Montfort Associação Cultural

23 de novembro de 2004

Download PDF

Kiko repete a doutrina Modernista de Fé que destrói a Caridade

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Rildo
  • Localizaçao: – Brasil

Li sobre discussões sobre “Apostilas”, eu acho este tema não muito interessante do ponto de vista da fé católica. Pelo que eu sei existem seminários “Bancados” por varios grupos da igreja e que os movimentos tem seu estatuto. O que eu sei sobre o NC é q. eles estudam a Bíblia e que as experiências das quais dizem é da vivência do evangelho. Será que fazer críticas pelo que se leu não está errado? porque eu tendo estudado história jamais faria parte do catolicismo sem ter vivido a fé católica. Ou seja o Amor? A pergunta é porque criticar a nossa Igreja sem as provas (fatos, não apenas escritos) que há algo de errado? será que viver o amor não é mais relevante que se prender a alguns detalhes de conflito? Que o amor e a paz de Deus/Jesus estejam convosco!

São Paulo, 13 de Abril de 2002
Muito prezado Rildo,
Salve Maria.

Você me escreve, objetando às minhas críticas ao Neocatecumenato, que os membros desse movimento “vivem o amor” e você confunde amor com fé.

A sua dúvida e sua objeção provém do fato de que você tem uma falsa noção de fé, que é, precisamente, a fé como a entende e ensina o Neocatecumenato.

A verdadeira Fé consiste numa adesão da inteligência às verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja. A Fé é uma virtude intelectual.

A Igreja ensina que sem a Fé é impossível ter caridade, isto é, amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, por amor de Deus.

Sem Fé não há caridade, porque só se pode amar aquilo que se conhece.

A Fé é como os pilares de uma casa, enquanto a caridade — aquilo que você vagamente chama de amor — seria o telhado. A finalidade dos pilares é a de sustentar o telhado. A finalidade da Fé é a caridade, isto é, o amor de Deus. E o amor de Deus não é um sentimento, mas é querer o Bem que é o próprio Deus. E querer é um ato da vontade e não da sensibilidade. O amor de Deus e do próximo não é um sentimento, repito, mas um ato da vontade.

Se não se tem Fé, não pode haver caridade, como, sem os pilares, o telhado cai.

Daí ser a Fé o que há de mais fundamental. E se a Fé consiste em crer em verdades reveladas por Deus, e sendo as verdades expressas por palavras, é de importância fundamental analisar as doutrinas ensinadas por um movimento ou por um autor.

A Religião Católica é a religião do Verbo de Deus encarnado, da Palavra de Deus encarnada em Cristo Jesus. Toda a nossa religião se fundamenta em palavras que encerram verdades.

Assim, por exemplo, os sacramentos exigem palavras: há fórmulas para o batismo, para a Consagração da Hóstia, para a Absolvição dos pecados, para o Matrimônio, etc.

A Fé é a condição necessária para se ter caridade (Amor). Por isso, todos os que caem em heresia, ou em erro grave contra a Fé, automaticamente perdem a caridade. O herege não “vive o amor” (para usar a sua expressão, a fim de fazer entender melhor por você), ainda que pronuncie sempre essa palavra tão desvirtuada e torcida em nossos dias.

Creio que lhe deixei claro, já, como são importantes as palavras, como é importante analisar os textos de alguém, para saber o que ele pensa, para conhecer a sua doutrina. E como exemplo de exame de textos tomarei o seu.

Você me escreveu: “porque eu tendo estudado história jamais faria parte do catolicismo sem ter vivido a fé católica. Ou seja o Amor?”

À luz do que expus acima, você mesmo poderá constatar seu equívoco em identificar Fé e Amor.

A Fé é uma virtude intelectual, pela adesão obsequiosa da inteligência às verdades que Deus nos revelou. A Caridade é uma virtude volitiva, da vontade, pois consiste num desejo de querer, acima de tudo, Deus, Bem absoluto, e de querer para o próximo que alcance a salvação, o Bem absoluto, e que, para isso, ele realize a sua vocação pela prática de todas as virtudes, tornando-se semelhante a Deus.

***

Neocatecumenato e Segredo

O Neocatecumenato se apresenta como um movimento católico, mas oculta os seus ensinamentos e doutrinas. Nas suas famosas e bem discretas — para não dizer secretas — Apostilas, Kiko Arguelo e Carmem, os dirigentes do Neocatecumenato defendem doutrinas heréticas e, por isso mesmo, afirmam que convém mantê-las em sigilo.

Já obtive algumas das Apostilas de Kiko e Carmem, e o que nelas se lê é escandalosamente contrário à doutrina Católica.

Além disso, o texto é de muito baixo nível intelectual e doutrinário, grosseiro, e, nele se recomenda explicitamente, aos que assistem às primeiras reuniões do Neocatecumenato, que não contem tudo o que ouviram.

Veja as provas do que afirmo.

Kiko previne aos Catequistas do NC:

“Não é para falarem às pessoas tudo o que lhes direi”

(Francisco Arguelo — Kiko — Apostilas, Orientações às Equipes de Catequistas para a fase de Conversão, Anotações tiradas das gravações dos encontros realizados por Kiko e Carmem, para orientarem as equipes de catequistas de Madri, em Fevereiro de 1972, Jundiaí- SP- Janeiro de 1987, 9º Dia, Catequese sobre o Sacramento da Penitência, p. 124).

E, para destacar que não estamos respigando frases isoladas de um contexto, confirmemos essa recomendação de fazer segredo sobre as catequeses e as doutrinas do Neocatecumenato com outra frase de Kiko:

“Não digam nada às pessoas de todas estas coisas: simplesmente revalorizem o valor comunitário do pecado, sua índole social, o poder da Igreja, etc.”

(Kiko, Apostilas cit., 9º Dia, p. 137).

Numa outra Apostila, mais recente, de 1995, aparece um texto de Kiko no qual se fizeram cortes evidentes, indicativos de censura e segredo. (Cfr Kiko, Carmem e “Mário”, Convivência de Catequistas — 1995. Transcrição de catequese orais sem corrigir. p. 75). Sem corrigir, mas com cesuras e censuras…

No Neocatecumenato recomenda-se, pois, que não se diga tudo a todos. Há que manter certas coisas em segredo.

Por que?

Porque são doutrinas heterodoxas, que pretendem instilar, pouco a pouco, entre os católicos.

Por exemplo, uma nova noção de Fé. Uma noção modernista de Fé.

 

O Conceito de Fé do Neocatecumenato:
Fé, Experiência e Sentimento

O Neocatecumenato tem uma noção modernista de Fé.

Para o Modernismo, a Fé não era uma adesão da inteligência a verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja. Para o Modernismo “a Fé era um sentimento interior”, “uma experiência íntima e pessoal com Cristo”.

Essas noções errôneas de Fé foram severamente condenadas por São Pio X, na encíclica Pascendi:

“(…) o primeiro (…) movimento de qualquer fenômeno vital, qual, como já o dissemos, é a religião, há que derivá-lo de alguma indigência ou impulso; e as origens, se temos que falar mais precisamente da vida, há que colocá-las em certo movimento do coração que se chama

sentimento. Pelo que, como o objeto da religião é Deus, é preciso absolutamente concluir que a fé, princípio e fundamento de toda religião, deve se colocar em certo sentimento íntimo que nasce da indigência do divino” (São Pio X, Pascendi,. Denzinger, nº 2074. Os destaques são meus).

