Montfort Associação Cultural

5 de março de 2014

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LITURGIA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

1ª Classe – Paramentos Roxos

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Livro de Joel 2, 12-19.
É isto O que diz o Senhor: Voltai-vos para Mim, de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas e com gemidos. Rasgai os vossos corações e não os vossos vestidos, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque Ele é benigno e compassivo, paciente e de muita misericórdia, e inclinado a suspender o castigo. Quem sabe se Ele quererá voltar-se para vós e perdoar-vos, e deixar após si alguma bênção, algum sacrifício e libação para o Senhor vosso Deus? Tocai a trombeta em Sião, ordenai um jejum sagrado, convocai uma assembleia, fazei vir todo o povo, adverti a todos que se purifiquem, juntai os velhos, reuni os pequeninos e os meninos de peito; que o esposo deixe o seu quarto, e a esposa a sua alcova. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, postos entre o vestíbulo e o altar, e digam: Perdoai Senhor, perdoai ao vosso povo, e não deixeis que na ignomínia se avilte a vossa herança, de sorte que as nações a dominem; porque os povos diriam: Onde está o Deus deles? O Senhor vibrou com amor ardente pela sua terra, e perdoou ao seu povo. E o Senhor falou, dizendo ao seu povo: Eis que vou enviar-vos trigo, e vinho e azeite, e ficareis abastecidos destes gêneros; e não vos entregarei mais ao insulto das nações, diz o Senhor onipotente.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 6, 16-21.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Quando jejuais, não queirais fazer-vos tristes, como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos, para mostrar aos homens que jejuam. Na verdade vos digo que (já) receberam a sua recompensa. Quanto a ti, porém, quando jejuas, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto, a fim de que não pareça aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está presente no mais recôndito: e teu Pai, que vê o mais recôndito, te dará a recompensa. Não queirais entesourar para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem, e onde os ladrões os desenterram e roubam; ao contrário, entesourai para vós tesouros no Céu, onde nem a ferrugem, nem a traça os consomem, e onde os ladrões os não desenterram nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, ai está o teu coração”.
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário do dia
São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre os evangelhos, nº 16, 5 (extraído do site Evangelho Quotidiano)
Quarenta dias para crescer no amor de Deus e do próximo
Iniciamos hoje os santos quarenta dias da quaresma, e convém-nos examinar atentamente por que razão esta abstinência é observada durante quarenta dias. Moisés, para receber a Lei pela segunda vez, jejuou quarenta dias (Ex 34,28). Elias, no deserto, absteve-se de comer durante quarenta dias (1Rs 19,8). O Criador dos homens, ao vir para o meio dos homens, não tomou qualquer alimento durante quarenta dias (Mt 4,2). Esforcemo-nos também nós, tanto quanto nos for possível, por refrear o nosso corpo pela abstinência neste tempo anual dos santos quarenta dias [...], a fim de nos tornarmos, segundo a palavra de Paulo, “uma hóstia viva”(Rom 12,1). O homem é, ao mesmo tempo, uma oferenda viva e imolada (cf Ap 5,6) quando, sem deixar esta vida, faz morrer nele os desejos deste mundo.
Foi a satisfação da carne que nos levou ao pecado (Gen 3,6); que a carne mortificada nos leve ao perdão. O autor da nossa morte, Adão, transgrediu os preceitos de vida comendo o fruto proibido da árvore. É por conseguinte necessário que nós, que fomos privados das alegrias do Paraíso pelo alimento, nos esforcemos por reconquistá-las pela abstinência.
Mas ninguém suponha que esta abstinência é suficiente. O Senhor disse pela boca do profeta: “O jejum que Eu aprecio é este, [...] repartir o teu pão com o esfomeado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir o nu, e não desprezar o teu irmão” (Is 58,6-7). Eis o jejum que Deus aprova [...]: um jejum realizado no amor ao próximo e impregnado de bondade. Prodigaliza pois aos outros daquilo que retiras a ti próprio; assim, a tua penitência corporal permitir-te-á cuidar do bem-estar físico do teu próximo em necessidade.

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