Montfort Associação Cultural

16 de novembro de 2013

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Liturgia Tridentina para o Domingo 17/11/2013

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

6º DOMINGO APÓS EPIFANIA TRANSFERIDO

2ª Classe – Paramentos Verdes 
Para ler/baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
Ilustração sobre a “Parábola do grão de mostarda”, 
por Jan Luy Ken (1932).
Santo do DiaSão Gregório Taumaturgo (m. 270-275).
1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses 1, 2-10.
Irmãos: Damos sempre graças a Deus por todos vós, pedindo continuamente por vós, nas nossas orações; lembrando-nos, diante de Deus que é nosso Pai, da obra da vossa fé, e do trabalho da vossa caridade, e da constância da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo. Porque sabemos, irmãos amados de Deus, que fostes escolhidos para participar dos benefícios da Redenção; porque o nosso Evangelho não vos foi somente pregado com palavras, mas também com milagres, e (com a efusão) do Espírito Santo, e numa grande plenitude; bem sabeis como nos houvemos entre vós, por amor de vós. E vós vos fizestes imitadores nossos, e do Senhor, recebendo o Evangelho no meio de muita tribulação, com a alegria do Espírito Santo; de tal modo que vos tornastes modelo para todos os crentes, na Macedônia e na Acaia. Com efeito, por vós foi propagada a palavra do Senhor, não só pela Macedônia e pela Acaia, mas a toda a parte chegou a fé que tendes em Deus, de sorte que nós não temos necessidade de dizer coisa alguma. Porque os próprios fiéis publicam de nós qual foi a aceitação que tivemos entre vós, e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e esperardes do Céu a seu filho, (a quem Ele ressuscitou dos mortos), Jesus, o qual nos livrou da ira que há de vir.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 31-35.
Naquele tempo: Contou Jesus à multidão esta parábola: “O reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou no seu campo; o qual é, na verdade, a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é maior que todas as hortaliças, e faz-se arbusto, de sorte que as aves do céu vêm habitar nos seus ramos.” Disse-lhes ainda outra parábola: “O reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até a massa ficar toda fermentada.” Todas estas coisas disse Jesus ao povo, em parábolas; e não lhes falava senão em parábolas, a fim de que se cumprisse o que estava anunciado pelo Profeta, que diz: “Abrirei em parábolas a minha boca; revelarei coisas que tem estado escondidas desde a criação do mundo”.
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963.
Comentário ao Evangelho do dia:
São Macário (ignor. – 390), monge do Egito
Homilia nº 24 (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
“Até que toda massa fique fermentada”
Desde a transgressão de Adão, os pensamentos da alma dispersaram-se, afastando-se do amor de Deus, na direção do mundo presente, e misturaram-se com pensamentos materiais e terrestres. Porque Adão, com a sua transgressão, recebeu em si o fermento das más tendências, e assim, por participação, também todos os que dele nasceram e toda a raça de Adão recebeu uma parte desse fermento. Seguidamente, as disposições más cresceram e desenvolveram-se entre os homens, a ponto de eles fazerem todo o tipo de desordens. Finalmente, o fermento da malícia penetrou em toda a humanidade [...].
De maneira análoga, durante a sua estada na terra, o Senhor quis voluntariamente sofrer por todos os homens: resgatá-los com o Seu próprio sangue, introduzir o fermento celeste da Sua bondade nas almas crentes humilhadas pelo jugo do pecado. Quis completar nelas a justiça dos preceitos e todas as virtudes, de maneira a que, ao penetrar nelas este fermento, fiquem unidas no bem e formem com o Senhor “um só Espírito”, segundo as palavras de Paulo (1Cor 6, 17). A alma que for totalmente penetrada pelo fermento do Espírito Santo nem poderá já ter a ideia do mal e da malícia, como está escrito: “O amor não se irrita nem guarda ressentimento” (1Co 13, 5). Sem este fermento celeste, ou, por outras palavras, sem a força do Espírito Santo, a alma não poderá ser amassada pela doçura do Senhor nem alcançar a verdadeira vida.

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