Portanto a Fé, segundo os modernistas, é um sentimento religioso. Kiko e Cramem repetem essa noção.

Na Pascendi, São Pio X condena a doutrina de que a fé nasce de uma experiência íntima do homem:

“Há que reconhecer, no sentimento religioso, certa intuição do coração, pela qual, se o homem, sem nenhum intermédio, alcança a realidade de Deus e adquire tão grande persuasão da existência de Deus e de sua ação, tanto dentro como fora do homem, que supera muito toda persuasão que possa vir da ciência. [Os modernistas] Põem, pois, uma verdadeira experiência e esta superior a qualquer experiência racional, e se alguns, como os racionalistas, a negam, é — afirmam os modernistas — que não querem colocar-se nas condições morais que se requerem para que haja aquela experiência. Ora, essa experiência, quando uma pessoa a tem, é a que própria e verdadeiramente o faz crente. Como estamos longe dos ensinamentos católicos!

” (São Pio X, Pascendi, . Denzinger, 2981).

Quão longe estão os ensinamentos de Kiko e Carmem, as doutrinas do Neocatecumenato, da doutrina católica!

Kiko repete a doutrina Modernista de Fé.

Em primeiro lugar, para Kiko o cristianismo não seria um conjunto de verdades reveladas por Deus, nas quais se é obrigado a crer. O Cristianismo seria uma “experiência religiosa” e não um Credo de doutrinas cuja crença é obrigatória, sob pena de pecado contra a Fé, pecado que exclui, ipso fato, da Igreja.

Veja o que escreveu e ensina Kiko. O que ensina o Neocatecumenato:

Dizíamos que a Fé não consiste numa série de idéias ou no fato de aderir a verdades, ou em acreditar que existe um Deus que criou tudo, mas que a fé é um encontro pessoal com Deus, com Jesus Cristo, porquanto Jesus Cristo é o autor da fé nos homens e é aquele que nos leva ao Pai: a plenitude da Fé se dá em Jesus Cristo” (Kiko, Apostila citada, p. 80).

Está aí escarrapachada a heresia modernista: a Fé não consiste em aderir a verdades. Nem sequer em acreditar em um Deus criador. Essa frase de Kiko contém a afirmação explícita de que não é preciso sequer acreditar no primeiro artigo do Credo.

Kiko é um herege modernista. O Neocatecumenato é uma seita Modernista.

Kiko confirma essa conceituação modernista de fé, pouco adiante, na mesma página de sua Apostila secreta:

“E quisemos apresentar através da História da Salvação, concretamente com Abraão, com um hebreu saído do Egito

[Sic!] e com São Paulo — como a manifestação de Deus para estas pessoas não foi, de jeito nenhum, acreditar em certas verdades, mas foi sentir a ação de Deus na sua vida concreta. Para eles, a Fé foi um encontro real que os conduziu a uma mudança de existência” (Kiko, Apostila cit, 6º Dia. “Quem sou eu ?”, p. 80).

Carmem ensina a mesma doutrina herética de Fé:

Fé é um conhecimento experiencial” (Carmem, Apostila cit. Primeira Parte da Catequese sobre a Eucaristia, p. 226).

E ainda:

“Da fé fizemos conceitos e raciocínios; demos definições da fé que são tudo, menos a fé da Escritura. Fé, na Escritura, é uma garantia e uma experiência profunda. É um conhecimento histórico experiencial. É um acontecimento experiencial”

(Carmem, Apostila cit. p. 226)

Nessa mesma passagem, Carmem afirma que “Fé é um conhecimento pleno” (Carmem, Apostila cit. p. 226).

O que aproxima a noção de Fé de Carmem daquele da Gnose.

Nesses textos de Kiko e de Carmem está clara a noção de fé como sentimento e como experiência, como encontro, e não como adesão da inteligência a um conjunto de verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja, nas quais se é obrigado a crer.

Para Kiko — como para qualquer protestante — ter Fé é ter tido uma experiência com Jesus, é sentir Jesus, e de tal modo que a pessoa mude de vida.

Essa noção herética e modernista de fé conduz a um total subjetivismo, pois cada um pode dizer que sentiu o que quiser, e baseado nisso, pode acreditar no que bem desejar. Até que Kiko é um novo Moisés.

Daí, Kiko concluir : “Nós não somos homens de doutrina” (Kiko, Apostila cit, p. 79) .

Kiko e Carmem vão repetir — ad nauseam – que a Fé resulta de uma experiência com Deus, que produz uma revelação interior e pessoal, exatamente como ensinava a doutrina herética modernista.

“Qualquer pessoa que tenha experiência de fé teve um encontro com a Revelação de Deus”

(Carmem, Apostila cit. p. 72)

É a própria definição de revelação dos modernistas condenada por São Pio X.

Exatamente por não consideram a Fé como um conjunto de verdades, Kiko e Carmem afirmarão em sua Apostila:

“Não falaremos de Deus, dizendo: “Deus é onisciente, onipotente”, teorizando e falando de verdades em forma racional. Porque cada um daqueles que os escutam pode saber muito neste sentido e não se

sentir salvo de jeito nenhum” (Kiko, Apostila cit., p. 70. O sublinhado é meu).

Texto curioso que faz pensar que, para Kiko, ter fé consiste em sentir-se salvo. O que é pura heresia protestante.

Para Kiko — esse pseudo Moisés do Neocatecumenato — “O Cristianismo não é, de jeito nenhum, uma doutrina que se pode aprender com catecismos e teologias. O Cristianismo é uma Boa Notícia, um acontecimento histórico, o que o distingue de todas as filosofias e religiões” (Kiko, Apostila cit. p. 98).

Se o cristianismo não se aprende com catecismos, o que ensina Kiko em suas catequeses? E por que ele chama os iniciados em sua pregação de catequistas? Ora, catequista é aquele que faz catequese, que ensina um catecismo. Que ensina uma doutrina.

Contradições de falsos profetas.

Kiko é repetitivo. Martela sempre os mesmo erros grosseiros:

“O Cristianismo não é uma filosofia, uma doutrina em que se explicam, de forma racional, os ‘porquês’ fundamentais da vida. Ser cristão não é aderir a uma série de verdades abstratas pré estabelecidas. O Cristianismo não é um Tratado”

(Kiko, Apostila cit. p. 97).

Por isso, para difundir o Cristianismo não se deve ensinar doutrina nenhuma. Bastaria proclamar que Cristo morreu por nós. Mas — Kiko nem percebe isso — essa também é uma verdade.

“Não se trata de dar uma síntese teológica que fale à razão, mesmo se for feito isso, mas de ouvir um anúncio de salvação”

(Kiko, Apostila Cit. 7º Dia. O Querigma (primeira parte) p. 96),

Desse posicionamento anti-racional e antidoutrinário, Carmem tira a conclusão de que não se deve querer ensinar ou convencer ninguém.

