Montfort Associação Cultural

3 de agosto de 2007

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Maldição de Deus até a quarta geração, descrita no Êxodo

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Rodrigo R. Salesi
  • Localizaçao: Jundiaí – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Faturista
  • Religião: Católica

Ave Maria purissima!
Carissimo prof Orlando,

Espero que o senhor esteja gozando de boa saúde.
Saiba que sempre rezo pelo senhor e por todos os amigos que estão afavor da Fé Verdadeira e Inteira, a boa doutrina católica a qual passei a amar por ajuda da montfort e de outros que se alinham neste mesmo sentido.

Não sei se em uma das entre tantas cartas que já enviei ao senhor lhe escrevi mas reintero: sempre sou muito grato pela atenção que o senhor e os amigos da montfort me dão e nao só a mim mas a tantos consulentes gostaria sempre de estar presente nas reunioes dos amigos montfort.

Bom.

O motivo ao qual decidi escrever ao senhor é suplicando dirimir uma dúvida minha quanto a um trecho das Sagradas Escrituras.

Obviamente a dúvida não é só minha como também é do meu avô de 76 anos ao qual nesta semana pediu-me para dar-lhe uma palavra ao que entendia de um trecho das sagradas escrituras que era citado nestes livrecos liturgicos dito “liturgia diária” em respeito a liturgia Novo Ordus.
O senhor bem deve conhecer talvez ligeiramente os “belos frutos” de comentários que existem nesses livrecos por parte de sacerdotes tão fieis a exegese “atual”.

Enfim….

O ponto de curiosidade segue abaixo:

“…nao as adoraras, nem lhes darás culto: porque eu sou o senhor teu Deus, o Deus forte, e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira, e quarta geração daqueles, que me aborrecem; e que faz misericordia até mil gerações aqueles que me amam, e que guardam os meus preceitos…” (Êxodo XX, 5).

Tão prontamente respondi ao meu avô que é preciso prudência e cautela a não chegar conclusões erroneas como graçam neste mundo moderno.
Disse ao meu avô que é preciso ouvir o que a Santa Madre Igreja ensina e ouvir comentários de homens que tem autoridade e competencia para tal: como Santos e Santas, Doutores da Igreja. Disse que iria pesquisar e depois comentaria com ele em vista que não tenho bons livros.

Desta forma professor o que o senhor aconselha ? Que Doutor da Igreja ouvir ?
Se o senhor já tiver respondido em uma das entre tantas cartas no site montfort algo a esse respeito poderia me indicar ?

Um abraço amigo prof. Orlando e obrigado uma vez mais.

Viva o Papa!
Rodrigo R. Salesi

Muito prezado Rodrigo,
Salve Maria.
 
     Muito obrigado por suas palavras e mais ainda por suas orações. 
     Tive notícia que o bispo de Jundiaí permitiu a Missa de sempre em sua diocese. Seria bom encontrar uma padre que queira rezá-la. Encontrando um que deseje aprender a celebar a Missa de sempre, escreva-me para convidá-lo a assistir, no IBP, aulas para sacerdotes aprenderem a celebrar essa Missa de sempre.

     Provavelmente, a dúvida é sobre a maldição por quatro gerações, que aflige seu avô. Parece que a Canção Nova andou desafinando também nesse ponto, e daí as dúvidas de seu avô.

     Em primeiro lugar, é preciso salientar que cada um é responsável apenas por seus pecados pessoais, e que os pecados de seus pais, avós e bisavós não trazem culpa pessoal para os seus descendentes.
     Então, como explicar a maldição de Deus até a quarta geração?
     Repare que o texto diz:
 
não as adorarás, nem lhes darás culto: porque eu sou o senhor teu Deus, o Deus forte, e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”.
 
     A maldição de Deus cai apenas sobre aqueles que o odeiam, aderindo aos pecados dos pais e avós, cultuando ídolos. Quem não adota o pecado em que os pais cairam, esse vai ser abençoado por mil gerações (O termo aborrecer é usado hoje em lugar do original “odeiam”. Aborrecer significa, hoje, amolar, entediar. Na realidade aborrecer significa ter horror, odiar).
     Naturalmente, pais idólatras ensinam idolatria aos seus filhos e netos. Caso estes adotem a idolatria, serão eles também almadiçoados.
     A frase em foco mostra ainda como a misericórdia de Deus é muito maior do que sua maldição. Deus quer desse modo salientar sua bondade que se extende por mil gerações.  
     Esperando ter elucidado sua dúvida, me despeço,
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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