Montfort Associação Cultural

23 de fevereiro de 2007

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Males da Missa Nova

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Luiz Carlos Martins Filho
  • Localizaçao: Maringá – PR – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Profissão: Estudante
  • Religião: Católica

Caros Senhores,

Já encontrei em vosso site citações sobre missas sacrílegas, deturpadas pela vontade do celebrante e em completo desacordo com as regras da Igreja.

Navegando pelo site Youtube deparei-me com o seguinte vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=NsC4wRPybpA

Ele mostra uma missa sendo celebrada com pessoas vestidas de palhaço. Uma mulher lê o Evangelho. Segue então uma espécie de teatro explicativo. Lamentável observar no que foi transformada a Santa Missa…

Nunca tive a oportunidade de assistir a uma missa no rito de São Pio V, muito embora já tenha visto vídeos dela. Por anos permaneci alheio à Verdade que estava presente na missa, no mistério que se processava com a consagração. Nunca me passaria pela cabeça o significado daquele ato no qual o sacerdote elevava a hóstia, o cálice, ambos, então, Corpo e Sangue de Cristo. Nasci em meio ao Novus Ordo e hoje constato o quão danoso foi para mim e para muitos colegas que não mais se encontram em comunhão com a Santa Igreja. Não foram poucos aqueles que abandonaram a fé por falta de coerência, de entendimento. Felizmente segui outro caminho.

Aqui em casa, após muito conversar, minha mãe compreende e apóia o retorno da tradição. Ela, que já foi da RCC no passado, concorda que é urgente a restauração e verdadeira renovação (não criar algo novo, mas reavivar o que já existe) de nossa Igreja para que um melhor futuro seja garantido para as próximas gerações. Tremo ao pensar no que pode ocorrer se as coisas continuarem como estão…

Por fim, cito um documento que encontrei na Internet de um grupo de reflexão. Falavam das mudanças instauradas pelo Concílio Vaticano II, meditando sobre os “benefícios” trazidos por ele. Igualmente comento o que li de um padre na internet. Todos falam da maravilha que foi a mudança litúrgica, a introdução do vernáculo e tudo mais. Como falei a um amigo, ao que parece tudo está perfeito; aumenta o número de fiéis (…), a sociedade está se moralizando (…), as vocações estão aumentando (…), as heresias sumiram (…), enfim, a “primavera” chegou. Dela só vieram as tempestades, típicas da estação. As chuvas já erguem um oceano de incertezas sobre a Terra e só há uma barca onde a Verdade está segura… fora dela não há salvação.

Agradeço a atenção que minhas cartas têm recebido. Espero um dia poder conhecer o pessoal da Montfort e ter o prazer de assistir à Missa de sempre em sua companhia!

Dominus vobiscum!

Luiz Carlos M. Filho

Muito prezado Luis Carlos,
Salve Maria.
    Sua carta muito me alegrou por sua sincera compreensão do bem da Missa e dos males trazidos pela Nova Missa de Mosenhor Bugnini.
    Seu testemunho de que desconhecia a presença real de Cristo na hóstia consagrada comprova como os padres modernisats deixam o povo na mais completa ignorância das verdades de nossa Fé.
    Como é possível, durante anos, manter um rapaz frequentando a Igreja e assistindo Missas sem nunca lhe falar da presença de Cristo na Hóstia consagrada?
    Entretanto isso aconteceu com você. Como acontece com muitos outros.
    Em 1972, tive uma aluna que comungava e que não sabia que Jesus Cristo estava na Hóstia que ela recebia. Você vê, então, que essa omissão de ensinar a transubstanciação vem de longa data. Desde o Concílio Vaticano II.
    Um abraço amigo.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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