Montfort Associação Cultural

15 de dezembro de 2006

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Mentiras protestantes contra o Papado

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Luciano
  • Localizaçao: Serra – MA – Brasil
  • Religião: Católica

salve Maria!

Caro Professor Orlando Fedeli, a muito tempo gostaria de lhe escrever tenho acompanhado vários artigos, cartas enfim sou um expectador até então das refutações e esclarecimentos que você e sua equipe faz com tanta propriedade, tenho certeza que estão contribuindo para o fortalecimento da fé de nós católicos que há tempos ficamos estáticos, inertes há tantos ataques vindos de todos os lados, seja do espiritismo através da rede globo que tem tentado criar um elo entre o catolicismo e o espiritismo como sendo uma coisa só, ou pelo protestantismo com suas seitas . Bom mas não foi para isso que estou aqui de forma bem simples gostaria de agradecer do fundo do meu coração por todas as contribuições que tem nos dado. 

Lendo o site por um acaso me chamou atenção, acredito que como a maioria dos leitores no primeiro instante fiquei meio assustado, como uma pessoa pode se cristão ser tão ríspida em certos momentos só depois compreendi. E assim foi,outro dia li mais uma carta, e outro dia outra e se passaram mais de um ano e neste meio tempo voltei para a casa de DEUS, participo da SANTA MISSA, e veja só aquele jovem rapaz que nem mais entrava na casa de DEUS, hoje ajuda na comunidade e na celebração e luta para que a FÉ em nosso Senhor JESUS, possa estar a frente de todos os nossos anseios.

Acredito que o objetivo de vocês estão sendo alcançados pois apesar de ter sido batizado, e Crismado apenas agora me julgo um católico. 

Como o professor já disse a um outro irmão que não foi ele que transformou a mudança no jovem, eu concordo tamanha obra não poderia vir de um homem, somente de DEUS, mas professor gostaria de lhe dizer que DEUS usa as pessoas como instrumento para fazer tais obras.

Sou capaz de ver a vida com outros olhos, com outros objetivos, sou capaz de dizer que recuperei minha vida, e peço ao nosso SENHOR por intercessão de Maria que me de força para não fraquejar e seguir uma vida de retidão.

Bom certo dia conversando com um amigo “católico” lhe falei da Associação Montfort, e ele me pediu para que eu lhe enviasse um artigo e que o senhor possa esclarecer algumas dúvidas a respeito principalmente dos fatos e datas históricas.

E que DEUS possa iluminar a todos da Associação Montfort Cultural e quero agradecer o mais uma vez e dizer que sempre estarei incluindo vocês em minhas orções.

In Corde Jesu, semper,
Luciano A Faier

Anexo o texto e a fonte (se é que podemos levar em consideração a fonte)



Os Católicos 

A Igreja Romana alega que foi fundada no ano 33 d.C, por JESUS CRISTO, e, que desde então é a única Igreja verdadeira … Isso só poderá ser aceito por quem não conhece a História. Por anos a Igreja fundada por JESUS e consolidada por ELE no dia de Pentecostes, permaneceu UNA. Era chamada Igreja [Atos 8:3], Igreja de DEUS [Atos 20:28] e Igreja de Cristo [Romanos 16:16]. Já no primeiro [1º] século, vemos pelas cartas às SETE Igrejas do Livro Apocalipse, que males começaram a se alojar nas Igrejas locais, que foram aumentando até culminar em ruptura, principalmente o afastamento da doutrina apostólica; apareceram problemas morais, administrativos e ambição de seus dirigentes. Em 312 d.C o Imperador Romano Constantino I adotou a religião Cristã e no ano seguinte fez do Cristianismo a religião oficial do Império Romano, trazendo para dentro da Igreja multidões de pessoas não convertidas, que para se tornarem “agradáveis” ao ESTADO [ao Governo do Imperador] faziam-se cristãos nominais, agindo como atores, sem experimentarem a genuína conversão por CRISTO. É o “edito de Constantino”, que a partir daí, penetraram na Igreja ritos, cerimônias e crenças pagãs, juntamente com a Idolatria. Aí está o princípio do que mais tarde chamou-se Igreja Católica Apostólica Romana.

