Montfort Associação Cultural

10 de dezembro de 2009

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Mas eu não falei? O motivo da segunda aula do Legado não ter saído ainda. – Parte I

Semana passada, terça ou quarta-feira:

- Alô, Zé (pseudônimo), aqui é o Guilherme. Tudo bem?

- Tudo.

- Então, cara, podemos marcar a edição final para quinta agora, dia 3?

- Puxa, não vou poder.

- E, na sexta, pode ser?

- Pode.

- Marcado, então. Que horas?

- Quer vir à tarde?

- Eu prefiro cedinho. Vamos marcar às 8? Quero fazer tudo o que tem de ser feito num dia só e já colocar no vídeo no ar.

- Tudo bem, então.

- Passe-me seu endereço por e-mail.

- Pode deixar. 

Quinta-feira, dia 03:

- Alô, Guilherme, tudo bem? Aqui é o Zé.

- Tudo bem, Zé. Fala aí…

- Então, não vou conseguir honrar nosso compromisso de amanhã.

- Por quê?

- É o casamento de minha irmã no civil. E eu sou umas das testemunhas.

- Iiii, rapaz, agora complicou… Você pode no sábado?

- Não dá. Tenho de ensaiar com a banda, pois vou tocar no casamento, na festa.

- Então deixa para segunda. Fazer o quê? – disse eu.

- Tudo bem, então. Às 8?

- Às 8!

 

Segunda-feira, dia 14:

- Alô, Guilherme, aqui é o Zé.

- Fala Zé, tudo bem com você?

- Então, cara, não vai dar para ser hoje de novo.

- Como assim? – perguntei indignado, recordando-me de que já havia feito uma promessa aqui no blog. (O Thales até me desaforou por causa do vídeo não ter saído ainda). :-)

- Então… Meus parentes ficaram hospedados aqui em casa e não vai dar…

- Hm… Bem… Fazer o que, né? Terça?

- Terça! Que horas?

- Às 8.

- Marcado.

 

Terça-feira, dia 15, o dia do dilúvio aqui em São Paulo:

- Alô, Guilherme. Aqui é o Marcelo. O Zé disse-me que está tentando ligar para você e não está conseguindo.

- O que foi?

- Ligue para ele.

Liguei.

- Alô, Zé, o que foi?

- Está tudo alagado aqui perto de casa. Você não vai conseguir chegar.

- Sério?

- Sério.

- Então, vamos deixar para um pouco depois – disse eu. Chego assim que a água abaixar. Pode ser?

- Não vai dar. Tenho um compromisso com outro cliente à tarde.

- Você está brincando. Não pode ser.

- Não, é sério.

- E agora? Quarta?

- Na quarta não posso.

- Quinta?

- Ok, quinta-feira. Que horas?

- Às 8.

 

Quarta-feira, dia 9:

Recebo um e-mail do Zé com os seguintes dizeres:

Guilherme,

infelizmente amanha não poderei cumprir com você a nossa tarefa.

tive hoje cedo um problema familiar muito sério e estou tendo que resolver muitas coisas neste momento.

não terei tempo nem cabeça para amanha.

podemos marcar na sexta? se voce puder me avise.

se não eu só poderei no domingo ou na segunda.

peço sua compreenssão e desculpas.

abraço!

Ao que respondi:

Cara, o que eu posso fazer?

Nada.

Deixe pra sexta, então.

8 da manhã. Preciso colocar esse vídeo online urgentemente.

Não vou falar mais nada por hoje. Eu, o idealizador e gestor do Legado, emitirei minha opinião somente amanhã à noite.

Peço a vocês – os financiadores desse projeto – que reflitam bem sobre esse fato. Deixo aqui apenas algumas informações para orientar a reflexão de vocês:

1) Cada vídeo com o Zé sai mais barato que com o estúdio (R$ 1.800,00);

2) O Zé edita na casa dele;

3) A casa do Zé fica mais longe que o estúdio inicial, para onde terei de ir com meu tempo, carro e combustível;

4) O Zé não tem ninguém para cuidar da agenda de atendimento com os clientes; o estúdio, além de ter o homenzinho que filma e outro que edita, tinha um só para cuidar da programação de atendimento aos clientes. Se estava marcado, estava marcado e ponto final.

Reflitam bem. Vale a pena essa desgaste? Será que, como alguns têm dito por aí, basta uma camerazinha e um editorzinho? Vocês têm certeza de que o vídeo atual custa muito caro? Será que é qualquer um que consegue garantir uma constância de 4 filmagens por mês?

Pensem nisso.

Uma dica: reflitam por que as coisas custam mais caro em Shoppings que numa loja de rua, que, por sua vez, cobra mais que aqueles vendedores que vão de porta em porta. Quais são as vantagens de cada um?

O que gera valor na economia?

Boa noite a todos,

Guilherme

Ps1: apesar de parecer, não estou completamente pessimista ainda. Aliás, tendo a querer continuar o trabalho com o Zé. Mas ele, embora um excelente profissional de vídeo, precisa melhorar em outras coisas. Nesse sentido, deixo aqui outra pergunta: vale a pena pagar um pouco melhor o Zé para que ele faça o serviço direitinho? Quanto vale alguém que trabalha direito? Voltarei a esse tema, pois preciso desfazer uma fofoca que está rolando, conforme fui informado, numa das comunidades do Orkut sobre o preço dos vídeos.

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