“As pessoas não entenderão nada, mas não se preocupem absolutamente. Não procurem convencê-las, dizendo-lhes as coisas que dissemos antes sobre a Penitência. Eu as disse para vocês, para que as tenham como base, para que quando os interrogarem, possam esclarecer melhor; mas não procurem convencer ninguém”

(Carmem, Apostila cot. p. 147).

Já na Introdução da Apostila que estamos citando, Kiko afirmou que:

“O Cristianismo não é uma doutrinação”

(Kiko, Apostila cit. Introdução, p. IV); que ele “não é uma doutrina” (Idem p. VI).;“é uma experiência” (Idem p. VI); “não é um curso de catequese” (Idem, p. VIII) que Kiko estaria dando aos seus catequistas.

Entretanto, Cristo nos ensinou e mandou seus Apóstolos ensinarem: “Ide e ensinai a todos”

Toda essa ojeriza à verdade e à racionalidade, toda essa recusa em aceitar a Fé como adesão à verdades reveladas por Deus, leva Kiko a asseverar que o Neocatecumenato não tem “forma intelectual”… (Kiko, Apostila, 1º * Dia. Apresentação aos catequistas, p. 1).

Daí a acentuação da Fé como sentimento:

“EM CRISTO, VOCÊ É HERDEIRO DE DEUS, IRMÃO DE JESUS CRISTO. POR ISSO VOCÊ PODE CHAMAR A DEUS: “PAPAI”, ABBA”, SENTINDO ISSO DENTRO DE VOCÊ” (Kiko, Apostila cit. p. 113. O negrito e o sublinhado são meus. A letra grande está na Apostila).

Ao contar o caso de um homossexual de Florença que fez um curso de iniciação no Neocatecumenato, Kiko ressalta o valor do sentir como sendo algo superior ao compreender.

“Lembro-me, por exemplo, de um moço de Florença que, diante de todo o mundo, disse: ‘Eu sou homossexual e bendigo a Deus com todo o meu coração porque sou assim. Ia ao psiquiatra, nunca a psicologia me salvou. Hoje, posso testemunhar, diante de todos vocês, que eu sou salvo pelo poder de Jesus Cristo”

“Dizia isso porque Deus o tinha feito sentir, com uma potência imensa, e ver, com uma clareza enorme, que Deus tinha permitido tal coisa em sua vida para que ficasse para sempre amarrado a Ele. Isso tinha-lhe feito sentir

o Senhor até o ponto de ser capaz de dizer diante de todos que Deus, através disto, o tinha apanhado para si e sabia que nunca mais se separaria dele”. (KIko, Apostila cit. pp. 73-74. O sublinhado é meu).

Ao invés de conter verdades, a Fé — exatamente como asseveravam os modernistas condenados por São Pio X — seria uma experiência.

O mesmo repetirão Kiko e Carmem. Esta última, que já recomendara que não se deve procurar convencer ninguém, afirma:

“Não se trata de iniciar uma discussão sobre as idéias que não ficaram muito claras para alguns daqueles que os escutam (isso é perigoso). Trata-se de dar a

experiência vivida pessoalmente.” (Carmem, Apostila cit. p. 160. O sublinhado é meu).

Note-se como esse movimento anti racional tem medo de discutir, pois considera isso “perigoso”

Carmem não aprecia o saber racional, intelectual. Prefere a ele um saber que ela chama de “existencial”.

Que seria um “saber existencial”?

Escutem Carmem:

“Assim é aquele que nasce do Espírito: não sabe para onde vai, se entrega constantemente a Deus; sabe, existencialmente que Deus é amor e se abandona n’Ele”

(Carmem, Apostila cit. p. 157. O sublinhado é meu).

Carmem — ela que se peja de seguir uma corrente a-doutrinária e até anti-racional, ela é toda cheia de expressões e termos filosóficos, normalmente mal usados.

Ela fala, por exemplo, em “morte ôntica”, e freqüentemente usa o termo “existencial”, o que a coloca na onda sartriana.

Fica chic! Fica na moda!

Fica até parecendo que essa Carmem, tendo em vista a sua preocupação de estar na moda, seja freira… moderna.

Carmem sempre procura demonstrar que sua crença difere do que sempre foi ensinado na Igreja. Ela é arauto de uma “maneira nova” de acreditar. Ela não tem a Fé que a Igreja sempre teve. Tem uma nova Fé.

“Nós todos pensamos acreditar verdadeiramente que Jesus Cristo ressuscitou, e isto é verdade. A experiência de Cristo ressuscitado, feita pelos Apóstolos, não é uma experiência de ontem: é de hoje, de agora, do presente, de potência de vida”

(Carmem, Apostila, cit. O Querigma - 2a. Parte. p. 123 II).

Nesse texto, Carmem distingue a pura crença intelectual na verdade da ressurreição de Cristo, de uma “maneira nova” de crer, que seria não intelectual, mas experimental.

Essa “maneira nova” de ter Fé é a maneira experimental e modernista de crer.

E Kiko imita Carmem.

Veja este exemplo:

O que faremos, fundamentalmente, será dá-lo a vocês para experimentarem: fazê-los provar a palavra de Deus.

“Para chegar a isso, para que realmente a Palavra de Deus lhes diga algo de existencial, falaremos nestes dois dias de duas palavras de Deus e da-lás-emos para vocês saborearem”

(Kiko, Apostila. cit. 12º Dia. Abraão. p. 16. O sublinhado é meu).

Mas não ficou lindo?

Que será que significa dizer “algo de existencial”?

Deve ser suculento.

E mais uma vez Kiko repete as fórmulas de Carmem: “Esta experiência de vida sobre a morte do corpo do homem, é a experiência da fé que os Apóstolos viram e que formou a primeira comunidade” (Kiko, Apostila cit., p. 123 V ).

 

Desprezo da inteligência.

É claro que esse conceito irracional, sentimental e experimental de Fé tem por conseqüência o desprezo de tudo o que está ligado à fé como virtude intelectual. No Neocatecumenato se menospreza a razão, a filosofia, os conceitos metafísicos e a própria Teologia. Só vale a experiência interior pessoal.

Dou-lhe, meu caro consulente, alguns textos comprobatórios disso, retirados da Apostila de Kiko-Carmem que lhe venho citando.

“A experiência pessoal das pessoas –

(sic! poderia haver uma experiência pessoal que não fosse de pessoas?) — vale muito mais do que dar teorias e fazer dissertações; estas com o tempo se esvaziarão.” (Kiko, Apostila cit. 6* Dia, Quem sou eu? p. 82).

Cristo faz afirmação exatamente oposta à de Kiko:

“Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não passarão”

(Luc. XXI, 33).

Para o Neocatecumenato, não são as palavras de Cristo que valem, mas as teorias do modernista Padre Bouyer.

Discorrendo sobre o que significava a ressurreição de Cristo para a Igreja primitiva, Carmem afirma que ela era ” a “Luz”, o único sol que tornou possível a existência da Igreja num mundo inútil” (Carmem, Apostila cit, O Querigma, 2a. parte, p. 123 II).