Os Católicos e Evangélicos crêem na Santíssima Trindade, ou seja: DEUS o Pai, DEUS o Filho, e DEUS o Espírito Santo. Eles até compartilham da doutrina de que CRISTO é o Salvador pela Sua morte substitutiva. Portanto ambas as Igrejas ensinam a Existência do Céu e do Inferno e aceitam a mesma Bíblia como a Palavra de DEUS. Pergunta: Se há tanta identidade porque caminham separadas? Vamos comentar esse assunto para vermos o que foi que aconteceu e o que a Igreja Católica se tornou! Lembrando apenas que a Igreja de Roma sempre se mantinha “forte” por ter sua sede na própria Roma que também era capital do Império Romano; isso com certeza influenciou bastante até pelo menos o ano 600 d.C. 

ALGUMAS ALTERAÇÕES QUE A TIRARAM DO RUMO

Ano 304: Os Bispos começam a serem chamados de Papa [Mateus 23:12]. Ano 310: Iniciam as rezas pelos mortos [Deuteronômio 
18:11]. Ano 320: Começam usar velas nas Igrejas pela primeira vez. Ano 325: Constantino celebra o 1º (primeiro) concílio das Igrejas [com Cristãos e atores]. Ano 381: A Igreja Cristã recebe o nome de “Católica”. Ano 394: O culto Cristão é substituído pela Missa. Ano 416: Começam a batizar crianças recém-nascidas. Ano 431: Instituído o culto à Maria, mãe de JESUS. Ano 503: O Purgatório começa a existir. Ano 787: Começaram com o Culto às Imagens [coisa que DEUS tem Nojo]. Ano 830: Começaram a usar Ramos e Água Benta. Ano 933: Instituída a Canonização de “Santos”. Ano 1184: Inquisição [foi efetivada anos depois]. Ano 1190: Instituem a venda de Indulgência [pagar ($) para perdão dos pecados]. Ano 1200: A Hóstia substitui a Ceia. Ano 1216: Instituída a Confissão. Ano 1546: Os Livros Apócrifos [não inspirados por DEUS] foram introduzidos na Bíblia. Ano 1854: Dogma da Imaculada Conceição. Ano 1870: Infalibilidade Papal. Ano 1950: Assunção de Maria. Existem mais coisas que foram inventadas ao longo dos tempos, isso se cumpre quando a Bíblia diz: Salmos 42:7 “Um Abismo chama outro Abismo”.

Tais Alterações desprestigiou a Igreja dividindo a Cristandade. No ano 869 a Igreja Ortodoxa (Doutrina Correta) separou-se de Roma recusando submissão ao papa e dizendo que a Infalibilidade é a “Blasfêmia que coroou o Papado!!!” Somente Um [1] Homem Foi Perfeito: CRISTO! Essa divisão da Igreja Católica e Igreja Ortodoxa teve o nome de O CISMA; sendo que das 4 (quatro) Igrejas chamadas “potências”, 2 (duas) apoiavam Constantinopla e NENHUMA apoiava Roma, isso demonstra que o “cismado” acabou sendo Roma e a grande maioria ficou com Constantinopla. Em 1517 [ano] o Monge Católico Martin Lutero “encontrou” a Bíblia, inspirou-se nas palavras do apóstolo Paulo em Romanos 1:17 onde diz: “O justo viverá da Fé”; raciocinou que a Salvação nos é dada pela Fé em CRISTO e não pelos Ritos, Sacramentos e Penitências receitados pelo Catolicismo. Levantou 95 [noventa e cinco] teses que a Igreja Católica erroneamente cometia; e o mais interessante, o Papa mais tarde condenou apenas 41 [quarenta e uma] das 95 [noventa e cinco] teses, assumindo e concordando com Lutero, no que isso ascendeu num movimento chamado pelos católicos de Contra-Reforma, que pretendia moralizar a própria Igreja. A palavra “Protestante” apareceu quando Clemente VII em 1529 [ano], tentou impedir que o Evangelho fosse pregado em alguns estados da Alemanha; os Cristãos não Católicos fizeram um “protesto” contra essa pretensão do Papa e receberam o nome de PROTESTANTES, aplicado hoje a todos os Evangélicos. O movimento dos Evangélicos inspirados pelas teses corretas de Lutero teve o nome dado pelos católicos e depois adotado pelos evangélicos de Reforma Protestante. 

