achar-se em diversas situações. Logo, também as fórmulas que chamamos dogmas tem que estar sujeitas às mesmas vicissitudes, e consequentemente sujeitas à variação. E assim, em verdade, fica aberto o caminho para a íntima evolução do dogma. Por certo, isso é um amontoamento infinito de sofismas, que arruínam e aniquilam toda religião” (São Pio X, Pascendi, Denzinger, 2079).

Ainda em outra passagem São Pio X condena o princípio modernista da evolução da religião e dos dogmas:

“O princípio geral [do Modernismo] aqui é: numa religião que vive, nada existe que não seja variável e que, por conseguinte, não deva variar. Daqui passam [ os modernistas] ao que em suas doutrinas é quase o principal: a evolução. Conseqüentemente, o dogma, a Igreja, o culto, os livros que veneramos como santos, e até a própria fé tem que se submeter à lei da evolução se não queremos que tudo isso se conte como morto” (São Pio X, Pascendi, Denzinger, 2093).

Então, é a heresia do Modernismo que defende a tese que os dogmas tem que “se submeter à lei da evolução”.

Também no decreto Lamentabili, São Pio X condenou e heresia modernista da evolução do dogma, da evolução da Igreja e de sua doutrina:

“Erro 53: A constituição orgânica da Igreja não é imutável, mas, pelo contrário, a sociedade cristã, da mesma forma que a sociedade humana, está sujeita a perpétua evolução”
“Erro 54: Os dogmas, os sacramentos e a hierarquia, tanto em sua noção como em sua realidade, são apenas interpretações e desenvolvimentos da inteligência cristã que, por acréscimos externos, aumentaram e aperfeiçoaram o exíguo germem oculto no Evangelho”
“Erro 59: Cristo não ensinou um corpo determinado de doutrina aplicável a todos os tempos e a todos os homens, mas iniciou antes um movimento religioso, adaptado ou para adaptar aos diversos tempos e lugares”
(São Pio X, Decreto Lamentabili, 3 de Julho de 1907).

Insisto nesse ponto, porque essa heresia da evolução do dogma está, hoje, espalhada por toda a parte.

Você me pergunta:
“Desejo saber se diante desta enorme crise sobre qual a Igreja passa se, ainda existem padres ou bispos que seguem a doutrina de nossa Igreja? Ora então como permanecer católico sem padres?”

Sua pergunta tem muita procedência. Como é difícil, hoje, encontrar um padre que não esteja contaminado pelo Modernismo!

Claro que existem ainda sacerdotes católicos plenamente fiéis e anti modernistas. Mas é preciso sempre tomar cuidado com lobos modernistas vestidos com peles de ovelha tracionalista

Que Deus o guarde desses lobos.

Um abraço tradicional e anti-modernista.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
 

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