Depois de Constantino, a Igreja teria entrado em profunda decadência — garantem Kiko e Carmem, repetindo a invencionice do modernista Padre Bouyer e dos heréticos Gibelinos antigos.

Carmem prossegue afirmando que a Igreja, — antes do Vaticano II — havia escondido o sol da Ressurreição que ela possuía e que brilhava na Igreja primitiva.

A citação é longa, meu caro Rildo, mas como ela é gravíssima e comprova as heresias do Neocatecumenato, eu a coloco inteira:

Pode-se representar como a imagem do sol (fazer o desenho) — [esse é o nível didático dos encontros do Neocatecumenato: parece orientação pedagógica para magistério primário]. O sol ilumina sempre, mas durante o inverno seus raios são obscurecidos pelas nuvens. Já faz muito tempo, na história, que este sol da Ressurreição — que está presente, pois de outro modo a Igreja não existiria — está escurecido no meio de uma igreja que é pobre, em crise, etc. o que impede os raios da ressurreição de se manifestarem.

A Igreja tem este sol, mas está escondido, e nós não recebemos esta alegria, esta luz, este calor, esta vida que faz renascer cada dia, da morte, do nosso pecado, a nova criação, que nós vemos brilhar na Igreja primitiva”.

“Eu tento agora dissipar um pouco esta nuvem e dar-vos a possibilidade de escutar, daqui a pouco, São Pedro e São Paulo, que nos proclamarão o cristianismo. Muitos de nós recebemos Jesus Cristo, o Sol, de um modo muito filtrado, e filtrado de tal maneira, que não chega até nós este caminho de vida, de ressurreição. Esta nuvem, nós a podemos chamar hoje de

TEOLOGIA e muitos tratados que estão nas bibliotecas. Os Apóstolos não conheciam nada de teologia. Eles tinham uma única certeza interior, a experiência de que Jesus é vivente. Aquele que eles anunciam, nós também vo-lo anunciaremos esta tarde. Não vos anunciaremos a teologia, porque nunca a teologia deu a fé. O Espírito acompanha a Palavra anunciada pelos Apóstolos, não a Teologia. Eu também recebi (como vós) este vento do cristianismo através de uma palavra que nós chamamos REDENÇÃO”. (Carmem, Apostila, cit.p. O Querigma, 2a. parte, 123 III. O sublinhado e o destaque em letras maiores é meu).

E continua a líder do Neocatecumenato:

Existe, pois, uma grossa nuvem que nos tem impedido de receber a NOTÍCIA, o acontecimento que Deus fez para nós. Os termos teológicos são termos jurídicos — [sic !!!] — segundo a mentalidade da Idade Média. Agora já se cancelou o “JURISDICISMO”. O Concílio Vaticano II — [Le voilà, enfin!!! ] — não fala mais em termos jurídicos, mas fala do MISTÉRIO PASCAL, o que é totalmente outra coisa, pois “pascal” refere-se diretamente à História, à intervenção histórica de Deus com o povo de Israel. Falar da Redenção é uma abstração, ao passo que falar do mistério pascal é história concreta’ (Carmem, Apostila cit. O Querigma. 2a. parte, p. 123 III e 123 IV. O sublinhamento é meu).

Lendo as palavras dessa mulher que pretende dissipar a “nuvem” da Teologia — especialmente da Teologia medieval, que com São Tomas de Aquino, teria toldado o Sol da verdade de Cristo — nos vieram à mente as palavras de São Paulo contra as “mulherzinhas (…) as quais aprendem sempre e nunca chegam ao conhecimento da verdade” (II Tim 3, 6-7)

Imagine-se! A Teologia medieval ocultou o Sol da Ressurreição de Cristo — a Teologia de São Tomás de Aquino toldou o Sol da Ressurreição — e foi preciso chegar Dona Carmem com seu Kiko para dissipar a nuvem negra da Teologia e fazer, enfim, de novo, brilhar na Igreja o Sol de Cristo.

É pretensão e insolência demais!!!

E note, meu caro Rildo, que Carmem, aquela que dissipou a nuvem da Teologia e fez renascer o Sol experiencial afirma, com todas as letras, que o Concílio Vaticano II cancelou o Jurisdicismo.

Garante-nos Carmem, essa pitonisa do modernismo neocatecumenal:

“O Concílio Vaticano II não fala mais em termos jurídicos, mas fala do

MISTÉRIO PASCAL, o que é totalmente outra coisa,”

Entendeu bem, meu prezado Rildo?

Segundo a líder do Neocatecumenato o Vaticano II ensinou “outra coisa do que a Igreja antes ensinara.

Por essas palavras, fica patente que os líderes do Neoatecumenato e seu movimento fazem parte do movimento impulsionado pelos modernistas radicais que pretendem seguir “O espírito do Concílio”, e querem convocar o Vaticano III.

Entendeu bem, meu caro Rildo?

Porque, para bem entender, é preciso ter ouvidos que ouçam bem, e olhos que saibam ler…

E, para que os que têm olhos para ver, veja, cito outra frase reveladora do pensamento do Neocatecumenato a respeito do Concílio Vaticano II:

“Hoje, o Concílio Vaticano II explica de uma forma nova o Evangelho. Diz-se, de fato, que a situação do homem sobre a terra não é somente uma situação jurídica de ofensa contra Deus, mas é fundamentalmente uma

SITUAÇÃO EXISTENCIAL DE MORTE, isto é, o homem sofre na sua carne, sofre no trabalho, sofre…

“O Concílio Vaticano II faz uma

NOVA TEOLOGIA — [AGORA, SENDO DO VATICANO II, A TEOLOGIA VALE] — que nós trazemos. Não se fala mais de REDENÇÃO, mas de MISTÉRIO PASCAL: que é como uma nova primavera” (Carmem, Apostila, cit. p. 123 VI.. O destaque é meu).

Está aí confessado que, para os dirigentes do Neocatecumenato há uma Nova Teologia do Vaticano II que substituiu a noção de Redenção — noção que eles tacham de “jurídica” — por uma nova noção: a de MISTÉRIO PASCAL.

Nessa expressão — MISTÉRIO PASCAL — está a marca da origem dessa nova doutrina modernista: é a doutrina do Padre Louis Bouyer, discípulo preferido do modernista Abbé Lambert Beauduin, que já tivemos a oportunidade de analisar em outro trabalho (http://www.montfort.org.br/cadernos/bouyer.html). Que o Neocatecumenato siga a doutrina modernista de Bouyer — um dos inspiradores da Nova Missa de Paulo VI e do maçon Monsenhor Bugnini — se tem a prova nessa mesma Apostila de Kiko e Carmem: na página 229, quando Carmem trata da catequese da Eucaristia, ela afirma basear-se, para tratar da Eucaristia, nos livros do Padre Bouyer. (cfr. texto Bouyer, em http://www.montfort.org.br/cadernos/bouyer.html )

E da Nova Primavera da Igreja, após o Vaticano II, disse o próprio Paulo VI que ela se transformou numa tempestade, num processo de auto demolição, e na entrada da fumaça de Satanás no Templo de Deus.

De Primavera ista, libera nos domine!

