Montfort Associação Cultural

19 de janeiro de 2010

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Justiça divina

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Dulce Maria Coimbra
  • Localizaçao: Pelotas – RS – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação concluída
  • Profissão: Professora
  • Religião: Católica

Caros irmãos em Jesus!
Que Deus nos abençoe!

Escrevo porque estou com algumas dúvidas, embora tenha lido já todos os artigos do site, as cartas, os comentários e refletido muito com a bíblia, estou me sentindo confunsa, explico-me:
A um tempo atrás, meu filho mais novo namorou uma moça espírita kardecista, uma boa moça (apesar de tudo) que insistia num comentário: A igreja sempre diz que a justiça divina não se baseia na igualdade (nos casos de crianças deficientes) mas na necessidade de Deus se manifestar, na sua vontade. Eu sempre contra-argumentei muito bem nossa fé, e isso não era problema, até nascer meu terceiro netinho, o João Batista, (lindo nome não é?) um garotinho lindo, porém, surdo e cego, com deficiência mental severa. Não sei mais o que pensar meus caros irmãos, porque justamente meu netinho limitado ao extremo, tendo tanto para oferecer a este mundo, com dinheiro para estudar nas melhores universidades, cheguei até a pensar que a lógica de justiça divina de Kardec é mais razoável para quem sofre. Deus me perdoe! Me ajudem, onde encontrar reforço para meus dogmas, para minha própria fé, se nem na minha santa igreja consigo consolo?

Mias uma vez, Deus seja conosco!

Muito prezada Professora, dona Dulce ,
Salve Maria.
 
     Para o espiritismo, seu neto teria nascido com tais deficiências por ter cometido pecados noutra vida anterior. Vida que ele não conhece. Como ele poderia compreender esse sofrimento e essas deficiênias se nem sabe o que cometeu? E no que teria errado? Como se arrepender do que não se conhece?      
     Se Deus permite que alguém nasça com deficiências não é por ter cometido pecados numa vida anterior que não existiu, porque São Paulo diz: “está decretado que o homem morra uma única vez” (Heb., IX, 27)       
     E Nosso Senhor quando os apóstolos lhe perguntaram sobre um cego de nascimento: “Mestre, quem pecou? Este ou seus pais. Para que ele nascesse cego?” Jesus respondeu: ”Nem ele e nem seus pais pecaram, mas foi para manifestar nele as obras de Deus” (Jo. IX, 2).
     Veja, minha cara Professora, que o próprio Jesus lhe responde: nem esse menino pecou e nem seus pais. Deus permitiu essa cruz a ele, por bondade. Desse modo, ele sendo batizado e não podendo pecar, é certo de que ele irá para o céu. Deus lhe deu tantas deficiências, mas lhe garantiu o céu. Cuidando dele, a senhora e os pais dele adquirirão muitos méritos, porque ele é como Jesus que lhes pede um copo d`água. Tudo o que vocês fizerem por esse menino, é por Jesus que o fareis. Grande será o mérito de vocês porque Deus os visitou com esse pobre menino que vive na graça de Deus e que tem o céu garantido.
     Deus os guarde e lhes dê força para cuidar desse menino que Deus lhes deu para que exerçam a caridade mais perfeita.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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