Montfort Associação Cultural

9 de março de 2014

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Liturgia do Primeiro Domingo da Quaresma

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

1º DOMINGO DA QUARESMA

1ª Classe – Paramentos Roxos
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2ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 6, 1-10.
Irmãos: Exortamo-vos a que não recebais em vão a graça de Deus. Diz Ele, com efeito: Ouvi-te no tempo favorável, e ajudei-te no dia da salvação: O tempo favorável é agora; é agora o dia da salvação. A ninguém sejamos ocasião de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado; ao contrário, afirmemo-nos, em tudo, como ministros de Deus, mostrando toda a paciência – nas tribulações, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nas sedições, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns; com a castidade, com a ciência, com a longanimidade, com a mansidão, com o Espírito Santo, com uma caridade não fingida, com a palavra da verdade, com o poder de Deus, com as armas ofensivas e defensivas da justiça, entre a glória e a ignomínia, entre a boa e a má reputação; tidos por impostores apesar de verazes; como pessoas obscuras, embora bem conhecidas; como gente a morrer estando bem vivos; como castigados, mas sem estar à morte; como tristes, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos: como não tendo nada, mas possuindo tudo.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 4, 1-11.
Naquele tempo: Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo demônio. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Aproximando-se, então, o tentador, disse-Lhe: “Se és filho de Deus, dize a estas pedras que se convertam em pão.” Ele, porém, respondendo disse: “Está escrito: O homem não vive só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” Então o demônio transportou-O à cidade santa; e, pondo-O sobre o pináculo do templo, disse-lhe: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo. Porque está escrito: Incumbiu os seus anjos de velarem por ti: eles te tomarão em suas mãos, para que não tropeces nas pedras do caminho.” Jesus respondeu-lhe: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.” De novo o demônio o transportou a um monte muito alto, e lhe fez ver todos os reinos do mundo, e a sua magnificência. E disse-lhe: “Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.” Então, Jesus disse-lhe: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: O Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.” Então o demônio deixou-o: e eis que os anjos se aproximaram, e o serviram.
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963.
Comentário ao Evangelho  do dia
São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, n°16 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
“De fato, tal como pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos se tornarão justos” (Rom 5,19)
Analisando o desenvolvimento das tentações do Senhor, conseguimos compreender quão grandiosamente fomos libertados da tentação. O inimigo das origens levantou-se contra o primeiro homem, nosso antepassado, com três tentações: tentou-o pela gula, pela vanglória e pela avareza […]. Pela gula, mostrou-lhe o fruto proibido da árvore e persuadiu-o a comê-lo. Tentou-o pela vanglória, dizendo-lhe: “Sereis como Deus” (Gn 3,5). E tentou-o ainda pela avareza, dizendo-lhe: “Conhecereis o bem e o mal”. Com efeito, a avareza não tem por objeto apenas o dinheiro, mas também as honras […].
Mas quando tentou o segundo Adão (1Cor 15,47), os próprios meios que lhe tinham servido para derrubar o primeiro homem venceram o diabo. Tenta-O pela gula, ao pedir-lhe: “Ordena que estas pedras se transformem em pães”; tenta-O pela vanglória, ao dizer-lhe: “Se és o Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo”; tenta-O pelo desejo ávido de honrarias quando, mostrando-Lhe todos os reinos do mundo, declara: “Tudo isto Te darei se, aos meus pés, me adorares” […]. Tendo desta forma aprisionado o diabo, o segundo Adão expulsa-o dos nossos corações pela mesma via por que lhe havia permitido neles entrar e tê-los em seu poder.
Uma outra coisa temos ainda de considerar relativamente às tentações do Senhor […]: Ele podia ter precipitado o tentador no abismo, mas não manifestou o seu poder pessoal; limitou-Se a responder ao diabo com preceitos da Santa Escritura. Fez isso para nos dar exemplo de paciência, e para nos convidar a recorrer mais ao ensino do que à vingança. […] Vede bem a paciência de Deus, e a nossa impaciência! Nós deixamo-nos levar pela fúria quando a injustiça ou a ofensa nos atingem […]; o Senhor suportou a hostilidade do diabo, mas foi com palavras suaves que lhe respondeu.

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