 

Completa Ausência de Caridade no Neocatecumenato

Como vimos, não pode haver caridade sem Fé.

É impossível amar o que não se conhece. Não conhecendo a Deus tal como Ele se nos revelou — recusando a verdade que Deus revelou sobre Si mesmo — fica impossível, a quem não tem Fé, ter verdadeiro amor a Deus e ao próximo.

Por isso, é em vão que o herege, negando os dogmas, para compensar e manter seu prestígio religioso, insiste no amor. Amor que ele entende normalmente como sentimento. Ele fala em caridade, que ele entende somente como o desejo de fazer o bem puramente material, confundindo caridade com filantropia.

O Neocatecumenato, recusando a Fé, não pode ter verdadeira caridade, que consiste em amar Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, por amor de Deus.

Como poderia amar Deus sobre todas as coisas aquele que recusa a verdade que Deus revelou? Aquele que chama Deus de mentiroso? Aquele que coloca a sua opinião, o seu modo de ver acima da Revelação feita por Deus e ensinada pela Igreja?

Assim, a falta de caridade é manifestada no herege em seu desprezo pela misericórdia de Deus, no desprezo do Amor de Deus.

Quem tem o coração seco para a verdade, só pode odiar a fonte da misericórdia, nos lembra São Gregório Magno, ao comentar o ódio dos fariseus á misericórdia do Coração de Jesus para com os pecadores que encontrava.

Por isso, a falta de amor dos hereges normalmente se manifesta:

1 – No desprezo, falta de amor e de respeito pela Eucaristia, o sacramento que exige mais Fé, e que mais manifesta o amor de Deus e sua misericórdia para conosco;

2 — Pelo desprezo ao Coração de Jesus;

3 – Pelo desprezo pelas autoridades eclesiásticas, especialmente pelo ódio e desprezo ao Papado.

 

1 — Desprezo do Neocatecumenato pela Hóstia consagrada.

Já tratamos desta questão, quando respondemos à Sra. Margarida Hulschof, que tentara defender os erros de Kiko e do Neocatecumenato. Cito-lhe os trechos de minha resposta a ela, relativamente ao desrespeito, e mesmo das profanações da Hóstia praticadas pelos membros do Neocatecumenato, provocados pelas doutrinas de Kiko e Carmem:

2ª Acusação de Padre Zoffoli

:

Kiko despreza as “migalhas do pão consagrado, indicativo da negação da presença real de Cristo mesmo nas partículas da hóstia”.

A Sra. Hulschof cita a acusação de Padre Zoffoli, dizendo:

“Há também a questão das “migalhas”, à qual Zoffoli não deu destaque na presente obra, mas que já mencionou em outras, dizendo que, nas Eucaristias do Caminho, as pessoas dançam pisando nas migalhas do pão Eucarístico caídas no chão”.

Logo em seguida, ela confirma que a acusação é verdadeira:

“É verdade que nós dançamos após a celebração, porque a Eucaristia é uma festa. E, se houver no chão migalhas, é possível que, sem querer, pisemos em cima delas

. Mas é tomado todo o cuidado possível no sentido de evitar que caiam migalhas no chão.”

Portanto, os Neo Catecumenais dançam, e possivelmente pisam sobre as migalhas do pão consagrado. Mas, explica-nos Dona Margarida, que eles fazem isso, sem querer. Não o fazem de propósito. Tomam até cuidado para que as migalhas consagradas não caiam ao chão. Mas, se caírem, que fazer? Não se deixará de dançar. Dançarão, pisando nelas.

Simples, não?

E Dona Margarida Hulschof reconhece esse horror com a maior frieza do mundo, como se estivesse declarando que tomou um copo d’água.

Simplesmente escandalosas são as palavras da Sra. Hulschof, e sacrílegas e profanadoras são essas danças dos Neo Catecumenais, promovidas pelas doutrinas de Kiko.

E a Sra. Hulschof até reconhece que, antigamente, na Igreja, se tomava mais cuidado com as hóstias consagradas, tendo o Vaticano II acabado com esses cuidados:

“Se ainda assim isso acontecer, o risco é pelo menos igual ao das Missas tradicionais. Antigamente o cuidado era maior, com a comunhão sobre uma balaustrada, dada diretamente na boca e ainda com a patena colocada por baixo. Se a Igreja quis abolir tudo isso, implantar a comunhão nas mãos e ainda autorizar a distribuição da comunhão por ministros extraordinários, que a levam aos doentes nas casas e às celebrações do culto eucarístico em comunidades rurais, suponho que seja por haver compreendido que Deus faz mais questão de estar presente no coração das pessoas do que estar cercado de respeito e cuidado, mas distante e inacessível. As mudanças pastorais do Concílio Vaticano II foram uma tentativa de resgatar os valores originais e a forma original de fé vivida pelas primeiras comunidades cristãs, que tinham Cristo como presença real e concreta em suas vidas, alguém familiar e não distante, como a idéia de Deus que se foi criando com o tempo, respeitosa mas desvinculada da vida. Também o Caminho Neocatecumenal caminha exatamente na direção desse resgate da força e da pureza original da fé das primeiras comunidades, desejando limpá-la dos desvios e acessórios que se foram instalando com o tempo. Como no Caminho as comunidades são pequenas e restritas, esse “resgate” pode ser feito de uma forma mais profunda, o que acaba “chocando” a nossa mentalidade geralmente refratária a mudanças (principalmente na Europa).

(“Comentário”, p. 13 ).

Tu o disseste…”

Até aqui, o texto de minha carta a Dona Margarida Hulschof.

Então meu caro Rildo, é assim que o Neocatecumenato “vive o Amor”: pisando e dançando nas partículas das hóstias consagradas.

E um sacerdote que saiu do Neocatecumenato contou, em carta , que um dos motivos de sua saída desse movimento foi o fato de ver como os padres e os membros do Neocatecumenato tratavam as hóstias consagradas. E que, tendo interpelado, porque agiam assim, obteve como resposta que Kiko lhes ensinara uma fórmula que desconsagrava as hóstias.

 

2 — Desprezo de Kiko pelo Coração de Jesus

Os hereges sempre manifestaram ódio e desprezo pela Santíssima Humanidade de Cristo.

Os jansenistas, pais espirituais dos modernistas, desprezavam sobremaneira a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, símbolo da misericórdia e do amor infinitos de Cristo para conosco.

O Bispo jansenista Scipione Ricci, que convocou o Sínodo de Pistoia, no século XVIII – sínodo cujas decisões foram condenadas pelo Papa Pio VI – se fez retratar rasgando uma imagem impressa do Sagrado Coração de Jesus.

Os jansenistas eram frios e secos em suas heresias. É natural que odiassem o Amor misericordioso. E contudo, Pascal, um de seus mestres, é o autor de uma bem conhecida e romântica frase: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Frase que demonstra que Pascal – outro pai dos modernistas — colocava, ele também, como Kiko, o sentimento acima da razão.

Nas famigeradas Apostilas de Kiko se acham frases que eqüivalem à blasfêmia de Scipione Ricci, o Bispo jansenista de Pistoia.

