Montfort Associação Cultural

19 de outubro de 2013

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Liturgia do Vigésimo Segundo Domingo depois de Pentecostes

 

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião,

Campo Grande

22º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

e Dia Mundial das Missões (Penúltimo
Domingo de Outubro)
2ª Classe – Paramentos Verdes
Para ler/baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
Para ler/baixar a 2ª Parte da Coleta (alusiva ao Dia 
Mundial das Missões), clique aqui.
A César, o que é de César.
Santo do Dia: São João Câncio (m. 1473).
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses 1, 6-11.
Irmãos: Estou certo, no Senhor Jesus, que Aquele que começou em vós esta obra [da vossa santificação], a levará a bom termo, até ao dia de Jesus Cristo [de Sua vinda gloriosa, n.d.t.]. É justo que eu assim pense acerca de todos vós, porque vos trago não só no coração, mas também nas minhas cadeias e na defesa e confirmação do Evangelho, sabendo-vos a todos Vós participantes da minha alegria. De fato, Deus é testemunha de como vos estremeço a todos com a própria ternura de Jesus Cristo! O que peço é que a vossa caridade cresça cada vez mais em conhecimento e penetração íntima, para discernirdes o que é preferível, e para serdes puros e irrepreensíveis, com rumo ao dia de Cristo, cheios dos frutos da santidade que nos vem de Cristo, para glória e louvor de Deus.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 22, 15-21.
Naquele tempo: Os fariseus retiraram-se a fim de combinar entre si o modo como surpreenderiam Jesus nas suas palavras. Enviaram, pois, os seus discípulos com os herodianos, a dizerem-lhe: “Mestre! Sabemos que és sincero, e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem atender a ninguém, porque não fazes acepção de pessoas. Portanto, dize-nos a tua opinião: É lícito dar o tributo a César, ou não?” Jesus, porém, conhecendo a sua perfídia, exclamou: “Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo.” Eles apresentaram-lhe um dinheiro. Perguntou-lhes, então, Jesus: “De quem é esta efígie e esta legenda? ” Eles responderam-lhe: “De César.” Disse-lhes Ele: “Pois então dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia: São Lourenço de Bríndisi (470-543), religioso capuchinho, doutor da Igreja Sermão para o 22º Domingo Depois de Pentecostes, 2-5; Opera Omnia 8, 335.336.339-340.346.Trad. Breviário (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
Ser realmente uma imagem de Deus
“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. É preciso dar a cada um o que lhe pertence. Eis uma palavra verdadeiramente cheia de sabedoria e de ciência celestial. Porque nos ensina que há duas espécies de poder: um humano e terreno, outro divino e celeste. [...] Ensina-nos que devemos estar sujeitos a uma dupla obediência: às leis dos homens e às leis divinas. [...] Temos de pagar a César a moeda que tem a efígie e a inscrição de César, e a Deus o que recebeu o sinete da imagem e semelhança divinas: “Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz da Tua face!” A luz da Tua face deixou em nós a Tua marca, Senhor (Sl 4,7).
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus (cf. Gen 1, 26). Tu és homem, ó cristão. És, portanto, a moeda do tesouro divino; uma moeda que tem a efígie e a inscrição do Imperador divino. Assim, pergunto com Cristo: “De quem são esta imagem e esta inscrição?” E tu respondes: “De Deus”. E eu digo-te: “Então porque não dás a Deus o que é de Deus?”
Se queremos realmente ser imagem de Deus, devemos assemelhar-nos a Cristo, pois Ele é a imagem da bondade de Deus e “imagem fiel da Sua substância” (Heb 1, 3). E Deus, “àqueles que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem uma imagem idêntica à do Seu Filho” (Rom 8, 29). Cristo deu verdadeiramente a César o que era de César e a Deus o que era de Deus. Observou, da maneira mais perfeita, os preceitos contidos nas duas tábuas da lei divina, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Flp 2, 8) e, assim, foi elevado ao mais alto grau de todas as virtudes visíveis e invisíveis.

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