Montfort Associação Cultural

18 de abril de 2005

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Manipulação da mídia para a aprovação da Lei de Biossegurança

Autor: Fábio Vanini

  • Consulente: João
  • Idade: 27
  • Localizaçao: Brasília – DF – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Religião: Católica

O Projeto foi aprovado por 352 votos contra 60, que segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caros da Montfort,

Lendo as notícias ,dizem os jornalistas, que quem venceu foi a opnião pública e a mobilização da sociedade brasileira.

Mas quem são a sociedade brasileira e a opnião pública?

Li também que houve muita comoção com alguns relatos na câmera…

Pelo que li no site Montfort ,houveram 150 mil assinaturas contra esse projeto de lei ,apesar do Brasil ter mais de 150 milhões de brasileiros.

Eu gostaria que os senhores comentassem se foi uma vitória da emoção sobre a razão ,quais os reais interesses da ,entre aspas,sociedade,se tudo que é votado pelos políticos na câmera, visa o interesse da sociedade como um todo ou são somente interesses pessoais políticos e financeiros?

Dizem que existem políticos bons e outros maus.Mas pelo número de votos que foi aprovado,se existir interesses obscuros e sórdidos nesse projeto ,dá para bem ver que existe muito mais lobos mau do que pessoas de boa vontade na política.

O Mundo em que vivemos cada pessoa ,grupo,tem uma opnião ,interesses, e ninguém se entende ou poucos se entendem.
Realmente esse mundo é um hospício …sem Deus.

Que Deus nos proteja de todo o maligno!!!

João

Prezado João, salve Maria!< ?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

            De fato, lendo as notícias, temos a primeira impressão de que o povo está participando ativamente das discussões e, conscientemente, se uniu à comunidade científica esclarecida, aos intelectuais, médicos e sociólogos e, em comunhão, alcançaram mais um estandarte de glória para o progresso.

            Deus, que é infinitamente misericordioso, permite, no entanto, que a maioria do povo nem saiba o que está acontecendo, para que sua culpa não seja maior e se una à da imprensa e dos líderes públicos. Tanto que, uma vez explicado e posto às claras, o povo mostra-se contra a morte dos embriões, como mostrou o expressivo número de assinaturas de nosso manifesto obtidas em tão pouco tempo. Também a mídia esconde o grande número de cientistas que é contra, inclusive por princípios de metodologia científica. Além deles, muitos são contra e se calam, envergonhados por parecerem retrógrados e “obscurantistas”, ou lavam as mãos diante da decisão da maioria.

            Na verdade, o que assistimos foi uma guerra de princípios entre os eugenistas e os católicos, entre a maldade e a moral verdadeira. É claro que há princípios filosóficos e religiosos por trás de tudo. Também é evidente que há manipulação e distorção dos fatos pela imprensa. Não são poucos os casos, em se tratando de células-tronco.

            Veja a declaração da CDN (Companhia de Notícias), após a aprovação da Lei do biocrime:

“A agência foi contratada pela Bei Editora e pelo Movitae (Movimento em Prol da Vida) (…). A idéia, a princípio, era desenvolver um trabalho de relações com a mídia para conscientizar a imprensa sobre o tema durante o período de um mês”

“Todos os jornais, revistas e emissoras de rádio e TV deram destaque para o assunto. A votação da lei ainda motivou dois grandes jornais do País – O Globo e Folha de S. Paulo – a se pronunciarem favoravelmente à aprovação em seus editoriais” (Marli Romanini, coordenadora da CDN, site)

            Na mesma notícia, a tal agência declara: “A CDN teve seu papel na aprovação da lei”.

            Resta-nos crer que a imprensa impingiu idéias no povo e nos deputados e senadores, para difundir uma ideologia. Essa ideologia é a Eugenia.

            Hoje, os cientistas desenganam os iludidos pacientes, sobre a distância da cura: 

“É importante que isso seja dito, para que as pessoas não fiquem frustradas” (Mayana Zats, Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=3509).

            Ou então:

“É uma perspectiva muito a longo prazo”, “(…)já sabemos, em estudos com camundongos imuno-suprimidos [sem sistema imunológico] que recebem células assim criam um tumor”, “Quem disse que o embrião vai ser compatível com o paciente?” (Dra. Lygia Veiga Pereira, Folha On line 06/03/2005). “Talvez um certo sensacionalismo faça parte do jogo e tenha sido importante para mobilizar a sociedade e os parlamentares e levar à aprovação do PL de Biossegurança” (Dra. Lygia Veiga Pereira, O Estado de S. Paulo, 06/3/2005).

            Quanto às centenas de milhares de embriões congelados, hoje já se conhece os números reais, que giram em torno de 3000 em todo o Brasil. “É o único número oficial que existe.” (Dra. Lygia Veiga Pereira, Folha de S. Paulo, 31/3).

            Até o dia da votação, os defensores da lei do biocrime anunciavam que embriões congelados por mais de 7 dias não tinham mais viabilidade para implante uterino. A lei autoriza o uso de embriões de mais de 3 anos congelados. O ginecologista Ricardo Baruffi, do Centro de Reprodução Humana Sinhá Junqueira, de Riberião Preto, São Paulo, declarou:

“As pessoas estão entendendo que, após três anos, os embriões se tornam inviáveis. Isso não é verdade. Há registro de gravidez com até nove anos de congelamento” (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0403200502.htm)

            Como se vê, a mídia e os maus líderes trabalharam com malícia para aprovar a lei, com falso apoio da opinião pública. Utilizou-se a imagem dos doentes em cadeiras de rodas para mover a compaixão dos fracos deputados e senadores. E de pacientes também iludidos, com uma falsa esperança – que se chama, na verdade, desespero – com o fim das muletas às custas de milhares de embriões.

            Esse é um programa mundial: implantar o aborto em todos os países, dando-lhe uma nova roupagem e fazendo tal crime desfilar sobre um tapete científico, fantasiado de terapia social.

            Da eugenia, livrai-nos Jesus,

            Fábio Vanini

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