Vejamos o que escreve Kiko sobre as imagens do Sagrado Coração de Jesus e sobre a devoção a ele:

“Vivemos muito alienados, tranqüilos na nossa vida mesquinha e sem sentido. Chamar à conversão o homem é chamá-lo à sua realidade profunda. Por isso, atenção com certos conceitos de Deus bonzinho, que é todo misericordioso… Porque a vida é muito mais séria. Venham comigo vocês que têm certos conceitos de um Deus tipo Sagrado Coração de Jesus, com a mãozinha assim e o rosto bem pintadinho, todo de açúcar e mel, bem suave e terno… vamos aos barracos

– [às favelas de Madri] – ver uma mulher, cujo marido bebe e lhe bate todas as noites, que tem um filho na prisão e outro meio louco, uma mulher que se levanta todos os dias às 5 horas da manhã para ir fazer limpeza nas casas e não tem nada para comer. Vamos perguntar a essa mulher sobre aquele Jesus tão suave… Vamos ver as prostitutas, as detidas pela polícia, os drogados; vamos ver a guerra do Vietnam, os cadáveres em putrefação; vamos ver um pouco aquele Deus todo suave que tem aquela vidinha tão regular, tão boa e querida! Não! A vida é muito mais séria do que isso tudo e não se pode fazer dela uma caricatura . Aquele Deus de papel não existe. O Deus da Bíblia não é assim” (Kiko Arguelo, Apostila cit. 6º Dia. Quem sou Eu? , p. 88. O sublinhado é meu).

Então, meu caro Rildo?

Será que é isso que você considera “viver o amor”?

Tenho certeza que não. Tenho certeza que agora você me dará razão por atacar essa seita modernista que é o Neocatecumenato.

Alguém dirá que Kiko criticou um estilo de arte sentimental e romântico que expressa mal a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e não atacou propriamente essa devoção.

Ledo e muito ingênuo engano.

Repare que Kiko pede que se tenha atenção com conceitos e não contra o estilo em que se expressam esses conceitos.

Pois diz Kiko: “Por isso, atenção com certos conceitos de Deus bonzinho, que é todo misericordioso…“.

Portanto, Kiko previne contra o conceito de um Deus todo misericordioso, expresso na devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Ele critica o estilo sentimental de certas imagens do Sagrado Coração de Jesus, mas visando atingir o conceito de um Deus todo misericordioso.

Dir-se-á ingenuamente — repetimos — que Kiko quis condenar uma concepção romântica de Cristo e uma devoção sentimental. Que ele foi contra a romantização de uma devoção, e não contra a devoção ao Sagrado Coração em si.

Se fosse assim, ele deveria ter deixado isso bem claro, porque quanto mais um tema é delicado, mais claras devem ser deixadas as distinções.

Num tema tão sagrado quanto a devoção ao Coração misericordiosíssimo de Cristo, Kiko deveria ter deixado patente que ele distinguia a devoção revelada pelo próprio Cristo a Santa Margarida Maria Alacocque, das representações de alguma imagem romântica.

Ele distinguiu o contrário: pediu que se tomasse cuidado com o “conceito de um Deus bonzinho, que é todo misericordioso”.

Pretender desculpar Kiko dizendo que ele critica um certo tipo de arte sentimental e não o conceito a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, seria a mesma coisa que dizer que o jansenista Scipione Ricci, rasgando a Imagem do Sagrado Coração de Jesus, queria demonstrar apenas seu desprezo estético a uma tela, e não um posicionamento teológico.

Na realidade, aproveitando essas desculpas, sem nenhum respeito pela imagem de Cristo, ele blasfemou contra o próprio Coração de Jesus:

Agora lhe deve estar bem claro porque as Apostilas de Kiko devem ser mantidas secretas. Agora deve lhe ficar claro o que Dona Margarida Hulschof escreveu ao pretender defender Kiko e o Caminho Neocatecumenal:

Kiko repete sempre que nem tudo o que ele está dizendo é para ser repassado às pessoas, ao menos não tudo de uma vez.”

(Margarida Hulschof, “Comentário”, p. 18).

Nem tudo, Kiko diz de uma vez. Ele ataca a figura sentimental de um santinho do Sagrado Coração para atingir o conceito dessa devoção:

Venham comigo vocês que têm certos conceitos de um Deus tipo Sagrado Coração de Jesus, com a mãozinha assim e o rosto bem pintadinho, todo de açúcar e mel, bem suave e terno…”

Onde ficou o respeito por Nosso Senhor? Na boca de Kiko a blasfêmia é tanto mais repulsiva quanto mais ele quer se fazer passar por fiel.

Como pode amar os homens quem tem tal desprezo pelo conceito do Coração misericordioso de Cristo? Todo o amor que ele proclama pelas prostitutas, pelos pobres, pelos drogados, é pura simulação, porque quem não ama a Deus, não pode amar realmente a seus irmãos.

E não pense, meu caro Rildo, que Kiko disse essas frases escandalosas uma só vez, por um lapso. Ele voltará à carga.

“Temos grande ignorância das Escrituras, e, por isso, temos as nossas idéias de um Jesus melado, com a barbinha e as sobrancelhas depiladas, com a mão assim e o olhar assado…(como certas imagens do Sagrado Coração). Pensamos que Jesus fosse todo doçura, e não sabemos que Jesus disse: “canalhas ! Raça de víboras !” E disse a Herodes: “essa raposa…”Jesus se zangou também. Mas, como temos esta imagem de Deus dos santinhos, não podemos comprender o Deus da bíblia, que é um Deus potente e firme”.

(Kiko , Apostila cit. p. 108. O sublinhado é meu).

Mais uma vez, aproveitando o estilo sentimental de certos santinhos, Kiko atacou, de fato, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Ele faz uma crítica à arte sentimental, sem distinguir que o conceito, mal expresso nessa arte, deve ser preservado. E como ele prevenira contra esse conceito de um Deus todo misericordioso, o que ele ataca, então, de fato, é a própria devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Por sua vez, provando que o desprezo da devoção a Cristo é característico do Neocatecumenato, Carmem dirá, ela também, que Cristo não é nosso modelo.

Jesus Cristo não é qualquer coisa de ideal que nós possamos realizar, não é um modelo.” (Carmem, Apostila, cit, p. 123 VI)

Está claro, meu prezado Rildo, que o Neocatecumenato contraria o Evangelho, pois nele Cristo Senhor nos disse:

“Vós me chamais de Senhor e Mestre, e Eu o sou. Dei-vos o exemplo para que façais o mesmo” ( )”Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”( ).

citações

Para Carmem, nada disso vale. Para ela, para os iniciados do Neocatecumenato, Cristo não é modelo .

Para nós, católicos, Cristo é o único e verdadeiro modelo.

Para a mestra de heresias do Neocatecumenato, Cristo nem foi a pessoa que mais sofreu:

Nós temos feito de Jesus um homem bom

— (???) —, que sofreu…Mas não é este o problema, pois existem muitos homens que sofreram muito mais do que Jesus Cristo. Hoje, nos hospitais, na guerra, nos campos de concentração, etc. existem homens que sofrem e que sofreram mais do que Jesus Cristo” (Carmem, Apostila cit. p. 123 V).