A MÃE DE *DEUS*

É dessa forma que os Católicos se dirigem a MARIA, e também a adoram como a DEUS. Ora, sabemos que JESUS CRISTO é DEUS, como pessoa divina da Santíssima Trindade, nesse sentido, MARIA é mãe de DEUS! Mas NÃO é assim que os Católicos crêem e ensinam. A Igreja Romana afirma ainda que Maria foi concebida sem pecado, e que ascendeu ao céu do mesmo modo que NOSSO SENHOR JESUS. A Bíblia afirma que Maria foi muito agraciada por DEUS por Ter sido escolhida para ser a Mãe do Salvador, mas não imaculada, sem pecado. Ela invocou a DEUS, chamando-o de “MEU SALVADOR” [Lucas 1:47]; isso quer dizer que ela, apesar de ser uma mulher abençoada, era como nós, necessitava ser salva. Os Católicos acusam os Evangélicos de desprezarem Maria, dizendo até que os “Protestantes” põe “Mãe contra Filho”, quando nós na verdade altamente a Honramos. Primeiro porque DEUS o Pai a honrou sobremaneira, escolhendo-a para ser gerado o nosso Salvador. Segundo, nós procuramos fazer o öNICO mandamento que ela nos deixou (que os católicos na sua totalidade desprezam), vejam o seu mandamento: João 2:5 “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E a primeira ordem de CRISTO foi: Marcos 1:15 “Arrependei-vos e Crede no Evangelho”! Portanto, não adianta ficar “Santa Maria, Mãe de DEUS, rogai por nós…” se está escrito em João 14:6 “Disse JESUS: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, NINGUÉM vai ao Pai se não por MIM”! O SENHOR JESUS completa o ensinamento em João 14:13 “E tudo quanto pedirdes em MEU NOME, EU O FAREI, para que o PAI seja glorificado no FILHO!!!” Absolutamente, NÃO HÁ outro Caminho! NÃO HÁ outro jeito!

O Romanismo ensina que uma pessoa enquanto viva, não tem meios de saber se está salva ou perdida [ver 1João 1:7]; outrossim, confiam muito nas boas obras pessoais para serem salvos, e também na intermediação dos santos para o mesmo fim. Tudo isso é falta de conhecimento do Evangelho de Nosso SENHOR JESUS. A Salvação é UNICAMENTE pela graça divina mediante a “FÉ” [Romanos 1:17], porém a “FÉ” sem Obras é Morta [Tiago 2:26], mas também “pela Graça sois Salvos” [Efésios 2:8]! Continuando, em Tito 3:5 “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”. Pode-se ler também Romanos 1:16; 3:23-24. Irmãos, para entender, “FÉ” quer dizer que você CRÊ em algo que não VÊ [Hebreus 11:1], vejamos Gálatas 2:16 “Sabendo que o homem NÃO é justificado pelas Obras da Lei, mas pela “FÉ” em JESUS CRISTO, para sermos justificados pela “FÉ” de Cristo e não pelas Obras da Lei, porquanto pelas Obras da Lei nenhuma carne será justificada”! CRISTO ensinou o seguinte em João 5:24 “Quem houve a minha palavra, e Crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará mais em condenação, mas passou da morte para a vida”! Este é o testemunho externo da Palavra de DEUS, infalível e fidedigna. Mas temos também o testemunho interno da Salvação, da parte do Espírito Santo, dentro de nós: Romanos 8:16 “O mesmo Espírito testifica com o nosso “espírito” que somos filhos de DEUS”; sendo assim, você passa a ser “FILHO”, o seu PAI não o condenará; você como Filho “fará por onde”! O Romanismo ensina que seus fiéis que morrem com pecados veniais não perdoados vão para o PURGATÓRIO, para purgarem esses pecados. Depois disso as almas irão para o Céu. Na Bíblia não consta a palavra PURGATÓRIO. Essa doutrina deprecia a doutrina Bíblica da Salvação pela graça divina, pois Nega a eficácia da obra expiatória ["purgatória"] de CRISTO na Cruz do Calvário. Vejamos o que diz a Bíblia: João 19:30 “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E inclinando a cabeça, entregou o espírito”. 1João 1:7 “Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de JESUS CRISTO, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. Poderíamos ler ainda Hebreus 9:12 e 10:12. A divisão que a Igreja Católica Romana faz dos pecados é “anti-bíblica”, pois não existe “pecadinho e pecadão”, então não existem “pecados veniais”. Ao pecador penitente convicto pelo Espírito Santo e sinceramente arrependido, DEUS o perdoa de todo Pecado [Sl 103:3, Isaías 55:7, 1João 1:9]. Romanos 8:1 diz: “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS”. O Salvo ao deixar este corpo, pela morte, entra imediatamente na presença do SENHOR; o não salvo ressurgirá no Dia do Juízo para ser julgado e talvez possa ser Salvo [2Coríntios 5:8 e Filipenses 1:23]. Os Católicos citam em apoio ao Purgatório Mateus 5:26, onde JESUS, à luz do contexto, referia-se a um aprisionamento literal.
COMO SURGIU O PAPADO

