Montfort Associação Cultural

28 de outubro de 2007

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Membro de Congregação Mariana é expulso por discordar da mentalidade pós-conciliar

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Joelson Ribeiro Ramos
  • Localizaçao: Campos – RJ – Brasil
  • Religião: Católica

Caro professor, salve Maria!

     Peço-lhe a gentileza de publicar a carta em anexo.Como o senhor estar a par, fui expulso da Congregação Mariana por discordar da nova mentalidade pós- conciliar, agora defendida por Dom Fernando Rifan e muitos dos seus padres.
     Um grande abraço, esperando vê-lo em breve para uma conferência em Campos, 
Joelson Ribeiro Ramos.



Campos (RJ), 12 de outubro de 2007.

    ”Senhor, salvai-nos que perecemos !”

    A última coisa que eu poderia pensar na minha vida, seria de usar a tecla de um computador, para defender a Santa Igreja, Católica Apostólica Romana contra aqueles que outrora lutaram comigo e que defendiam os mesmos ideais. Ou seja: A tradição viva e imorredoura defendida por todos os católicos de vinte séculos de cristianismo.

    No decurso dos últimos anos, custou-me acreditar que estava diante daqueles mesmos sacerdotes e do próprio Bispo, colocados para defender, guardar e conservar a fidelidade à fé de todos os tempos.

    Qual foi a minha surpresa: amigos até então, tornaram-se inimigos ocultos cujo propósito tornou-se perseguir aqueles que defendem as mesmas idéias que nós defendemos há tantos e tantos anos.

    Doravante, passaram a afirmar o contrário do que ensinavam com tanto empenho e coragem. A nova mentalidade modernista difundida gota a gota, vai tornando, paulatinamente, “progressistas”, aqueles que no passado resistiram ao progressismo católico. Tudo sem quem ninguém se dê conta.

    Para comprovar, basta ler os últimos escritos ou escutar atentamente seus sermões e catecismos para sentir mais de perto a antítese das suas idéias. Hoje podemos perguntar: onde andam aqueles Padres? O que os levaram a mudar tanto? Promessa de cargos? Honras? Estar com a maioria do mundo? Será que trocaram o sublime, o elevado, o sobrenatural, por bens tão mesquinhos e passageiros.

    Ontem, Dom Navarro parecia que ia esmagar toda a resistência que era feita ao modernismo. Passou! Outro ocupou o seu lugar. Amanhã irá acontecer a mesma coisa com os referidos sacerdotes.

    Hoje, sofro aparentemente uma “derrota” ou quem sabe uma promoção. Deus o sabe. Como é público o Revm.º Pe. Everaldo Bon Robert, que sabe ler espanhol, e que ocupa recentemente o cargo de Diretor da Venerável Ordem Terceira do Carmo, cuja Igreja outrora foi o refúgio dos católicos fiéis à doutrina de sempre, com seu poder arbitrário, expulsou-me da Congregação Mariana, a qual faço parte há quarenta anos. Como todos sabem sou secretário da referida Associação, há trinta anos.

    As razões objetivas da minha “expulsão”, o douto sacerdote, ainda não as me deu por escrito, violando o direito de defesa expresso no Cânon 1.507. O que se espera de uma pessoa de caráter, que não muda como mudam os ventos, que enumere, por escrito, as acusações que entende e que dê à parte contrária o direito de defesa, o chamado devido processo legal substancial acolhido pelo Código de Direito Canônico. Com alegações vagas e desprovidas de fundamento, de que minha maneira de pensar não está conforme a nova mentalidade da igreja atual, dispensou-me como se despede a um cachorro. Procurei, com meus limitados conhecimentos, já que não leio nem falo francês, usando a doutrina da Santa Madre Igreja, a qual defendo desde a minha infância, e juventude, dissuadí-lo. Não bastaram as verdades do catecismo, da tradição da Igreja, dos papas de todos os tempos para convencê-lo. Restou ao mesmo o silêncio dos acusadores sem razão.

    Na realidade, ele jamais poderia me expulsar de uma Associação onde nunca, graças a Deus, disse ou cometi ato que desabonasse minha conduta.

    A Congregação que eu faço parte é a Congregação de Catedral de Campos. Nós fomos forçados a de lá sair, com a chegada do progressismo em Campos. O padre daquela época nos acolheu bondosamente naquele local de refúgio. Ou seja: Igreja do Carmo. De lá para cá pensávamos que estávamos seguros, quando, repentinamente, caímos nas mãos daqueles que outrora diziam ser nossos amigos.

    Certo de ser compreendido por aqueles que lutam pela fé católica e que estão de boa fé e contando com as orações de todos ao Coração daquela que é nossa Mãe,

Joelson Ribeiro Ramos.

Muito prezado Joelson,
Salve Maria.
     
     Aconselho-o que, mesmo oficialmente fora da Congregação Mariana, mantenha sempre as práticas da Congregação e pricipalmente o seu espírito de combate aos inimigos da Fé. 
     Continue fiel a tudo o que aprendeu, e peça a Nossa Senhora que mantenha viva em sua alma a Fé e a piedadede mariana. E reze por qaqueles que o perseguem.
     Rezemos sempre também pela Igreja, hoje tão atacada.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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