Fica-se estarrecido diante de tanta tolice e de tanta incompreensão blasfema. E não se sabe o que é maior nessas frases, se a tolice ou a blasfêmia.

Ambas — tolice e blasfêmia — são efeitos dos erros contra a fé dessa mulher pretensiosa que se arroga a missão de dissipar as trevas em que a Teologia escondeu o Sol da Verdade.

Está claro, meu caro Rildo, que o Neocatecumenato mantém ocultas as suas apostilas para poder continuar enganando os católicos ingênuos?

 

3 — Desprezo do Neocatecumenato pelo Clero

Além das doutrinas heréticas sobre as quais Kiko recomenda segredo, nas Apostilas se encontra um franco menosprezo dos dirigentes do Neocatecumenato com relação ao Clero.

Isso é uma conseqüência lógica da perda da Fé.

Como poderia ter amor ao Clero quem não teve amor e zelo pela verdade?

A caridade manda amar, em primeiro lugar, os superiores: pai e mãe, padres, mestres e superiores de qualquer tipo, pois sua autoridade vem de Deus, e lhes foi dada para ajudar a nossa salvação.

É do Clero que recebemos os Sacramentos que nos salvam. É por meio do Clero que recebemos, normalmente, a doutrina da salvação. Sinal claro de perdição é o desprezo da autoridade colocada por Deus, especialmente a do Papa, depois a do Bispo diocesano e do vigário, a quem estamos direta e normalmentemente ligados.

Isso não significa, obviamente, que não devamos nos opor, até mesmo publicamente quando necessário, aos maus membros do Clero, quando ensinam o erro, ou quando, como agora com os casos de pedofilia e homossexualismo, cometem escândalo público.

Entretanto, isso deve ser feito exatamente por amor à Autoridade Eclesiástica – que é ultrajada por esses maus elementos – e nunca por ódio, ou com desprezo, a essa mesma autoridade, instituída por Cristo.

As apostilas, como você verá, não criticam membros do Clero por eventuais erros, mas membros do Clero.

Vejamos como Kiko tem pouco apreço pelos padres:

“E isso se vê pelos fatos: aquele que tem o Espírito Santo ama

o inimigo: vigário, capelão, Bispo ou quem quer que seja” (Francisco Arguelo — Kiko — Apostilas, Orientações às Equipes de Catequistas para a fase de Conversão, Anotações tiradas das gravações dos encontros realizados por Kiko e Carmem, para orientarem as equipes de catequistas de Madri, em Fevereiro de 1972, Jundiaí – SP- Janeiro de 1987, 8º Dia do Encontro — O Querigma– 2a. parte Querigma nas Escrituras, p. 121)

Repare que ao citar o inimigo a quem se deve perdoar, Kiko enumera somente pessoas do Clero… É sintomático de um espírito sectário que não quer se submeter ao Clero. Para Kiko, os inimigos são primeiramente os membros do Clero.

Numa outra Apostila, Kiko diz:

Os padres acreditam que as pessoas são religiosíssimas, porque as igrejas estão cheias, passam a vida dando sacramentos… Vá falar ao padre sobre o Caminho Neocatecumenal… Nada, nem o escutam. Há um clericalismo feroz. Os padres são super homens. Uma massa de gente muito cristã. Mas você percebe que alí existe um muro de borracha e que você não sabe se aquilo é cristianismo ou o que seja. Porque logo você vai ver a verdade no fundo, a família está destruída, há bebedeiras , incestos, promiscuidade…Tudo aquilo que sabemos que existe.” (Kiko, Convivência de Catequistas – 1995 p. 70. O negrito é meu).

E veja, meu caro Rildo, como fazendo a caricatura de um padre mau, Kiko insinua uma generalização que solapa a própria autoridade eclesiástica:

Não existe pior caricatura de um padre do que aquele que usa o colete assim, e anda requebrando, elegante, autoritário. Jesus Cristo crucificado, o último; os padres têm que dar exemplo de humildade”( Kiko, Convivência de Catequistas – 1995 p. 72).

Em outras passagens, Kiko demonstra pouco respeito pelo sacerdócio, pois diz:

“Um outro problema terrível que podemos ter, é que o pároco comece a ficar nervoso porque não lhe agradam as catequeses; isto sim é que é um problema, pois os padres têm uma idéia do que seja a catequese e pensam que os catequistas devem ser pouco menos que os professores de teologia e esperam escutar certas coisas.

Segundo problema: o pároco tem já uma idéia da gente que virá, conta com tal pessoa, com tal outra e com os mais firmes da paróquia, e sucede que não vem nenhum destes, mas se vê alí um bando de pobretões e outros senhores que jamais viu na paróquia; assim leva uma grande desilusão e se sente destruído, a coisa já não lhe agrada e não o convence. No fim, vê que as pessoas diminuem e começa a pensar que diminuem porque as catequeses não são bem dadas, que o enganaram, porque ele queria uma equipe mais bem formada e não esta que vem aqui e diz coisas “muito pobres”.

“Não vos deixeis enganar com tudo isso, dizei ao pároco que ele está enganado, QUE PASSE À FÉ; que vós estais ali em nome de Jesus Cristo, que não estais ali em vosso próprio nome e que é Ele quem vos escolheu, nem vós escolhestes a paróquia, e que, se houvesse necessidade de estudos maravilhosos, jamais se evangelizaria”.

(Kiko, Apostilas, idem Introdução, p. VII).

Note você, meu caro Rildo, como Kiko quer que os catequistas do Neocatecumenato falem aos padres: eles é que são escolhidos e enviados por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo. Os catequistas é que têm uma missão diretamente confiada a eles por Deus.

“Vós exerceis um ministério em nome de toda a Igreja

, não deveis pregar só o pedacinho de fé que tendes; pregai em nome da Igreja” (Kiko, Introdução, documento citado, p. I).

O que está dito aí é gravíssimo. Kiko considera seus catequistas como possuidores de um ministério em nome de Cristo. O Neocatecumenato se apresenta então como uma hierarquia paralela àquela que foi estabelecida por Cristo. Isto é cismático e herético, pois constitui uma Igreja paralela à Igreja Católica, dentro da Igreja. É natural que tal posicionamento tenha criado, por toda a parte, atritos com a hierarquia, e causado divisões nas paróquias. É natural então que Kiko veja no vigário, no Bispo, “o inimigo”.

Kiko considera que, na Igreja, devem se distinguir duas forma de autoridade e de magistério: 1 – a carismática, como a dele e do Neocatecumenato, em geral; 2 — a Institucional.

É essa postura doutrinária errada que provoca a formação de uma estrutura paralela nas paróquias e dioceses onde se instala o Caminho neo Catecumenal de Kiko e Carmem.

Pedro e Paulo. O que salva a Igreja são sempre as duas testemunhas, o carismático e o institucional juntos. O carisma é um dom. Nós [os membros do Neocatecumenato] somos os mais irregulares. Eu sou um pintor e Carmem…(Sic) uns leigos, e estamos aqui armando uma confusão na Igreja…o Papa vem e nos apoia…Mas o que é isto, uma igreja paralela? Um diz que dividimos as paróquias , outros…” (Kiko, Convivência de Catequistas — 1995, p. 70).

