Montfort Associação Cultural

11 de julho de 2005

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Ministros Extraordinários da Comunhão – MECs

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Robson
  • Idade: 31
  • Localizaçao: Santo André – SP – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação em andamento
  • Profissão: Engenheiro Eletrônico
  • Religião: Católica

Caro Sr. Fedeli,

Inicialmente gostaria de dizer que é um prazer conhecê-lo, mesmo que mais adiante tenhamos algumas controvérsias.
O meu comentário é sobre a atuação dos MECs, e sobre a sua integridade com a Igreja. Eu já havia lido o documento Redemptionis Sacramentum, e havia entendido sobre a necessidade do Ministro não-ordenado na Igreja como um todo. Mas o que lhe pergunto, deixo abaixo:

Acreditando no dogma da Infabilidade Papal, como no vosso comentário em uma carta:
“…Após o Concílio Vaticano II e a infeliz e errada reforma da Liturgia de Paulo VI..” – (uma carta a um leitor também MEC).

Como fica a infabilidade papal? Veja, estou colocando desta forma para que seja sanada minha dúvida, e também seja colocado em jogo o comentário na carta.

O que me incomoda e o que é alvo de minha questão é se estamos pecando em sermos Ministros extraordinários da comunhão?

Na verdade, o que temos é um padre e em torno de 700 pessoas em uma igreja…ele pede nossa ajuda para distribuir a comunhão. Este número não chega a ser excessivo para somente uma pessoa distribuir a Santa Eucaristia?

No caso, o Bispo local de minha Diocese tem ciência dos ministros extraordinários (pelo menos eu acredito que sim). Será que neste caso, ele encontra-se em erro para com esta Diocese?
Entendo que temos exageros…que tem paróquias que são mais ministros que os padres que executam as funções, etc..exageros litúrgicos, entre outros problemas que o Sr. apontou em vossas informações.

Agradeço sua atenção, e fico feliz que existem homens que nutrem um amor tão profundo pela Igreja de Cristo Jesus.

In Iesus Christo, fiat Pax!

RVGarcia

Muito prezado Robson,
Salve Maria!
 
     Os inimigos da Igreja sempre combateram a infalibilidade papal. Depois que o dogma foi proclamado, em 1870, eles mudaram de tática: passaram a afirmar que tudo o que Papa faz é infalível. Haveria até “espirros” infalíveis. E por “espirros” quero significar simbolicamente até os atos menores do papa.
     Ora, o Papa é infalível somente quando fala ex cátedra, isto é:
 
1 – Com o poder de Pedro;
2 – Tratando de Fé ou Moral;
3 - Para toda a Igreja;
4 – Querendo definir, isto é, afirmando algo solenemente, e anatematizado algo solenemente.
 
    O Vaticano II não fez nada disso, e Paulo VI reconheceu explicitamente que o Vaticano II nada quis definir infalivelmente.
    O papa é infalível ainda no Magistério Ordinário, quando repete, ainda que não solenemente o que os Papas anteriores sempre ensinaram sobre uma questão universal. O Vaticano II não repetiu o ensinamento anterior. Por exemplo, o então Cardeal Ratzinger escreveu que a Gaudium et Spes foi um Anti-Syllabus. Logo, o vaticano II não foi infalível, como aliás se vê pelos frutos que teve: “a fumaça de satanás entrou no Templo de Deus“, e a confusão é geral.
    Os Ministros da Eucaristia são permitidos em certas condições.
    Você mesmo indica, porém, como se abusa disso, fazendo com que os tais Ministros da Eucaristia, na verdade, substituam o Padre, que fica sentado… assistindo. É fato que hoje há muitas comunhões. Mas o último documento do Vaticano, preparatório para o próximo Sínodo dos Bispos, aponta que, se há muitas comunhões, é porque há poucas confissões… Esse documento aponta ainda a tendência de hoje — e foi um dos males do Vaticano II — muitos comungarem sem se confessar.
    Se fosse exigida uma posição séria face ao pecado, muita gente que hoje comunga mal preparada, ou se confessaria, ou deixaria de comungar… Muito provavelmente, os Ministros da Eucaristia se tornariam desnecessários.
    Os tais Ministros da Eucaristia, serviram, em grande parte, para nivelar sacerdotes e fiéis, E ESTE FOI UM GRANDE MAL.
    Outro mal, foi a idéia que se deduziu que qualquer um pode tocar na hóstia. Como se deu abusivamente a hóstia consagrada na mão do fiel — o que foi contra o costume imemorial — muitos acabaram por não compreender que o sacerdote é sagrado, e concluiram que ele seria um homem igual aos outros. Então, por que o Ministro da Eucaristia pode se casar, e o padre não?
    Os padres começaram a querer ter sogra.
    Esses foram, então, alguns dos resultados da instituição dos Ministros da Eucaristia e do Vaticano II, em geral, em matéria de liturgia:
    1 – Nivelamento Padre = povo;
    2 – Profanações da hóstia facilitadas
    3 – Diminuição da Fé na presença real de Cristo na hóstia
    4 – Comunhões mal feitas.
    5 – Confissão sacramental abandonada.
    6 – A missa reduzida a uma festinha ou show.
 
    Haveria muito mais a dizer, sem dúvida. Muito mais!!!
    Porém, por hoje, por falta de tempo, fico neste pequeno resumo.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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