Os Bispos que dirigiam Igrejas em certas cidades de destaque eram chamados de METROPOLITANOS; mais tarde foram chamados de PATRIARCAS. Havia Patriarcas em Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma [capital do Império Romano] que era a principal cidade do Ocidente. O Bispo de Roma tomou o Título de “PAI”, que mais Tarde foi modificado para “PAPA”, isso no ano 304. Destes 05 (cinco) Bispos havia fortes disputas pela autoridade Suprema. Mais tarde a briga ficou entre o PATRIARCA de Constantinopla (Oriente) e o PAPA de Roma (Ocidente). Roma declara poder mencionar o nome de dois (2) Apóstolos como fundadores, os considerados Pedro e Paulo. Foi então que surgiu a Tradição de que PEDRO foi o 1º [primeiro] Bispo de Roma e como Bispo de Roma ele deveria ser “UM PAPA”. Eles supunham que o Título de Bispo no 1º [primeiro] século, tinha o mesmo significado que lhe davam no 4º [quarto] século (Patriarca ou Chefe Supremo da Igreja). Eles citavam dois (2) textos do Evangelho como prova desses fatos. Vejamos Mateus 16:18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Esse texto que acabamos de ler, pode ser visto ainda hoje, escrito em Latim na cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano. O outro texto que citavam era João 21:16 “Apascenta as minhas ovelhas”; por ironia, em outra ocasião, Pedro negou a JESUS [Marcos 14:66-72, Lucas 22:54-62]!
No ano 58 d.C., PAULO escreveu a Epístola aos Romanos [conforme os Católicos, PEDRO deveria estar no poder a 15 anos]. No Capítulo 16 do Livro de Romanos inteiro, PAULO mandou saudações para muita gente em ROMA, porém PEDRO não é mencionado. Caso Pedro fosse Papa da Igreja em ROMA, Paulo o teria mencionado em 1º [primeiro] Lugar. No ano 62 Paulo chegou a ROMA, e foi visitado por muitos irmãos, porém novamente não aparece o nome de PEDRO [Atos 28:11-31]. Se PEDRO fosse dirigente da Igreja em ROMA, sendo portanto uma figura tão importante, Lucas, escritor de Atos, o teria mencionado. De Roma, Paulo escreveu 04 [quatro] cartas, são elas: No ano 62 escreveu aos Efésios, Colossenses, e Filemom. No ano 63 d.C. escreveu aos Filipenses. Nada a respeito de PEDRO é mencionado. Ora, conforme a Igreja Católica, PEDRO já estava nessas alturas a 20 anos no poder como Papa. Entre os anos 67 e 68 d.C, após o incêndio em Roma, quando Paulo estava preso pela 2ª [segunda] vez, ele escreveu 2Timóteo, porém esse tal Papa que a Igreja Católica diz que existia também não é mencionado. CONCLUSÃO: Dizer que PEDRO foi o 1º [primeiro] Papa da Igreja é uma IMPOSIÇÃO extremamente humana, sem fundamentos nas Escrituras Sagradas. Conta a História, que Pedro esteve em Roma sim; e foi morto através do Imperador Romano Nero e o mesmo organizou a 1ª [primeira] perseguição aos Cristãos! Ele incendiou Roma, e mais tarde se suicidou… Em menos de 2 [dois] anos sucederam-lhe 4 [quatro] Imperadores os quais foram: Galba [68 a 69 d.C.], Otão [69 d.C.], Vitélio [69 d.C.] e Vespasiano [69 a 79 d.C.]; tal desestabilização do Império fez com que muitos territórios ocupados no Oriente Médio tomassem coragem e tentassem a Independência; um deles foi a Judéia, no que culminou com a Destruição de Jerusalém [70 d.C.].