É por razão de se crer autorizado por um carisma do Espírito Santo que Kiko se sente com a autoridade — carismática — de dizer a seus sequazes que eles devem “prega em nome da Igreja” e “exercer um ministério” em nome da Igreja, sem ter nenhum a autoridade institucional.

No Neocatecumenato se manifesta de modo agudo a dicotomia da pseudo igreja carismática em oposição à Igreja institucional

Ainda bem que Kiko reconhece que está armando uma confusão na Igreja…

Para Kiko e para o Neocatecumenato, o padre devia representar a “comunidade” e não Cristo:

“Quarta Pergunta: Até que ponto, para você, o Presbítero que o absolve representa a comunidade?”

“As pessoas dizem que nunca tinham pensado nisso. Acreditam que o Presbítero representa Jesus Cristo e a Deus somente. Mas, a comunidade ? … Qual comunidade ? Então explica um pouco, falando da Igreja primitiva”

(Kiko, op. cit. p. 143).

Se o Padre não representa a comunidade — esse novo ídolo da teologia de Zundel que, juntamente com a teologia do Padre Bouyer, informa a doutrina do Neocatecumenato – são os catequistas Neocatecumenais que se julgam os verdadeiros representantes da comunidade, com um ministério dado pelo próprio Cristo para guiar o povo para a Nova Terra Santa, liderado por Kiko-Moisés (Cfr. Documento citado, p.155).

Daí, os catequistas serem incitados por Kiko a dirigirem, guiarem, mandarem o que os Padres devem ou não fazer.

Que os padres compreendam isso, e não criem problemas.

Por isso diz Kiko o que é preciso:

“Nisto deveis ter paciência com o pároco e ‘amaciá-lo’ ”

(Kiko, Introdução idem p. VIII ).

Dou-lhe alguns exemplos do que Kiko recomenda aos catequistas para fazerem com relação aos sacerdotes.

“Porque os padres poderiam não dar muita importância para vocês. Ao contrário, se vocês instruírem bem o vigário, têm o terreno bem preparado para que ele mesmo explique como terão que ser feitas as coisas e por quê.

(Kiko, Apostilas, cit. 10º Dia, Celebração Penitencial, p. 140).

“Digam aos padres que concretizem a absolvição segundo o Novo Ritual aprovado pela Reforma do sacramento da Penitência

(…) Digam também aos padres que não demorem muito, fazendo direção espiritual. (…) “…nada de confissões em confessionários ou num cantinho, porque se perderia o sinal. Convidam-se os presbíteros a se confessarem entre si no começo das confissões” (Idem, p. 150).

O Neocatecumenato pretende governar o Padre:

“O Presidente

[o sacerdote] seja breve. Digam-lhe que não faça sermões (…) que os padres não façam discursos às pessoas” (Kiko, Apostila citada, p. 158).

Até no tipo de penitência que o confessor dá ao penitente se intrometem os catequistas do Neocatecumenato:

“É bom, por isso, aconselhar com antecedência os presbíteros para não dar, a não ser em casos especiais, outra penitência além desta”

[O Pai Nosso] (Kiko, Apostila cit. p. 158).

Não bastando essa diminuição do munus sacerdotal face aos catequistas, Kiko ainda ridiculiza os padres, pois recomenda:

“Que o Presidente a leia [ a Exortação bíblica tirada de II Cor. V, 1-21] com força, sentindo-a, e não com voz de padre ou com tom de sermão; que a torne realidade.”

(Kiko , Apostila citada, p. 158).

 

Neocatecumenato — Favelas — Pobreza e Caridade

Certamente você me contra-argumentaria com a renúncia às riquezas praticadas por vários — para não dizer muitos — do Neocatecumenato, que passam a viver pobremente entre pobres, até mesmo, ao que consta, em favelas.

Evidentemente, se alguém faz isso com reta intenção, Deus, que conhece o fundo dos corações, o recompensará. Não entro no foro das intenções, onde nem mesmo a Igreja entra: “De internis, nisi Ecclesia”.

Também não entrarei na questão controvertida do uso das riquezas renunciadas em favor do Neocatecumenato, e do que tanto se fala: as diferenças de modo de vida dos dirigentes e da base do movimento. Deus julgue.

Permaneço circunscrito ao terreno doutrinário.

Ora, como já vimos, segundo a doutrina Católica ninguém pode ter verdadeira caridade, sem ter verdadeira Fé. Como o Neocatecumenato nega e destrói a Fé Católica em seus membros, se há algum ato de caridade praticado por eles, ele só pode ser de ordem material, e nunca formal.

Repito que não entro nas intenções e nem na questão de que, evidentemente, em concreto, pessoas do Neocatecumenato que não tenham ainda perdido a Fé possam fazer, realmente, atos de caridade correta.

Considero a questão apenas doutrinariamente.

Creio que lhe é clara a distinção entre atos de benfeitoria puramente humanos — atos de filantropia, sem valor sobrenatural — e atos de Caridade, realizados pelo amor de Deus, e não apenas por amor ao homem, ou por pena natural das miséria de alguém.

Creio que o Neocatecumenato explora a boa vontade de muitos, enganando-os com falsas doutrinas que lhes vai instilando lentamente, e em segredo, par não causar escândalo nem assustar os incautos. Não é à toa que a iniciação neocatecumenal leva 11 anos para se completar…

 

CONCLUSÃO

Meu caro Rildo, você deve ter ficado surpreso com a extensão de minha carta.

Afinal, você não me perguntara tanto.

Mas é que estava eu estudando a Apostila de Kiko, e minha indignação contra suas heresias crescia à medida que as lia, quando recebi sua carta.

Aproveitei para, ao mesmo tempo que elucidava suas dúvidas, esclarecer a muitos sobre uma das Apostilas de Kiko. Tenho quatro delas, e nem pude expor tudo desta primeira que examino. Dela haveria muito que dizer, a respeito da Penitência — da Confissão — e da comunhão.

No assunto confissão, a doutrina é vergonhosamente protestante. Na da Eucaristia ou Comunhão, a doutrina é escandalosamente judaica.

Como o Neocatecumenato consegue manter-se na Igreja, se diz tantas heresias?

Simples: elogiando o Vaticano II, palavra de passe que garante defender qualquer loucura em nome do Concílio .

Resumindo e concluindo, mostrei-lhe:

1) que o Neocatecumenato tem uma noção modernista de Fé;

2) que essa noção herética de Fé destrói a Caridade;

3) que a falta de Caridade do Neocatecumenato se manifesta no desrespeito à Eucaristia, no desprezo e na ridicularização da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e no desprezo dos sacerdotes.

Esperando tê-lo auxiliado, assim como a muitos outros, enganados que foram por Kiko e Carmem, e recomendando-me às suas orações, me despeço fraternalmente

in Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

TAGS

Publicações relacionadas

Notícias e Atualidades: Bento XVI ordena: basta à fantasia litúrgica do Neocatecumenato

Cartas: Experimentação - Orlando Fedeli

Cartas: Confissões de jornalista - Orlando Fedeli

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais