Montfort Associação Cultural

10 de junho de 2008

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Leitor protestante mostra que está mais próximo da Fé do que muitos católicos

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Robson Alves de Lima
  • Localizaçao: Governador Celso Ramos – SC – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Instrutor de Informática
  • Religião: Protestante

Caríssimo Dr. Orlando Fedeli Saudações no santíssimo nome de Jesus Cristo, o Senhor e Salvador.

Li, a poucos instantes, a carta de um mero delinquente travestido de “protestante”, insultando-o com as mais baixas palavras que um ser humano possa falar. Gostaria, caríssimo, que o senhor não levasse em consideração aqueles insultos, pois, se de fato, ele fosse um genuíno protestante, ele não teria feito uso de tais palavras tão vergonhosas. E, realmente, se ele não arrepender-se, com certeza, irá para o inferno. Que Deus se apiede de sua miserável alma (refiro-me a dele, claro)

Dr. Orlando, antes de, realmente, iniciar minhas perguntas (apesar de saber o número exorbitante de cartas a este site enviadas), gostaria que o senhor soubesse que o admiro muito, pela sua postura em favor das missas ditas tradicionais e pontos afins. Note, caríssimo Dr. Orlando, que mesmo não sendo católico, mas protestante, eu desejo que sua lutaem favor do antigo, mas belo, verdadeiro e, acima de tudo, espiritualmednte digno do nome de Deus, seja levado adiante, e não os “showzinhos” que vemos em tantos lugares.

Entristece-me, Dr. Orlando, que, até mesmo na Igreja Católica haja pessoas que entendam que a missa tenha que ser feita de acordo com as necessidades artísticas e expressivas das pessoas, e não de acordo com o que a Igreja Católica sempre creu e defendeu (pelo menos até o CVII). Conversando com um padre de minha cidade (prefiro não revelar-lhe seu nome), questionei-lhe se eu, sendo protestante, iria ao céu e ele, pasme, disse-me que sim. Ora, se eu sendo protestante serei salvo, porque então existir, no final das contas, os sete sacramentos da Igreja? Por que, então, ser bom, se ser protestante já basta? No final, para que a Igreja Católica, se há outras igrejas igualmente válidas, segundo tal visão esposada por um ministro ordenado da Igreja Católica?

Dr. Fedeli, eu estou confuso (e o senhor sabe que esta é a segunda ou terceita comunicação que lhe envio) e, sinceramente, não sei o que fazer… Ora, eu não quero participar de uma missa com danças e coisas deste tipo. Nunca frequentei um salão de baile antes de ir para a igreja protestante e não será, caso meu me torne católico, que irei participar de tais coisas em “louvor ao Senhor”.

Dr. Fedeli, o senhor poderá, de vez em quando, rezar por mim? Poderei, apesar de minha pequenez (grafei corretamente?) ter a honra de sua amizade? Poderei aprender assentado aos seus pés o que é ser verdadeiramente um católico convicto e, genuinamente, SANTO?

Ora, desejo ser santo não com o fito de ser venerado (não estou criticando a hiperdulia, por favor, não me entenda sssim!), mas com o fito de viver uma vida que seja um reflexo, ainda que pálido, da beleza todo-ofuscante do Deus Todo-Poderoso, para que as pessoas saibam que Ele Vive e transforma pecadores em seres belos.

Dr. Orlando, na esperança de poder contar com tua resposta, seja ela escrita via carta ou por e-mail, peço-lhe, mui humildemente, que reze em meu favor e de minha família, bem como que possa, na altura de sua dignidade e profundo conhecimento da doutrina da Igreja, bem como pela sua sinceridade e boa-vontade em lutar pela beleza sempre viva de um culto honroso e digno do Nome santo de Cristo, que atente para esta carta de um protestante, pequeno, ignorante comparado ao seu vasto conhecimento secular e religioso, mas sincero em pedir-lhe ajuda e o rico dom de ser teu amigo, apesar da nossa atual diferença de opiniões e modos de enxergar o modo de ser salvo.

Rezarás por mim? Tenho certeza que sim.

Poderei ser teu amigo? Sim, se Deus o permitir.

Aprenderei contigo? Plena certeza, apesar de minha quase invencível ignorância.

Deste que aguarda ansioso um contato via e-mail que seja,

Robson Alves de Lima

PS. Não desista de tua luta, POR FAVOR!

Muito prezado e muito caro amigo Robson,
Salve Maria.

     Você está mais próximo da Fé do que muitos que se dizem católicos, hoje. O que muitos católicos não vêem, graças a Deus, você vê. E vê bem claro.
      Claro que rezarei por você, como pedirei que todos os membros da Montfort rezem por você. E, evidentemente, o tenho como amigo. Não me esqueci de sua carta anterior. Logo que a li, fui consultar o mapa para ver onde se situa a sua cidade, Governador Celso Ramos. Vi que ela se situa no litoral ao norte de Florianópolis a caminho de Curitiba. Quero ir até sua cidade conhecê-lo e conversar consigo.
     
Será uma alegria e uma honra tê-lo como amigo e vê-lo um dia, ajoelhado comigo, rezando juntos, e estudando juntos, aos pés de Cristo e de seu Vigário na terra, como filhos fiéis da única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aos pés dEle, estudaremos juntos, um dia. Anseio por encontrar-me consigo o quanto antes, para começar logo a lhe tirar as suas últimas dúvidas. Anseio vê-lo recebendo os sacramentos da Igreja, principalmente comungarmos juntos o pão da vida, a Sagrada Hóstia na qual está realmente presente Aquele que é O Caminho, A Verdade e a Vida.
     
Tomara que isso aconteça logo.
     
Agradeço suas palavras de apoio e de consolo por causa de pessoas que me injuriam por ódio a Cristo e à Igreja. Sabe você muito bem, meu caro Robson, que isso nos traz honra. Como muita honra, muito consolo me traz sua carta amiga.
     
Escreva-me sempre. Escreva-me muito.
     
Verei se em Julho, poderei ir até Florianópolis e Celso Ramos.
     
Um abraço muito, muito amigo.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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