Fonte://br.geocities.com/bartimeu/htm/cato.htm

Muito prezado Luciano,
Salve Maria.
 
    Dou graças a Deus por sua adesão plena à Igreja Católica, e peço a Deus que o faça um verdadeiro cruzado na defesa da Fé.
    Seu testenho confirma, como o de tantos outros, quanto é profícuo o combate pela fé.
    Fala-se tanto da ovelha perdida que Cristo foi procurar caridosamente… Poucos compreendem que Nosso Senhor — como Bom Pastor — teve que agarrar à força a ovelha perdida, porque a ovelha que se tresmalha, foge do pastor. Este precisa agarrá-la e segurá-la com força aos ombros, impedindo-lhe os movimentos, se não ela foge novamente. A força que o Bom Pastor exerce segurando as patas da ovelha é o indício do ato de caridade da salvação. Essa força é símbolo dos argumentos — por vezes duros — que se é obrigado a empregar para “segurar” a ovelha perdida.
     Toda polêmica — ainda que dura — feita com amor sobrenatural, é meio seguro para a salvação. Por isso é que Nosso Senhor discutia duramente com os fariseus. Por isso disse São Paulo a Tito: “Increpa illos dure” (Ti. I,13)  (“Repreende-os duramente”)
     Deus lhe pague, então, por suas palavras caridosas e gratas e o mantenha em seu santo serviço.
 
***

    Passo a analisar o texto desse pobre protestante com suas miseráveis mentiras contra  Igreja.
    É muito impreciso que Cristo “fundou a Igreja” no ano 33, ano de sua morte na Cruz.
    Esse protestante quer escamotear o texto de São Mateus (Mt. XVI, 16 -20) no qual, depois que Pedro confessa que Jesus é o Filho de Deus feito homem, Cristo diz que sobre Pedro fundará a sua Igreja. Portanto, Cristo só tem uma Igreja, e é aquela que Ele fundou sobre Pedro e não sobre Lutero, Calvino e outros heresiarcas.
     É erro histórico afirmar que Constantino, pelo Edito de Milão, em 313, tornou o cristinaismo a religião oficial do Império. Constantino apenas decretou que os cristão poderiam praticar livremente sua religião.
     Foi Teodósio, no final do século IV, que fez o Cristianismo religião oficial do Império Romano. E isso não significou que se poderia entrar na Igreja de qualquer jeito “trazendo para dentro da Igreja multidões de pessoas não convertidas, que para se tornarem “agradáveis” ao ESTADO [ao Governo do Imperador] faziam-se cristãos nominais, agindo como atores, sem experimentarem a genuína conversão por CRISTO”.
     Prova de que isso é completamente falso, é o fato de que Santo Ambrósio, Bispo de MIlão, proibiu que o próprio Imperador Teodósio entrasse na Igreja para assistir a Missa num domigo, porque o Imperador havia massacrado, sem misericórdia, os habitantes de uma cidade rebelada. Se nem o Imperador podia entrar na Igerja sem arrependiemnto, imagine-se as multidões!
     O autor fala de “católicos e evangélicos“.
     Não existem os “evangélicos”. Existem hereges protestantes que defendem multidões de erros diversos.
     Diz falsamente o autor desse texto que você teve a bondade de me enviar:

