Montfort Associação Cultural

20 de janeiro de 2010

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Leigos no lugar de sacerdotes na Diocese de Nova Iguaçu

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Fernando Silva
  • Localizaçao: Nova iguaçu – RJ – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Teólogo E Psicólogo
  • Religião: Católica

Prezada equipe do MONTFORT.
Gostaria de fazer uma denúncia de abusos litúrgicos e outras heresias que vem ocorrendo em minha diocese.
Ela já foi aqui comentada, mas infelizmente nada mudou. Sou da diocese de Nova Iguaçu, da qual é administrada pelo bispo Dom Luciano Bergamin – CRL.

Acontecem vários abusos na liturgia e em várias outras áreas.

1 – A Santa Missa é desvalorizada ao extremo. Os padres se vestem, muitas vezes, somente com a estola e com uma veste que vai apenas até o joelho (tenho uma foto caso queiram); celebram a Eucaristia de qualquer jeito, como se fosse uma simples reuniçao; usam objetos litúrgicos que não são dignos, como cálice de vidro ou de madeira, simplesmente herege. Falta de dinheiro para comprar não é, pois os padres andam sempre em carro do ano.

2 – A juventude procura a Igreja por TUDO, menos por causa de Cristo. Procuram por namoro, por música e por tantas outras mais, menos com a vontade de se encontrar com Deus.

3 – O seminário diocesano (Paulo VI) é simplesmente ridículo. O bispo não permite que os seminaristas usem clergyman ou batina e os mesmos também não gostam. Certa vez um seminarista disse-me: “Batina na diocese de Nova Iguçu é ridículo”.

4 – O bispo nunca toma uma providência. Sabe dos problemas e absurdos que ocorrem nas paróquias e na diocese em geral, mas ele simplesmente “cruza” os braços e finge que nada está acontecendo.

5 – A diocese de NI é, infelizmente, ministerial. O problema é que os ministérios são muito “clericalizados”. São leigos, chamados “testemunhas qualificadas do matrimônio”, sem formação alguma, que presidem um matrimônio. “Ministros do batismo” que celebram os batizados. “Ministros das Exéquias” que encomendam as almas dos fiéis defundos nos velórios e enterros. O que mais impressiona é que os padres, em particular na minha paróquia, estão sempre presentes (são dois), mas se recusam em celebrar um Batismo, presidir um Matrimônio ou encomendar uma alma nas Exéquias. Eles dizem que existem os “ministros” para isso.

Esses são alguns de MUITOS erros e absurdos ocorridos na diocese de Nova Iguaçu. Espero a resposta de vocês, para que me ajudem a encontrar uma solução para tal problema, porque do jeito que está, é difícil suportar.

Fernando Silva.

Muito prezado Fernando,
Salve Maria.

    Você contou não apenas o que acontece na Diocese de Nova Iguaçu, mas o que se faz em numerosíssimas dioceses do Brasil.

     Os padres querem clericalizar os leigos e laicizar o clero. Por isso querem a abolição do celibato. Permitem que os leigos executem funções próprias dos sacerdotes para ir incutindo a idéia de que o leigo é igual ao padre. O que é absolutamente falso.

     Recomendo-lhe que envie essa sua carta denúncia, que você me escreveu, para o Vaticano, endereçando-a à Sagrada Congregação do Clero na Città del Vaticano.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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