Os Católicos e Evangélicos crêem na Santíssima Trindade, ou seja: DEUS o Pai, DEUS o Filho, e DEUS o Espírito Santo”

     Há muitos que se dizem evangélicos e que não crêem na Trindade. Há outros que não crêem em Deus. Há outros que não crêem na Bíblia. Os Ranters, por exemplo, acabam por afirmar que a Bíblia era o pior livro que jamais fora escrito, porque causara muitas guerras e desavenças (Cfr Christoffer Hill, em seu livro “The Worl up-side down”).
     Nunca vi documento que diga que foi só no ano 304 que se começou a usar o título Papa para designar o Bispo de Roma sucessor de São Pedro na chefia da Igreja. Desde muito cedo, se aceitou que era o Bispo de Roma, sucessor de Pedro, o chefe da Igreja, fosse-lhe dado ou não o título de Papa. Peço-lhe que veja no site Montfort as muitas cartas em que isso é provado.
Cito-lhe alguns parágrafos de uma dessas cartas:

Por exemplo, São Clemente que foi o terceiro sucessor de São Pedro, depois de São Lino e de Santo Anacleto na Sé de Roma, em sua “Epístola aos coríntios” (Ep. 59), no ano 95 ou 96, portanto, ainda no I século da era cristã, e só trinta anos após martírio de São Pedro suplica para que se recebam aos bispos que tinham sido expulsos injustamente dizendo: “Se algum homem desobedecer às palavras que Deus pronunciou através de nós, saibam que esse tal terá cometido uma grave transgresão, e se terá posto em grave perigo”. E São Clemente incita então os coríntios a “obedecer às coisas escritas por nós através do Espírito Santo” (São Clemente, Ep.59).
“Até mesmo um inimigo do Papado — Lightfoot — foi obrigado a confessar que esta carta de São Clemente foi “o primeiro passo para estabelecer a dominação papal” (Clemente, 1, 70).
“Por volta do ano 107, Santo Inácio de Antioquía, outro santo oriental, em sua carta à igreja de Roma diz que ela “preside à irmandade de amor”. Santo Irineu, discípulo de São Policarpo, Bispo de Esmirna depois de São João, em sua famosa obra “Adversus haereses” (III, 3, 2) argumenta contra os agnósticos, dizendo-lhe que suas doutrinas não têm base na tradição apostólica que foi conservada fielmente pelas igrejas, cujos Bispos vêem na sucessão dos Doze Apóstolos.

 
     A afirmação mais explícita da supremacia de Roma foi feita por São Víctor (189-198), quando impôs às igrejas asiáticas que se conformassem ao costume do resto da Igreja, na questão da Páscoa. Polícrates de Éfeso resistiu dizendo que os costumes que seguia procediam do próprio São João. O Papa São Víctor o excomungou por isso. Depois, São Víctor, instado por Santo Irineu, tendo visto que sua insistência poderia provocar mais dano que bem, retirou a excomunhão. Mas tanto pela excomunhão imposta, como pela sua retirada por São Víctor, fica patente a supremacia da Sé de Roma sobre todas as demais dioceses do mundo.
     Abércio, Bispo de Hierópolis (pelo ano 200), assim fala da igreja romana:

“Ele [Cristo] me enviou a Roma a contemplar a majestade e para ver a uma rainha [Roma] coberta com um manto de ouro e calçada com sandálias de ouro”.

     Tertuliano, no livro “De pudicitia” (por volta do ano 220), escrito quando já ele caíra na heresia do montanismo, critica uma prerrogativa papal. Ele ataca duramente um decreto do Papa chamando-o de “edito peremptório”, promulgado pelo “supremo pontífice, bispo dos bispos”. Ele dizia tais palavras sarcasticamente, mas, assim mesmo, elas indicam claramente como já se tinha a autoridade do Papa como superior a todos os Bispos, embora Tertuliano, como herege, não aceitasse isso.
     São Ciprinao, que morreu no ano 258, chama explicitamente “Cátedra de São Pedro” de Sé romana, dizendo que Cornélio fora elevado “ao lugar de Fabiano, que é a cátedra de Pedro” (Ep 55:8; cf. 59:14).
     São Cipriano escreveu também que Roma, “cátedra de Pedro, é a igreja principal da qual nasce a unidade episcopal” (ad Petri cathedram et ad ecclesiam principalem unde unitas sacerdotalis exorta est).
     Para São Cipriano, “a fonte dessa unidade episcopal é a Sé de Pedro”. Conforme ele dizia, Roma desempenhava o mesmo ofício que desempenhou Pedro durante sua vida: ser princípio da unidade. Manter a comunhão com um antipapa como Novaciano seria cair em cisma (Ep. 68, 1). Ele sustenta ainda que o Papa tem autoridade para depor um bispo herege. Quando Marciano de Arles caiu na heresia, Cipriano, a pedido dos bispos dessa província, escreveu ao Papa Estevão para solicitar que ele “escrevesse cartas para excomungar a Marciano e fazer que alguém tomasse seu lugar” (Ep. 68, 3). (Apud artigo de G. H. JOYCE sobre o primado do Papa na Enciclopédia Católica).
     Eusébio de Cesaréia em sua História Eclesiástica (7, 9) cita uma carta de São Dionísio dirigida ao Papa São Sixto II tratando de um batismo inválido po ter sido feito por hereges. Nessa carta São Dionísio diz que necessita do conselho do Papa e pede que ele decida.
     Noutro caso, e anos depois, o Papa atendendo a São Dionísio, afirmou, com toda a sua autoridade para deixar clara a verdadeira doutrina sobre um assunto. Ambos os casos ensinam como Roma era reconhecida como detentora do poder para falar com autoridade em assuntos doutrinários (cfr. San Atanasio, “De sententia Dionysii”, en P.G. XXV, 500).
     O Imperador Aureliano, em 270, decretou que quem fosse reconhecido pelos Bispos da Itália, e pelo Bispo de Roma deveria ser reconhecido como o legítimo ocupante de uma Sé episcopal. Isso mostra como a primazia de Roma era reconhecida universalmente, pois até um Imperador pagão sabia disso.
     Santo Atanásio apelou a Roma contra a decisão do Concilio de Tiro (335) que o destituíra de sua diocese. O Papa Júlio anulou as decisões desse Concílio, restituindo a suas sés episcopais, tanto Santo Atanásio como Marcelo de Ancira.
     O Papa São Júlio escreveu então:

“Se eles [Atanásio e Marcelo] realmente agiram mal, como dizem, o juízo deveria ter sido realizado de acordo com os cânones eclesiásticos, e não dessa maneira… Não sabe que o costume é que primeiro nos dirijam cartas a Nós (plural majestático) e depois procedam conforme se defina então?”
(Atanásio, “Apologia”, 35).
 
***
     Veja que tolice afirma esse protestante em seu documento:

Ano 320: Começam usar velas nas Igrejas pela primeira vez”.

     Quer dizer que nas catacumbas, os cristão usavam o que ? Luz elétrica?
     Claro que sempre se usaram velas e lâmpadas, isto é, candeias de barto com pavio alimentado a azeite.
 
***

     Outra bobagem:

“Ano 394: O culto Cristão é substituído pela Missa”
.
     
     Foi Nosso Senhor que instituiu a Eucaristia e desde o princípio — está nos Atos dos Apóstolos –, os cristaõs se reuniam no primeiro dia da semana para a “fração do pão
 
***

     Outra tolice: 

Ano 787: Começaram com o Culto às Imagens [coisa que DEUS tem Nojo]“.

     
     Nas catacumbas havia imagens pintadas de Cristo e de santos. E a heresia dos iconoclastas é anterior a 787.
     O primeiro iconoclasta do Oriente foi Leão III, que em 726 começou seu ataques às imagens. A data de 787 usada por esse protestante ignotante, ou de má fé,  foi a do Concílio Ecumênico, reunido em Nicéia, que condenou a heresia dos que eram contra as imagens. E daí por diante… Não vale a pena continuar desmontando tanta bobagem. Aproveito esta carta para lhe desejar um santo Natal.  
 

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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